Ediana Balleroni passa a se dedicar à carreira acadêmica e a consultorias

Ediana Balleroni

Profissional que ocupou posições executivas em comunicação no Brasil e na América Latina em multinacionais como Telefonica e PepsiCo, além de assessorar inúmeras outras quando trabalhou nas agências The Jeffrey Group e Imagem Corporativa, Ediana Balleroni está deixando o Brasil e a área. “Decidi investir em um doutorado que me abra outras possibilidades. Estou indo para Portugal, onde fui aceita no curso Impactos Sociais da Ciência e Tecnologia, da Faculdade de Economia de Coimbra. A tese que irei desenvolver propõe analisar o provável fim do trabalho, seu impacto sobre a sociedade e a Renda Básica Universal como uma alternativa para endereçá-lo”, explica ela.

Segundo Ediana, a automação, combinada com a inteligência artificial, a Internet das Coisas (IoT) e o Big Data, deverá impactar profundamente o setor industrial em um curto espaço de tempo: “A área de serviços virá em seguida. A comunicação será algo totalmente diferente na próxima década. Um cenário global combinando maciça redução de empregos e de trabalho disponível é concreto, não é fantasioso. Pessoas que hoje têm dez, 15 anos provavelmente nunca terão emprego fixo. Não é à toa que Mark Zuckerberg, Elon Musk e Richard Branson passaram a defender a Renda Básica Universal. Tratar dessa questão é urgente, até mesmo para garantir a estabilidade social no mundo. A sociedade precisa se preparar para essa mudança, que não é apenas econômica, é também psicológica, social e política”.

Após o curso, ela diz que pretende voltar às suas origens de advogada, atuando como consultora em questões relacionadas à Renda Básica Universal. Para isso, reativou seu registro na OAB no início do ano e associou-se ao escritório de advocacia Loturco, Borja & Neiva. “É um escritório-butique, com larga experiência em Direito Público e Administrativo, Direito do Trabalho e Direito de Família – áreas que terão de ser acessadas na construção de programas de Renda Básica Universal”, explicou. “As grandes consultorias – como McKinsey, PwC, Accenture e outras – já começaram a integrar serviços de comunicação oferecidos por agências dentro dos seus pacotes de análise de gerenciamento, compliance, M&As. Reputação, construção de marca, mídias sociais, awareness e relacionamento com diferentes stakeholders tornaram-se itens de uma oferta de valor bem mais ampla. Creio que o mercado de comunicação será bastante reduzido nos próximos anos devido a essa combinação de fatores”.

Ediana formou-se em Direito pela USP, onde também cursou mestrado em Direito do Trabalho. O contato dela é ea.balleroni@gmail.com.

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