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segunda-feira, maio 23, 2022

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Infoglobo e Ejesa desistem do contrato para uso de gráfica

Após negociação que durou cerca de três meses, não será concretizado o acordo entre Ejesa e Infoglobo para rodar os jornais da primeira na gráfica da segunda, em Caxias. Lauro Jardim, na coluna Radar da Veja, deu a notícia no final de dezembro. Foi uma precaução determinada pela área financeira da Infoglobo, depois de análise junto a fornecedores da Ejesa ter revelado atrasos de 90 dias na compra de papel de duas empresas canadenses, os principais traders. Como depois de pessoal a maior despesa dos impressos é o papel, não convém ter pendências nessa área. Para complicar, não houve compradores para o parque gráfico da Ejesa em Benfica, que é de bom tamanho e requer mais de cem funcionários. Assim como a gráfica da Infoglobo, a da Ejesa é específica para produtos editoriais. Nenhuma das duas é muito moderna – cadernos dos jornais em papel couché, por exemplo, nos dois casos, têm impressão terceirizada – e não podem ser adaptadas para produzir embalagens ou outros tipos de impressos. Hoje em dia, é pouco provável haver empresas interessadas na compra de uma gráfica desse porte e com essa limitação. Fontes conhecedoras do mercado afirmam mesmo que a tendência no Brasil, alinhada com outros países, é que se reduza a quantidade de gráficas editoriais em operação, de modo que, no futuro, reste apenas uma em cada região como Rio, São Paulo, no Sul e talvez no Nordeste. Para a Infoglobo, desfazer o acordo deve ter sido uma decepção. Conforme dados do IVC de novembro – que mede a venda, acrescida de 10% de gratuidades e encalhe, como é praxe no mercado –, o popular Meia Hora, título da Ejesa de maior circulação, é o 10º jornal do Brasil, com 130 mil exemplares de tiragem. Isso, acrescido aos 47 mil de O Dia e mais o Brasil Econômico, seria um aporte bem-vindo de aproximadamente 200 mil exemplares. Quanto à Ejesa, sem comprador para sua gráfica, restaria desativá-la, poupando a manutenção da planta, negociando máquinas para o interior e prevendo outro destino para o imóvel. Por enquanto, continua tudo como antes, cada um no seu quadrado.

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