Por Luciana Gurgel

Os podcasts de notícias estão mudando de forma – e de modelo de negócio. Um novo relatório do Reuters Institute for the Study of Journalism, da Universidade de Oxford, assinado pelo experiente pesquisador Nic Newman, mostra que programas antes pensados principalmente para escuta, passaram a ser adaptados para vídeo, redes sociais, TVs conectadas e serviços de assinatura.

A pesquisa aponta que YouTube, Spotify e Apple estão influenciando essa transformação ao dar mais espaço aos podcasts em vídeo. No caso dos podcasts de notícias, dados citados no estudo indicam que o YouTube tornou-se a principal plataforma de consumo nos Estados Unidos, enquanto o Spotify tem papel relevante em outros mercados.

Mas o avanço do vídeo não significa o fim do áudio. Segundo o relatório, os dois formatos atendem a situações diferentes. O vídeo tende a funcionar melhor em casa, especialmente no YouTube e em TVs conectadas. O áudio segue forte em deslocamentos, caminhadas, exercícios e tarefas domésticas.

O estudo também mostra o crescimento de programas de conversa, entrevista e análise, conduzidos por apresentadores reconhecidos. Esses formatos são mais baratos, podem reagir mais rapidamente ao noticiário e adaptam-se melhor ao vídeo do que séries narrativas ou investigativas.

Na economia dos podcasts, a publicidade continua importante, mas cresce o interesse por assinaturas, conteúdo extra, acesso antecipado, eventos, licenciamento e integração a pacotes pagos mais amplos.

A conclusão do relatório é que nem todo podcast jornalístico precisa virar vídeo. O desafio para os veículos é decidir quais programas fazem sentido na tela, quais devem permanecer principalmente em áudio e como essas escolhas se conectam a audiência, receita e controle editorial.

Leia mais sobre o relatório e veja o documento completo em MediaTalks.


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