Memórias da Redação ? Arroz de jornalista, tipo carreteiro

A colaboração desta semana é de Joás Ferreira de Oliveira (joas_ferreira@msn.com e 11-99114-3909), que atuou em diversas publicações e veículos técnicos e foi redator de várias entidades. Atualmente é repórter da revista O Empreiteiro. Arroz de jornalista, tipo carreteiro Há uns três ou quatro anos, Audálio Dantas, Vanira (esposa) e Mariana (filha) foram me visitar lá no sítio, em Cunha (SP). Era início de ano e eu, como de costume, estava lá na roça, curtindo as férias. Entretanto, mais do que o prazer e a satisfação de recebê-los em minha casa, tive ainda o privilégio adicional de saborear um delicioso arroz de carreteiro, feito pelo jornalista e também mestre-cuca Audálio. Se vocês acham que ele “só” escreve bem é porque ainda não provaram essa sua outra especialidade. Com a mesma meticulosidade e precisão com que engendra os seus textos jornalísticos e literários, Audálio escolheu e comprou todos os ingredientes na cidade e, um a um, os preparou. Qual um alquimista da cozinha, ele mesmo descascou, picou, reservou e cozinhou, na ordem certa, cada um dos temperos e misturas do tal arroz de carreteiro. Em nenhum momento titubeou no preparo do prato. Nem precisou consultar receitas. Dava para ver que estava tudo registrado na sua prodigiosa memória. A receita ele não revelou integralmente, pois cozinheiro que se preze sempre tem um pulo do gato que não conta a ninguém. A título de registro, devo dizer que, para não ficar por baixo, eu também fiz o meu jiló refogado, que igualmente não é de se jogar fora, não. E acho que acompanhou dignamente o arroz de carreteiro à Audálio!