Olhares voltam-se para o Grupo Globo nesse início de ano

O ano começa com uma atenção redobrada ao Grupo Globo, no Rio de Janeiro, em especial à Infoglobo, agora em novo endereço, criado para concentrar as atividades de mídia impressa na cidade. Feita a mudança física da Infoglobo – jornais O Globo e Extra – para a nova sede, em dezembro, acompanhada de planos de unificação das mídias do grupo, aguardam-se para este ano, conforme apurou J&Cia, a ida para o mesmo endereço das sucursais do Rio da Editora Globo (que antes ficava na Cinelândia) e do Valor Econômico, que também está nessa estrutura. Segundo Frederic Kachar, diretor-geral de Mídia Impressa do Grupo Globo, não procedem as especulações de que a sede da Editora Globo, localizada em São Paulo, vá ser transferida para o Rio de Janeiro. “Ela seguirá em São Paulo”, disse ele a este J&Cia. Sobre os rumores de que o jornal Extra – o popular da Infoglobo – deverá perder autonomia com a centralização das operações e enfrentar possíveis reduções de pessoal a partir de janeiro, assegurou: “No Extra, o comando segue o mesmo, assim como a importância estratégica do título para nós. Integrar determinadas operações dentro da redação não significa, absolutamente, reduzir a importância de nada. Título que não faz sentido a gente fecha, o que não é o caso do Extra”. Outro tema em análise é a transferência das rádios Globo e CBN para o novo endereço. O assunto está efetivamente em estudo, pois o prédio novo conta com áreas disponíveis para abrigar as operações das duas emissoras. Kachar confirma que existe a conversa sobre um eventual aproveitamento, pelas duas rádios, de área ociosa do prédio novo – concebido quando a Infoglobo tinha outro tamanho –, mas é assunto da alçada delas. Ricardo Gandour, diretor de Jornalismo do Sistema Globo de Rádio, confirma a iniciativa: “A ideia é mudança física para aproveitamento de espaços no novo prédio da Infoglobo”.