Cacalo Kfouri

Luis Carlos Amaral Kfouri, o Cacalo Kfouri, nasceu em São Paulo, comemora aniversário em 10 de fevereiro. Fez Engenharia eletrônica operacional da FEI – Faculdade de Engenharia Industrial. “Mas não completei o curso, fugi no início do 6º semestre. Não tenho diploma de jornalista, exerci a profissão até 2006 como repórter fotográfico, de lá para cá, dedico-me às pretinhas”, disse sobre sua aventura acadêmica.
 
Entrou para a Editora Abril, em 1974, no projeto da revista Playboy. Foi o começo da carreira. Quando o projeto foi engavetado por medo da censura, fez parte de outro projeto de criação de revista, o Projeto SP, que se transformou tempos depois na Veja São Paulo (Vejinha).
 
Quando a Abril retomou o projeto da Playboy (então com o nome de Homem), foi para revista Realidade, descontinuada logo depois, ainda na primeira metade dos anos 70. De lá foi para a Documento Abril, revista trimestral de grandes reportagens. Ficou na Abril até setembro de 1976. No período, frilava para Placar, revista esportiva em que seu irmão, o jornalista Juca Kfouri, era chefe de reportagem.
 
Mais tarde, teve passagens pelos jornais O Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde. No Estadão/JT começou em outubro de 1976 e saiu em abril de 1977. Posteriormente, prestou serviços fotográficos para outras publicações da Editora Abril, como Superinteressante, Quatro Rodas e Casa Claudia.
 
Como repórter fotográfico percorreu outros veículos que traziam a mesma preocupação com a qualidade da imagem. Conta a trajetória: “comecei, a fotografar para as revistas Arte Hoje, Tênis Esporte e Vela e Motor, da Rio Gráfica e Editora (hoje Editora Globo). Quando a Rio Gráfica fechou as revistas, comecei a trabalhar para a Tênis Ilustrado, da Koch Tavares, depois Tênis, da Tavares Kowarick e continuei a frilar para a Abril, em Placar, Playboy, Quatro Rodas, Casa Cláudia e Superinteressante”.
 
Em 1987 voltou para a Abril, na Guia Rural, onde ficou até 1992, quando a revista fechou. Passou a fotografar, em 1993, para as revistas da Editora Yucas, depois Casa Amarela. Sempre frilando para a Abril – Playboy e Super –, em 1998 passou a fotografar para a Revista da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Somou novos trabalhos de freelancer em 2000, incluindo nos seus cliques o BankBoston, o Grupo Accor e a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (Imesp).
 
Em janeiro de 2006 entrou para a então Radiobrás, hoje Empresa Brasil de Comunicação (EBC), onde permaneceu por quase 9 anos como analista de qualidade na Agência Brasil (ABr). Na ABr, sua atuação incluía fazer a leitura crítica do material divulgado, apontar eventuais erros e apresentar sugestões para melhoria da informação. “Isso – explica –, quando é o caso”.
 
Antes de passar a dedicar tempo integral à ABr, continuou a fotografar, principalmente para a revista Mitsubishi, mas teve de parar, pois seu trabalho de então lhe tomava todo o tempo. “Agora, foto, só por diversão, a menos que a grana valha a pena”, arremata.
 
 
Em dezembro de 2014 saiu da Agência Brasil. Segue em 2015 como colaborador com o J&Cia e com o site Chumbo Gordo, de Carlos Brickmann e Marli Gonçalves, tag Mirando a imprensa.
 
Em ambos empresta o seu talento em destrinchar o idioma nacional. Transita nas dificuldades que a imprensa tem com o Português (Norma Culta e padrão) com a defesa do seu bom uso.  O ombudsman da palavra explica a sua facilidade com a língua: “Brinco sempre que os erros saltam aos meus olhos por ser canhoto e descendente de árabe, tenho tendência para ler da direita para a esquerda, acabo de ler uma linha e meus olhos, involuntariamente, voltam lendo no sentido contrário, então, a frase fica sem sentido e os erros saltam…  Além disso, meus pais eram extremamente exigentes no que se refere ao vernáculo”.

 

Atualizado em novembro/2015 – Portal dos Jornalistas

Fontes:

Informações conferidas pelo jornalista

http://www.chumbogordo.com.br/?s=Cacalo

Jornalistas&Cia, Ed.866-A – Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC
 

 

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