Melchiades Filho

Melchiades Filho nasceu em 18 de novembro de 1967, em São Paulo (SP). Formou-se em Jornalismo pela ECA, Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP/SP), onde também cursou História e fez pós-graduação em Publicidade (Pesquisa de Mercado).

Começou a carreira na Folha de S.Paulo em dezembro de 1987, convidado pelo jornal quando cursava o terceiro ano de faculdade na USP e chefiava a redação do Jornal do Campus.

Na Folha, foi repórter do caderno Dinheiro (1987-1988), editor-adjunto do caderno Mundo (1989), correspondente em Washington (1990), secretário de Redação da Agência Folha (1991), redator da Primeira Página (1992), editor de Esporte (1993-2005) e diretor da Sucursal de Brasília (2006-2013).

Em Brasília, comandou a equipe que conquistou quatro Essos consecutivos, feito inédito na Folha. Entre as reportagens premiadas, estão aquelas que levaram à queda de Antonio Palocci da Casa Civil em 2011, abriram a “faxina” de ministros e redefiniram os rumos do governo Dilma Rousseff.

Sob a direção de Melchiades, a Sucursal de Brasília ganhou também um recorde de 25 Prêmios Folha. Na lista de furos laureados, aparecem a série que provocou a renúncia de Ricardo Teixeira da CBF (2012) e a revelação de que dirigentes tucanos tiveram seu sigilo fiscal quebrado na Receita (2010).

De janeiro de 2007 a março de 2013, Melchiades participou do elenco de colunistas da pág. 2 do jornal, espaço de análise política que, segundo ele relatou em seu texto de despedida, foi a razão para ter decidido abraçar a profissão de jornalista nos anos 80.

Nos 25 anos de Folha, Melchiades teve uma trajetória de gestor associada a inovações. Participou da criação de edições regionais (1991), implantou a paginação eletrônica (1992), produziu os primeiros fascículos da grande imprensa com conteúdo próprio (1994), introduziu a internet na rotina de editorias diárias (1995), adotou a diagramação em Mac (1998), coordenou uma reforma gráfica-editorial (2005), criou o primeiro estúdio de TV da Folha (2008) e organizou a fusão total das redações impressa e online do jornal (2010).

No período como editor de Esporte (1993-2005), reformulou as diretrizes do caderno, levando ao noticiário até então basicamente clubístico as linhas mestras do projeto editorial da Folha. Introduziu as coberturas de política esportiva, economia, marketing e ciências do esporte, além de implantar o uso intensivo de estatísticas na análise de competições. O investimento no jornalismo investigativo causou muita repercussão: resultou na convocação de duas CPIs sobre futebol e lançou as bases do Estatuto do Torcedor.

Em 1998, Melchiades ganhou o Grande Prêmio Folha (anual) pela série de cadernos especiais da Copa do Mundo da França, até hoje o único Grande Prêmio Folha concedido a um trabalho de edição. De 1996 a 2005, ele também assinou uma coluna semanal sobre basquete.

Em 2012, Melchiades voltou à ECA-USP como professor convidado do departamento de jornalismo. Em março de 2013, despediu-se de Brasília e retornou para São Paulo, onde mora sua família, para exercer novas funções na Secretaria de Redação do jornal.

Em junho de 2013, após 25 anos de casa, com agradecimentos e explicações postadas em sua página do facebook, Melchiades deixa a Folha para buscar novos desafios.

Assume em 10/7 a Diretoria Geral de Operações do escritório da FSB em São Paulo, reportando-se ao Comitê Consultivo da agência.

 
 
Atualizado em junho/2013 – Portal dos Jornalistas
 
Fontes:

Jornalista&Cia- Edições 901 e 902

 
Informações conferidas pelo jornalista.
 
 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *