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segunda-feira, maio 16, 2022

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Ponte: jornalismo independente, Segurança Pública, Justiça e Direitos Humanos

Na próxima semana estará na rede o site Ponte, iniciativa de jornalismo independente com foco em Segurança Pública, Justiça e Direitos Humanos. Com apoio institucional da Agência Pública, o projeto conta com 20 profissionais e é encabeçado por André Caramante e Laura Capriglione, ex-repórteres da Folha de S Paulo, e Bruno Paes Manso, que mantém um blog sobre o tema no Estadão. O site será atualizado diariamente e trará reportagens, vídeos e denúncias sobre o tema, que norteia as carreiras de todos os jornalistas envolvidos. A iniciativa segue um modelo de produção jornalística baseado na formação de um coletivo de profissionais, que trabalham em torno de um projeto sem fins lucrativos e independente, sem nenhum tipo de filiação partidária. “A proposta de um coletivo está essencialmente ligada às novas tecnologias, é um modelo filho do ‘agregar e compartilhar’”, diz em nota Claudia Belfort, ex-editora-chefe de mídias digitais do Estadão. Também fazem parte da Ponte Caio Palazzo, Fausto Salvadori Filho, Gabriel Uchida, Joana Brasileiro, Maria Carolina Trevisan, Marina Amaral, Milton Bellintani, Natalia Viana, Paulo Eduardo Dias, Rafael Bonifácio, Tatiana Merlino e William Cardoso. No manifesto de lançamento da Ponte estão expressas as convicções que fundam o projeto, como ser “inaceitável as cadeias e presídios consumirem orçamentos bilionários para impor aos apenados tortura, dor, sofrimento e morte” e “inadmissível que a população tenha (com razão tantas vezes) pavor da tropa policial”. “A questão da segurança pública é o passaporte do futuro do Brasil”, explica Capriglione. “É ela quem definirá, conforme sua resolução, se evoluiremos para uma sociedade de vingadores e linchadores, ou de garantia dos direitos essenciais para todos. Com a Ponte nós reafirmamos nossa aposta na democracia e no Estado Democrático de Direito”. Caramante comenta sobre o diferencial do jornalismo feito pelo site: “Partimos do princípio de que a voz de um cidadão comum deve ter a mesma importância que a de um governo, qualquer governo”. “O jornalismo precisa cobrar a atenção e a correção permanente dos desvios cotidianos das nossas instituições, o que acaba inevitavelmente contrariando interesses”, lembra Paes Manso. “A rede de mais de 60 apoiadores será fundamental para dar respaldo social e político à Ponte”. Natalia Viana, diretora de estratégia da Pública, comenta que “o lançamento da Ponte acontece num momento em que o modelo comercial do jornalismo tem dado mostras de desgaste, e os próprios jornalistas têm liderado a criação de novos modelos”. O papel da Pública como incubadora do projeto é o de estruturar a iniciativa do ponto de vista institucional, contribuindo para consolidar e comunicar o lançamento do site. Editorialmente, Marina e Natália, participam também como membros do conselho que define pautas e outros conteúdos de publicação. Mais de 60 organizações e pessoas ligadas à área de Direitos Humanos apoiam o lançamento da Ponte.     

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