Estado de Minas ganha categoria principal do CNI de Jornalismo

O jornal Estado de Minas ficou com a principal categoria do Prêmio CNI de Jornalismo, cujos vencedores foram anunciados na noite de 30/5, em cerimônia na sede da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília. Paulo Henrique Lobato e Luiz Ribeiro, com Sertão Grande, ganharam o Grande Prêmio José Alencar e cheque de R$ 40 mil. Foram ao todo 323 reportagens inscritas, sendo 32 destacadas como finalistas em 13 diferentes categorias. O prêmio especial pela melhor reportagem de Inovação ficou com O Estado de S. Paulo, que venceu com a matéria O Brasil que inova, de Renato Cruz. O outro prêmio especial, sobre Educação, foi entregue à TV Globo pela reportagem do Fantástico intitulada Quem cedo madruga, de autoria de Felipe Tomaz Santana, André Modenesi, Flavia Varella, Júlio Aguiar, José de Arimatéa e Flávio Lordello. Os prêmios especiais distribuíram R$ 25 mil a cada um. Na categoria Jornal o vencedor foi o Correio Braziliense, com a série Profissão perigo, de Ana d?Angelo. Em Revista a vencedora foi Época, com a reportagem Estado Ltda, de José Fucs, Marcos Coronato e Marco Vergotti. Em Telejornalismo o primeiro lugar ficou com o Jornal da Globo, que levou ao ar a reportagem Trabalho 2.0, de Fabio Turci de Camargo, Cíntia Borsato, Rodrigo Cerutti, Clarissa Cavalcanti, Kacy Lin, Marcos Politi, Hélio Gonçalves, Fernando Ferro, Raphael Toth e Tatiana Cardoso. Em Radiojornalismo venceu a Rádio Bandeirantes, de São Paulo, com a série A indústria equilibrista, de Chico Prado. E em internet, o Portal NE-10/JC Online, de Recife, venceu com a reportagem Energia ? A hora de renovar, de Inês Calado, Gustavo Belarmino e Juliana de Melo. Todos os ganhadores levaram R$ 20 mil cada. A Rádio O Liberal CBN, de Belém, venceu o Regional Norte com Joias da Amazônia, de Celso Luis Barbosa Freire e José Luis Silva. A TV Jornal-SBT, de Recife, venceu o Regional Nordeste com Indústria e inovação, de Antônio Martins e Mônica Carvalho. No Regional Centro-Oeste, a TV Centro América, de Cuiabá, venceu com a série Força econômica, de Renato Cyrino Rosa, Francisca Medeiros, Belmiro Dias, Rodrigo Gonçalves e Tássia Maciel. O Regional Sudeste foi vencido pelo Comércio da Franca, de Franca (SP), com Paraguai despeja ilegalmente no Brasil 5 milhões de calçados chineses, de Priscilla Sales da Silva. O Regional Sul teve como vencedor o Diário Catarinense, de Florianópolis, com Indústria não tem garantia de energia ou gás para projetos futuros, de Alessandra Ogeda. As reportagens regionais vencedoras receberam R$ 10 mil cada uma. No total, o Prêmio CNI de Jornalismo distribuiu R$ 240 mil brutos. O júri foi integrado por Beth Cataldo (Valor Econômico), João Borges (GloboNews), Pedro Dória (O Globo), José Paulo Kupfer (O Estado de S.Paulo), David Renault (UnB) e Edson Campagnolo (Federação das Indústrias do Estado do Paraná ? FIEP) e Marco Polo Lopes (Instituto Aço Brasil). CNI subirá premiação em 2013 a R$ 310 mil Em entrevista a Jornalistas&Cia, o diretor de Comunicação da CNI Carlos Alberto Barreiros faz um balanço da primeira edição do Prêmio CNI de Jornalismo e anuncia que o evento aumentará a premiação em R$ 70 mil: Jornalistas&Cia ? O Prêmio CNI de Jornalismo, realizado em sua primeira edição, é o maior do País em valor e isso num cenário em que existem mais de cem prêmios de várias naturezas, alguns com mais de 50 anos de vida. Foram mais de 300 inscrições. Segundo a análise feita pelo corpo de jurados e pela organização, qual foi a categoria mais competitiva e a menos competitiva? Carlos Alberto Barreiros ? A modalidade impresso jornal foi a mais competitiva, tanto pelo volume de inscrições ? a maior, com um total de 109 ? como pela qualidade editorial. Já em radiojornalismo tivemos o menor número de inscritos, 21 trabalhos, e uma competitividade boa, mas não tão forte quanto no jornal. Houve também grande disputa nas categorias de TV e revistas. J&Cia ? E por região, quais as que se apresentaram com trabalhos de melhor qualidade? Barreiros ? No geral, o nível das matérias estava realmente muito bom, mas a Região Sudeste apresentou os trabalhos de melhor qualidade. A surpresa positiva foram as matérias da Região Nordeste, que tiveram qualidade similar as da Região Sul, que tem mais tradição em prêmios. Uma prova disso foi o fato de um portal do Nordeste ter levado o prêmio de uma categoria nacional, o de Internet. J&Cia ? Houve algum veículo de destaque, pela quantidade e qualidade dos trabalhos inscritos? Barreiros ? É claro que alguns veículos inscreveram mais matérias que outros, que determinadas matérias se sobressaíram, mas esse não é o ponto. O Prêmio CNI de Jornalismo registrou 323 inscrições de 23 unidades da Federação. Concorreu Um total de 246 profissionais. Ou seja, esses números indicam que o projeto alcançou seus objetivos nesta primeira edição. É, reconhecidamente, um concurso nacional. J&Cia ? Seria possível arriscar um prognóstico sobre a influência que o Prêmio teve na produção de novos conteúdos jornalísticos sobre o tema proposto? Barreiros ? Não acredito que o lançamento de um prêmio, por mais credibilidade e abrangência que ele ou a entidade patrocinadora tenham, impulsione a produção jornalística. Obviamente, a competição anima o mercado e os profissionais, mas o avanço de notícias relacionadas à economia e ao setor produtivo no Brasil está claramente associado ao momento pelo qual passam o País e a indústria. O bom volume e a qualidade de inscrições do prêmio deixam isso claro. J&Cia ? A próxima edição já está sendo planejada? Alguma novidade que possa ser antecipada? Barreiros ? Estamos atualizando o regulamento, detalhando melhor algumas orientações. Em breve, lançaremos a próxima edição e iniciaremos a campanha de divulgação e promoção. Assim como fizemos na primeira versão, pretendemos visitar muitas redações pelo País. A principal novidade, anunciada pelo presidente da CNI, Robson Andrade, é o aumento dos valores em dinheiro distribuídos entre os ganhadores. O total bruto passará de R$ 240 mil para R$ 310 mil.