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quarta-feira, julho 6, 2022

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Entidades repudiam violência da PM paulista contra jornalistas

Arthur Stabile (Ponte Jornalismo) e Lucas Martins (Jornalistas Livres). Foto: Rogério de Santis

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) repudiaram a ação de policiais contra jornalistas e manifestantes em 8/1, durante ato contra o aumento da tarifa dos transportes públicos.

O repórter Arthur Stabile (Ponte Jornalismo) e o repórter fotográfico Lucas Martins (Jornalistas Livres) foram revistados pela PM, após registrarem uma abordagem de policiais a manifestantes. Outros profissionais que documentaram ações abusivas de policiais também foram abordados e revistados. Além disso, Daniel Teixeira (Estadão) levou um golpe de cassetete nas costelas. “Foi cerceamento a um trabalho de imprensa”, disse Stabile.

A Fenaj e o SJSP afirmam que a PM “vem atuando com especial atenção à imprensa, com abordagens direcionadas especificamente aos profissionais, na tentativa de intimidá-los e censurar a cobertura”.

As entidades exigem “respeito ao exercício profissional dos jornalistas, que têm se tornado alvos de tratamento hostil”, denunciando as “ilegalidades da PM ao reprimir o próprio ato em si, ferindo a liberdade de manifestação, com presença ostensiva, bloqueios, e lançamento de bombas de gás e tiros de balas de borracha a esmo”.

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