O jornalista de cultura e música Pedro Rocha morreu em 3/1, aos 27 anos, vítima de uma parada cardíaca. Ele estava em seu apartamento em São Paulo.
Formado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), trabalhou
no portal Papel Pop e nos cadernos Divirta-se
e Caderno 2 do Estadão. Ultimamente,
comandava o site Exitoína da
Editora Caras.
O relatório anual da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), divulgado em 17/12, aponta que a América Latina pode ser tão perigosa quanto o Oriente Médio para jornalistas. O estudo contabiliza mortes, detenções, sequestros e desaparecimentos de jornalistas ao redor do globo. Na América Latina, 14 jornalistas foram mortos em coberturas ou por serem jornalistas. Só no México, foram dez.
O estudo mostra também uma queda de cobertura jornalística em regiões de guerra, especialmente no Oriente Médio. Os profissionais sofrem ataques, sequestros, prisões arbitrárias e, em casos extremos, morte. Além disso, as leis de proteção ao jornalista são muito restritivas na região.
Curiosamente, a pesquisa aponta também o menor número de jornalistas mortos no mundo desde 2003, quando o estudo passou a ser realizado: 49 mortes. Essa baixa tem a ver com uma redução de mortes de jornalistas em zonas de guerra. Porém, segundo analisa Christophe Deloire, secretário-geral da RSF, “mais e mais jornalistas estão sendo assassinados por causa de seu trabalho em países democráticos, o que cria um desafio para a manutenção da democracia nos lugares em que esses profissionais vivem e trabalham”.
A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) se também se posicionou sobre a situação. Para Younes Mjahed, presidente da FIJ, “que haja menos mortes de jornalistas deve ser um motivo de alívio para todos os que estão unidos na luta para garantir a segurança dos/as jornalistas, uma causa que tem motivado a FIJ durante décadas. Porém, não é tão satisfatório ver como nossos informes revelam constantemente que haja mais mortes de jornalistas em países em situações de paz por reportar sobre corrupção, crimes organizados e abuso de poder que em zonas de guerra. O fracasso dos governos para deter a impunidade destes crimes deve ser abordado através da Convenção da ONU para a proteção de jornalistas que estamos promovendo”.
Vanessa Adachi deixou o Valor Econômico em 10/12, após 17 anos de jornal. E o fez, conforme revelou em seu Linkedin, pela vontade de experimentar coisas novas. Nessas quase duas décadas, foi repórter de investimentos e de negócios, repórter especial, editora de Finanças e Mercados e editora executiva. A este J&Cia, disse que há alguns meses manifestou à direção do jornal a vontade de sair e buscar novas experiências: “Havia outros planos sendo discutidos, mas conseguimos construir uma saída muito positiva, com portas abertas. Sou grata à direção do Valor e da Editora Globo por todas as oportunidades, pelo entendimento e pelo desfecho dessa história”. Ela acrescentou que deixa o Valor já com saudades, “mas satisfeita com a escolha e animada com o futuro”.
O idealismo não sai de moda. É a mola propulsora do empreendedorismo, capaz de promover grandes transformações. Hoje me lembrei dos meus anos de mocidade e dos meus contemporâneos que se dedicaram a promover a melhoria de vida dos moradores do Norte de Minas. Realizamos projetos arrojados para a nossa época. Destaco a fundação do Diário de Montes Claros e da revista Encontro, tema de hoje neste espaço.
A
revista Encontro surgiu das minhas conversas com Waldir Senna Batista, Enock
Sacramento e Lúcio Marcos Bemquerer. Juntaram-se ao grupo Haroldo Lívio –
bancário, advogado, jornalista, escritor, contista e historiador –
e Konstantin Christoff, médico cirurgião, artista cuja personalidade,
vida e obra marcaram de maneira feliz e definitiva o cenário cultural de Montes
Claros. Todos muito jovens, menos de 30 anos, Konstantin, um pouco acima dos 40
anos. Sentíamos a necessidade de ter uma revista que representasse o
pensamento e as aspirações do Norte de Minas. Que contasse as nossas histórias
e promovesse o progresso da região, que falasse das nossas aspirações,
conquistas, que desse foco nas realizações e no progresso da região norte
mineira.
Ideias
na cabeça, tínhamos a barreira do capital para começar, formar a equipe de
jornalistas e colaboradores, as dificuldades de logística para a impressão,
a distribuição, como conquistar os leitores… e muitos outros senões que
aparecem quando se quer empreender, pôr uma empresa na rua. Mas a juventude tem
de bom a força do experimentar, de não ter medo de ousar, acertar ou errar.
E o projeto saiu da iniciativa para as bancas de jornais.
O
nome Encontro foi ideia do Konstantin. A despeito de suas funções no
hospital e no consultório, ele encontrou tempo para participar da iniciativa.
Fizemos inúmeras reuniões para definir o projeto, a missão, os temas, as
colunas e todo o projeto gráfico e editorial. Depois de meses de planejamento,
a iniciativa virou realidade.
O
primeiro número circulou em junho de 1960. As reportagens, entrevistas,
crônicas, contos, política e os artigos eram escritos pelos fundadores. A seção
humorística era de responsabilidade de Haroldo Lívio, sob o pseudônimo de
Parsifal de Almeida, rico de humor e de gostosas gargalhadas. Algumas
reportagens foram escritas por Humberto Santos. As caricaturas e ilustrações de
anúncios eram saídas da pena de Konstantin Christoff. Ele editava as cartas dos
leitores. Mas Konstantin não sabia datilografar. O que ele fez? Comprou um
livro, Método de Datilografia. O autor
recomendava uma lição por dia num período de 60 dias. Konstantin tinha
pressa de aprender. Um dia e uma noite inteiros ele treinou em uma máquina de
escrever, copiando as lições. Ao parar o treino, tinha os punhos inchados,
mas se tornou datilógrafo.
Os
anunciantes prestigiaram e viabilizaram o começo da revista. Bastava levar
aos industriais e comerciantes a prova de um anúncio bolado pelo médico e era
aprovado incontinenti.
O
processo de impressão e distribuição merece ser contado. Todo o material ia,
por correio, para Belo Horizonte. Lá os pacotes com nossos textos eram recebidos
por Lúcio Bemquerer, que se encarregava de contratar a gráfica pra fazer a
impressão. Lúcio morava na capital e estudava Economia na UFMG. Ele se dividia
entre o curso e as tarefas de editor. Revistas prontas, voltavam pra Montes
Claros para a distribuição entre os anunciantes e os leitores. Nas minhas
contas, eram 5.000 exemplares impressos. Quem ajudava na distribuição era o
Ducho, dono da Agência Thais, um dos primeiros distribuidores de jornais e
revistas do Norte de Minas.
No
primeiro ano, a periodicidade da revista se manteve. A receptividade era muito
boa. Mas os custos aumentavam, tinha inflação e o faturamento deixou a
desejar. A revista precisava de continuar com o apoio do comércio, das
associações e da sociedade pra bancar pelo menos a impressão. Mas os
custos cresciam, o comércio enfrentava dificuldades, cancelaram anúncios e a
revista Encontro parou de circular em setembro de 1962.
Ainda
existem exemplares da revista, mas estão nas mãos de poucos. Não me lembro a
data, mas o Lucio Bemquerer se encarregou de mandar fazer a encadernação
de toda a coleção e entregou um exemplar pra cada um dos principais
colaboradores. A encadernação em poder deste escriba está quase inteira.
Faltam algumas páginas arrancadas e outras rabiscadas pelos filhos e netos que
sempre frequentaram o meu espaço de trabalho. Foi um feito ter conseguido
publicar a revista Encontro nessa época áurea do nosso jornalismo no Norte de
Minas.
Folheando a coleção da revista, encontrei textos marcantes e campanhas que ajudaram a promover o progresso do Norte de Minas. Entre elas, a destinação correta de 3% da renda tributária em favor da população, a campanha pela criação da Unimontes e da inclusão da nossa região na área da Sudene.
Virgínia Queiroz
A contribuição é de Virgínia Queiroz, da Infinity, que trabalhou por 25 anos na TV Globo-SP e teve uma rápida passagem pela Band. Em homenagem ao pai, Décio Gonçalves de Queiroz, falecido em maio de 2018, ela separou algumas histórias que ele publicou na coluna Canto de Página do Jornal de Notícias, de Montes Claros, no Norte de Minas, e enviou a este J&Cia. Vale lembrar que ele próprio dirigiu por décadas o Diário de Montes Claros, além de ter sido revisor no Estadão, nos anos 1950. A história que reproduzimos é da edição de 26 e 27/2/2017.
Depois de pouco mais de seis anos na TV Globo, Fabio Seixas deixou a empresa no início do mês. Aceitou proposta do DAZN, serviço global de streaming dedicado ao esporte e que chegou ao Brasil em maio. Na Globo ele era gerente de Reportagem do Esporte. No DAZN, assumiu nesta semana o posto de Head of Publishing & Programming. Vai continuar no Rio de Janeiro. Ao que consta, é o primeiro caso de um jornalista ou executivo que deixou a Globo pelo DAZN, o que causou algum reboliço no meio esportivo.
Sandra Passarinho, correspondente da Globo na Europa, deixou a emissora após 50 anos de casa. Em comunicado à redação, o diretor-geral Ali Kamel disse que ela pretende se dedicar a novos projetos: “O que a cativa é continuar de alguma forma a buscar outras formas de contar histórias”.
Kamel revelou também que Sandra foi convidada a fazer parte
de um projeto digital por um amigo de quando cursou Ciências Sociais em Londres,
onde ela continuará.
Com ampla experiência internacional, Sandra teve algumas
coberturas marcantes ao longo de sua carreira, como a Revolução dos Cravos,
a morte do ditador espanhol Francisco Franco, o nascimento do primeiro bebê de
proveta e os atentados terroristas do grupo IRA na Inglaterra.
O presidente Jair Bolsonaro atacou jornalistas nesta sexta-feira (20/12) no Palácio da Alvorada. Ele ficou irritado com perguntas relacionadas à investigação de um suposto esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos que envolve seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. O presidente afirmou que a imprensa “só vê um lado”.
Bolsonaro dirigiu ofensas e xingamentos aos jornalistas.
Ele afirmou que foi o responsável por um empréstimo de R$ 40 mil reais ao
assessor de Flávio, Fabrício Queiroz. Ao ser questionado se tinha o comprovante
de pagamento, Bolsonaro respondeu: “Ô rapaz, pergunta para tua mãe o
comprovante que ela deu para o teu pai, certo? Você tem a nota fiscal desse
relógio que está no teu braço? Não tem”.
Entre gritos e palavrões, o presidente também pediu
silêncio a um repórter que estava falando enquanto ele respondia as perguntas,
e questionou aos presentes: “O processo é segredo de Justiça ou não é?
Respondam. Respondam, porra!”.
O relatório anual sobre a confiança dos líderes empresariais globais, realizado por Planin e TheWordCom Public Relations Group, aponta uma queda no índice. Mais de 58 mil executivos foram entrevistados no mundo todo. Os resultados indicam que a confiança geral caiu mais de 20%, com destaque para Estados Unidos (51%) e China (21%).
Roger Hurni, presidente Global do Worldcom Public Relations Group, afirma que “altos níveis globais de incerteza, como conversas sobre guerras comerciais entre Estados Unidos e China, impactam as percepções de líderes empresariais. Por isso, a pesquisa mostra que acordos e tarifas globais de comércio estão prejudicando a confiança global de líderes empresariais em praticamente todos os países do mundo”.
“Usamos tecnologias inovadoras para produzir a pesquisa Worldcom Confidence Index 2019, que contou com inteligência artificial para monitorar o que pensam os líderes das maiores nações do mundo”, afirma Angélica Consiglio, CEO da Planin e responsável internacionalmente pela gestão de conhecimento do Worldcom Public Relations Group.
Além da confiança global, o relatório analisou a importância de públicos específicos e os níveis de confiança que os executivos precisam ter para alcançar esses públicos. Em 2018, os CEOs estavam mais preocupados em alcançar clientes, gerando vendas. Em 2019, porém, os entrevistados estavam 160% mais preocupados com os influenciadores do que há um ano. “O crescimento desse público pode demonstrar que os líderes começam a perceber o valor do apoio de influenciadores para ajudá-los a navegar em tempos incertos”, diz Hurni.
* Por conta de alterações na tabela de pontuação, que resultou em algumas mudanças de posição, este texto foi atualizado em relação a sua versão original, publicada em 19 de dezembro de 2019. As mudanças estão explicadas abaixo, no próprio texto. (Última atualização: 9 de janeiro de 2020)
A repórter especial e colunista da Folha de S.Paulo Patrícia Campos Mello foi a jornalista mais premiada do Brasil em 2019, segundo apurou o Ranking J&Cia dos +Premiados da Imprensa Brasileira. O levantamento, que chega à sua nona edição, abrangeu 166 premiações, nacionais e internacionais, concedendo pontuações que variam de 5 a 100 pontos para cada conquista, de acordo com variáveis como relevância e abrangência de cada iniciativa.
Foram 145 pontos e três prêmios que Patrícia conquistou em 2019. O primeiro, que lhe rendeu 10 pontos, foi o Grande Prêmio Folha de Jornalismo pela reportagem Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp. A reportagem denunciava investimentos não declarados de R$ 12 milhões por apoiadores do então candidato Jair Bolsonaro, ação vedada pela justiça eleitoral.
Por causa dessa matéria, publicada em 18/8/2018, Patrícia passou a receber inúmeros ataques e ameaças nas redes sociais por apoiadores de Bolsonaro. Além disso, seu próprio WhatsApp foi invadido e mensagens pró-Bolsonaro foram enviadas aos seus contatos. Ela também recebeu ameaças por telefone e foi vítima de diversas notícias falsas. E foram justamente esses ataques que a levaram a conquistar duas das mais importantes premiações do jornalismo brasileiro e mundial neste ano.
Capa da reportagem de Patrícia Campos Mello, para a Folha de S.Paulo, que gerou ataques contra a jornalista.
Junto com o editor do The Intercept Brasil Glenn Greenwald, outro alvo constante de Jair Bolsonaro e seus apoiadores, e de Hermínio Sacchetta (in memoriam), ela recebeu em agosto o Troféu Especial do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, por sua atuação destacada às causas da democracia, paz e justiça. A conquista rendeu-lhe mais 50 pontos no levantamento.
Em novembro ela recebeu o International Press Freedom Award, tradicional reconhecimento concedido pela entidade internacional CPJ (Comitê para Proteção dos Jornalistas), que lhe rendeu 85 pontos no Ranking. Patrícia foi apenas a terceira jornalista brasileira a receber tal reconhecimento, que homenageia jornalistas e publicações, em todo o mundo, que demonstram coragem em defender a liberdade de imprensa apesar de enfrentarem ataques, ameaças ou prisão. Antes dela, apenas o paranaense Mauri König, em 2012, e o paraense Lúcio Flávio Pinto, em 2005, haviam recebido tal reconhecimento.
Ainda em função dos ataques, Patrícia foi citada pela revista Time, que elegeu em 2018, em sua tradicional premiação Pessoa do Ano, os jornalistas perseguidos, exilados, condenados, desaparecidos, mortos e hostilizados devido à profissão.
Formada em Jornalismo pela USP, com mestrado em Business and Economic Reporting, pela New York University, Patrícia estava justamente fazendo essa especialização quando ocorram os atentados de 11 de setembro de 2001. Além de cobrir o ataque, também participou das coberturas dos conflitos na Síria, da guerra do Afeganistão, e foi a única repórter brasileira a cobrir in loco a epidemia de Ebola em Serra Leoa, em 2014 e 2015. Filha do também jornalista Helio Campos Mello, é autora dos livrosÍndia – da miséria à potência (2008) e Lua de Mel em Kobane (2017).
Top 10 – O ano de 2019 foi de grande destaque para a Record TV. Explorando os mandos e desmandos da Amazônia, o programa Câmera Record conquistou três premiações, duas delas internacionais, que ajudaram a garantir seis profissionais da emissora nos Top 10 dos +Premiados Jornalistas do Ano. Com Os piratas da Amazônia, a emissora conquistou o Rei da Espanha, na categoria Televisão; pelo especial Piaçaba: Exploração no coração da Amazônia, recebeu o SIP de Direitos Humanos; e pela reportagem Carvoaria: A Amazônia em chamas, levou a categoria TV do Prêmio República.
Presentes nas três reportagens, que contaram sempre com mobilização de grandes equipes, Fabio Martins, Gustavo Costa, Rafael Gomide e Renan Laranjeira somaram 100 pontos cada, garantindo assim um empate quádruplo na segunda colocação.
Recontagem e mudança – A sexta posição do Ranking dos +Premiados Jornalistas do Ano registrou uma mudança em relação à tabela publicada originalmente em 19 de dezembro de 2019. Por conta de um atraso na divulgação dos resultados do Prêmio Adpergs, e por não ter sido inicialmente citado entre os vencedores do Prêmio ARI, Cid Martins, da Rádio Gaúcha, ficou com 42,5 pontos a menos no primeiro levantamento. Correção feita, o jornalista passou a somar 87,5 pontos.
Integrante das equipes da Record TV que conquistaram o SIP e o Rei da Espanha, Rafael Ramos aparece empatado na sétima colocação, com 85 pontos, com Mauricio Angelo, do site Movin Up, que também venceu o SIP, porém na categoria Opinião, com Para duplipensar brasileiro, Roger Waters é uma ameaça.
O nono lugar ficou com Miriam Leitão (80 pontos), do Grupo Globo, que conquistou em 2019 os prêmios da Abrajide Contribuição ao Jornalismo, e os +Premiados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças. Ela foi seguida de perto por Eduardo Matos (77,5 pontos), da rádio Gaúcha, na décima colocação, que conquistou sete prêmios em 2019: RBS (Rádio e Cobertura), CNT, José Lutzenberger e República (Rádio), e MPT e Abmes (Rádio – Regional).
Confira a relação completa dos +Premiados Jornalistas de 2019:
O Portal dos Jornalistas faz neste final de ano uma
retrospectiva das principais matérias de 2019, os assuntos que mais “bombaram”
e que tiveram mais acessos ao longo de 2019. Foram selecionadas as matérias com
mais cliques em cada mês, até novembro.
O destaque fica para
setembro, único mês com duas matérias na seleção. Uma foi a mais acessada da
história do portal: a demissão da cúpula da redação da revista Época, após
publicação de uma reportagem que investigava a atuação como coaching de
Heloisa Bolsonaro, esposa do deputado federal Eduardo Bolsonaro. A outra foi o
encerramento do jornal DCI, uma das publicações de economia mais tradicionais
do País, que rendeu muitos acessos ao portal.
Janeiro – Eliane Brum, novamente a +Premiada da
história
Eliane Brum
Eliane Brum (El País) foi a +Premiada Jornalista da História do Brasil pelo terceiro ano consecutivo, seguida de perto por Miriam Leitão (O Globo) e Cid Martins (Rádio Gaúcha), que ocuparam, respectivamente, as segunda e terceira posições. A categoria faz parte do ranking anual feito pelo portal, o +Premiados Jornalistas do Ano, que, por meio de uma rigorosa seleção/apuração, classifica o jornalista ou a jornalista mais premiado(a) do ano pelo número de pontos ganhos, equivalentes à quantidade/qualidade de prêmios que recebeu no ano. O estudo apresenta também uma divisão por região e os veículos de comunicação mais premiados. Confira a matéria, publicada em 16/1.
Fevereiro – Ricardo Boechat: o adeus a um ícone
Ricardo Boechat
Fevereiro ficou marcado com uma das notícias mais tristes do ano e talvez de toda a história do jornalismo brasileiro: a morte de Ricardo Boechat, que sofreu um acidente de helicóptero em 11 de fevereiro. Ele voltava de um evento quando a aeronave caiu na região do Rodoanel, em São Paulo. Conhecido por suas ética, carisma e profissionalismo, o ex-âncora da Band marcou sua história no jornalismo com uma carreira brilhante, repleta de realizações, grandes reportagens e prêmios.
Março – Divergências familiares causam mudanças no comando da Folha de S.Paulo
Sérgio Dávila
Sérgio Dávila assumiu o cargo de diretor de Redação da Folha de S.Paulo em 17 de março. Ele deu mais informações e detalhes sobre a mudança a este Portal dos Jornalistas, em entrevista exclusiva. Dávila substituiu Maria Cristina Frias, que estava no cargo havia seis meses. A mudança, segundo comunicado, foi uma decisão de acionistas. A situação financeira do jornal, em crise econômica, causou dissenções entre Cristina e seu irmão Luiz Farias, que também integra o grupo de diretores da Folha. Ela defendia investimentos no jornal, enquanto ele acreditava em um jornalismo autossustentável. O caso gerou algumas polêmicas e muita repercussão nas redes sociais. Houve cortes de gastos e demissões, mas o jornal garantiu a manutenção dos princípios do Projeto Folha. Veja a notícia.
Abril – Seis
Minutos: novo projeto, mais empregos
Rodrigo Flores
Surgiu em abril o site Seis Minutos, com foco em economia, empreendedorismo e educação financeira, que prometeu dezenas de empregos até o final do ano. O projeto, que faz parte da holding que controla o C6 Bank, é capitaneado por Rodrigo Flores, que foi por 20 anos diretor de Conteúdo do UOL. Confira a matéria.
Maio – Eleição de nova diretoria da ABI
As eleições para a Diretoria Executiva e dos Conselhos Consultivo, Fiscal e Deliberativo da Associação Brasilera de Imprensa (ABI) começaram em 16 de maio. Os associados da entidade votaram para eleger os novos membros para o triênio 2019-2022. A Chapa 2, liderada por Paulo Jerônimo de Souza, o Pagê, foi a vencedora. Veja os detalhes das eleições.
Junho – Demissões na Rádio Globo
A Rádio Globo acabou com noticiários e programas de entretenimento e esportes, com direito a demissões na equipe, inclusive de profissionais renomados. A decisão acabou com o projeto chamado de Nova Rádio Globo, iniciado dois anos antes, que buscava fazer uma reformulação no perfil e na programação da rádio, com foco no entretenimento. Porém, comunicado de 30/5 informava que os grandes nomes contratados para o projeto deixariam a rádio em junho. Veja mais.
Julho – A triste despedida de Milton Gamez
Milton Gamez
Morreu em 23/7 Milton Gamez, renomado profissional do jornalismo econômico. Ele havia desaparecido após entrar numa lagoa dentro de um condomínio fechado no município paulista de Ibiúna. Miltinho, como era carinhosamente conhecido pelos colegas desde os tempos de Gazeta Mercantil, sempre foi muito querido por onde passou. Atuou também em Exame, O Globo e Folha de S.Paulo. Foi um dos fundadores da IstoÉ Dinheiro. Integrou os Top 50 entre Os +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, realizado por este Portal dos Jornalistas, em 2016 e 2017. Confira a matéria.
Agosto – Polêmicas e saídas
Dony e Samy
Dony De Nuccio, que apresentava o Jornal Hoje na TV Globo, pediu demissão em agosto após ser revelado seu envolvimento em negociações com clientes de uma empresa que abriu em 2017 juntamente com Samy Dana, que também saiu da emissora. Além disso, houve uma denúncia de negócios paralelos dos dois com um banco, algo vedado pelo regulamento interno da Globo. Veja mais detalhes.
Setembro – Polêmica leva a desligamento da cúpula de Época
Após publicação de uma reportagem polêmica na revista Época sobre a atuação de Heloisa Bolsonaro, mulher do deputado federal Eduardo Bolsonaro, como coaching, a cúpula da redação da revista pediu demissão. A matéria teve repercussão negativa e o Grupo Globo desculpou-se publicamente por ela.
A diretora Daniela Pinheiro, o redator-chefe Plínio
Fraga e o editor Marcelo Coppola se demitiram por discordarem com o
que foi dito no pedido de desculpas. Este contrariava uma nota emitida pela
própria revista, na qual afirmava que a reportagem “não havia extrapolado os
limites éticos do Jornalismo”.
Ainda em setembro, o jornal DCI, uma das publicações de jornalismo econômico mais tradicionais do País e referência na área, anunciou o fim de suas atividades. O diretor executivo Raphael Müller relacionou o encerramento com as dificuldades econômicas do Brasil e a ruptura no modelo de negócios do jornalismo, além da falta de perspectiva para conseguir investimentos e recuperar financeiramente o jornal. Confira os detalhes.
Outubro – Críticas ao crítico
Daniel Castro e Maju Coutinho
Daniel Castro, autor da coluna Notícias da TV no UOL, criticou a forma como Maju Coutinho apresenta o Jornal Hoje, apontando e contabilizando os erros que a apresentadora cometeu em algumas edições do telejornal. O colunista do UOL foi criticado por sua atitude.
Em nota, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de São Paulo (Cojira-SP) repudiou as críticas de Daniel, ressaltando que “é comum apresentadores errarem e nem por isso são feitas semelhantes apurações”. A entidade solidarizou-se com Maju Coutinho e defendeu a presença de mais mulheres no comando de telejornais no País. Veja a notícia.
Novembro – Os mais renomados nomes do
jornalismo econômico
A edição deste ano do ranking+Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, realizado por este Portal dos Jornalistas, fecha com chave de ouro a retrospectiva. Foram selecionados os 50 principais nomes do jornalismo de Economia do País, bem como os principais veículos de comunicação na área, nas categorias Jornal, Revista, Programa de Rádio, Programa de TV, Site/Blog e Agência de Notícias.
Os prêmios foram entregues em evento realizado em 25 de
novembro, em São Paulo. Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg
foram os +Admirados de Economia, empatados na primeira posição. Luís
Nassif ficou em terceiro. Confira o ranking na
íntegra.