Fenaj apresenta Relatório da Violência contra Jornalistas

A Fenaj lança nesta quinta-feira (16/1), às 14h, no auditório do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro (rua Evaristo da Veiga, 16, 17º), seu Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa – Ano 2019, com uma apresentação de Maria José (Zequinha) Braga, presidente da entidade.

O atual governo federal afetou significativamente a liberdade de imprensa no Brasil. Em 2019, o número de casos de ataques a veículos de comunicação e a jornalistas chegou a 208, um aumento de 54% em relação ao ano anterior, quando foram registradas 135 ocorrências. Além disso, é importante destacar que o presidente Jair Bolsonaro foi responsável por 121 dos 208 ataques registrados, o que equivale a 58% do total.

Também cresceu o número de assassinatos – a violência extrema contra a categoria. Foram mortos com violência os jornalistas Robson Giorno e Romário da Silva Barros, ambos com atuação em Maricá, no Estado do Rio. Esse dado contrasta com os anos anteriores: em 2018, ocorreu um assassinato e, em 2017, nenhuma morte em razão do exercício profissional foi registrada.

Aumentou, ainda, a categoria das injúrias raciais, com dois casos de racismo em 2019, contra nenhum em 2018. Em termos das ameaças, intimidações e censuras, foi registrado o mesmo número de ocorrências que no ano anterior: 38 casos.

É de se notar que houve diminuição numérica nas demais categorias de violência direta contra jornalistas. As agressões físicas, tipo de violência mais comum até 2018, foi uma das categorias em que houve diminuição no número de ocorrências: 15 casos, que vitimaram 20 profissionais, contra 33 no ano anterior. Reduziu-se também o registro de agressões verbais, impedimentos ao exercício profissional, cerceamento à liberdade de imprensa por meio de ações judiciais e violência contra a organização sindical dos jornalistas.

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