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terça-feira, abril 28, 2026

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Alexandre Freeland deixa O Globo e volta à In Press

Alexandre Freeland

Alexandre Freeland deixa a Infoglobo, onde esteve nos últimos dois anos, ultimamente como diretor de Projetos Estratégicos da redação integrada de O Globo, Extra e Época, e volta para a In Press Porter Novelli como diretor executivo. Vai dirigir o escritório do Rio, posição que ocupava antes na empresa, cuidando de branded content e projetos especiais em comunicação. A nova atividade, porém, tem um modelo que ainda está sendo elaborado – ele deve atuar também na produção de conteúdo, em conjunto com o estúdio de criação, que tem sua base em São Paulo. A propósito, Infoglobo é cliente da In Press.

Em mensagem de despedida, Freeland disse: “Cheguei com muitos planos e expectativas. Saio realizado pela sorte de ter encontrado tanta gente talentosa e guerreira. Levo ótimas lembranças, amizades de dar gosto e uma enorme admiração pelo trabalho desse time. Sou fã, em resumo. Ou brand lover, como gostam de dizer nesse mundo da comunicação corporativa, para onde estou de mudança”.

MPF denuncia Gleen Greenwald e outras seis pessoas por invasão de celulares

O Ministério Público Federal denunciou nesta terça-feira (21/1) o diretor do The Intercept Brasil (TIB) Glenn Greenwald por envolvimento com hackers que invadiram celulares de autoridades públicas. Segundo a acusação, ele teria orientado os criminosos a apagar parte do conteúdo vazado para a publicação de reportagens. Greenwald não foi investigado ou indiciado, mas segundo o MPF, foi comprovado que ele ajudou o grupo na invasão de celulares. O TIB usou o material para denunciar irregularidades na Operação Lava-Jato.

Outras seis pessoas também foram acusadas no âmbito da Operação Spoofing, responsável por investigar as invasões. A denúncia, assinada pelo procurador da República Wellington Divino de Oliveira, aponta práticas ilícitas como lavagem de dinheiro, fraudes bancárias e interceptação de ligações telefônicas, além da invasão de aparelhos celulares.

Greenwald defendeu-se das acusações afirmando que “a denúncia é uma tentativa óbvia de atacar a imprensa”, criticando o atual governo: “O governo Bolsonaro e o movimento que o apoia deixaram claro que não acreditam em liberdade de imprensa. Não seremos intimidados por essas tentativas tirânicas de silenciar jornalistas. (…) Continuarei a fazer meu trabalho jornalístico. Muitos brasileiros corajosos sacrificaram sua liberdade e até suas vidas pela democracia brasileira, e sinto a obrigação de continuar esse nobre trabalho”.

Em nota, os advogados do diretor do TIB afirmam que a denúncia é um “expediente tosco”, que “fere a liberdade de imprensa” e serve como “instrumento de disputa política, depreciando o trabalho jornalístico de divulgação de mensagens realizado pela equipe do The Intercept Brasil”. Eles também disseram que “preparam medida judicial cabível” e que “pedirão à Associação Brasileira de Imprensa (ABI) que cerre fileiras em defesa do jornalista agredido”.

Intercept diz que Sérgio Moro aprovou entrevistadores do Roda Viva; TV Cultura nega

Sérgio Moro no Roda Viva, em 2018

Em carta aos assinantes do The Intercept Brasil (TIB), o editor executivo Leandro Demori afirmou que o ministro da justiça Sérgio Moro, que será entrevistado no programa Roda Viva desta segunda-feira (20/1), teve acesso à lista de entrevistadores e aprovou os nomes que integrarão a bancada: “Ele aprovou os nomes dos jornalistas que estarão na bancada para entrevistá-lo, nós confirmamos com fontes. Não me espanta: Moro não sentaria em um canal ao vivo por duas horas sem saber quem estaria na sua frente”. No mesmo comunicado, ele convidou os assinantes a assistirem à live que o TIB fará no horário do programa, em que os jornalistas do site reagirão à entrevista com Moro ao vivo.

Antes da divulgação da lista dos jornalistas que entrevistarão Moro, Glenn Greenwald, diretor do TIB, afirmou que “seria indesculpável e um tanto covarde para o Roda Viva permitir que Sergio Moro aparecesse sem colocar um jornalista do The Intercept Brasil no painel para participar da discussão”. Ele publicou a hashtag InterceptNoRodaViva, que foi muito repercutida nas redes sociais. Algum tempo depois, a TV Cultura divulgou a lista dos jornalistas, sem a presença de nenhum integrante do The Intercept Brasil: Alan Gripp (O Globo), Andreza Matais (Estadão), Leandro Colon (Folha), Malu Gaspar (Piauí) e Felipe Moura Brasil (Jovem Pan).

Em entrevista ao UOL, Leão Serva, diretor de Jornalismo da emissora, classificou a frase de Greenwald como “indelicada” e afirmou que a escolha do entrevistado e dos entrevistadores é feita pela própria TV Cultura: “Não pedimos sugestões nem submetemos a bancada ao entrevistado. Alguns já fizeram sugestões, mas nenhuma foi acatada”, disse Serva. Ele, porém, não detalhou os critérios da escolha.

Vale lembrar que o The Intercept Brasil foi o primeiro veículo a publicar o vazamento de mensagens entre Sérgio Moro e os procuradores da Operação Lava Jato, em junho de 2019.

Bolsonaro ironiza relatório da Fenaj sobre ataques à imprensa

O presidente Jair Bolsonaro ironizou o levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) sobre ataques à imprensa em 2019. Segundo o estudo, ocorreram 208 ataques a jornalistas ou veículos de comunicação no ano passado. Bolsonaro foi responsável por 121 casos, o que equivale a 58% do total. 

Nas redes sociais, o presidente ironizou e riu dos dados registrados no levantamento. Além disso, em resposta a um internauta que perguntou como foi obtido o índice, ele escreveu: “Pegaram o QI médio da galera da imprensa. Deu 58”. 

O relatório da Fenaj mostrou também um aumento de 54% no número de ataques registrados: em 2019, foram 208, enquanto que em 2018 foram 135.

Abraji integra projeto de monitoramento de liberdade de expressão e imprensa na América Latina

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) passou a integrar o projeto Voces del Sur, que monitora e denuncia ameaças à liberdade de expressão e de imprensa na América Latina. Além do Brasil, entidades de Argentina, Equador, Peru, Venezuela, Uruguai, Bolívia, Honduras e Nicarágua fazem parte da rede.

O projeto visa a garantir o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU, como o acesso público à informação e a proteção das liberdades fundamentais. As ameaças são classificadas em restrições ao acesso à informação, abuso de poder, agressões físicas e verbais, e desaparecimentos forçados.

A Abraji fornecerá dados de ameaças à liberdade de expressão e imprensa no Brasil ao projeto, ampliando o seu alcance na América Latina.

Maju Coutinho narra biografia de Michelle Obama

Maju Coutinho (TV Globo) narrou a versão em áudio do livro Becoming: A minha história, biografia da ex-primeira dama dos Estados Unidos Michelle Obama. Segundo a apresentadora do Jornal Hoje, sua história de vida tem algumas semelhanças com a de Michelle, principalmente em relação à exposição que ambas sofrem até hoje, que vai desde o que falam até a forma como se vestem, além do fato de que as duas vieram de famílias de baixa renda. 

No lançamento do audiolivro, Maju contou também que admira muito a ex-primeira dama dos EUA e que se emocionou lendo algumas passagens do livro, pois apresenta elementos que podem ser encontrados no Brasil: “Tinha momentos em que eu chorava mesmo, porque a história dela é muito emocionante. (…) Ela conta coisas que eu vejo no Brasil; sonhos interrompidos de mulheres e homens por conta da barreira social”.

Nos Estados Unidos, foi a própria Michelle Obama quem gravou a versão em áudio. O livro teve mais de dez milhões de exemplares vendidos. 

Com informações do portal GaúchaZH.

Morre aos 59 anos Mario Simas Filho, diretor da IstoÉ

Mario Simas Filho

Mario Simas Filho, diretor de núcleo da revista IstoÉ, morreu na madrugada desta sexta-feira (17/1), em São Paulo, aos 59 anos. Ele tinha câncer no rim e estava internado no Hospital Paulistano. O velório começou às 9h e o sepultamento será por volta às 15h30, no Cemitério Gethsemani, no Morumbi. Deixa mulher, três filhos e dois netos.

Simas trabalhou na Folha da Tarde e na Folha de S.Paulo antes de chegar à IstoÉ. Fez reportagens marcantes, como a que revelou o assassinato (e não suicídio, como havia sido veiculado) de PC Farias, aliado do ex-presidente Fernando Collor. Em 2001, ganhou um Prêmio Esso de Jornalismo pela série Senadores envolvidos na fraude do painel de votação do Senado.

Era filho do também jornalista Mario Simas, especialista em direitos humanos e que defendeu ativistas durante a ditadura.

Bolsonaro ataca Thaís Oyama com frase xenófoba

Livro de Thais Oyama revela os bastidores do primeiro ano do governo de Bolsonaro, com segredos, escândalos e polêmicas

O presidente Jair Bolsonaro atacou Thaís Oyama (Jovem Pan), autora do livro Tormenta – O governo Bolsonaro: Crises, intrigas e segredo, com uma frase xenófoba. Questionado sobre o escândalo da Secom e Fabio Wajngarten, o presidente irritou-se e afirmou que os jornalistas “têm medo da verdade, deturpam o tempo todo, mentem descaradamente. Trabalham contra a democracia, como o livro dessa japonesa, que eu não sei o que faz no Brasil”, referindo-se a Thaís, descendente de japoneses.

Bolsonaro também mandou a imprensa tomar vergonha na cara: “Essa imprensa que está me olhando, não tomarei nenhuma medida para censurá-los, mas tomem vergonha na cara. Deixem nosso governo em paz, para levar harmonia ao nosso povo”.

O livro de Thaís Oyama revela os bastidores do primeiro ano do governo de Bolsonaro, com segredos, escândalos e polêmicas, incluindo o fato de que foi o próprio presidente o responsável pela ausência de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flavio Bolsonaro, em um depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro, em 2018.

E mais:

Luiz Octavio de Lima morre em São Paulo

O escritor Luiz Octavio de Lima morreu em 15/1, em São Paulo, aos 60 anos. Ele estava internado desde o dia 13 com suspeita de AVC, mas o quadro piorou por causa de uma infecção.

Formado pela PUC-RJ e com MBA em Economia pela Unicamp-Facamp, Luiz teve passagens, entre outros, por Folha de S.Paulo, Veja, O Globo, Exame e Época. No Estadão, foi um dos pioneiros na publicação de conteúdo na internet.

É autor de livros como A Guerra do Paraguai, 21 Grandes batalhas que mudaram o Brasil, Pimenta Neves − Uma reportagem e 1932: São Paulo em chamas.

Coração de periquito

Por Plínio Vicente da Silva ([email protected])

Hoje, voltando no tempo e buscando na memória fragmentos dos meus primeiros anos de vida na fazenda Mombuca, região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, convenço-me de que, antes de ser vítima da poliomielite, que me tomou os movimentos das pernas, eu já havia adquirido a “síndrome do capotão”. No raiar da infância, diziam os meus, eu só dormia a sono solto se abraçado a uma velha bola de couro, daquelas da pré-história do futebol, que tinha uma câmara dentro do capotão fechado por uma amarra de tentos. E quando meus irmãos seguiam com ela para o terreiro em frente a nossa casa, lá ia eu, ainda andando e mais tarde me arrastando, exigindo, em lágrimas, participar do jogo.

O tempo passou, eu passei com ele, e jamais o futebol saiu da minha vida. Ano após ano, mesmo com todas as dificuldades, não deixava a beira de um campinho ou a arquibancada dos estádios. Sempre com o olhar pregado nela, que deixou de ser de capotão para virar esfera tecnológica, mas que não eliminou do meu inconsciente o que batizei de síndrome. E que com o tempo virou mesmo uma relação atávica com o esporte que jamais pude praticar.

No começo foi o campinho que ficava em frente à estação de trens de Guatapará, a vila da minha infância, que mais tarde virou a praça de uma cidade; depois vieram, não muito longe dali, os estádios do Mogiana, onde jogava o Comercial, até construir o Palma Travassos; o da Vila Tibério, do Botafogo, em Ribeirão Preto, antes do Santa Cruz; e o Adhemar de Barros, na Fonte Luminosa, da Ferroviária de Araraquara, todos na minha adolescência. Depois, tantos outros fui conhecendo por onde passei, no Brasil e no exterior, cenários em que colecionei incontáveis e memoráveis momentos que formam um inesquecível rosário de lembranças inesquecíveis.

Time do coração? Como toda criança, facilmente influenciável, doutrinado por meus irmãos, foi o São Paulo, ainda o do Canindé. Todavia, fui aficionado tricolor até por volta dos oito anos, quando um episódio marcante me fez “virar a casaca”. Lembro, de passagem, que um ano depois o Brasil ainda chorava a tragédia do Maracanazo. Mas veio a Copa Rio, que a imprensa brasileira, na época, apelidou de “Torneio Mundial de Campeões” ou “Campeonato Mundial de Clubes”, e que deu ao Palmeiras a honra de, no mesmo Maracanã da hecatombe de 16 de julho de 1950, conquistar, em 22 de julho de 1951, o título de primeiro campeão mundial interclubes.

A colônia italiana de São Paulo ainda estava em êxtase com essa conquista quando, em setembro daquele ano, numa quinta-feira, pouco antes do meio-dia, os campeões irromperam na ala do 3º andar em que eu estava internado na Santa Casa de Misericórdia, no Arouche. O time inteiro. Diferente do marketing de hoje, frio e individualista, naquele tempo a visita a hospitais era quase que uma obrigação. Principalmente, como me contaram, para pagar a promessa feita e pela graça alcançada: o título de campeões. Nós, meninos de todo o Brasil, muitos como eu recém-saídos de mais uma cirurgia, fomos privilegiados. Creio que eu mais que todos.

Naquele dia, os jogadores palestrinos não só foram à Santa Casa, mas levaram quilos e quilos de macarronada, que foram entregando a cada paciente já desesperado com a demora do almoço. Tudo acompanhado pelo olhar nervoso de irmã Maria José, que, por causa de deficiência física numa das pernas, fora paciente e interna e depois entrou para a congregação do Sagrado Coração de Jesus, cujas freiras trabalhavam no hospital. Enérgica, às vezes dura, não admitia indisciplina e a algazarra que vivemos ali foi para ela uma viagem ao inferno.

Entretanto, eu estava no céu. De repente veio até mim um jovem forte, cabelos lisos, bigodinho, simpático e sorridente. Entregou-me o prato e perguntou: “Qual é seu nome?”. “Plínio”, disse encabulado, sotaque ainda impregnado do caipirismo que trouxera lá do interior. ”O meu é Oberdan”, respondeu. O mesmo Oberdan Cattani que fora reserva do Fábio Crippa nos homéricos confrontos com a Juventus da Itália, com vitória alviverde de 1 a 0 no primeiro jogo e empate de 2 a 2 no confronto final.

Depois de dividir comigo as garfadas do macarrão com porpetas, que de tão deliciosas são ainda hoje um dos meus pratos preferidos, ele se foi como chegou: sorridente, despedindo-se com um abraço que pareço ainda sentir 70 anos depois e com dois beijos nas minhas faces, gesto característico da fraternidade própria do povo da Bota.

Enfim, quando voltei a Guatapará para um período de convalescença entre uma cirurgia e outra – foram sete até que os médicos conseguissem pôr-me de pé outra vez –, deixei bem claro a todos lá em casa que desde meu encontro com Oberdan e seus companheiros meu coração ganhara um novo dono: era agora o de um periquito.

O tempo se foi, os anos voaram, deixei Guatapará, fui para Jundiaí, onde “sentei praça” no Jayme Cintra, do Paulista, do qual cheguei a ser técnico do júnior e auxiliar do lendário Benoni Pires na conquista do Campeonato Paulista de Futebol Amador de 1965. Uma tarde memorável aquela no campo do Juventus, na rua Javari, com vitória por 2 a 0 sobre o Matarazzo, que tinha como capitão Bibe, outra lenda do futebol, de belíssima carreira como meia do São Paulo e da Ponte Preta. 

Trabalhando como escriturário da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, um dia, em 1969, recebi um inesperado convite de Ademir Fernandes e Sandro Vaia, meus mestres, comecei ali minha carreira no jornalismo e em 1979 cheguei à redação do Estadão.

Pelos meados do ano de 1980, eu já dividindo a Chefia de Reportagem com meu inesquecível amigo Moacyr Castro, conversava no “paralelo 17” – corredor que dividia as redações dos dois jornais da família Mesquita – com Mário Lucio Marinho, então um dos editores de Esportes do Jornal da Tarde. No meio da conversa ele me falou qualquer coisa sobre a Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (Aceesp) e eu quis saber como fazer para me associar. Ele prometeu me trazer uma ficha de cadastro, e trouxe. Preenchi e no dia seguinte, na Rádio Globo, onde eu era chefe de Reportagem pela manhã, entreguei-a ao Edson Scatamachia, da equipe do Osmar Santos, diretor do programa Balancê e vice-presidente do Mário Marinho na Aceesp.

Com a credencial passei a ter mais facilidades para ir aos estádios da capital. Por morar no bairro do Limão, minhas idas passaram a ter como destino mais frequente o Parque Antártica. Lá, na entrada pelo trecho da ainda rua Turiaçu, hoje rua Palestra Itália, bastava pegar o elevador e subir para a cabine de imprensa.

Pois foi numa dessas idas, num jogo noturno do Palmeiras contra quem nem me lembro mais, que quase 30 anos depois o destino me pregou uma bela peça. Sentado ao lado de outros jornalistas, ouvi uma voz que ecoou lá do passado. Um senhor forte, cabelo liso, bigodinho, veio nos cumprimentar. Sim, era ele, Oberdan Cattani.

Quando lhe contei daquele nosso encontro lá na Santa Casa, comemorado com uma bela macarronada com porpetas, ele lembrou-se e percebi que lágrimas discretas escorreram dos seus olhos. Dos meus, uma enxurrada. Nos abraçamos, ele me beijou nas faces e se foi, desaparecendo no corredor. Recuperei o fôlego e ali, no velho e saudoso Palestra Itália, no Parque Antártica, descobri que ainda havia muita emoção para guardar no meu coração de periquito.

Plínio Vicente da Silva

Plínio Vicente da Silva ([email protected]), editor de Opinião, Economia e Mundo do diário Roraima em Tempo, em Boa Vista, para onde se mudou em 1984, assíduo colaborador deste espaço, brinda-nos com mais uma bela história de futebol.

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