Renato Machado

Renato Machado nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 21 de março de 1943. Formou-se em Direito na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ). Passou no exame para a carreira diplomática do Ministério das Relações Exteriores, mas não pode seguir a carreira por conta de sua miopia.
 
Depois de atuar com sucesso em grupos amadores, sua carreira parecia se ligar ao Teatro. Trabalhou como ator na Companhia de Antonio do Cabo, nas peças Os Filhos Terríveis, de Jean Cocteau, e Antígona, de Sófocles. Foi assistente de direção em Meu Querido Mentiroso, de Bernard Shaw, e diretor de As Ciganas da Floresta. Participou de duas novelas, A Moreninha, de Otávio Graça Mello, em 1965, e Sangue do Meu Sangue, de Vicente Sesso, em 1969, a primeira na Rede Globo, onde ficou amigo de Armando Nogueira (1927-2010), e a segunda na TV Excelsior (RJ). Estreou no cinema em 1969, no filme O Mundo Alegre de Helô, de Carlos Alberto de Souza Barros.
 
Após ser aprovado em primeiro lugar num teste de narração e tradução em inglês, em 1967, fez um estágio na rádio BBC, de Londres (Inglaterra). Ao voltar ao Rio, em 1969, trabalhou como ator no Teatro Oficina e fez a narração do filme A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla. Em 1970, foi ator no curta-metragem Eu Sou Vida, Eu Não Sou Morte, de Haroldo Marinho Barbosa, e no longa Pecado Mortal, de Miguel Faria Júnior. Paralelamente, iniciava sua carreira jornalística.
 
Assumiu a editoria Internacional do Jornal do Brasil (RJ), num momento importante, quando o presidente americano Richard Nixon (1913-1994) começava a enfrentar as consequências do escândalo político Watergate, que iria derrubá-lo do poder em 1974. Retornou à TV Globo em 1982, desta vez como repórter do programa semanal Globo Repórter, literalmente dando o sangue: a matéria era sobre doação e começava com a câmera acompanhando a retirada do sangue do próprio Renato.
 
Trabalhou no Fantástico, no Sem Censura e cobriu a Guerra das Malvinas para o Plantão JN, no início dos anos 1980. Depois, atuou como editor de Internacional e como comentarista ao vivo do Fantástico. Em 1984, tornou-se correspondente em Londres, de onde cobriu, entre outras reportagens, o acidente na usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, e o massacre na Praça da Paz Celestial, na China, em 1989.
 
Deixou a emissora em 1990, transferindo-se para a TV Manchete, onde atuou como editor-chefe e apresentador do telejornal Noite e Dia. Cobriu a Guerra do Golfo, estando presente em Tel-Aviv quando a cidade foi bombardeada pelas forças de Saddam Hussein (1937-2006).
 
Retornou à Rede Globo em 1991, como repórter especial. Como enviado do Globo Repórter e do Jornal Nacional, cobriu por cinco anos a América Latina. Participou das coberturas do impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, em 1991, e da morte do piloto Ayrton Senna (1960-1994).
 
Assumiu o posto de âncora e editor-chefe do Bom Dia Brasil em 1996, quando foi um dos responsáveis pela reformulação do formato e da apresentação visual do telejornal, privilegiando tanto as notícias como as informações úteis e a agenda cultural. Também foi, no período, um dos eventuais apresentadores do Jornal Nacional, substituindo William Bonner e Fátima Bernardes. Em 2010, deixou o cargo de editor-chefe do Bom Dia Brasil e, em setembro de 2011, deixou também de ancorá-lo. Assumiu, então, novamente, o cargo de correspondente em Londres. Apresenta, ainda, uma coluna semanal no Jornal da Globo.
 
Apreciador de música clássica e grande conhecedor de vinhos e de gastronomia, possui uma coluna semanal sobre vinhos no jornal O Globo. Na rádio CBN, participou diariamente, entre 2004 e 2012, do CBN Brasil, com o quadro O Assunto É Vinho, com Carlos Sardenberg, que, inclusive, rendeu um livro, publicado em 2007 pela Editora Saraiva. No programa, “passou o bastão” para Jorge Lucki, colunista de vinhos do Valor Econômico e das revistas ValorInveste e Prazeres da Mesa. É também autor da série Reserva Especial, produzida pelo canal GNT, onde apresentou, de 2005 até outubro de 2012, o Menu Confiança, com Claude Troisgros.
 
Lançou ainda o livro Em Volta do Vinho (Globo, 2004), o DVD Reserva Especial com Renato Machado (Fox, 2004) e o livro/DVD duplo GNT Gastronomia: Menu Confiança e Mesa Para Dois (Globo, 2006), com Claude Troisgros, Flávia Quaresma e Alex Atala.
 
Recebeu, em 2005, o Trophée Culture, concedido anualmente pelo Júri dos Trophées de l'Esprit Alimentaire, da França, a uma personalidade  estrangeira que atue na divulgação da gastronomia e dos vinhos franceses em seu país.
 
Sua filha, Maria Eduarda Machado, foi é VJ do programa Top 20 do canal Vh1 (SP). É casado com a jornalista Mônica Morel.
 
O comunicado enviado pelo diretor geral de Jornalismo e Esportes, Ali Kamel, em 25 de setembro de 2015, trouxe informações sobre as mudanças na equipe de correspondentes no exterior, da TV Globo. Entre os correspondentes da emissora envolvidos está Renato Machado, que deixa Londres e retorna ao Brasil. De volta, Machado fará reportagens para o Globo Repórter.
 
Renato Machado se despede do Jornal da Globo com coluna especial. Na última coluna que faz de Londres em dezembro de 2015, antes de voltar a trabalhar no Brasil, com um balanço do período em que comentou os fatos da Europa para o Jornal da Globo. O retorno acontece depois de quatro anos de trabalho na capital inglesa.
 
Começou efetivamente como repórter especial do Globo Repórter em junho de 2016.
 
 
 
Atualizado em junho/2016 – Portal dos Jornalistas.
Fontes:
Jornalistas&Cia – Edição 1.054
http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2015/12/renato-machado-se-despede-do-jornal-da-globo-com-coluna-especial.html

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *