O presidente da Argentina, Javier Milei, barrou em 23/4 a entrada de todos os jornalistas credenciados na Casa Rosada, sede do governo, por suspeita de “espionagem ilegal” supostamente realizada pelos jornalistas Luciana Geuna e Ignacio Salerno, do canal de televisão Todo Notícias.

O sistema de identificação por meio de digitais foi suspenso para todos os profissionais de imprensa credenciados. Javier Lanari, secretário de Comunicação e Imprensa da Argentina, explicou que o objetivo da medida foi “garantir a segurança nacional”.

A acusação de espionagem ilegal ocorreu após a veiculação de imagens de diferentes setores da Casa Rosada durante o programa “Y mañana qué”. Milei acusou Geuna e Salerno de “abusarem do sistema legal”. O presidente argentino também afirmou que os jornalistas são corruptos, aceitam subornos e violam leis de segurança. Nas redes sociais, Milei publicou a sigla NOL$ALP (no odiamos lo suficiente a los periodistas), que significa “não odiamos jornalistas o suficiente”.

Vale lembrar que o governo argentino está investigando a atuação de uma rede de espionagem russa que teria financiado a publicação de conteúdos contrários a Milei em plataformas digitais argentinas de junho a outubro de 2024.

(Com informações do Poder360).

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