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Mais de 250 jornalistas estão presos ao redor do mundo

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) divulgou nesta quarta-feira (11/12) o censo anual de jornalistas presos ao redor do globo. Segundo o estudo, são 253, número um pouco menor ao do ano anterior (255) e que continua próximo do recorde, que ocorreu em 2016, com 273 casos de encarceramento de jornalistas nas mais diversas regiões do mundo.

O censo indica que China, Turquia, Arábia Saudita e Egito são os países com maior número de prisões de jornalistas. Além disso, segundo os dados obtidos, a Política é o tema com maior probabilidade de levar um jornalista à prisão, seguido de Direitos Humanos e Corrupção. Mais da metade dos 253 jornalistas presos atuava na internet.  

Joel Simon, diretor-executivo do CPJ, afirmou que “a prisão de um único jornalista é uma terrível injustiça que tem consequências de longo alcance. Mas a prisão de centenas de jornalistas é uma ameaça ao sistema global de informações do qual todos dependemos. Governos repressivos estão usando essas táticas cruéis para privar suas próprias sociedades e o mundo inteiro de informações essenciais”.

A pesquisa mostra todos os jornalistas que foram e permaneceram presos até 1º de dezembro. Jornalistas que foram soltos antes dessa data não foram incluídos. O censo apresenta também o país onde estão encarcerados, as acusações contra eles e o veículo em que trabalham.

Confira o estudo na íntegra (em inglês).

Júri absolve dois acusados da morte do radialista Jefferson Pureza

Jefferson Pureza
Jefferson Pureza

Um ano, dez meses e 22 dias depois do assassinato do radialista Jefferson Pureza, de 39 anos, em Edealina (GO), o júri popular absolveu dois acusados de envolvimento no crime, apesar de reconhecer a participação deles no caso. O ex-vereador José Eduardo Alves da Silva, de 41 anos, acusado de ser o mandante do assassinato, e o caseiro Marcelo Rodrigues dos Santos, de 40 anos, foram condenados somente pela corrupção dos menores que praticaram o assassinato. Santos foi acusado de apresentar os jovens ao então vereador.

O resultado polêmico foi anunciado às 23h50 de 9/12, depois de um julgamento que durou 15 horas e 20 minutos e contou com acalorada discussão entre a defesa dos réus e a acusação, além do depoimento de testemunhas no Fórum de Edeia, cidade a 31 km de Edealina e 125 km de Goiânia. 

Jefferson foi morto na noite de 17 de janeiro de 2018 com três tiros no rosto, ao ser surpreendido enquanto descansava na varanda de sua casa. Segundo as investigações, o crime foi negociado por R$ 5 mil e um revólver. > Silva foi sentenciado a quatro anos de prisão e Santos, a quatro anos e dez meses. Os dois réus comemoraram a decisão ao ouvir a leitura feito pelo juiz. Na prática, eles serão beneficiados por um alvará de soltura e ficarão em liberdade para aguardar os próximos passos do caso. (Confira a íntegra da cobertura de Angelina Nunes para a Abraji)

Seis em cada dez municípios brasileiros não dispõem de informação jornalística local

Realizada pelo Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor), em parceria institucional com Abraji, Intercom e 22 escolas de jornalismo, e com o apoio do Facebook Journalism Project, a terceira edição do Atlas da Notícia indica o avanço de revolução digital sobre a imprensa local brasileira, um fenômeno marcado pela conjunção do fechamento de veículos impressos, a migração para o meio digital e o aumento dos chamados desertos de notícias, municípios sem a presença registrada de veículos jornalísticos.

O Atlas revela que, para cada dez municípios brasileiros, seis são desertos de notícias, ou seja, seus habitantes não dispõem de informação jornalística sobre o lugar onde vivem. Dos quatro restantes, outros dois são quase desertos, lugares servidos por até dois veículos de comunicação e com risco de se tornarem desertos. Essa é a realidade de 64,9 milhões de brasileiros.

A cargo do Volt Data Lab, liderado por Sérgio Spagnuolo, a pesquisa, análise e mapeamento desta edição incluem também a publicação de uma API (Interface de Programação de Aplicativos) para facilitar o acesso e utilização das informações geradas sobre a presença de veículos jornalísticos nos 5.570 municípios brasileiros. Segundo Sérgio, a construção da API do Atlas é inédita no jornalismo brasileiro: “Trata-se de um recurso muito utilizado por empresas de tecnologia, mas ainda pouco implementado dentro do segmento jornalístico. Essa ferramenta permitirá a implementação de aplicações, automatização de análises e gráficos e facilitação do uso dos dados do Atlas por pesquisadores”.

Desde o lançamento da pesquisa desta edição, em agosto, a coordenação do trabalho nas cinco regiões brasileiras é de responsabilidade de Sérgio Lüdtke, em conjunto com os pesquisadores regionais Angela Werdemberg (Centro-Oeste), Dubes Sônego (Sudeste), Jéssica Botelho (Norte), Marcelo Fontoura (Sul) e Mariama Correia (Nordeste). “Os dados agora reunidos pelos pesquisadores do Atlas da Notícia, com apoio de 193 colaboradores voluntários de escolas de jornalismo das cinco regiões, são uma base consistente para que pesquisadores de todo o Brasil possam orientar novas investigações”, diz Sérgio. “Esses dados permitirão detectar os caminhos trilhados mais recentemente pelo jornalismo e identificar necessidades das comunidades e oportunidades futuras que se abrem para os jornalistas profissionais no Brasil”.

As principais informações do Atlas 3.0 foram publicadas em edição especial do Observatório da Imprensa desta quarta-feira (11/12).

Folha de S.Paulo permite compartilhamento de matérias para não-assinantes

A Folha de S.Paulo liberou o compartilhamento de até cinco matérias publicadas por dia para não-assinantes, com o objetivo de flexibilizar seu modelo de paywall.

Cada assinante do jornal pode enviar os chamados links-presente para qualquer pessoa, com limite de até cinco por dia. É possível escolher por onde deseja enviar o link, via WhatsApp, e-mail ou redes sociais.

A Folha informou que o projeto foi inspirado no Financial Times, que permite que os assinantes compartilhem até 20 reportagens.

Novo prêmio oferece bolsas para reportagens sobre a Amazônia

O Portal Mundo Amazônia lançou o Prêmio Angelina Nunes, que visa a incentivar e premiar reportagens sobre a região amazônica. Os vencedores ganharão bolsas para a produção das reportagens. A categoria para profissionais formados oferece R$ 10 mil, enquanto que os estudantes receberão R$ 6 mil.

Angelina Nunes, uma das mais premiadas jornalistas do Brasil, presidirá a banca de profissionais que analisarão os projetos. O nome do prêmio é em homenagem a ela.

Será aceito qualquer tipo de produção jornalística. Os vencedores serão anunciados em 7 de abril de 2020, data em que é comemorado o Dia do Jornalista.

Com informações da Abraji.

Confira os vencedores do Prêmio Crosp de Jornalismo

O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp) anunciou em 9/12 os vencedores de seu V Prêmio Crosp de jornalismo, nas categorias Escrita Regional e Nacional, On-line, TelejornalismoeRadiojornalismo. A cerimônia de premiação foi na Casa de Odontologia Paulista.

O prêmio visa a incentivar e premiar produções jornalísticas que abordem o tema saúde bucal. Confira a lista de vencedores:

Categoria Escrita – Nacional e Regional

1º Lugar – Vilhena Soares (Correio Braziliense) – De olho nas bactérias bucais

2º Lugar – Victor Lopes (Folha de Londrina) – O ‘peso’ do mundo sobre os dentes das crianças

3º Lugar – André Biernath (Revista Saúde É Vital) – O guia do creme dental

4º Lugar – Vilhena Soares (Correio Braziliense) – Cuidados odontológicos na UTI evita infecções

5º Lugar – Micaela Orikasa (Folha de Londrina) – Prevenção bucal para crianças com câncer

Categoria Escrita – On-line

1º Lugar – Rosana Pinheiro-Machado (The Intercept Brasil) – A desigualdade no Brasil é medida pelos dentes: ricos vão ao dentista, e pobres sentem dor

2º Lugar – Cristina Almeida (UOL) – Periodontite: dor, mobilidade nos dentes e gengiva inchada são sinais

3º Lugar – Brenda Marques (R7) – ONG oferece tratamento dentário gratuito a populações carentes

4º Lugar – Cristina Almeida (UOL) – Gengiva inchada? Inflamação é a causa mais comum; saiba como evitar

5º Lugar – Aline Dini (Mãe aos 40) – Pré-natal odontológico: falta de atenção à saúde bucal compromete mãe e bebê

Categoria Audiovisual – Telejornalismo

1º Lugar – Jéssica Fernanda das Taboas (SBT Interior) – Cuidar da saúde bucal também é importante durante o tratamento do câncer

2º Lugar – Rute Alencar (UFCTV) – Série Todos os Sorrisos – Episódio 02

3º Lugar – Rute Alencar (UFCTV) – Série Todos os Sorrisos – Episódio 01

4º Lugar – Rute Alencar (UFCTV) – Série Todos os Sorrisos – Episódio 03

5º Lugar – Suely Frota (TV Assembleia do Ceará) – Série Transformando Sorrisos – Episódio 01

Categoria Audiovisual – Radiojornalismo

1º Lugar – Juliana Leal Conte (Portal Drauzio Varella) – Por que dói? #14 | Dor de dente

2º Lugar – Hebert Araújo (Rádio CBN João Pessoa) – Um mal que começa pela boca

3º Lugar – Juliana Maya (Rádio Nacional da Amazônia) – Cartilha aborda cuidados com a saúde bucal de crianças com autismo

4º Lugar – Janiele Delquiqui (Rádio Educativa Paraná) – O sorriso que chega de barco

5º Lugar – Rosemeire Talamone (Rádio USP) – Momento Odontologia #02: Cerca de 99% da população brasileira sofre com problemas na gengiva

Estudo revela recuo de liberdade de expressão no Brasil

Uma pesquisa da organização Artigo 19 que registra índices de liberdade de expressão em diferentes países, publicada em 2/12, revelou que no Brasil, entre 2016 e 2018, houve uma queda de 28%.

Segundo o estudo, o período que antecedeu as eleições à Presidência foi marcado por ataques diretos a jornalistas, cenário que se tornou pior com a eleição de Jair Bolsonaro: “Bolsonaro conquistou a Presidência em uma plataforma de desprezo pelos princípios democráticos e hostilidade às minorias e à sociedade civil, ameaçando ‘acabar com o ativismo’ e comprometendo-se a aumentar o desmatamento na Amazônia”, afirmou a Artigo 19.

O índice XpA Scores, que determina a porcentagem de liberdade de expressão em 161 países, também leva em consideração fatores como espaço cívico, censura digital, mídia, proteção à imprensa e transparência legislativa. Segundo o índice, no ano passado ocorreram 35 crimes graves contra jornalistas no Brasil.

O estudo revela que o planeta inteiro foi afetado por esse recuo da liberdade de expressão: é o menor índice dos últimos dez anos. O principal fator para isso é o perfil autoritário de governantes dos países analisados, principalmente em relação à imprensa e à grande mídia como um todo.

Veja a pesquisa na íntegra (em inglês).

Pulitzer anuncia prêmio para reportagens de áudio em 2020

O Pulitzer Prize, mais importante prêmio de jornalismo dos Estados Unidos, anunciou em 5/12 uma nova categoria para 2020, para contemplar reportagens de áudio.

Dana Canedy, administradora do prêmio, explica que a ascensão e o sucesso de podcasts e reportagens de áudio nos últimos anos motivou a criação da categoria: “O renascimento do jornalismo em áudio nos últimos anos deu origem a uma extraordinária variedade de histórias de não ficção. Para reconhecer o melhor desse trabalho, o Pulitzer Board está lançando uma categoria experimental para homenageá-lo”.

Ela afirma que será premiado o jornalismo “que serve ao interesse público, caracterizado por reportagens reveladoras e narrativas esclarecedoras”.

Mais informações no site do Pulitzer Prize (em inglês).

Vortex Media fecha redação em SP

O site Vortex Media anunciou em 6/12 cortes na equipe e o fechamento da redação em São Paulo. A sede de Brasília será mantida. O site, criado pelo jornalista Diego Escosteguy, foi lançado em outubro deste ano.

Segundo informações que circulam no mercado, o motivo para o encerramento das atividades seria divergência com os investidores no que se refere aos custos para a manutenção/funcionamento do site.

No sábado (7/12), Sérgio Spagnuolo, um dos demitidos, afirmou no Twitter que Diego não comunicou os cortes e não esteve em São Paulo para explicar a situação para a equipe: “Entrei no projeto em maio, larguei minha empresa e uma bolsa de consultoria com boa remuneração. (…) Ajudei a montar o projeto do começo: contratações, tecnologia, modelo de negócios, branding, criação do nome. Participei de quase tudo. O cara sequer me telefonou, muito menos apareceu em SP pra falar com a equipe”.

Diego respondeu também no Twitter, explicando que “havia marcado uma viagem para SP para conversar com a equipe e que Leandro Loyola (chefe da redação em São Paulo) explicaria a situação. No entanto, as conversas em Brasília se prolongaram e fiquei até o final da tarde expondo os fatos às pessoas de Brasília”. (Veja+).

Diego Escosteguy revelou a este Portal dos Jornalistas que os diretores da empresa “não receberam os aportes previstos em contrato e estão tomando as providências cabíveis”. O criador do site confirmou os cortes e o fim da redação em São Paulo, mas disse que a equipe “segue forte e numerosa, não procede que cortamos pela metade. Segue sobretudo dedicada a produzir bom jornalismo. Jornalismo independente”.

Bolsonaro revoga edital que excluía Folha de S.Paulo de licitação

O presidente Jair Bolsonaro revogou o edital para renovação de assinatura da versão digital de jornais e revistas da administração federal que excluía a participação da Folha de S.Paulo. O recuo ocorreu na manhã desta sexta-feira (6/12), em texto publicado no Diário Oficial da União.

O edital, publicado em 28/11, previa um gasto de R$ 194.393,64 para acesso online de jornais e revistas em contratação de um ano, prorrogável por mais cinco. A lista citava 24 jornais e dez revistas sem incluir a Folha de S.Paulo, por determinação de Bolsonaro.

O presidente voltou atrás após críticas de entidades que defendem a liberdade de expressão e de diversos juristas, além de ações na Justiça. Na avaliação de especialistas, ao defender a exclusão do jornal da concorrência e um boicote a anunciantes da Folha, Bolsonaro viola princípios constitucionais como os da impessoalidade e moralidade.

Lucas Furtado, subprocurador-geral junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), por exemplo, havia entrado com uma representação na corte pedindo a inclusão da Folha no edital. Para ele, a medida de Bolsonaro tinha motivos que “desbordam dos estreitos limites da via discricionária do ato administrativo”, além de ofender os “princípios constitucionais da impessoalidade, isonomia, motivação e moralidade”.

Outro caso de retaliação oficial à imprensa muito discutido na mídia foi a ação do prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella, que barrou a entrada de jornalista do Globo em coletiva, na última terça-feira (3/12). 

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