Está aberto até 30 de maio o primeiro turno da 18ª edição do Prêmio Comunique-se, que retorna após não ter sido realizado em 2020 em decorrência da pandemia. Para participar, basta usar uma conta de Facebook ou Gmail e registrar os votos nos comunicadores de interesse. No primeiro turno, o ambiente recebe indicações por parte dos jornalistas e da comunidade de leitores do Portal Comunique-se. A live de premiação está programada para 16 de novembro. Para participar do primeiro turno acesse o site da votação.

Rodrigo Azevedo

Rodrigo Azevedo, CEO do Comunique-se deu detalhes desta edição do Prêmio a Eduardo Ribeiro, diretor do Portal dos Jornalistas.

Portal dos Jornalistas − Após hiato de uma temporada, o Prêmio Comunique-se está de volta. Quais as principais novidades em relação às edições anteriores?

Rodrigo Azevedo − A primeira novidade é o formato. Será pela primeira vez um evento híbrido, com uma parte presencial restrita, com convidados vip, ancorada por uma megalive, para que possa ser visto em todo o Brasil e no exterior. Isso exigirá uma estrutura de produção sofisticada, com várias câmeras, gruas e tudo mais que um programa de TV de alto nível tem. Outra novidade é a criação da categoria Jornalista Podcaster, para profissionais criadores de conteúdo para podcast.

Portal − Pode dar detalhes do tema escolhido para esta edição?

Rodrigo − Este ano a novidade é não ter um tema, como nas edições presenciais até aqui.  Entendemos que a própria realização do prêmio, que muitos consideram o Oscar do jornalismo brasileiro, é o tema. Uma noite do tapete vermelho para os nossos profissionais e veículos da imprensa.

Portal − Quantos profissionais já foram premiados desde o nascimento do certame? Olhando retrospectivamente, quais os TOP 10?

Rodrigo − O mais premiado foi Ricardo Boechat, em diferentes categorias, que foi Mestre do Jornalismo tantas as conquistas que teve na premiação: 18 no total (veja quadro)

Portal − Qual o tamanho do investimento? O Prêmio se paga? Vai se pagar este ano?

Rodrigo − Nosso objetivo, claro, é que ele se pague, mas nem sempre isso acontece, sobretudo em tempos de crise. E com isso temos buscado adequar os valores de participação à realidade do mercado, de modo a ter um equilíbrio. O que eu sempre digo é que a receita do prêmio é toda ela destinada à organização da premiação. E quando isso não acontece temos de bancar a diferença, pois não abrimos mão da qualidade e da excelência da premiação. Nesse sentido, o grande financiador do Prêmio Comunique-se é o próprio Comunique-se. Temos esperança de que este ano, com a reformulação e a diminuição do evento presencial, por causa da crise sanitária, ele possa se pagar. E vamos usar a experiência bem-sucedida na realização de nossa outra premiação, o Prêmio Influency-me, que já foi feito, em 2020, nesse novo formato. Com isso, nossa estimativa é de que teremos uma redução de 1/3 nos custos da premiação, em relação aos custos do formato anterior, fato que nos permitiu redimensionar as cotas de patrocínio, reduzindo-as para o valor de R$ 60 mil. Já temos a confirmação, para a edição deste ano, de Santander, Bayer, Twiter, Zendesk, Claro e Salesforce.

Portal − Como é lidar com as estrelas do jornalismo? Há muita vaidade em jogo?

Rodrigo – Felizmente, a maioria dos jornalistas tem espírito esportivo, compreende que, tanto quanto os próprios jornalistas, a premiação busca celebrar e incentivar o bom jornalismo. Participam com espírito esportivo. Claro que temos um ou outro caso mais complicado, mas nem é bom falar neles, pois são de fato exceção.

Portal − Como enfrenta as “pressões” dos jornalistas que, indo para a final, buscam saber antecipadamente o resultado, inclusive condicionando a isso estarem ou não presentes à premiação?

Rodrigo − Um exemplo que gosto de citar é o do narrador esportivo Silvio Luiz, finalista em quase todas as edições e que sempre compareceu à festa, a despeito de nunca ter levantado o troféu principal. E nunca mandou mensagem ou ligou para saber se tinha ou não chances de ser o vencedor. Claro que vez por outra tem alguma situação mais delicada, mas a gente sempre procura mostrar que uma premiação, para ser grande e ter credibilidade, precisa do apoio e da compreensão de quem dela participa, porque só desse modo ela se tornará permanente e longeva. E aí é que entra o espírito esportivo. Não fosse assim, o Comunique-se não teria a relevância que tem. 

PortalCid Moreira é nome e voz sempre presente nas premiações. Ele vai participar este ano?

Rodrigo − Se depender apenas de nós, ele, claro, estará dentro, já que é uma marca registrada da premiação. Para nós é sempre uma grande honra ter o Cidão na premiação, e acho que o mesmo é para ele, que, mesmo já numa idade avançada, acima dos 90, tem no Comunique-se uma oportunidade de estar junto dos seus pares, numa festa sempre cheia de emoção. Vai depender apenas dele. Amigo pessoal que somos, inclusive de frequentar a casa um do outro, o convite vai ser feito. 

Portal − Qual a expectativa em relação à votação?

Rodrigo − Estamos a caminho da 18ª edição do Prêmio Comunique-se, ou seja, chegando à maioridade. Em todos esses anos, pouco vi jornalistas pedindo voto. E isso é uma coisa que está mudando de uns três anos para cá. Muitos jornalistas entraram nas redes sociais, são influenciadores, e com isso estão entendendo que é do jogo engajar suas audiências, que essa é uma boa oportunidade para isso. Começam a se ver como comunicadores com luz própria, e não apenas como uma voz de um determinado veículo. Creio que sobretudo as novas gerações estão perdendo a timidez e indo atrás dos votos das respectivas audiências. E com isso, claro, a audiência do prêmio cresce substancialmente. 

Portal − Quais os legados do Prêmio para o jornalismo brasileiro?

Rodrigo − Melhor do que eu dizer, são os próprios jornalistas e é deles que vem uma série de depoimentos sobre o que essa premiação tem representado para o mercado editorial brasileiro. O que posso afirmar é que o Prêmio virou uma espécie de ponto de encontro anual dos maiores nomes da imprensa brasileira. E o que isso significa? Quantas amizades não foram criadas, quantos reencontros não se deram, quantos empregos não foram trocados ao longo desses anos de premiação. Incontáveis, e na maioria das vezes nem ao menos ficamos sabendo. Outro legado é o estímulo, dito pelos próprios jornalistas, ao aprimoramento do próprio jornalismo, fazer sempre o melhor. Então, de alguma forma, ainda que seja difícil de mensurar, o Prêmio Comunique-se, nesse sentido e guardadas as devidas proporções, é muito parecido com o próprio Oscar, em que a competição para vencer acaba levando a uma melhoria na própria indústria.

Prêmio Comunique-se − Maiores vencedores da história 

1º − Ricardo Boechat − 18 troféus

2° − Míriam Leitão − 13 troféus

3° − Carlos Alberto Sardenberg − 11 troféus

4° − Mônica Bergamo − 9 troféus

5° − Caco Barcellos − 7 troféus

6° − 6 troféus

Artur Xexéo

Ancelmo Gois

Juca Kfouri

Marcelo Tas

10° − 5 troféus

Cléber Machado

Clóvis Rossi

Eliane Brum

Ernesto Paglia

Gilberto Dimenstein

Heródoto Barbeiro

Luís Roberto

Paulo Vinícius Coelho

Zileide Silva

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