A repórter da Band Minas, Alice Ribeiro, que se envolveu em um grave acidente de carro em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, morreu na noite de quinta-feira (16/4), aos 35 anos. Ela chegou a ser socorrida após o ocorrido, entrou em coma e teve morte encefálica, condição em que há a perda irreversível das funções cerebrais. Ela deixa o marido e um filho de nove meses. O cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, que dirigia o veículo, morreu no local.

Natural de Belo Horizonte, Alice formou-se em Jornalismo pela PUC Minas em 2015. Na carreira, passou por emissoras como TV Globo Minas, TV Alterosa e RecordTV Minas. Trabalhou ainda em produtoras independentes e afiliadas em outras regiões do Brasil. Desde 2021, atua na Bandeirantes, em um primeiro momento em Brasília e, a partir de agosto de 2024, começou a trabalhar em Belo Horizonte, em Minas Gerais.

O repórter cinematográfico Rodrigo Lapa nasceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Atuou na Band Minas de 2022 a 2024, participando de coberturas como o carnaval de Belo Horizonte e os impactos das chuvas na Zona da Mata. O profissional havia retornado à emissora em dezembro do ano passado. Também atuava como palhaço, levando atividades circenses a crianças hospitalizadas. Ele deixa esposa e uma filha de 6 anos.

O acidente aconteceu na tarde de quarta-feira (15/4) na BR-381, em Sabará. O carro de reportagem da Band Minas colidiu de frente com um caminhão e teve a parte dianteira totalmente destruída. Alice e Rodrigo retornavam de uma reportagem sobre duplicação de rodovias e a importância disso para a diminuição de acidentes. A Polícia Civil está investigando as causas e circunstâncias do acidente.

Em nota, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais (SJPMG) lamentaram a morte dos profissionais, e destacaram que o caso expõe riscos da multifunção e da precarização no jornalismo.

“Profissionais responsáveis pela captação de imagens jornalísticas vêm sendo sobrecarregados com tarefas que não lhes cabem, como a condução de veículos, o que amplia significativamente os riscos, especialmente em rodovias perigosas e em jornadas exaustivas”, escreveram as entidades. “Ainda que as circunstâncias do acidente estejam sendo apuradas, é inegável que a precarização das relações de trabalho no jornalismo tem colocado trabalhadores em situação de vulnerabilidade. A redução de equipes e a imposição da multifunção não são apenas medidas administrativas: são decisões que impactam diretamente a segurança e a vida dos profissionais”.

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