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sábado, abril 25, 2026

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Pedro Lins e Luiz Teixeira: casos recentes de racismo contra a imprensa

Pedro Lins e Luiz Teixeira: casos recentes de racismo contra a imprensa

O apresentador Pedro Lins, do programa Bom Dia Pernambuco (Globo Nordeste), foi vítima de racismo nessa quarta-feira (25/8) e usou suas redes sociais para rebater o comentário preconceituoso.

No Twitter, Pedro escreveu: “E ainda tem uma galera que diz que racismo não existe. Ouvi agora, hoje à noite: ‘fala com quem da Globo para parar de colocar vocês pretinhos para apresentar jornal?’”

Em seu perfil no Instagram, o apresentador comentou o ocorrido e disse que está “compartilhando isso para dizer a você, que também passa por isso, que você não está sozinho. Aproveito para dizer também, como eu disse para essa pessoa racista: Sorte? Não, amor. Aqui tem muito trabalho, muito estudo, muita força, muito foco e muita competência”. Ele então declamou uma poesia do autor Pedro Martins sobre preconceito.

Outro episódio de racismo contra a imprensa ocorreu nessa semana. O repórter Luiz Teixeira, do SporTV, comentou em suas redes que foi questionado, durante credenciamento para um jogo, se era câmera ou auxiliar, sendo que ele era o único repórter de campo e já estava com a roupa de transmissão.

“É duro aceitar um repórter negro?”, questionou Luiz. “Todas as funções são essenciais para uma transmissão ocorrer. Mas ser sempre o ‘confundido’ gera um desgaste grande. Nunca será normal, principalmente por saber o real motivo do ’deslize‘ e por ver que o ‘procedimento padrão’ só serve para um”.

Segundo pesquisa do Instituto Reuters, publicada em março deste ano, o Brasil está ao lado de Reino Unido e Alemanha como os países sem qualquer diretor de Redação não branco nos veículos com maior audiência. O estudo detectou que apenas 34% dos profissionais de imprensa do País não são brancos. Leia mais sobre o relatório em MediaTalks by J&Cia.

Vale lembrar que este Portal dos Jornalistas e a newsletter Jornalistas&Cia estão realizando um censo sobre o Perfil Racial da Imprensa Brasileira, com o propósito de aferir a atual situação racial das redações brasileiras e, desse modo, contribuir para políticas afirmativas de diversidade e inclusão no jornalismo brasileiro. São 13 as questões que constam do questionário que está sendo encaminhado aos 61 mil jornalistas em atividade no País, com tempo máximo de resposta de cinco minutos. Responda! Mas, atenção: ela é exclusiva para quem atua em redações.

Outras informações com Vinícius Ribeiro ([email protected]).

Gênero e Número e RSF Brasil fazem pesquisa sobre mulheres e jornalistas LGBTQIA+   

A Gênero e Número abriu, em parceria com a Repórteres Sem Fronteiras Brasil, um questionário online voltado a mulheres e jornalistas LGBTQIA+
A Gênero e Número abriu, em parceria com a Repórteres Sem Fronteiras Brasil, um questionário online voltado a mulheres e jornalistas LGBTQIA+

A Gênero e Número abriu, em parceria com a Repórteres Sem Fronteiras Brasil, um questionário online voltado a mulheres e jornalistas LGBTQIA+ sobre O impacto da desinformação e da violência política na internet contra jornalistas e comunicadores mulheres e LGBTQIA+ durante a pandemia.

Com o objetivo de aprofundar a investigação sobre as condições em que tem sido realizado o trabalho desses comunicadores e jornalistas no Brasil, o estudo visa a identificar questões críticas e avançar na defesa para o livre exercício do jornalismo no País.

Mariana Ditolvo é a nova diretora de Operações da NR-7 

Mariana Ditolvo
Mariana Ditolvo

Mariana Ditolvo passou a integrar a equipe executiva da NR-7 Comunicação, agência especializada no atendimento a startups e empresas do setor de tecnologia e internet, como nova diretora de Operações.

Com mais de 20 anos de experiência, teve passagens por veículos como IstoÉ Dinheiro, Agência Estado e Meio & Mensagem, e por agências de marketing digital e Relações Públicas como Ginga, A2C/Brivia, Máquina Cohn & Wolfe e Imagem Corporativa.

Nelson Rodrigues, fundador da NR-7, disse conhecer a executiva há muitos anos e afirma tratar-se de uma profissional exemplar, “que também migrou da redação para comunicação corporativa, onde adquiriu muita experiência em tecnologia. A vinda dela como COO da NR-7 faz parte dos nossos planos de crescimento não somente no porte da agência, mas principalmente em termos de novos produtos e serviços a serem oferecidos”.

Mariana Ditolvo já colaborou para o posicionamento de marcas de diferentes portes e segmentos, entre elas SAP Brasil, Merck Brasil, Tecnisa, GPA, Ambev, DSM, Carrefour, Microsoft, Castrol, Volvo Caminhões, Turma da Mônica, Fiserv, Cinemark, TNC Brasil, FGC e XP Investimentos.

E mais:

Falta a letra “O”

Por Luiz Roberto de Souza Queiroz

A maravilhosa história de Sérgio Vaz sobre a Olivetti do Lenildo, que trocava as teclas para que os “catadores de milho” não pudessem usar a “sua” máquina, publicada no Jornalistas&Cia 1.321, remete à história de Paulo de Tarso Costa, um dos muitos que já se foram para a redação lá de cima.

Foca de tudo, no primeiro dia de jornal o Paulinho – que viria a se tornar um grande repórter − teve que me acompanhar numa reportagem, “para aprender como se fazia”. Se bem me lembro, era sobre um famoso sapateiro italiano produtor de scarpins de alto nível, que dava uma coletiva no Hotel Jaraguá e, sei lá por quê, o Estadão resolveu que deveria ser entrevistado.

Paulinho anotou toda a entrevista, como eu, e na volta expliquei que escrevesse sua matéria sozinho. Eu escreveria a minha e depois compararíamos para ele entender o que tinha feito de certo e de errado.

Terminei a matéria, passei para o editor, fui ler os jornais, copidesquei algumas notícias que chegavam, gastei um tempão e Paulinho… nada. Eu olhava para ele, que, ponta da língua fora da boca, batucava na Olivetti, catando milho, é claro, tirava a lauda, corrigia à mão, voltava a colocar a folha na máquina… e nada.

Já quase na hora do fechamento finalmente Paulinho entrega ao chefe de Reportagem as duas laudas sofridamente produzidas.

A matéria até que estava boa, o incrível é que todas, absolutamente todas as letras “O” estavam escritas à mão. A explicação, disse candidamente Paulinho, é que “a máquina não tinha a letra O”.

“E por que você não trocou de máquina?”, perguntou o editor. 

“Trocar com quem, se ninguém mais está escrevendo, quase todo mundo já foi embora?”.

Fomos examinar a máquina do Paulinho e, é claro, o “O” estava lá, funcionando perfeitamente. Só que, sem encontrar a tecla do “O”, que caíra da Olivetti, o carinha da manutenção das máquinas a substituíra por outra, de vírgula, que tinha estampado um número, em vez da letra, mas o Paulinho não descobriu o “mistério”. 

A foquice acabou resultando num joguinho efêmero: vários de nós disputamos escrever textos “à la Paulinho”, para ver com que velocidade era possível escrevinhar pulando para deixar em branco todas as letras “O” do texto. Não foi mole, não…


Luiz Roberto de Souza Queiroz

A história desta semana é novamente de Luiz Roberto de Souza Queiroz, o Bebeto, assíduo colaborador deste espaço, que esteve por muitos anos no Estadão e hoje atua em sua própria empresa de comunicação.

Nosso estoque do Memórias da Redação acabou. Se você tem alguma história de redação interessante para contar mande para [email protected].

Inteligência Artificial – Deepfake ou Matrix?

O deepfake que substituiu
O deepfake que substituiu Keanu Reeves por Will Smith no clássico Matrix

Por Marcelo Molnar, consultor e sócio-diretor da Boxnet

 

Em breve sua imagem poderá estar retratada em um filme pornô, ou falando frases discriminatórias, ou chutando símbolos religiosos, e sua grande dificuldade será provar que não foi você, pois todas as evidências estarão materializadas, fragilizando a sua defesa. Brincadeira inocente e perigosa ou ataque perverso e cruel? Como lidar com esse pesadelo? O avanço tecnológico coloca-nos em impasses entre problemas e oportunidades. A reputação de pessoas, marcas e produtos nunca esteve tão exposta e todos os profissionais de comunicação que trabalham em gestão de crise ganharam maior relevância e novas chances de desenvolvimento e aprimoramento.

Acreditamos naquilo que queremos. O psicólogo e escritor Michael Brant Shermer, colunista da Scientific American, afirma: “As pessoas gostam de ser enganadas”. Ele afirma que o mundo real não é suficiente para o tamanho dos nossos anseios e da nossa imaginação. Queremos mais, sempre, pois o inexplicável nos fascina, o fantástico nos atrai, e a fantasia nos alegra. Toda ficção, incluindo filmes de super-heróis, nos surpreende, ativa nossa criatividade e nos tira da rotina. O perigo está em quando não sabemos distinguir e não controlamos o que é mentira ou realidade. Ou quando inocentes são prejudicados.

Há dois anos, cibercriminosos utilizaram softwares de inteligência artificial para criar um áudio falso de um dos diretores de uma grande empresa de energia. Nesse áudio, encaminhado a um executivo da área financeira, os criminosos solicitaram uma transferência de 220 mil euros, que foi realizada sem questionamentos, já que a voz do diretor foi reconhecida e pedidos como esse faziam parte da rotina do departamento. Esse golpe ficou conhecido como um dos grandes casos de ciberataques com o uso de ferramentas de deepfake.

Deepfake, uma amálgama de deep learning (aprendizagem profunda, em inglês) e fake (falso, em inglês), é uma técnica de síntese de imagens ou sons humanos, baseada em métodos de inteligência artificial (IA), tornando mais fácil gerar mídia não-verídica com aparência e som cada vez mais realistas. No início da sua propagação, vários vídeos falsos foram criados utilizando imagens de celebridades, conhecidos como pornografia de vingança (revenge porn). Muitos desses vídeos ainda podem ser encontrados na web. Mas mesmo os não pornográficos criados com a mesma tecnologia podem ser facilmente localizados em sites de streaming como o YouTube, desafiando a lógica de quem assiste.

Ano passado, um caso de bullying ocorreu nos Estados Unidos, em que uma mãe foi presa ao usar o deepfake para favorecer a filha frente a outras garotas de um grupo de líderes de torcida, compartilhando imagens e vídeos comprometedores das supostas rivais. O caso aconteceu em Chalfont, no estado da Pensilvânia. Segundo a polícia, uma das vítimas entrou em contato sobre uma imagem supostamente sua que, embora tivesse o seu rosto, não era verdadeira. Outras garotas apresentaram queixas similares. Não demorou muito para as autoridades locais identificarem um padrão: todas as vítimas pertenciam a um time de cheerleaders, em que as garotas apareciam nuas, fumando ou bebendo, comportamentos incompatíveis com líderes de torcida. A investigação rastreou a origem das fotos até encontrar um endereço IP comum, que apontava para a residência de Raffaela Spone, mãe de uma das garotas do time − a única que não teve seus vídeos e fotos manipuladas.

Um recente relatório publicado pelo UCL (Colégio Universitário de Londres) listou 20 diferentes usos de tecnologias de IA por criminosos e terroristas que serão perigosos pelos próximos anos, e classificou o deepfake como a mais potencialmente nocivo à sociedade, por ser o mais difícil de combater e identificar. O documento reuniu análises de 31 especialistas e os deepfakes ficaram com a coroa da infâmia por serem usados em uma grande variedade de golpes.

Aqui no Brasil a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que criminaliza a prática do deepfake. A ideia é coibir o uso dessa tecnologia, pois está clara a necessidade de regulamentar uma legislação que atenda às exigências do Direito Digital, no campo cível, criminal, administrativo, eleitoral, dentre outros, visando à segurança e proteção dos indivíduos em meio às novas tecnologias. E para, acima de tudo, preservar a verdade.

Já foi o tempo do ditado que dizia que tão culpado quanto o enganador é aquele que se deixa enganar. Como Shermer defende, “a mágica nos entretém e nos ludibria justamente porque queremos ser iludidos”. Infelizmente, não evoluímos para duvidar ou desenvolver uma visão crítica mais apurada, e o deepfake confunde e inibe o nosso viés de ceticismo. 

Imaginem como essa tecnologia, em geral usada para o mal, impacta tanto os jornalistas, que têm a responsabilidade de buscar a verdade acima de qualquer coisa, e os profissionais de comunicação e RP, cujo zelo reputacional pesa de forma excessiva sobre os ombros. Como diz a canção, “é preciso estar atento e forte” para acompanhar todos esses movimentos, avanços e evolução, para que uma ação desse nível, se acontecer, não nos pegue de calças curtas.

Para quem quiser saber mais a respeito: 


Mais artigos de Marcelo Molnar

WPP centraliza em Ricardo Cesar comando da H+K na América Latina

Ricardo Cesar
Ricardo Cesar

O Grupo WPP, gigante global de Relações Públicas, dono das marcas Hill+Knowlton e BCW, e que detém 70% do Grupo Ideal, anunciou novidades em sua estrutura no Brasil. Ricardo Cesar passou a responder como presidente e CEO da H+K América Latina e do Grupo Ideal, em uma operação que inclui as agências Ideal H+K e H+K Brasil.

Nos últimos três anos, ele dividiu o comando das redes com Eduardo Vieira, que deixa suas funções executivas para assumir a comunicação de uma empresa do setor financeiro, mas que seguirá como sócio do grupo. Ricardo responderá diretamente a Richard Millar, presidente e CEO da rede de agências nas Américas.

Eduardo Vieira e Ricardo Cesar fundaram a Ideal em 2007 e em 2015 o WPP adquiriu participação majoritária na agência, que absorveu a operação nacional da H+K e passou a se chamar Ideal H+K Strategies. Ambos continuaram à frente do negócio como coCEOs e, no final de 2018, assumiram como coCEOs da rede na América Latina.

Segundo o Anuário Brasileiro da Comunicação Corporativa, publicado pela Mega Brasil, o Grupo Ideal faturou no ano passado R$ 75 milhões, montante que o posicionou como o terceiro maior grupo de relações públicas do mercado nacional, atrás apenas dos grupos FSB (R$ 253 milhões) e In Press (R$ 168 milhões). A empresa conta com cerca de 250 colaboradores no Brasil e 450 na América Latina.

Morre Victor Passos, que definiu os “sacis”

Victor Passos faleceu na noite de sábado (21/8), aos 75 anos. O sepultamento foi no cemitério do Catumbi. Ele deixou mulher e filho.
Victor Passos faleceu na noite de sábado (21/8), aos 75 anos. O sepultamento foi no cemitério do Catumbi. Ele deixou mulher e filho.

Victor Passos faleceu na noite de sábado (21/8), aos 75 anos. Há cerca de cinco anos sofreu um AVC, e seu quadro mais se agravou por ser obeso, hipertenso e diabético. O sepultamento foi em 22/8, no cemitério do Catumbi. Passos deixou mulher e filho.

Nascido em Santos (SP), filho de militar, concluiu o curso de oficial na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, Estado do Rio, mas não seguiu a carreira. Formou-se em Jornalismo pela USP, em São Paulo, e começou trabalhando no extinto Jornal da Tarde, do Grupo Estado. Radicou-se no Rio de Janeiro nos anos 1970. Extremamente cuidadoso com a apuração e o texto, essa característica levou-o a ocupar o cargo de secretário de Redação dos jornais O Dia e Jornal do Brasil. Participou da fundação do Extra, da Editora Globo, e lá permaneceu por cerca de dez anos, até se aposentar.

Considerado homem culto e refinado, era fluente em quatro línguas. Carioca por opção, amava Santa Tereza, bairro onde morava, e torcia pelo Fluminense.

Bruno Thys, que dirigiu o Extra, lembra com carinho do colega: “Cunhou uma expressão que adotamos no Extra para erros que passavam, mesmo após a releitura das páginas do jornal: ‘São como sacis, estão na nossa cara, rindo da gente e não os vemos’”.

Justiça proíbe piauí de publicar sobre caso Marcius Melhem

Justiça proíbe piauí de publicar sobre caso Marcius Melhem

A juíza Tula Corrêa de Mello, da 20ª Vara Criminal da Justiça do Rio de Janeiro, ordenou em 12/8 a censura de uma reportagem publicada na revista piauí sobre o humorista Marcius Melhem, acusado de assediar sexualmente pelo menos oito mulheres colegas de trabalho.

A suspensão será pelo tempo que durarem as investigações, com multa de R$ 500 mil, recolhimento dos exemplares da revista nas bancas e remoção da reportagem do seu site em caso de descumprimento. A piauí está contestando a decisão judicial que submete a revista a censura.

Em texto que publicou sobre o assunto nessa quarta-feira (25/8), o repórter João Batista Jr. explicou que, em 5/8, entrou em contato com Isabela Abdala, assessora de Melhem contratada em dezembro do ano passado para lidar com as acusações, para contar o que havia apurado e pedir uma entrevista com o humorista.

A assessora pediu que as perguntas fossem por escrito e, ao final do prazo para enviar as respostas, pediu mais tempo. “Durante esse período, Melhem, por meio de seus advogados, entrou na Justiça pedindo que a revista fosse submetida a censura prévia e, assim, impedida de publicar a reportagem em apuração”, explicou o repórter.

A juíza determinou também a investigação do vazamento das informações do inquérito. Batista Jr. lembrou que, “no direito criminal, a guarda de sigilo judicial cabe aos funcionários da Justiça e às partes envolvidas no processo, e não aos jornalistas”.

Em 13/8, depois que a juíza já havia suspendido a publicação da reportagem, a assessora respondeu à revista com um e-mail, assinado pelos advogados de Melhem, no qual explicava que “em respeito ao sigilo decretado nos processos”, o humorista não poderia “responder aos questionamentos”.

Batista Jr. foi o responsável pela reportagem O que mais você quer, filha, para calar a boca?, publicada em dezembro de 2020, que abordou os desdobramentos das acusações de assédio contra Melhem. O humorista chegou a processar a piauí por fazer “matéria mentirosa e tendenciosa”, mas a Justiça de São Paulo julgou a demanda como improcedente.

A Associação de Jornalismo Digital (Ajor), a qual este Portal dos Jornalistas é associado, repudiou a decisão: “Censurar os meios de comunicação é ferir de morte um dos pilares da democracia, a liberdade de expressão e de imprensa”.

Jeduca abre inscrições para 3º Edital de Jornalismo de Educação

Jeduca abre inscrições para 3º Edital de Jornalismo de Educação

Estão abertas as inscrições para a terceira edição do Edital de Jornalismo de Educação, iniciativa da Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca) e do Itaú Social que incentiva a produção de pautas e trabalhos de conclusão de curso (TCCs) sobre jornalismo de educação.

Na categoria Jornalista, podem inscrever-se profissionais que já exerçam a profissão há pelo menos dois anos, apresentando uma proposta de pauta com roteiro de apuração e uma carta do editor do veículo escolhido demonstrando interesse pela publicação do material final. O jornalista pode ou não ter vínculo com a empresa selecionada. Nesta categoria, o edital oferece oito bolsas de R$ 8 mil. As inscrições vão até 25 de outubro.

Na categoria Estudante, podem inscrever-se formandos em 2021 e trabalhos concluídos em 2019 ou 2020. Serão aceitos diferentes formatos, como livro-reportagem, multimídia, programa de rádio, documentário e monografia. Os TCCs devem abordar a educação pública brasileira ou ter relação direta com o jornalismo de educação. As inscrições nesta categoria podem ser feitas até 31 de janeiro de 2022. Três TCCs serão premiados com valores de R$ 1 mil a R$ 3 mil.

Inscreva-se aqui.

Leia também:

Raphael Hernandes lança guia para jornalistas que sofrem ataques nas redes

Raphael Hernandes, da Folha de S.Paulo, fundador da versão brasileira do projeto Privacidade para Jornalistas, lançou um guia para profissionais de imprensa que sofrem ataques nas redes sociais. O conteúdo, gratuito, está disponível no site do projeto, e aborda tópicos como recuperação de contas após tentativas de hackeamento e limpeza digital de rastros online.

O projeto também apresenta guias para segurança de e-mails, como mensagens criptografadas; como utilizar aplicativos de mensagem seguros e encriptados; as ferramentas mais seguras e confiáveis para fazer troca de arquivos e mensagens; formas seguras de navegar na internet; segurança de arquivos; e segurança de operações. 

Hernandes contou ao Portal Imprensa que fez uma pesquisa informal com colegas de redação e percebeu que ou os veículos nada fazem no que se refere ao treinamento sobre cibersegurança ou estão fazendo um treinamento totalmente voltado para o sistema da própria empresa, não pensando na segurança do jornalista. 

“As redações não estão preparadas para lidar com isso, pensando em grandes redações ou em quem não sofreu recentemente com isso. A gente aprende muito no susto”, diz Hernandes. “Quando a gente pensa em cibersegurança, é meio uma história de Cassandra, que uma pessoa fica gritando que vai dar problema, e só acordam quando acontece”.

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