Cristina Aragão

Cristina Macedo de Aragão nasceu no Rio de Janeiro (RJ), faz aniversário em 27 de maio. Entrou para a faculdade de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC) aos 17 anos. Foi vendedora numa sofisticada boutique de roupas o que garantiu o pagamento das mensalidades da faculdade.

A trajetória em televisão teve início na TV Educativa, como repórter da área de cultura. Na mesma emissora passou a apresentadora e integrou o elenco de entrevistadores de programas.

Em 1988 entrou como editora e repórter na editora de cultura, no Jornal da Globo.

O interesse por cultura levou Cristina Aragão a se tornar uma especialista em perfis de personalidades da área cultural. Passou a responsável por elaborar perfis em homenagem a esses grandes nomes em ocasiões especiais, comemoração de centenários e mesmo me caso de mortes – fazia os obituários porque gostava, e depois, por solicitação das editorias.

A editoria de perfis foi marcada por momentos em que as notícias se impuseram minutos antes de o jornal entrar no ar. Aconteceu no Jornal Nacional na morte do antropólogo Darcy Ribeiro. Foi uma loucura pois ele morreu por tempo antes do jornal entrar no ar. Cristina levantou pesquisa no Centro de documentação da Globo, escrevi tudo que eu sabia sobre ele (a mãe tinha sido amiga dele) e o material entrou no ar.

Em 1989, pediu transferência do telejornal noturno para o Jornal Hoje, no qual passou a editar assuntos gerais.

Destaca a cobertura da Rio+92, como uma oportunidade de crescimento profissional, em que o conceito de sustentabilidade ainda era muito pouco conhecido no país, e que ao se preparar com palestras com especialistas e estudar sobre o assunto para começarmos a falar sobre camada de ozônio, aquecimento global, efeito estufa, pode então passar a se interessar sobre o assunto.

Em 1995, ainda no jornal Hoje passou a apresentar dicas para as donas de casa.  Lia no final do bloco, texto curtos, como: ‘Se você tem uma mancha de sangue na sua toalha, passe não sei quê, e tal’. No mesmo ano foi convidada a trabalhar no Jornal Nacional.

O primeiro desafio no JN foi a edição de uma série de reportagens de Miriam Leitão sobre abertura econômica e privatizações, um projeto que ganhou o título de Hora da Competição. “Nós fomos viajando esse Brasil todo e fizemos essa série que foi o maior sucesso.

A nova mudança na carreira veio em 2001, quando Cristina foi para a GloboNews, assumindo o Arquivo N. Uma das primeiras séries realizadas foi sobre o Movimento de 64. Até hoje ela se orgulha deste trabalho. Resolveu contar a história sobre os dois pontos de vista: uma do lado do golpe, outra do lado da revolução. Foi a primeira série que o Arquivo N fez em DVD para distribuir.

Ali também esteve à frente de diversas reportagens e séries, que acabou conquistando um prêmio. Entre as séries estão, O Movimento de maio de 68, Colecionadores de Copas e Educação sob Medida, além do especial Uma História Inacabada que recebeu o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, na categoria reportagem de TV, em 2012.

Após 13 anos no Arquivo N, Cristina Aragão passou a ser responsável pela supervisão dos programas de cultura da GloboNews.  Além disso, assumiu uma coluna semanal sobre cultura, às sextas-feiras, no Jornal das Seis, e, eventualmente, faz participações especiais no Jornal das 10.

No jornal destaca a crônica motivada pelo acidente com balões, na Capadócia, que ocorreu em 2013, quando resgatou a história do Balão Vermelho, leitura de infância. Finalizou o texto com um poema.

Em 2015 fez um trabalho histórico. Foi co-diretora do documentário Morte e Vida Severina – 60 anos depois. O documentário reuniu cinco integrantes:  Cristina especializada em cultura e que só conhecia o sertão por imagens dos tempos de seca, Murilo Salviano, produtor; o cinegrafista Sandiego Fernandes e o operador de áudio Edson Vander ‘Simpson’, além de Gerson Camarotti, repórter especial de Política em Brasília, que dirigiu o documentário.

Os cinco integrantes da equipe não tinham ideia do que encontrariam pela frente. Nem o repórter Gerson Camarotti, o único que já conhecia o percurso mas há 20 anos não passava por essa estrada.

O grupo partiu para produção com algumas perguntas no ar que povoavam a cabeça dos jornalistas: “Será que ainda existia o Severino retirante? Iríamos encontrar a rezadeira que vive da mortandade do Sertão? E o mestre Carpina? Quem seria? Os coveiros ainda faziam comparações entre os cemitérios do Recife? Quem era o Severino dos dias atuais?”

Camarotti refez o percurso creditou o sucesso do projeto à química com a diretora e ao envolvimento e dedicação de toda a equipe. “Não queríamos retratar só a morte e a Cristina buscou a vida o tempo todo”, conta. “Mas nem precisamos buscar: o tempo todo fomos surpreendidos pela vida”. Murilo Salviano complementou: “Mesmo quando estávamos gravando com a mulher que mora na beira do Rio Capibaribe, em uma casa pobre de palafita, fomos surpreendidos pela chegada da sua filha de 17 anos, que queria continuar estudando para se formar em design de interiores e disse que sonhava em ter uma vida e uma casa melhores. A filha é a esperança, a vida”, exemplifica Murilo. É o caso também da menina Debora, de 15 anos, sonhando com um futuro melhor e que revelou, com brilho nos olhos, que pretendia continuar estudando para cursar faculdade de Medicina, um futuro diferente do de sua avó, que trabalhava no corte da cana de açúcar.

O documentário ‘Morte e Vida Severina – 60 anos depois’ pode ser assistido no GloboNews Play.  http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2015/10/globonews-exibe-morte-e-vida-severina-60-anos-depois.html

Outra opção é acompanhar as impressões sobre do sertão postadas por Salviano e Camarotti no facebook: https://www.facebook.com/GloboNews/videos/1057696544262891/

Uma frase da Cristina Aragão: “A partir da morte do meu pai, vi que a vida era de campeonato”.

 

 

Atualizado em Janeiro/2016 – Portal dos Jornalistas

Fontes:

https://twitter.com/cristinamaragao

http://memoriaglobo.globo.com/perfis/talentos/cristina-aragao.htm

Depoimento concedido ao Memória Globo por Cristina Aragão em 24/03/2014.

https://www.facebook.com/cristina.aragao/about

 

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