A Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) emitiu nota de repúdio e indignação com o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro nessa terça-feira (24/3), em que atacou a imprensa nacional e orientou o povo brasileiro a desrespeitar as medidas de prevenção estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde contra o coronavírus.
Em rede nacional, Bolsonaro afirmou que a imprensa
brasileira foi responsável por espalhar uma “histeria coletiva que domina o
País e o mundo inteiro”, minimizando os perigos do coronavírus, as mortes
causadas por ele e classificando a pandemia como “gripezinha”. O presidente
também se posicionou contra o isolamento social, uma das principais medidas
estabelecidas pela OMS para barrar o contágio.
Em nota, a Fenaj afirmou que Bolsonaro “tenta, mais uma
vez, enganar a população brasileira com sua técnica de desinformação: dizer
mentiras como se fossem verdades e criticar quem produz informação verdadeira”.
A entidade lembra também a importância do papel dos jornalistas nesse contexto:
“Centenas de homens e mulheres jornalistas estão na linha de combate ao novo
coronavírus, ao produzir informação verdadeira sobre a pandemia e ao contribuir
para a difusão dos cuidados e das medidas que todos, individual e
coletivamente, devem tomar”.
A entidade também criticou a postura do presidente: “Ele deixou evidente seu desprezo pela vida do povo brasileiro, em especial, da população idosa. (…) Ignorando as informações da comunidade científica, Bolsonaro minimiza a pandemia e exorta a população a não respeitar o isolamento social, única medida que se mostrou eficaz na contenção da disseminação do novo coronavírus nos países mais afetados”.
A Comunicação da Volkswagen ganhou o reforço de Marcelo Monegato, que deixou a WebMotors. Ele chega para atuar na área de Comunicação de Produto, sob a liderança de Fabiano Severo, em substituição a Michel Escanhola, que recentemente migrou para a Comunicação Digital. A traineeNathalia Soares ([email protected] e 2827) foi efetivada e seguiu para a área de Produto.
Recentemente, Larissa Shiraishi ([email protected] e 5847), ex-atendimento da Jaguar Land Rover na Ketchum, também passou a integrar o time da VW, na Comunicação Corporativa, respondendo a Fernando Campoi, igualmente responsável pela Comunicação Interna, coordenada por Heloísa Sassaki.
Outra novidade foi a contratação da Máquina Cohn&Wolfe, que chega para colaborar com os times de comunicação interna, assuntos corporativos, produto e digital. A direção da conta é de Ricardo Marques ([email protected] e 11-3147-7442), enquanto Igor Taborda (igor.taborda@ e 7499) responde pela coordenação da equipe que atende às quatro fábricas no Brasil, formada por Cintia Moreira (Taubaté − SP), Carlos Botosso (São Carlos − SP) e Emily Kravetz (São José Dos Pinhais − PR). A fábrica Anchieta (São Bernardo do Campo − SP) continua sendo atendida por Cristie Buchdid.
Como não poderia deixar de ser, o Portal dos Jornalistas dá continuidade ao balanço dos reflexos da pandemia do coronavírus no trabalho dos veículos de comunicação – dentro, é claro, dos limites inerentes aos nossos porte e abrangência.
As informações que nos chegam sobre a atuação dos veículos neste conturbado período e o acompanhamento do que divulgam permitem-nos classificar a cobertura da pandemia propriamente dita e a preservação da saúde de seus colaboradores como os principais desafios que enfrentam. Ao mesmo tempo, precisam contornar dificuldades impostas pela situação em si e por decisões de autoridades (veja nota sobre a Lei de Acesso à Informação, na capa), bem como da disseminação de fake news e desinformações de toda ordem.
De uma forma geral, veículos de todas as plataformas criaram canais, editorias e produtos especiais, liberaram acesso a conteúdos, TVs e rádios alteraram suas grades em função da cobertura e têm buscado proteger seus profissionais, notadamente os mais velhos, fazendo-os trabalhar em casa. Como o volume de informações é muito grande, optamos por destacar alguns exemplos, o que fazemos a seguir.
TVs e jornais
lideram índice de confiança em informações sobre coronavírus, diz Datafolha
Os meios de comunicação da imprensa profissional, com TVs e jornais à frente, são vistos pela população como os mais confiáveis na divulgação de informações sobre a crise do novo coronavírus, segundo pesquisa do Datafolha. Já redes sociais e aplicativos de mensagens são considerados pouco confiáveis em meio à pandemia.
Segundo o levantamento, programas jornalísticos da TV (61%) e jornais impressos (56%) lideram no índice de confiança sobre o tema, seguidos por programas jornalísticos de rádio (50%) e sites de notícias (38%). Em posição oposta à imprensa profissional estão os conteúdos que vêm de WhatsApp e Facebook. Nas duas plataformas, apenas 12% dizem confiar em informações sobre o coronavírus. Nelas, o índice dos que dizem não confiar nas informações atinge 58% (WhatsApp) e 50% (Facebook). O índice dos que dizem não confiar nas informações sobre a pandemia é de 11% nos jornais e de 12% nos telejornais. Os sites de notícias têm a desconfiança de 22%.
A pesquisa do Datafolha foi realizada na semana passada (de 18 a 20/3), por telefone, e não presencialmente, devido à pandemia. Foram ouvidas 1.558 pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. (Com informações da Folha de S.Paulo)
Covid-19 chega às redações
Marcelo Magno, apresentador da TV Clube, afiliada Globo no Piauí, está internado num hospital da capital Teresina. Com 37 anos, foi diagnosticado como portador da Covid-19 e passou a respirar por aparelhos. Na segunda-feira (23/3) William Bonner, no Jornal Nacional, informou que Magno apresentou melhoras e, apesar de continuar internado, não precisa mais de equipamento para respiração.
Márcia Peltier postou no Instagram (@marciapeltieroficial), em 20/3), sua foto usando máscara e um longo texto. Diz, entre outras coisas: “Meu teste de Covid-19 saiu ontem e deu positivo. Já estava em isolamento social desde a semana passada quando algumas pessoas da minha família também testaram positivo. (…) Para os que perguntam se eu viajei. Não viajei, mas me encontrei com amigos que voltaram de viagem. Ninguém sabia que era portador do vírus”.
Chico Caruso despediu-se temporariamente dos leitores de O Globo, pois passa à quarentena. Em dezembro, ele completou 70 anos de idade e 35 no jornal, com charge na primeira página.
Natália Ariede, repórter da TV Globo em São Paulo, passou para a quarentena em casa, trabalhando na medida do possível. Ela também está com 37 anos e foi afastada por estar grávida. A notícia é da revista Quem.
Também por pertencer ao grupo de risco, Boris Casoy, com 79 anos, foi afastado da ancoragem do telejornal RedeTV News, pelo superintendente da emissora, Franz Vacek. A informação, de Flavio Ricco no UOL, acrescenta que Mariana Godoy terá Mauro Tagliaferri como companheiro de bancada, por período indeterminado.
William Waack faz participações diárias no Jornal da CNN de um estúdio montado em sua residência. Aos 67 anos, foi afastado pela emissora, assim como as grávidas e os funcionários com mais de 60 anos, ainda que nenhum tenha sido diagnosticado com a Covid-19. Desde 19/3, Daniel Adjunto, da sucursal de Brasília, substitui Waack na bancada, em São Paulo.
Regina Volpato (52 anos) deixou em 23/3 a apresentação do programa Mulheres, da TV Gazeta, de São Paulo. Ela não contraiu o vírus, mas a direção da emissora achou melhor afastá-la como prevenção.
O jornal digital Poder360, que suspendeu viagens e implementou um sistema de trabalho em home office, publicou um infográfico em que resume medidas de proteção adotadas por grandes Redações nacionais e internacionais. Confira.
Júlio Lubianco, do BRIO, também fez para o Centro Knight um levantamento em Redações da América Latina sobre como adaptaram suas operações por causa do coronavírus. Veja.
A Fenaj reuniu informações sobre ações e orientações dos Sindicatos de Jornalistas em todo o País aos profissionais sobre o coronavírus e as publicou em seu site. Elas compreendem recomendações às empresas jornalísticas, orientações aos jornalistas e funcionamento das entidades de acordo com situação em cada Estado.
Adiamentos,
prorrogações, cancelamentos…
A Abraji decidiu adiar a realização do 15º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, previsto para os dias 25, 26 e 27/6, em São Paulo. A entidade ainda estuda uma nova data. Fica suspensa também a seleção de trabalhos de conclusão de curso, assim como a chamada para o VII Seminário de Pesquisa em Jornalismo Investigativo.
O Google adiou os processos de seleção e início do Startup Lab, projeto piloto, lançado em fevereiro, que busca acelerar novas empresas jornalísticas em estágio inicial de desenvolvimento. Novas datas ainda serão definidas e informadas a todos os que já se inscreveram.
A Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) postergou para o segundo semestre seus cinco congressos regionais (confira as novas datas). O 43º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom 2020), que seria realizado de 2 a 7 de setembro, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, será realizado após os congressos regionais, em data a ser definida. (Veja+)
Checagem de
fatos
A Agência Pública conversou com representantes de Aos Fatos, Lupa, E-farsas e Estadão Verifica para saber quais são as notícias falsas mais compartilhadas sobre o coronavírus, como se informar e o que eles estão fazendo para barrar o fluxo de desinformação. Leia.
Cristina Tardáguila
A Rede Internacional de Verificação de Fatos (IFCN) tornou pública a base de checagens da aliança #CoronaVirusFacts / #DatosCoronaVirus. A colaboração reúne 112 checadores de mais de 45 países e 15 idiomas. Em dois meses de parceria, mais de mil verificações de fatos foram realizadas. À frente da iniciativa, a brasileira Cristina Tardáguila conversou com a Abraji sobre os principais desafios que a aliança tem enfrentado, as “ondas de desinformação” e a importância da colaboração no jornalismo. Leia mais.
Com o objetivo de frear a propagação de notícias falsas sobre o coronavírus, o WhatsApp elaborou uma divisão especial para conter esse tipo de conteúdo em sua plataforma de conversas. Em parceria com OMS, Unicef, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e IFCN, criou o Centro de Informações sobre coronavírus. Em comunicado, representantes do WhApp afirmaram que a plataforma doará US$ 1 milhão para o combate às fake news que versem sobre a pandemia.
E mais…
A Associação Mundial de Editores de Notícias (WAN-IFRA) criou um ambiente digital que possibilita o compartilhamento de informações sobre o coronavírus entre redações de todo o mundo. A iniciativa busca unir a imprensa global na luta contra a pandemia, pela troca de experiências, ideias, dicas, pesquisas, dados, entre outros.
No site, os interessados também podem responder a uma pesquisa sobre a situação de sua redação. É possível receber os informativos com notícias, links e informações práticas ao fazer uma inscrição simplificada. Confira a plataforma (em inglês).
Desde 23/3 a XP Educação está oferecendo o curso gratuito online Como investir no cenário instável do coronavírus, com dicas e sugestões sobre investimentos no contexto pandêmico atual. As aulas ficarão na plataforma por tempo indeterminado.
O curso, de cinco módulos, é ministrado por especialistas da XP, incluindo o estrategista-chefe Fernando Ferreira, a estrategista e criadora do canal ExplicaAnaAna Laura Magalhães e a analista de ações Betina Roxo. A abertura do curso foi feita por Guilherme Benchimol, CEO da XP Inc. As aulas contextualizam o cenário atual, explicando os impactos da pandemia na economia ao redor do globo, além darem exemplos de mecanismos que podem ser acionados em tempos de crise (como o circuit breaker e o VIX) e dicas para quem quer investir neste conturbado momento do setor de investimentos. Acesse as aulas gratuitamente.
Assis Ângelo escreve primeiro cordel sobre coronavírus
É comum os artistas da cultura popular, incluindo músicos, registrarem as mazelas que desabam sobre um país ou o planeta. O jornalista e estudioso da cultura popular Assis Ângelo, colaborador deste J&Cia, paraibano de João Pessoa radicado na capital paulista desde 1976, é o primeiro autor a escrever um folheto de cordel contando as diabruras do coronavírus. O folheto Piolho do cramunhão faz o mundo todo tremer acaba de ser publicado pela editora especializada Tupynanquim, do Ceará. A capa é assinada por Antônio Klévisson Viana, autor de centenas de folhetos, entre os quais A quenga e O delegado, este adaptado pela TV Globo, em 2001. Assis é autor de vários livros sobre cultura popular e presidente do Instituto Memoria Brasil (IMB).
Como reagem as publicações esportivas europeias, sob o foco da AFP
Jogadores do Grêmio protestam com máscaras em 15/3 pela paralisação do Campeonato Gaúcho. Foto: Guilherme Testa/Correio do Povo
Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de J&Cia no Rio de Janeiro
Não bastasse a falta de notícias numa área em que foram cancelados os eventos, fechados os clubes e os atletas impedidos de treinar, os jornalistas esportivos, de todas as plataformas, encaram o que a France Presse (AFP) chamou de “o maior desafio de sua história”. A expressão foi cunhada por Juan Ignacio Gallardo, diretor do esportivo Marca, líder em circulação na Espanha.
No Brasil não é diferente, e as publicações usam material de arquivo. Na Europa, apelam também por estender o conteúdo de Geral, para não perderem leitores ou audiência. O Marca, pela primeira vez em sua história, acrescentou duas páginas de informações não esportivas. O L’Equipe francês, outro jornal de referência, reduziu o número de páginas da edição impressa e passou a cobrir os jogos de videogame, o chamado e-sport. O italiano Gazzetta dello Sport concentrou sua cobertura nos atletas confirmados com a Covid-19, além de incluir noticiário geral.
Praticamente todos os veículos incluem conselhos para fazer exercícios no confinamento e recomendações de dietas saudáveis, muitas vezes apresentadas pelos próprios atletas, isolados em suas casas. Há, porém, um consenso, entre os analistas do mercado europeu, sobre a efetividade de tais medidas paliativas para fidelizar leitores, e ainda, que o aumento de visitantes online não deve compensar a queda da receita publicitária.
Mais afetadas são as emissoras de tevê: sem torneios para transmissão ao vivo, perdem os altos contratos publicitários. O francês Canal+ substituiu o futebol e a Fórmula 1 por filmes e séries. Já o também francês RMC Sport News interrompeu totalmente as atividades e está fora do ar desde16/3. Material de arquivo foi a opção dos canais Eurosport – maior rede desportiva da Europa por cabo, satélite e IPTV, disponível em 59 países em 20 línguas – e Bein Sports, subsidiária da Al Jazeera voltada para os eventos esportivos, presente em vários países, por assinatura.
Até agora, a única notícia atual sobre esportes, no mundo, era a indecisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre o adiamento dos Jogos de Tóquio 2020. Com a divulgação, nessa terça-feira (24/3), de que serão realizados em 2021, não restam mais notícias sobre o esporte.
Pesquisa divulgada pela empresa de tecnologia Knewin revelou um aumento de aproximadamente 96% no uso do termo fake news em notícias publicadas entre 2017 e 2020. O período com maior número de menções à expressão foi em 2018, durante as eleições presidenciais.
Em 2017, a média
de uso do termo ficou em torno de 21 mil por mês. Em 2019, o índice caiu para
cerca de 19 mil, e agora em 2020 a média deve aumentar: só em janeiro, cerca de
22 mil menções foram detectadas, em comparação a dezembro do ano passado, que
revelou apenas 14 mil usos. Outro dado relevante é o de que a editoria de Política
é a que mais utiliza o termo fake news.
Em entrevista ao
Portal Imprensa, Isabella Boechat, gerente de Marketing da Knewin e
responsável pela pesquisa, explicou que o tema central que envolve o uso do
termo fake news é a disseminação de notícias falsas: “Em dezembro de
2017, por exemplo, as mais de oito mil menções tiveram como principais tópicos
o Wikileaks, a eleição presidencial nos EUA, a ligação do Facebook às fake
news e o papel do jornalismo no combate às notícias falsas. Em outubro de
2018 − que marcou o pico da análise, com 75 mil menções −, houve eleição
presidencial no Brasil, a disseminação de fake news nas redes sociais
(incluindo WhatsApp) e notícias falsas sobre o Enem 2018 como principais
temas relacionados ao assunto. E em abril de 2019 tivemos como pontos focais as
reformas nacionais (Trabalhista e da Previdência), a CPI das fake news e
o TSE no combate às fake news”.
Segundo ela, o
aumento significativo do uso da expressão ocorreu após as eleições à
Presidência dos Estados Unidos, na qual a campanha de Donald Trump foi acusada
de disseminar notícias falsas. Os dados obtidos na pesquisa mostram que, em
2017, cerca de 32 mil notícias mencionaram fake news, enquanto em 2016
apenas 1.700 utilizaram o termo.
A escritora Mariana Kalil morreu no domingo (22/3) em Porto Alegre, aos 47 anos. Ela lutava há um ano contra um melanoma, um tipo de câncer de pele agressivo. Devido a restrições por causa do coronavírus, o velório foi fechado à familiares e amigos.
Mariana teve passagens por vários veículos
jornalísticos, como O Estado de S.Paulo, Jornal do Brasil, Época, IstoÉ e Zero
Hora. Foi correspondente internacional da BBC na Espanha. Também foi colunista de
TV Bandeirantes e BandNews FM. É autora dos livros Peregrina de araque, Vida
peregrina e Tudo tem uma primeira vez.
A Editora Planeta lança em 31/3 o livro Os anos de chumbo, obra póstuma de Luiz Octavio de Lima (ele morreu em 15/1, em São Paulo, aos 60 anos) que traz uma profunda análise sobre o período desde o governo de Jânio Quadros até a instauração da ditadura militar no Brasil. Laurentino Gomes assina o prefácio, e Noam Chomsky é o responsável pelo texto da capa. A preparação é de Tiago Ferro.
O livro apresenta e analisa os acontecimentos político-sociais que desencadearam o golpe de 1964, estabelecendo um comparativo com os dias de hoje e refletindo sobre a “herança” que o período mais repressivo da história do País deixou para as gerações atuais. A obra traz entrevistas com personalidades da época e revisões bibliográficas.
Formado pela PUC-RJ e com MBA em Economia pela Unicamp-Facamp, Luiz Octavio de Lima teve passagens, entre outros, por Folha de S.Paulo, Veja, O Globo, Exame, Época e Estadão. É autor de outros livros, como A Guerra do Paraguai, 21 Grandes batalhas que mudaram o Brasil, Pimenta Neves − Uma reportagem e 1932: São Paulo em chamas.
No novo texto da MP 928, publicado na noite dessa segunda-feira (23/3) para cancelar a autorização para empresas suspenderem o pagamento do salário de funcionários por até quatro meses, o presidente Jair Bolsonaro também reduziu a transparência do Governo. O texto traz alterações na Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) que suspendem os prazos para resposta aos pedidos de informação feitos pela população.
Agora, ficam livres de prazo para responder a pedidos via LAI os órgãos da administração pública cujos servidores estejam em regime de quarentena ou de home office devido à pandemia. A medida abrange órgãos cujos funcionários dependam de acesso presencial de agentes públicos encarregados da resposta ou “agente público ou setor prioritariamente envolvido com as medidas de enfrentamento da situação de emergência“.
Pela LAI, órgãos públicos integrantes da administração direta dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como do Ministério Público, têm 20 dias para responder aos pedidos de informação. O prazo é prorrogável por mais dez dias, desde que seja apresentada justificativa para o não cumprimento do tempo inicialmente estabelecido. (Com informações do Poder360)
XP Educação oferece a partir desta segunda-feira (23/3) o curso gratuito Como investir no cenário instável do coronavírus, com dicas e sugestões sobre investimentos no contexto pandêmico atual. Todas as aulas foram disponibilizadas às 9h e ficarão na plataforma por tempo indeterminado.
O
curso tem cinco módulos e é ministrado por especialistas da XP,
incluindo o estrategista-chefe Fernando
Ferreira, a
estrategista e criadora do canal ExplicaAnaAna Laura
Magalhães e a
analista de ações Betina
Roxo. A abertura
do curso foi feita por Guilherme
Benchimol, CEO
da XP Inc.
As
aulas contextualizam o cenário atual, explicando os impactos da
pandemia na economia ao redor do globo, além darem exemplos de
mecanismos que podem ser acionados em tempos de crise (como o circuit
breaker e o VIX) e dicas
para quem quer investir neste conturbado momento do setor de
investimentos.
Os principais jornais do Brasil trazem nesta segunda-feira (23/3) a mensagem “Juntos vamos derrotar o vírus – unidos pela informação e pela responsabilidade”, como parte de uma campanha da Associação Nacional de Jornais (ANJ) que destaca a importância da imprensa e das informações verídicas e confiáveis no combate ao vírus. A capa mostra também a hashtag#imprensacontraovírus.
Jornais apenas com
versões digitais também estão publicando conteúdo da campanha com
a hashtag. O objetivo do projeto é incentivar as pessoas a
buscarem informações em veículos jornalísticos confiáveis,
evitando o compartilhamento de rumores, boatos e fake news em
geral.
Em entrevista ao
Estadão, Marcelo Rech, presidente da ANJ, disse que “em
situações dramáticas como a que vivemos, informação precisa e
contextualizada é um bem ainda mais essencial. (…) O antídoto
contra a desinformação espalhada nas redes sociais é a ‘boa
viralização’ da informação verdadeira”.