Reportagem da RecordTV denunciou que Laécio da Costa Figueiredo, sócio do Instituto Data Povo, falsificava pesquisas de intenção de voto em nome de empresas de jornalismo e grandes grupos de comunicação, incluindo da própria Record. Em um escritório na região central de Brasília, Laécio atuava realizando falsas pesquisas eleitorais vinculadas a nomes de veículos de comunicação como se eles tivessem as encomendado.
A apuração da Record descobriu que o Data Povo registrou no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a intenção de fazer sete pesquisas este ano, todas como se tivessem sido encomendadas por veículos jornalísticos. No caso da Record, foram duas pesquisas falsas utilizando o CNPJ da empresa, uma em Brasília e outra na Bahia. Em nota divulgada à imprensa, a Record informou que “não contratou e nem autorizou este instituto a fazer ou divulgar pesquisa eleitoral em seu nome”. A emissora também afirmou que irá tomar as medidas cabíveis na justiça.
Laécio e o Data Povo já possuem outros processos judiciais contra eles: O empresário chegou a ser preso por um ano após ser condenado por alugar uma casa em Brasília e depois vender como se fosse dele. Há pelo menos 30 processos contra ele, a maioria por estelionato. Já o Instituto Data Povo é acusado de dar um golpe no partido PTB, que foi contratado por R$ 350 mil para coleta de assinaturas para a refundação do partido, mas o serviço nunca foi entregue. Além disso, o Instituto enganou os Correios com contratos de anos para avaliar a qualidade dos serviços da estatal.










