O adeus a Carlos Moraes

Carlos Moraes

Faleceu em 14/12, em São Paulo, o jornalista e escritor gaúcho Carlos Moraes, aos 78 anos, em decorrência de complicações pós-operatórias. Aposentado e longe das redações há vários anos, vinha dividindo seu tempo entre São Paulo, a praia de Boiçucanga, em que passava boa parte do ano retirado, e o Chile, terra de sua mulher, Beth. O corpo foi enterrado no Cemitério da Paz.

Nascido em Lavras do Sul (RS), em 1941, Moraes foi ordenado sacerdote em 1966. Em 1973, com base na Lei de Segurança Nacional, foi julgado e preso em Bagé (RS), cidade onde atuava. Após o episódio, abandonou a carreira religiosa e dedicou-se definitivamente ao Jornalismo, em São Paulo, onde foi repórter da revista Realidade e editor das revistas TV Guia, Psicologia Atual e Ícaro Brasil, entre outras.

Publicou diversos livros, cuja sensibilidade extrema e humor fino foram as maiores marcas. O primeiro foi de crônicas, O lobisanjo (Vozes, 1970). Também escreveu algumas obras infanto-juvenis, como A vingança do Timão (Brasiliense, 1981), com a qual ganhou o Prêmio Jabuti da categoria naquele ano. Experiências autobiográficas deram origem aos títulos Como ser feliz sem dar certo 2001), Agora Deus vai te pegar lá fora (2004) e Desculpem, sou novo aqui (2008), todos pela Record, que narram a trajetória do autor durante o tempo em que ficou recluso como preso político no interior do Rio Grande do Sul e suas primeiras experiências em São Paulo, onde iniciou a carreira como jornalista.

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