A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou nesta quinta-feira (30/4) seu ranking global de liberdade de imprensa, que analisa e avalia a situação do tema em 180 países ao redor do globo, utilizando como base indicadores como econômico, legislativo, de segurança, político e social. Neste ano, o Brasil ficou em 52º lugar, subindo 11 posições em relação a 2025.
Segundo o relatório, o Brasil vem melhorando sua situação referente à liberdade de imprensa e ao trabalho jornalístico no País. O Brasil segue no patamar cuja liberdade de imprensa ainda é considerada como “problemática”, mas agora está em uma posição melhor. A RSF destaca que, durante o governo de Luís Inácio Lula da Silva, a hostilidade contra profissionais de imprensa diminuiu significativamente em relação ao governo anterior, de Jair Bolsonaro, marcada por frequentes ataques físicos, verbais e digitais contra jornalistas. Desde 2022, o Brasil subiu 58 posições no ranking.
O Brasil, porém, vai na contramão da situação de liberdade de imprensa encontrada em outros países das Américas: “Apesar de algumas recuperações nos últimos anos, como a do Brasil, a história recente da liberdade de imprensa no continente em geral é marcada por duas tendências: o aumento da violência cometida por agentes do crime organizado e a violência proveniente de forças políticas”, diz o relatório.
Peru e Venezuela, por exemplo, estão, respectivamente, nas 144ª e 159ª posições, com a situação da liberdade de imprensa considerada como “muito grave”. Já a situação em Paraguai (88º), Bolívia (91º), Argentina (98º), Colômbia (102º) e Equador (125º) é classificada como “difícil”.
Ao observarmos o cenário mundial, o panorama de liberdade de imprensa é o pior dos últimos 25 anos. Pela primeira vez desde o início do levantamento, mais da metade dos 180 países analisados estão com a situação de liberdade de imprensa classificada como “difícil” ou “muito grave”. Tal declínio é explicado por uma série de fatores, como conflitos armados, especialmente em países do Oriente Médio; regimes ditatoriais que diminuem e afetam o trabalho de imprensa, em especial em países asiáticos; e sistemas políticos rígidos que controlam e minam a comunicação.
Além disso, o relatório destaca que, entre os indicadores utilizados para classificar os países, o quadro jurídico foi o que mais se deteriorou em 2026, o que fez muitos países despencarem de posição. O uso abusivo de leis contra jornalistas, em prol do “combate ao terrorismo”, foi amplamente registrado em nações ao redor do globo.
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