Editors Lab, da Globo, busca soluções para combater a falsa informação

Crédito: Globo/Gustavo Scatenna

No último final de semana (7 e 8/4), a Rede Globo reuniu em sua sede de São Paulo o Editors Lab, projeto destinado a fomentar a inovação digital e o jornalismo sustentável. Realizado há seis anos, e pela primeira vez no Brasil, é um programa idealizado por Global Editors Network (GEN), entidade internacional com mais de 750 associados de 70 países.

Nessa etapa brasileira do projeto estavam USP, Faculdade Cásper Líbero, PUC-Rio, Aos Fatos, Voz das Comunidades, Zero Hora, G1, e Infoglobo, entre outros participantes. A equipe de cada um desenvolveu um protótipo para combater as fake news e as ferramentas que as disseminam. Entre as ideias apresentadas havia soluções para instruir e alertar usuários sobre o que estão compartilhando, contribuir para que anunciantes não invistam em fake news, e informar moradores de comunidades quais notícias são falsas.

A banca que avaliou os projetos apresentados no pitching final era formada por Evangeline Bourgoing, diretora de conteúdo do GEN; Marco Túlio Pires, coordenador do Google News Lab no Brasil; Camila Achutti, do Master Tech; e Cristiano de Araújo, professor da UFPE.

Além de várias palestras, o professor da ECA/USP Eugênio Bucci falou sobre a compreensão do que realmente são as fake news: “Há uma grande distinção entre o trabalho da imprensa – que sim, comete erros – e a intenção das notícias falsas – que se apropriam da credibilidade que uma matéria de imprensa consegue representar e encarnar”.

Marco Túlio apresentou ferramentas que auxiliam na verificação de conteúdo em texto, foto ou vídeo: “Para identificar se uma foto de um acontecimento publicada em uma rede social é verdadeira, por exemplo, você pode cruzar informações com imagens de satélite e street view […] e analisar se coincide com as informações da imagem publicada. É uma forma de verificação em tempo real de algo que foi compartilhado naquele momento”.

Márcia Menezes, diretora de Conteúdo do G1, falou sobre atitudes que evitam que jornalistas caiam nas pegadinhas e destacou a atenção ao que acontece ao redor como premissa essencial: “Não pode ter nicho, ter gueto, não pode achar que acessando uma url vai descobrir tudo. É necessária uma boa dose de obsessão”.

 

 

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