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quarta-feira, maio 13, 2026

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Cásper Líbero fecha mestrado em Comunicação e demite professores

A Faculdade Cásper Líbero fechou seu programa de mestrado em Comunicação e demitiu professores. As decisões ocorrem em meio a outras mudanças, como redução do quadro docente, diminuição do tempo de aula e incorporação de modalidades a distância. As informações são de Rodrigo Ratier, colunista do UOL.

Segundo apurou Ratier, os alunos foram informados do fim do programa de mestrado em 12/12, em reunião com a direção da faculdade. Alessandra Cristina Guimarães, representante dos alunos do mestrado, explicou que a justificativa da Cásper Líbero foi de que “o curso ameaça a sustentabilidade financeira da instituição, mas a direção não mostrou nenhum número”.

O grupo de oito docentes do programa mostrou à direção que mais de 60% da carga horária era cumprida no bacharelado e não na pós, mas o apelo não surtiu efeito. O mestrado da Cásper tem 21 estudantes e mensalidades de R$ 3.038.

Os alunos queixam-se sobre a forma como a instituição está encaminhando o fechamento do programa. A Cásper não garantirá a formatura dos seus atuais alunos e a ideia é transferi-los para outras faculdades. “Estamos indignados e no escuro. As pesquisas são muito específicas, não é fácil encontrar uma faculdade que nos aceite”, explica Alessandra.

Dos cinco professores desligados até a última sexta-feira (16/12), três atuavam exclusivamente na graduação. Segundo a coluna, os desligamentos devem continuar ao longo desta semana. A Cásper Líbero tem atualmente 53 professores, mas já chegou a ter mais de cem. Mais informações aqui.

Em nota, a Cásper Líbero declarou que o fim do curso de mestrado ocorreu por causa de insuficiência de matrículas, “que vinha prejudicando a saúde financeira da Instituição. Tal atitude decorre única e exclusivamente do nosso compromisso com a sustentabilidade”. A faculdade também explicou que as demissões de docentes “fazem parte da dinâmica de toda e qualquer instituição de ensino, que regularmente recompõem seus quadros funcionais e otimizam seus recursos”.

Gazeta do Povo suspende coluna de Célio Martins, jornalista mais antigo da empresa

Gazeta do Povo suspende coluna de Célio Martins, jornalista mais antigo da empresa

A Gazeta do Povo, de Curitiba, suspendeu a coluna de Célio Martins, profissional mais antigo do jornal, com 34 anos de casa, que atuou em diferentes setores da redação. Ele inclusive foi editor da primeira página do impresso.

O comunicado da suspensão ocorreu nesta sexta-feira (16/12), por telefone. A justificativa da Gazeta do Povo foi de que haverá uma reformulação na política de conteúdo de opinião do jornal, e que alguns conteúdos serão suspensos “até que novas regras e processos sejam criados”.

Em nota publicada no Sindicato dos Jornalistas do Paraná (SindijorPR), Célio lembra que vinha sofrendo nos últimos anos fortes críticas de eleitores do derrotado presidente Jair Bolsonaro por causa de seus artigos. Alguns dos leitores ameaçavam inclusive suspender a assinatura do jornal.

Para o jornalista, o que despertava as críticas dos bolsonaristas era sua “defesa intransigente do combate à desinformação e às fake news, do jornalismo ético e da informação de interesse público como pilar da democracia”.

Na Gazeta do Povo, Célio foi editor de várias áreas, além de repórter em grandes coberturas internacionais, como a disputa de segundo turno das eleições na França entre Jean-Marie Le Pen e Lionel Jospin, duas eleições de Hugo Chávez na Venezuela, e a Copa do Mundo de 1998.

43 jornalistas e veículos são agredidos em uma semana no Peru

Segundo informações da Associação Nacional de Jornalistas do Peru (ANP), 43 jornalistas e veículos de comunicação foram agredidos entre 7 e 14 de dezembro em oito regiões do País.

As agressões ocorreram em meio aos protestos violentos após o afastamento do ex-presidente Pedro Castillo pelo Congresso. A Oficina de Direitos Humanos dos Jornalistas da ANP registrou 25 ocorrências de ataques a jornalistas, a maioria por parte de civis, mas houve dois casos de agressão de policiais à imprensa.

A ANP destaca algumas tendências nas agressões, como a presença de pessoas de fora de organizações sociais que lideram os ataques aos jornalistas e à sede física de diferentes meios de comunicação em Lima e regiões. A entidade registrou casos de pessoas agressoras que exigem que os jornalistas “não espalhem nada”.

Em nota, a ANP declarou que “reitera o direito de protestar de forma pacífica e resguardando o direito à informação. E vai continuar atenta à situação dos jornalistas e meios de comunicação em todo o território nacional”.

A ANP preparou um documento com a descrição de todos os casos de agressão aos jornalistas. Confira os detalhes (em espanhol).

Leia também:

Folha de S.Paulo demite jornalistas e colunistas

Folha de S.Paulo demite jornalistas e colunistas

A Folha de S.Paulo dispensou nos últimos dias jornalistas e colunistas de sua equipe. Profissionais como Janio de Freitas, Ricardo Balthazar, Sylvia Colombo, Marilene Felinto e Thea Severino, além do ator e apresentador Gregorio Duvivier, deixam o jornal.

Aos 90 anos, Janio de Freitas é referência na cobertura política da imprensa brasileira. Era colunista da Folha desde 1980. Escrevia na edição impressa de domingo do jornal. Escreveu em 1987 sobre uma das revelações de maior impacto na história da imprensa, de que construtoras haviam combinado previamente o resultado da licitação para a obra da ferrovia Norte-Sul. É detentor de diversos prêmios, como o Esso e a Medalha Chico Mendes de Resistência.

Ricardo Balthazar era repórter especial do jornal desde 2010; Sylvia Colombo era correspondente latino-americana da Folha; Marilene Felinto, colunista do jornal desde 2019, é autora dos livros Mulher Feita e Outros Contos e As Mulheres de Tijucopapo; e Thea Severino era editora de Arte.

Segundo o jornalista Lino Bocchini, são demissões de “só gente antiga, de salário maior. E olha que teve PDV (Plano de Demissão Voluntária) na empresa semana retrasada”, publicou no Twitter.

Colegas de imprensa lamentaram as demissões nas redes sociais.

TST julga como improcedente ação da Folha contra repórter que escreveu “Chupa Folha”

TST julga como improcedente ação da Folha contra repórter que escreveu “Chupa Folha”

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou um recurso de indenização por danos morais da Folha de S.Paulo contra o ex-repórter do jornal Pedro Ivo Tomé, que escreveu o acróstico (frase formada pelas primeiras letras dos parágrafos) “Chupa Folha”, em texto publicado em junho de 2015.

Segundo o TST, não ficou comprovada lesão à imagem e à fama da Folha, e a repercussão do fato deu-se apenas em blogs e sites de pequeno alcance. Além disso, o pedido de desculpas do repórter já foi divulgado no próprio jornal.

Sobre a retratação, o TST declarou que a Folha não especificou os termos do texto a ser escrito por Pedro Ivo Tomé: “Como poderia ele fazer isso? Escrevendo outro acróstico dizendo, por exemplo, “NÃO CHUPA FOLHA”? O que está feito, está feito, não tem volta”.

O acróstico ainda pode ser lido neste link.

Equipe da IstoÉ é agredida por bolsonaristas em SP

Equipe da IstoÉ é agredida por bolsonaristas em SP

Uma equipe da IstoÉ foi agredida nessa quarta-feira (14/12) por bolsonaristas durante a produção de uma reportagem em um acampamento no Comando Militar do Sudeste, em São Paulo.

A repórter Gabriela Rölke e um fotógrafo foram até o acampamento para fazer a reportagem, identificaram-se e falaram com alguns manifestantes, que haviam aceitado dar entrevista. Mas outros bolsonaristas começaram a xingar os jornalistas e tentaram expulsá-los do acampamento.

Eles direcionaram palavras misóginas e de cunho moral para Gabriela, e arrancaram o bloco de anotações das mãos dela. Os agressores chegaram a despejar um líquido, provavelmente urina, nos jornalistas.

A equipe fez boletim de ocorrência, e a direção da IstoÉ declarou que vai processar os responsáveis pelas agressões.

Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) solidarizou-se com os jornalistas e repudiou o ocorrido: “Os jornalistas têm sido intimidados, ameaçados e impedidos de exercer o trabalho essencial a toda e qualquer nação democrática. É imperativo que as autoridades tomem providências sob pena de a impunidade produzir mais vítimas em casos ainda mais graves”.

Katarina Bandeira é a +Admirada Jornalista da Imprensa de Tecnologia em 2022

Katarina Bandeira é a +Admirada Jornalista da Imprensa de Tecnologia em 2022

Jornalistas&Cia e Portal dos jornalistas realizaram na noite desta quinta-feira (15/12) a cerimônia de premiação do primeiro Prêmio Os +Admirados da Imprensa de Tecnologia 2022, em formato online, com transmissão ao vivo no canal do Portal dos Jornalistas no YouTube.

Katarina Bandeira, da Folha de Pernambuco, foi eleita a +Admirada Jornalista da Imprensa de Tecnologia em 2022. Sobre o reconhecimento, ela declarou que está “muito feliz, em choque. Não temos muita tradição de cobertura de tecnologia aqui em Pernambuco, sou a única repórter da área na minha cidade. É um trabalho muito solitário que faço com muita dedicação e garra. Ser reconhecida por tanta gente que admiro me deixa muito feliz, muito honrada”.

Fernando Soares (Acima, à esquerda), Luana Ibelli (Acima, à direita) e Katarina Bandeira

Na segunda posição, ficou Yuri Hildebrand, do TechTudo, veículo eleito o +Admirado site de tecnologia. E em terceiro lugar ficou Dante Baptista, do Byte-Terra. Laura Martins, da IT Mídia, e Daniela Braun, do Valor Econômico, completam os TOP 5.

Cora Rónai, de O Globo/Meio, que também figurou entre os TOP 25 +Admirados Jornalistas, foi eleita a +Admirada Colunista do setor.

A cerimônia foi marcada por uma homenagem a Ethevaldo Siqueira, pioneiro da cobertura de tecnologia no Brasil, falecido no último dia 17 de outubro. Eduardo Ribeiro, diretor deste Portal dos Jornalistas e de Jornalistas&Cia, conversou com Kiko Siqueira, filho de Ethevaldo. Confira o depoimento (a partir de 1 hora e 18 minutos)

Confira os vencedores do 1º +Admirados da Imprensa de Tecnologia:

TOP 5 Jornalistas

1 – Katarina Bandeira (Folha de Pernambuco)

2 – Yuri Hildebrand (TechTudo)

3 – Dante Baptista (Byte-Terra)

4 – Laura Martins (IT Mídia)

5 – Daniela Braun (Valor Econômico)

 

Colunista

Cora Rónai (O Globo/Meio)

 

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Veja como foi a cerimônia!


Criminalização do jornalismo, ameaça a ser acompanhada e combatida

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

Enquanto as organizações de liberdade de imprensa quantificam no fim do ano violações concretas como prisões e assassinatos de profissionais de imprensa, outro tipo de ameaça segue encontrando espaço em vários países: a perseguição e criminalização de jornalistas que revelam informações confidenciais de governos.

Pode parecer algo restrito a nações autoritárias ou a casos “exemplares” como o de Julian Assange. Mas não é bem assim.

Esta semana, a mídia francesa e entidades de liberdade de imprensa se revoltaram diante da convocação de três jornalistas pela agência de inteligência da França (DGSI, na sigla em francês).

Benoît Collombat e Jacques Monin, da Radio France, e Geoffrey Livolsi, do site Disclose, estão sendo instados a se explicar sobre uma reportagem revelando que a Procuradoria Financeira Nacional investigava tráfico de influência dentro do Exército francês.

Jacques Monin (esq.), Benoiît Collombat e Geoffrey Livolsi

O jornal Libération considerou a convocação um “desvio preocupante e inaceitável”.

O Comitê de Proteção da Jornalistas exigiu respeito às fontes, e lembrou o risco do efeito inibidor causado pela “pressão desnecessária”.

Não é a primeira vez que isso acontece na França, que tanto apregoa a liberdade. Em 2019, a jornalista do Le Monde Ariane Chemin foi interrogada pela DGSI por ter revelado a identidade de um membro das forças especiais do país, caso que gerou fortes reações.

Ela narrou a experiência comparando a um filme com erro no elenco, já que estava lá como suspeita de crime − papéis trocados.

Do outro lado do Canal da Mancha a preocupação é uma lei com potencial de criminalizar jornalistas que tornem públicas informações obtidas por meio de vazamento se pertencerem a organizações de mídia que recebem recursos de outros países.

O texto, que tem por objetivo proteger o Reino Unido contra o assédio de “Estados hostis”, já passou pela segunda leitura na Câmara dos Lordes.

Uma coalizão de organizações de liberdade de imprensa, incluindo Repórteres Sem Fronteiras, União Nacional de Jornalistas, openDemocracy e Index Of Censorship, apresentou ao Parlamento evidências sobre os riscos da lei, vista como mais um movimento do país para restringir o jornalismo independente.

A preocupação não é infundada. Em novembro, enquanto a COP27 debatia o futuro do planeta no Egito, um jornalista e um fotógrafo que cobriam um protesto do grupo Just Stop Oil na rodovia M25 foram presos e ficaram 13 horas sob custódia policial.

Rich Felgate, que está produzindo um documentário sobre o grupo ambiental, contou ter sido algemado e notificado que estava sendo preso por “conspirar para uma perturbação da ordem pública”.

Rich Felgate

Conspiração e espionagem são palavras que não deveriam estar associadas ao trabalho de apuração e de publicação de fatos verídicos, amparados por fontes e documentos. Não é o que pensam os que formularam a lei, na visão das organizações que a analisaram.

O projeto parece ter sido desenhado sob medida para controlar a influência de mídias governamentais de países como China e Rússia, os tais “Estados hostis”. As grandes redes de TV estatais de ambos foram banidas pelo governo britânico, mas ainda existem outras empresas jornalísticas financiadas pelos “inimigos” operando.

Na avaliação das organizações, o projeto é vago e dá margem a controle sobre outros tipos de mídia, tanto aquelas financiadas por governos de países “amigos” (a americana NPR e a australiana ABC são citadas) como empresas jornalísticas privadas.

Impossível? Na Finlândia, uma as mais bem ranqueadas em liberdade de imprensa, três jornalistas estão sendo julgados por divulgar segredos de segurança de Estado em uma reportagem sobre inteligência militar, um processo que está sendo monitorado pela RSF.

Atravessando o Atlântico, a organização levantou a preocupação da liberdade de imprensa sob um possível novo governo Trump. E quer uma lei para assegurar o sigilo das fontes, que o ex-presidente vem questionando em discursos.

Embora 2022 esteja terminando com a marca de um profissional de imprensa assassinado a cada cinco dias, segundo relatório da Federação Internacional de Jornalistas, não dá para tirar o olho de ameaças menos concretas mas não menos perigosas.


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Morre Natália Romualdo, do Papo de Preta

Vítima de uma parada cardiorrespiratória, morreu, aos 26 anos, Natália Romualdo, jornalista, palestrante e ativista antirracista.
Vítima de uma parada cardiorrespiratória, morreu, aos 26 anos, Natália Romualdo, jornalista, palestrante e ativista antirracista.

Um conteúdo:

Vítima de uma parada cardiorrespiratória, morreu, aos 26 anos, em São Paulo, Natália Romualdo, jornalista, palestrante e ativista antirracista do canal de YouTube Papo de Preta. Natália acumulava em seu canal mais de 180 mil seguidores, e era onde discutia questões de empoderamento, representatividade, cultura pop e beleza negra.

Através das redes sociais, Maristela Rosa, amiga e companheira de trabalho, comunicou aos seguidores sobre a morte precoce de Natália: “São quase dez anos de amizade, mais de 7 anos de canal; das coisas mais incríveis que vivi na minha vida, muitas foram ao lado dessa mulher incrível! Ainda não acredito nisso”.

Com mais de 8 milhões de visualizações no Youtube, o Papo de Preta nasceu com o objetivo de dar vez e voz para mulheres negras.


O #diversifica é um hub de conteúdo multiplataforma sobre Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) do Portal dos Jornalistas e da newsletter Jornalistas&Cia. Ele conta com os apoios institucionais da Associação de Jornalismo Digital (Ajor), International Center for Journalists (ICFJ), Meta Journalism Project, Imagem Corporativa e Rádio Guarda–Chuva.

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