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sexta-feira, maio 1, 2026

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CBN lança podcast SP ME GUIA

A CBN lança nesta sexta-feira (17/1), às 9h30, o podcast SP ME GUIA, com uma série de reportagens que trazem dicas de roteiros culturais, pontos turísticos e lazer na cidade de São Paulo. Com apresentação de Fabíola Cidral e Rosana Hermann, o primeiro episódio será sobre um roteiro de passeio no Parque Ibirapuera. Fabíola e Rosana participaram do passeio ao lado do apresentador Felipe Andreoli e de Aldo Nascimento, voluntário da ONG Ibirapuera Conservação.

Para marcar a estreia, a CBN levará alguns ouvintes para refazer o passeio no parque com Rosana. Para candidatar-se, é preciso responder no Instagram à pergunta: “Por que você precisa de um guia pelo Parque Ibirapuera”? Os autores das melhores respostas serão selecionados. O prazo vai até quinta-feira (16/1).

Entidades repudiam violência da PM paulista contra jornalistas

Arthur Stabile (Ponte Jornalismo) e Lucas Martins (Jornalistas Livres). Foto: Rogério de Santis

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) repudiaram a ação de policiais contra jornalistas e manifestantes em 8/1, durante ato contra o aumento da tarifa dos transportes públicos.

O repórter Arthur Stabile (Ponte Jornalismo) e o repórter fotográfico Lucas Martins (Jornalistas Livres) foram revistados pela PM, após registrarem uma abordagem de policiais a manifestantes. Outros profissionais que documentaram ações abusivas de policiais também foram abordados e revistados. Além disso, Daniel Teixeira (Estadão) levou um golpe de cassetete nas costelas. “Foi cerceamento a um trabalho de imprensa”, disse Stabile.

A Fenaj e o SJSP afirmam que a PM “vem atuando com especial atenção à imprensa, com abordagens direcionadas especificamente aos profissionais, na tentativa de intimidá-los e censurar a cobertura”.

As entidades exigem “respeito ao exercício profissional dos jornalistas, que têm se tornado alvos de tratamento hostil”, denunciando as “ilegalidades da PM ao reprimir o próprio ato em si, ferindo a liberdade de manifestação, com presença ostensiva, bloqueios, e lançamento de bombas de gás e tiros de balas de borracha a esmo”.

Mudanças estruturais nas redações marcarão o jornalismo em 2020, diz Monday Note

Frederick Filloux, editor do site Monday Note, analisa uma série de mudanças que, segundo especialistas, deverão acontecer nas redações em 2020. Segundo ele, o conteúdo publicado priorizará questões-chave do mercado e pode variar de acordo com o que acontece nas proximidades da redação.

“A cobertura abrangente sobre mudanças climáticas, por exemplo, fará mais sentido em áreas vulneráveis (como a Flórida), enquanto uma equipe de repórteres focada em mobilidade e moradia será mais justificada em uma grande área metropolitana congestionada”, explica Filloux.

Outro ponto destacado é o aumento da participação de freelances no conteúdo veiculado. As redações produzirão menos internamente e contarão com uma rede de freelances confiáveis. Profissionais de outras áreas fora do jornalismo também podem “se aventurar nas notícias”.

Além disso, aponta o editor, haverá um contraponto entre profissionais jovens e experientes, gerando pautas inovadoras, mas que mantenham os padrões tradicionais do jornalismo. 

Com informações da ANJ.

”Extinção dos jornalistas” vira marchinha de Carnaval

O canal do YouTube Os Marcheiros e a Política em Sátiras lançou uma marchinha de Carnaval baseada na última declaração do presidente Bolsonaro sobre jornalistas: a Marchinha da extinção dos jornalistas. A letra diz que a caçada à profissão foi liberada, e que a “espécie” já se extinguiu, mas que ainda é possível ver “jornalistas cantando por aí, para aqueles que ainda gostam de ouvir”.

A letra e melodia foram criadas por Thiago de Souza e Daniel Battistoni, da equipe do canal.  

Confira a letra completa:

Era uma espécie abundante

Que vivia livremente no Brasil

Mas liberaram sua caça e num instante

Já dizem que a espécie se extinguiu

Até aceitam acabar com o entrevero

Se a espécie for criada em cativeiro

Mas não acredito nesse papo de extinção

Pois prestando atenção se pode ouvir

Jornalistas Cantando por aí

Para aqueles que ainda gostam de ouvir

Paulo Vinicius Coelho deixará a Fox Sports e pode assinar com o SporTV

Paulo Vinicius Coelho

O comentarista esportivo Paulo Vinicius Coelho, o PVC, deixará a Fox Sports no final de janeiro após o término de seu contrato, que vai até o dia 31. Segundo o Lance, o comentarista negocia sua ida para o SporTV em fevereiro.

Para a publicação esportiva, um dos motivos para a mudança de ares do comentarista seria o clima de incerteza em relação ao futuro da Fox Sports. É possível que a Disney, dona da emissora, faça uma fusão com a ESPN Brasil, que também pertence ao grupo.

PVC trabalhou na ESPN de 2000 a 2014 e tornou-se um dos principais profissionais na área. Posteriormente, aceitou a proposta da Fox Sports, onde permaneceu cinco anos. O Lance informa que entrou em contato com o Grupo Globo, que confirmou ter feito contato com o comentarista, mas afirmou não poder comentar negociações em andamento. Embora também tenha confirmado as negociações, PVC ressaltou que ainda é funcionário da Fox Sports.

Política de combate a vídeos falsos do Facebook é superficial, dizem especialistas

A nova política de combate a vídeos falsos e deepfakes do Facebook é um avanço no combate a fake news, mas ainda é uma solução superficial para um problema que está enraizado na sociedade, e que pode ser potencializado nas próximas eleições em diversos países. Esta é a análise de especialistas consultados pela revista Wired.

Alguns afirmam que, apesar de buscar reduzir a propagação de vídeos falsos, por meio de fiscalização, rótulos e retirada de propaganda, o Facebook não elimina completamente o conteúdo. Deste modo, os usuários terão acesso e consumirão fake news mesmo que a rede avise que o conteúdo não é verdadeiro.

Para Paul Barrett, vice-diretor do Centro de Negócios e Direitos Humanos da New York University, a proibição e filtragem de conteúdo falso é um grande avanço, mas “é decepcionante que a nova política do Facebook aparentemente não resulte na remoção de vídeos comprovadamente falsos e manipulados com meios menos avançados”.

Gilad Edelman, da Wired, analisa que a ação do Facebook é notável, mas parece “não fazer muito para abordar os tipos de vídeos enganosos que já são muito mais comuns na plataforma”.

Sam Gregory, da Witness, afirma que “lidar com esse tipo de desinformação é mais complicado e exigirá políticas e ferramentas melhores, como pesquisas reversas em vídeo, para ajudar usuários e jornalistas a desmascarar fraudes mais rapidamente”.

Com informações da ANJ.

O teclado que não tinha a letra O

Foca recém-chegado no final da década de 1960, um companheiro (que hoje já partiu) recebeu como missão me acompanhar numa entrevista. Devia escrever seu texto e comparar com o meu que, com quatro anos de jornal, era considerado veterano. Era assim que se ensinava jornalismo.

O entrevistado, sapateiro italiano, viera expor suas “obras de arte” calçáveis e tudo correu bem. Voltamos ao jornal, indiquei uma máquina para o foquinha, escrevi a matéria e esperei o foca, que não terminava nunca. Quando fui à mesa dele, explicou que estava demorando “porque essa máquina não tem a letra O”.

Assim, cada “O” que precisava teclar ele tirava a lauda, escrevia o “O” à mão e voltava a pôr o papel na máquina. É claro que havia o “O”, mas na oficina o consertador de máquinas tinha substituído a tecla que caíra por uma com o “W” gravado. Para quem dominava o teclado não havia problema… a não ser para o foca.

Já com vários repórteres rindo, perguntei ao foca porque não trocara de máquina por outra com o “O”. Ele olhou a redação, já vazia, e perguntou: “Trocar com quem, não tem ninguém escrevendo….”.

Passados uns dias o Leônidas, saudoso contínuo da recepção, recebeu mais um “inventor maluco”, figura comum na redação da Major Quedinho. O carinha explicou que o grande problema do mundo era o desperdício de alimento e a falta de energia. Por isso bolara uma maneira ultrarrápida de defumar peixe para preservá-lo e tinha certeza de que os americanos queriam roubar sua ideia, motivo pelo qual decidira divulga-la no Estadão.

O problema é que a invenção não estava totalmente pronta, metade do peixe ficava perfeito, mas a outra metade podre, como se podia ver no sanduiche de sardinha semidefumada e semipodre que ofereceu ao repórter. Mas era preciso divulgar a invenção mesmo incompleta, insistiu, ou os gringos levariam mais essa brilhante ideia brasileira.

Quem viveu aquela época sabe que toda semana apareciam inventores, de motores a água, de prédios pré-fabricados baratíssimos, de foguetes para ir à Lua, por isso o repórter indicado agradeceu o sanduiche semipodre, voltou para a redação… e colocou o sanduiche no bolso do paletó do mesmo foquinha.

Moacyr Castro

O eterno chefe Moacyr Castro não sabia do trote, chamou o foca (já não tão foca, com duas semanas de jornal) e o mandou ao Ibirapuera para uma cobertura. O foca pegou o táxi, chegou ao Ibirapuera, enfiou a mão no bolso para pegar a grana… sentiu o melado do sanduiche semipodre (ou semidefumado, dependendo do ponto de vista). Com um nojo incrível não desceu do táxi, mandou o motorista dar meia-volta. Voltou à redação, exigindo que alguém tirasse o sanduiche do seu bolso. A história se espalhou e o Moacyr dizia que a matéria não foi feita “porque mandei o repórter e ele disse que o Ibirapuera não estava lá”. Maldade do Moacyr, o foca foi efetivamente ao parque, mas achou que fazer entrevista com peixe podre no bolso, isso não faria.

Meses depois, já “veterano”, o mesmo jornalista, já não mais foca, teve que confrontar Paulo Maluf, então presidente da Caixa Econômica, acusado de uma falcatrua qualquer. Chegou, acusou, falou das provas, cobrou uma resposta. No seu estilo tradicional Maluf ignorou a pergunta e disse: “Muito bom você estar aqui, pois podemos lançar um projeto para financiar casa própria para os jornalistas, o que você acha, qual o valor a Caixa deve oferecer?” E falando dos detalhes do projeto, recomendou que levasse a proposta ao Sindicato, foi direcionando o jornalista para a porta de saída sem, é claro, qualquer resposta ao assunto da pauta.

Furioso, o ex-foquinha denunciou na redação a proposta indecorosa, esbravejou que nunca pensou que alguém tentasse comprar seu silêncio… e comprou uma briga com vários colegas que que suspiraram desanimados quando o projeto inexistente da Caixa não saiu. 

Bebeto Queiroz

A história desta semana é novamente de Luiz Roberto de Souza Queiroz, o Bebeto ([email protected]), assíduo colaborador deste espaço, que esteve por muitos anos no Estadão e hoje atua em sua própria empresa de comunicação.

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Tem alguma história de redação interessante para contar? Mande para [email protected] e contribua para elevar o nosso estoque de memórias, que está quase a zero.

Fleekus surge no Brasil com grande potencial de combate a fake news

Idealizada pelo empresário brasileiro Márcio Escudeiro, a Fleekus, uma plataforma colaborativa de informações, foi lançada no Brasil e nos Estados Unidos. A rede funciona com a cooperação e colaboração de seus usuários, que se tornam os próprios editores e fiscalizadores das informações veiculadas.

Segundo a empresa, o grande diferencial da Fleekus é o seu poderoso algoritmo de combate a fake news, que usa Inteligência Artificial e cruzamento de dados. A plataforma também consegue identificar e filtrar conteúdo impróprio e inadequado.

Rafael Moraes, sócio e um dos responsáveis pela tecnologia, explica que existe um sistema de reputações dentro da rede, que determina a relevância das informações: quanto melhores forem o comportamento e a reputação do usuário, mais publicações dele serão rotuladas como importantes e relevantes, e permanecerão em evidência por mais tempo.

Para participar da Fleekus é preciso criar uma conta gratuita no site da plataforma. Um aplicativo para celular será lançado em breve.

Com informações da Plurale.

Claudia Mancini lança site de notícias Blocknews

Claudia Mancini

Acaba de chegar à web um novo site de notícias, o Blocknews, focado na cobertura do uso da tecnologia blockchain em empresas, governos e projetos sociais. A iniciativa é de Claudia Mancini, profissional que dividiu sua trajetória entre a imprensa (Gazeta Mercantil e Dow Newswires) e a comunicação corporativa (CDN e MSL Publicis Consultants).

Blockchain é a tecnologia por Satoshi Nakamoto para comportar as transações de bitcoin, mas foi além disso. “Blockchain é tão inovadora que está sendo usada para dar eficiência aos negócios, aos agentes públicos e, o que é mais animador ainda, às ações de inclusão social”, diz a jornalista.

O site nasceu depois de uma conversa sobre blockchain com uma especialista em TI. Imediatamente ficou claro que a tecnologia pode fazer a diferença fora do mundo das criptomedas e Claudia passou a estudar o assunto. Foram sete meses de preparação para o site, com muito estudo, pesquisa, conversas com especialistas e empresas e participação em eventos, inclusive moderando um painel no maior congresso de blockchain do mundo, o Convergence – The Global Blockchain Congress, na Espanha, em  novembro. O Blocknews já tem uma parceria de conteúdo com o Blockchain Economía, site que faz o mesmo tipo de cobertura na Espanha, país que tem se destacado no uso da blockchain na Europa.

O e-mail para envio de pautas é [email protected].

A hora e a vez dos veganos

Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia

Luciana Gurgel

Em novembro de 2018 falamos aqui no J&Cia sobre o processo judicial no Reino Unido que decidiria se o veganismo ético é uma crença filosófica. O resultado acabou de sair, em favor dos veganos.

Não é fato isolado a proteção legal contra discriminação, concedida por um juiz trabalhista aos que se abstém de produtos de origem animal, a exemplo do que já ocorre com outros grupos como portadores de deficiência e praticantes de religiões. Faz parte de uma poderosa estratégia de mobilização em prol do veganismo em curso no Reino Unido. Um notável exemplo de ativismo bem-sucedido.

Mudança climática – O veganismo é coisa antiga. A organização The Vegan Society foi fundada aqui em 1944. Mas agora se populariza como nunca por combinar dois apelos: saúde e proteção do meio ambiente, este último mais eloquente quando o mundo vê a Austrália em chamas e se alarma com as queimadas na Amazônia, atribuídas por ativistas à pecuária.

Essa tempestade perfeita vem sendo bem capitalizada por organizações ligadas à causa, com anúncios até no metrô. Algumas optaram por uma mecânica inteligente. Em vez de exigirem um compromisso eterno, procuram induzir o consumidor a aderir por algum tempo ao veganismo, na esperança de que ele permaneça, pelo menos parcialmente.

É o caso do “janeiro vegano” criado pela ONG Veganuary. Começou em 2019 e se repete este ano. Ideia simples, tomada emprestada das entidades dedicadas a combater o alcoolismo, que há anos incentivam o “janeiro seco”, conclamando as pessoas a passarem o mês sem álcool.

Se um mês é muito, que tal um dia por semana? É a proposta da MeatFreeMonday, liderada por Paul McCartney e suas duas filhas, motivando as pessoas a evitarem produtos advindos de animais às segundas-feiras. Tudo isso parece estar dando certo. Uma pesquisa do Instituto Nielsen para a revista The Grocer apontou que o consumo de carne bovina e suína caiu £ 184,6 milhões nos supermercados em 2019, em parte por preocupação ambiental.

Impacto extenso – Ainda que a quantidade absoluta de praticantes seja pequena no momento, a eficiência da comunicação tornou o veganismo louvável e aspiracional. Seu impacto sobre empresas e marcas pode ser extenso, já que envolve não apenas comida, mas uma vasta cadeia de produtos e serviços.

Os veganos éticos pregam distância do couro, até mesmo na hora de sentar em um sofá. Condenam o uso de lã e de cosméticos com ingredientes vindos de animais. E recomendam evitar andar de carro ou ônibus por causa dos insetos esmagados nos vidros dos veículos em movimento.

A oferta de produtos de origem vegetal é cada vez maior aqui. Até de onde menos se espera vem novidade. Entre as empresas britânicas que criaram produtos para os veganos está a popular rede Greggs, conhecida por seus sausage rolls, salgadinhos recheados com linguiça. O vegan roll foi saudado como iniciativa alinhada aos novos tempos.

Mas um passo em falso pode se virar contra a marca. O Burger King está sendo criticado por ter lançado um hambúrguer plant based não adequado aos veganos, já que é frito na mesma chapa onde são feitos produtos de carne. E leva maionese. O porta-voz da Vegan Society lamentou a “oportunidade perdida” de lançar um produto de fato apropriado a quem pratica o veganismo ético e não apenas evita o consumo de carne bovina.

Enquanto marcas adaptam linhas, outras surgem para atender à demanda. A repercussão mundial do lançamento do “porco vegetal” pela Impossible Foods durante a feira CES (Consumer Eletronics Show), em Las Vegas, mostra o quanto o mercado está de olho na tendência.  A companhia, sediada no Vale do Silício, compete com a Beyond Meat, sensação na Bolsa de Nova York quando fez IPO ano passado.

É difícil prever a extensão desse movimento e o quanto pode afetar marcas e até economias de países como o Brasil, um dos maiores produtores de proteína animal do mundo. Mas o veganismo parece ter encontrado seu momento, ao lado de outras tendências impulsionadas pela mudança climática, como o combate à moda descartável e ao transporte individual.

Profissionais de marketing e comunicação serão de grande valor para avaliar riscos futuros das empresas e marcas diante de um consumidor que acrescentou a ética à lista de atributos que exige em um produto. E para aconselhar as que desejarem ou forem compelidas a se adaptar a este novo mundo. Deslizes podem ser fatais.

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