Ferreira Martins

José Ferreira Martins Filho, mais conhecido como Ferreira Martins é paulista, nasceu em Rancharia, 1949, é um dos mais conceituados locutores publicitários brasileiros.

Começou a se relacionar com o microfone muito jovem na Rádio Difusora de Rancharia, mas foi iniciar em a carreira na Rádio Piratininga de São Paulo em 1964/69, transferindo depois para a Rádio Bandeirantes no Programa da Tarde.

Foi uma das vozes dos noticiários da extinta TV Tupi de São Paulo, em 1969. Entre 1972 e 1974 na TV Globo se tornou apresentador eventual do Jornal Nacional e do Jornal Hoje.

Retornou a Rede Tupi em 1974. Apresentou o Grande Jornal dividindo a bancada com Livio Carneiro, Fausto Rocha e Iris Lettieri até 1978.

Depois foi para a Rede Bandeirantes para apresentar o Jornal da Band (então Jornal Bandeirantes), com Joelmir Beting e Ronaldo Rosas, e comentários sobre o mundo por Newton Carlos, ficando lá entre o final da década de 1970 e primeira metade da década de 1980. Neste período também dividiu a bancada com Marilia Gabriela, no final dos anos 80, e Belisa Ribeiro.

Enquanto esteve na Band foi locutor também da Rádio Bandeirantes de São Paulo, de 1970-1994, onde foi voz padrão e participou de quase todos os programas – o principal deles foi o noticiário Primeira Hora.

Passou a fazer locuções comerciais em 1968. Gravou com exclusividade campanhas da Bamerindus, Souza Cruz, Antartica, Ford, Brahma, Omo, Bradesco, Hyundai. Entre as campanhas políticas foi a voz do PSDB, Fernando Henrique, José Serra, Geraldo Alckmim, Jaime Lerner entre outros.

Para reconhecer a voz tão especial, basta lembrar de alguns slogans: os comerciais da cerveja Antarctica do começo dos anos 1990 “uma paixão nacional”, “Omo faz, Omo mostra”, “Antarctica, uma paixão nacional” ou ainda “América On Line: a maior, porque é a melhor”.

Com a sua voz participou de momentos históricos da vida brasileira. Em 1994 fez a campanha presidencial de Fernando Henrique Cardoso. Quando vazou a declaração do então ministro da Fazenda Rubens Ricupero, que disse: “O que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”, em primeiro de setembro de 1994, episódio que ficou conhecido como “escândalo da parabólica”; Ferreira foi acordado às três da manhã “para refazer o programa do dia seguinte”, conta Martins. O ministro renunciou logo após.

Entrevistado pela revista Istoé Gente com o título A voz do Brasil a reportagem informa que Ferreira é considerado o maior locutor do País, e que “não cuida da própria voz, morre de medo de gripe e fatura R$ 3 mil por 15 minutos de trabalho”.

Em resumo, Ferreira Martins trabalhou por 30 anos como locutor de rádio, apresentou durante 20 anos os jornais das mais importantes televisões brasileiras.

Em 1992 passou a se dedicar à publicidade, com um cachê de cerca de R$ 12 mil por “assinatura”, comerciais gravados, que grava em 15 minutos. A velocidade e precisão das gravações foi conquistada com o tempo e a experiência. “No início da minha carreira, cheguei a repetir 160 vezes a frase Hollywood King Size Filtro, o sucesso!, conta.

A voz de Martins tornou-se sinônimo de credibilidade. Para ele, “timbre masculino ajuda”. Mas nem por isso toma cuidados especiais com a voz. “Tomo cerveja gelada como todo mundo. O que eu não posso é ficar gripado, então me previno com muita vitamina C&ampamp;rdquo;, diz..

Segue anunciando novos programas, apresentando propostas e metas que, bem como os novos produtos, farão parte da história da indústria, comércio e políticas brasileiras. 

 

 

Atualizado em janeiro/2013 – Portal dos Jornalistas

Fontes:

Ferreira conferiu com excluvidade para o Portal dos Jornalistas, todas as informações e datas de sua trajetória.

Imagens: Dono da voz publicitária mais famosa do Brasil.

Imagens: Homenagem aos locutores comerciais

http://www.terra.com.br/istoegente/40/reportagem/rep_voz.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Ferreira_Martins_Filho

http://www.istoegente.com.br/?s=Ferreira+Martins&x=38&y=8

 

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