MPF denuncia Gleen Greenwald e outras seis pessoas por invasão de celulares

O Ministério Público Federal denunciou nesta terça-feira (21/1) o diretor do The Intercept Brasil (TIB) Glenn Greenwald por envolvimento com hackers que invadiram celulares de autoridades públicas. Segundo a acusação, ele teria orientado os criminosos a apagar parte do conteúdo vazado para a publicação de reportagens. Greenwald não foi investigado ou indiciado, mas segundo o MPF, foi comprovado que ele ajudou o grupo na invasão de celulares. O TIB usou o material para denunciar irregularidades na Operação Lava-Jato.

Outras seis pessoas também foram acusadas no âmbito da Operação Spoofing, responsável por investigar as invasões. A denúncia, assinada pelo procurador da República Wellington Divino de Oliveira, aponta práticas ilícitas como lavagem de dinheiro, fraudes bancárias e interceptação de ligações telefônicas, além da invasão de aparelhos celulares.

Greenwald defendeu-se das acusações afirmando que “a denúncia é uma tentativa óbvia de atacar a imprensa”, criticando o atual governo: “O governo Bolsonaro e o movimento que o apoia deixaram claro que não acreditam em liberdade de imprensa. Não seremos intimidados por essas tentativas tirânicas de silenciar jornalistas. (…) Continuarei a fazer meu trabalho jornalístico. Muitos brasileiros corajosos sacrificaram sua liberdade e até suas vidas pela democracia brasileira, e sinto a obrigação de continuar esse nobre trabalho”.

Em nota, os advogados do diretor do TIB afirmam que a denúncia é um “expediente tosco”, que “fere a liberdade de imprensa” e serve como “instrumento de disputa política, depreciando o trabalho jornalístico de divulgação de mensagens realizado pela equipe do The Intercept Brasil”. Eles também disseram que “preparam medida judicial cabível” e que “pedirão à Associação Brasileira de Imprensa (ABI) que cerre fileiras em defesa do jornalista agredido”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *