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Fiquem Sabendo lançará site educativo sobre acesso a informações públicas

Fiquem Sabendo lançará site educativo sobre acesso a informações públicas

A agência Fiquem Sabendo lançará em 18 de novembro, dia em que a Lei de Acesso à Informação (LAI) completa dez anos, o portal WikiLAI, site educativo que tem o objetivo de ensinar como acessar, interpretar e utilizar informações públicas no País. A ideia é facilitar o trabalho da imprensa, de pesquisadores e de qualquer um que tenha interesse na LAI.

O projeto será apresentado em live  também no dia 18, a partir das 10 horas. Participarão Fernando Rodrigues, fundador e diretor do Poder 360, e Samira Bueno, diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A mediação será de Maria Vitória Ramos, diretora e cofundadora da Fiquem Sabendo.

“Em um momento em que a LAI sofre duros retrocessos, o WikiLAI vem para impulsionar o conhecimento, o uso e a defesa do nosso direito constitucional de acessar informações públicas”, disse Maria Vitória.

O WikiLAI é financiado pelo edital anual da Seção Imprensa, Educação e Cultura do Consulado-Geral dos EUA em São Paulo. O site terá também uma seção especial sobre a lei de acesso à informação americana, o Freedom of Information Act (FOIA), que trará sua história, exemplos de uso e outras curiosidades.

A live de lançamento será pela plataforma Zoom, com tradução simultânea. O evento também será transmitido pelo canal da Fiquem Sabendo no YouTube, mas com áudio original. As inscrições são gratuitas.

Fátima Turci e Joaquim Botelho comandarão os +Admirados da Economia

Conheça os finalistas dos +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças

O evento de premiação da edição 2021 do Prêmio +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças terá no comando os também jornalistas Fátima Turci e Joaquim Maria Botelho. A cerimônia será realizada em 30/11, entre 11h e 13h30, no Hotel Renaissance, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelo canal do Portal dos Jornalistas no YouTube.

Fátima Turci e Joaquim Botelho comandarão premiação dos +Admirados da Economia
Fátima Turci

Fátima, que esteve entre os premiados nas primeiras edições e que apresentou as últimas, atuou por vários anos na grande imprensa, em veículos como Estadão, JB e Agência Estado; e na comunicação corporativa, primeiro como executiva e, na sequência, como empresária, sócia que foi da CDI por mais de cinco anos. Em seu regresso ao jornalismo, liderou por quase duas décadas, entre 2000 e 2019, o Economia e Negócios, na Record News.

Joaquim, também escritor, que lecionou por mais de uma década na Universidade Taubaté e por um ano na Uniban, tem 40 anos de atividade, tendo nesse período liderado equipes em revista Manchete, TV Globo Vale do Paraíba (atual Vanguarda), TV Bandeirantes e Jornal ValeParaibano. Passou também pela comunicação corporativa, nas áreas pública e privada, e foi presidente da União Brasileira de Escritores (UBE) entre 2010 e 2015.

Fátima Turci e Joaquim Botelho comandarão premiação dos +Admirados da Economia
Joaquim Maria Botelho

Esse será o primeiro evento híbrido da série +Admirados, decisão que está permitindo aos premiados participarem presencialmente da premiação, em almoço no Hotel Renaissance, ali recebendo ao vivo os certificados e troféus, ou virtualmente, com eventuais entradas ao vivo, sendo que, nestes casos, os certificados e troféus serão encaminhados por delivery, nos respectivos endereços.

Em sua sexta edição, Os +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças 2021 homenageará os TOP 50 Brasil e, pela primeira vez, os TOP 3 das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Além disso, distinguirá os veículos TOP 3 nas categorias Agência de Notícias, Canal Digital, Podcast, Programa de TV, Programa de Rádio, Site/Blog, Jornal e Revista. Patrocinam o certame as organizações BTG Pactual, Captalys, Deloitte, Gerdau e Telefônica | Vivo e o apoiam Ibri – Instituto Brasileiro de Relações com Investidores, I’Max e LATAM.

Outras informações com Vinícius Ribeiro, pelos 11-99244-5566 e [email protected].

Lúcio Flávio Pinto é Doutor Honoris Causa

Lúcio Flávio Pinto é Doutor Honoris Causa
Lúcio Flávio Pinto

O Conselho Universitário da Universidade Federal do Amapá (Unifap) decidiu conceder o título de Doutor Honoris Causa ao jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, um dos mais prestigiados do Brasil, atualmente colaborador da agência Amazônia Real. A proposta da honraria foi submetida ao Consun em 23 de setembro de 2019, não por acaso exatamente o dia em que ele completava 70 anos.

Os dois anos de tramitação do processo demonstram o quanto o pedido foi avaliado antes da deliberação. A concessão preencheu os mais exigentes critérios de qualificação dos conselheiros. A deliberação/resolução entrou em vigor na data de sua assinatura, 1º de novembro de 2021.

A honraria é um reconhecimento do meio acadêmico ao também sociólogo e pesquisador que há décadas dá voz aos povos tradicionais, seja denunciando crimes ambientais, seja por seus estudos e pelo profundo conhecimento da Região Amazônica. Com vasta experiência no chamado jornalismo tradicional, Lúcio Flávio sempre demonstrou apreço pelo jornalismo alternativo e ao longo da sua carreira contribuiu com publicações como os jornais Opinião, Movimento, Bandeira 3 e Informe Amazônico. O mais simbólico foi o Jornal Pessoal, que ele publicou quinzenalmente, em Belém, de 1987 até janeiro de 2019.

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Ajor e ICFJ lançam programa com foco em iniciativas digitais de notícias

Ajor e ICFJ lançam programa com foco em iniciativas digitais de notícias

Estão abertas as inscrições para o programa Acelerando a Transformação Digital, projeto da Associação de Jornalismo Digital (Ajor), em parceria com o Centro Internacional de Jornalistas (ICFJ) e apoio do Facebook Journalism Project (FJP). O programa oferece mentoria e recursos para ajudar empreendedores de mídia a construirem modelos de negócios inovadores. As inscrições vão até 21 de novembro.

O programa é dividido em duas fases: Treinamento e Mentoria/Grants. Na primeira etapa, foram convidados professores brasileiros e estrangeiros especialistas para falarem sobre jornalismo digital e o que há de mais avançado no mercado. Serão seis sessões abertas a qualquer iniciativa de jornalismo interessada, e outras seis exclusivas para organizações associadas à Ajor.

Os temas das sessões abertas incluem novos modelos de negócio, empreendedorismo e sustentabilidade, estratégias para crescimento de audiência, monetização, gestão de RH e bem-estar de jornalistas, diversidade e inclusão, entre outros. As aulas serão entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, em formato online, em português e em inglês, com tradução simultânea sempre que necessário.

Para fazer a inscrição na etapa de treinamento, as organizações precisam estar regularmente constituídas por pelo menos seis meses; ter audiência baseada e operar principalmente no Brasil; gerar conteúdo jornalístico e atualizá-lo periodicamente, em português; e ter pelo menos dois funcionários em tempo integral.

Na segunda etapa do programa, os participantes podem inscrever uma proposta para mentoria e concorrer a grants de US$ 15.000. O valor será concedido às melhores propostas. Para esta etapa, os profissionais devem ter participado de pelo menos cinco das seis sessões abertas do programa de treinamento, e estar regularmente constituídas há pelo menos 12 meses. A etapa de mentoria/grants terá início em fevereiro de 2022.

Inscreva-se aqui.

Cesar Calejon lança livro sobre pandemia e extrema-direita no Brasil

Cesar Calejon lança livro sobre pandemia e extrema-direita no Brasil

Cesar Calejon lançou o livro Tempestade Perfeita: o bolsonarismo e a sindemia Covid-19 no Brasil (Editora Contracorrente), obra que mostra como a combinação do coronavírus com o fortalecimento da extrema-direita no Brasil criaram instabilidade política, crises institucionais dentro do próprio Governo Federal, entre os níveis federativos, entre os Três Poderes e com a sociedade internacional, no que o autor chama de sindemia no País.

Para ele, os principais vetores para os problemas citados são: simbolismo presidencial, ausência do federalismo cooperativo, má gestão do Ministério da Saúde e a subdiagnosticação-subnotificação de casos.

O livro é fruto de dezenas de entrevistas conduzidas entre março de 2020 e junho de 2021 com especialistas, pesquisadores, enfermeiros e jornalistas, além de renomadas figuras da política nacional, que avaliaram a atuação do governo Bolsonaro durante a pandemia.

Calejon é jornalista e escritor com especialização em Relações Internacionais pela FGV e mestrando em Mudança Social e Participação Política pela USP. É também autor do livro A ascensão do bolsonarismo no Brasil do Século XXI (Kotter).

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Vera Brandimarte assume a Presidência do Conselho Editorial do InfoMoney

Vera Brandimarte
Vera Brandimarte

A XP contratou Vera Brandimarte, ex-diretora de Redação do Valor Econômico, como presidente do Conselho Editorial do InfoMoney. Ela assume a função com o objetivo de ajudar a consolidar o portal de notícias nos próximos anos como o principal do País em investimentos, finanças e negócios.

Com passagens por Gazeta Mercantil, Jornal do Brasil e Estadão, Vera esteve presente no projeto do Valor Econômico desde a fundação, em 2000. Três anos mais tarde assumiu a Direção de Redação e desde então foi responsável por liderar o processo de implantação de um modelo de negócios multiplataforma, como o serviço de tempo real Valor PRO, e os sites Valor Investe e Pipeline.

“Estou muito entusiasmada com a oportunidade de ajudar o InfoMoney, um veículo que já nasceu digital, em sua meta de tornar-se o mais relevante do País nos próximos anos”, destaca Vera. “Estamos no meio da maior transformação do setor de comunicação em mais de 100 anos, mas tenho certeza de que o grande diferencial para o futuro continuará a ser a credibilidade e a qualidade do conteúdo, aliadas cada vez mais à tecnologia e à inovação na forma de conectar-se com a audiência”.

Fundado em 2001, o InfoMoney é especializado em mercados, investimentos e negócios. Segundo o Similarweb, está entre os 15 sites de maior audiência no mundo em sua categoria. Atualmente, alcança em média 10 milhões de usuários únicos por mês e distribui conteúdos para mais de 5 milhões de seguidores em suas redes sociais. Também fazem parte de sua plataforma os podcasts Zero ao Topo e Stock Pickers, este último eleito no ano passado o +Admirado Podcast da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, em eleição promovida por este Portal dos Jornalistas e pela newsletter Jornalistas&Cia.

“Temos muito orgulho da trajetória do Infomoney até aqui, que nos levou à liderança em conteúdo sobre investimentos e finanças no Brasil”, declarou Sérgio Gwercman, CEO do InfoMoney. “Este é só o começo da transformação que queremos levar para o mercado. Vai ser um privilégio ter a Vera Brandimarte, que é um ícone e referência em qualidade e pioneirismo no jornalismo brasileiro, participando desta jornada ao nosso lado”.

Record contrata Silvio Luiz, Márcio Canuto e Renato Marsiglia para o Paulistão 2022

Record contrata Silvio Luiz, Márcio Canuto e Renato Marsiglia para o Paulistão 2022

A TV Record anunciou a contratação de reforços para a transmissão dos jogos do Campeonato Paulista de 2022. A emissora venceu a concorrência pela compra dos direitos de transmissão e vai transmitir o torneio até 2026.

Silvio Luiz (esq.), Márcio Canuto e Renato Marsiglia

Silvio Luiz será o narrador das partidas para o digital. Ele retorna à Record após passagem pela emissora na década de 1970 como narrador e diretor de programação. Desde 2009, integrava a equipe esportiva da RedeTV, mas está sem participar de uma transmissão desde 2020, com o início da pandemia de Covid-19.

Outra contratação é a do repórter Márcio Canuto. O jornalista de 75 anos trabalhou no Grupo Globo por 21 anos, cobrindo principalmente esportes e carnaval, e integrou a equipe do SPTV. Está afastado da televisão desde 2019, quando se despediu da emissora carioca.

E a Record contratou também o ex-árbitro Renato Marsiglia, comentarista de arbitragem da Globo de 1998 até 2018. Ele participou do quadro de juízes da Copa do Mundo de 1994.

Além dos três, integrarão a equipe de cobertura Zé Luiz, Roberto Thomé, Bruno Piccinato, Janice de Castro e Rodrigo Hinkel.

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Imprensa precisa mudar a cobertura de tragédias

Imprensa precisa mudar a cobertura de tragédias

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

Na semana em que duas tragédias foram extensivamente cobertas pela imprensa − o acidente da cantora Marília Mendonça e a morte de oito jovens no show do rapper Travis Scott nos EUA −, a conduta do jornalismo em situações que envolvam vítimas e suas famílias foi objeto de um relatório produzido pelo grupo britânico Survivors Against Terror.

O trabalho é resultado de uma pesquisa feita pela Kantar com feridos em ataques terroristas, testemunhas, parentes de vítimas fatais e de pessoas atingidas.

Embora o foco seja em terrorismo, as sensações compartilhadas pelos entrevistados podem ser aplicadas também a acidentes comuns ou violência urbana. E ajudam pensar nos limites entre informar o público e ferir sentimentos de vítimas ou parentes de quem perdeu a vida. Uma reflexão que repórteres e editores fazem diariamente ao tomar decisões sobre como abordar tragédias.

Os participantes nas entrevistas em profundidade foram selecionados entre pessoas envolvidas em atentados no Reino Unido, como os da Manchester Arena e da London Bridge, no ataque à sala de concertos Bataclan em Paris e em atos terroristas em Tunísia, Bali e Bruxelas.

O nome é sugestivo: A Second Trauma (Um Segundo Trauma), tratando do que a organização classifica como “intrusão da mídia”.

No relatório, o SAT diz reconhecer o papel vital que a imprensa desempenha em manter o público informado sobre o terrorismo e seus impactos. Mas aponta que 59% dos sobreviventes disseram ter sofrido intrusão, importunação, pressão, deturpação e invasão de privacidade.

Quase a metade dos casos aconteceu nas primeiras 24 após o atentado, das mais variadas formas, como abordagem em perfis de redes sociais, na porta de casa, por meio de parentes e até dentro do hospital.

Houve relatos de crianças informadas por jornalistas que familiares foram mortos antes que os pais dessem a notícia. Ou repórteres avisarem equivocadamente a parentes que seus entes queridos estavam vivos.

E em um país conhecido pela agressividade dos tabloides, as críticas não foram somente a eles. Segundo o SAT, o problema é “endêmico”, envolvendo quase todos os jornais e TVs, até a sóbria BBC.

Um participante disse que “o pior eram os freelances”, ávidos por emplacar pautas em grandes jornais e até fingindo trabalhar para eles para arrancar declarações.

Ao descreverem o impacto do assédio, os entrevistados usaram palavras pesadas: assustado, ansioso, furioso, aterrorizado, oprimido, intimidado, traído, vitimizado.

A condenação não é geral: 52% deles relataram experiências positivas com a imprensa. Mas a reprovação é muito alta.

Imprensa precisa mudar a cobertura de tragédias
O avião de Marília Mendonça acidentado
Tumulto matou oito jovens no show de Travis Scott

Incentivo ao terrorismo

O estudo mostrou ainda que muitos veem com preocupação a forma como o jornalismo cobre os atentados, não apenas pelo impacto pessoal mas também pelos efeitos sobre o crescimento do terrorismo.

Cerca de 90% dos sobreviventes discordam da veiculação de nomes dos terroristas. Mais de 80% dizem que vídeos feitos por eles não deve ser exibidos, mesmo parcialmente. E 98% concordam que “manifestos” não devem ser tornados públicos.

Soluções

O relatório apresenta seis recomendações, incluindo um acordo voluntário para não contatar os enlutados e gravemente feridos pelo menos nas primeiras 48 horas após um ataque. Propõe que fotos de pessoas enlutadas ou feridas não sejam usadas sem permissão de parentes.

Pede a criação de um “centro de apoio aos sobreviventes” e de um sistema para confirmar fatalidades para a mídia apenas depois que as famílias forem informadas. E sugere que os veículos que não sigam as regras sejam banidos de coletivas.

O SAT finaliza com uma mensagem dura para os jornalistas e veículos que cobrem ataques terroristas:

“Claro que existe um legítimo interesse público em tais ataques, mas isso não significa que os sobreviventes devam ser tratados como alimento para jornalistas famintos por notícias.

As medidas foram apresentadas aos órgãos que regulam a imprensa britânica, e algumas podem até ser incorporadas à prática jornalística. Mesmo que não sejam, o relatório tem o valor de chamar a atenção para algo que nem sempre é percebido na correria da reportagem ou do fechamento.

E é bom lembrar que o tratamento nem sempre justo com quem sofre, sem compaixão ou empatia, não acontece apenas em grandes eventos midiáticos como quedas de avião, catástrofes naturais ou morte de personalidades. Neles, é até possível que haja mais debate interno para avaliar ângulos ou a propriedade de dar uma foto ou forçar uma declaração. O perigo maior pode estar na cobertura de acidentes ou da violência urbana, com pessoas não tão famosas como as vítimas de grandes atentados, mas que sofrem da mesma forma com um tratamento pouco humano da imprensa.


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Organizações da sociedade civil manifestam-se contra uso indevido da LGPD

Vinte e sete organizações da sociedade civil assinaram na segunda-feira (8/11) manifesto contra o uso indevido da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para negar acesso a informações de interesse público. O documento é organizado pelo Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas.

O texto destaca que “a LGPD tem sido utilizada para negar acesso a informações sobre agentes públicos e o exercício de suas atividades, a despeito de, em momento algum, ter sido concebida com esse fim”. Cita, por exemplo, casos recentes como a negativa de acesso a listas de pessoas que circulam em prédios públicos.

As entidades reiteram que tanto o direito à informação como o direito à privacidade devem ser assegurados, mas questões relacionadas à administração pública e aos agentes envolvidos nela são de interesse público e, portanto, não têm relação com intimidade ou vida privada.

As organizações manifestam “preocupação e posição contrária à utilização da LGPD como fundamento para negar ou restringir o direito da sociedade de saber como e por que agem os responsáveis pelo funcionamento da máquina pública”.

Assinam o documento Associação Fiquem Sabendo, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Agência Livre.jor, Agência Mural de Jornalismo das Periferias, Agência Pública, Agência Tatu, Associação de Jornalismo Digital (Ajor), Amazônia Real, Artigo 10, Associação Contas Abertas, Associação Data Privacy Brasil de Pesquisa, Brasil.IO, Conectas Direitos Humanos, Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca), Grupo Matinal Jornalismo, Instituto Beta: Internet & Democracia, Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Inesc, Instituto de Governo Aberto (IGA), Observatório de Cidadania da Universidade Federal de Rondônia, Open Knowledge Brasil, Painel Jornalismo de Dados, Rede Brasileira de Conselhos (RBdC), Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi), SOS Imprensa, Transparência Brasil e Transparência Partidária.

Leia o manifesto na íntegra.

Jornalistas da capital paulista anunciam paralisação contra arrocho salarial

Jornalistas de revistas e jornais da capital paulista paralisarão suas atividades nesta quarta-feira (10/11). O movimento, que terá início às 16h, com duração de duas horas, é uma resposta da categoria ao não atendimento dos pedidos de recomposição salarial, em uma negociação que se estende por mais de cinco meses com os sindicatos patronais.

A decisão veio após assembleia virtual realizada na manhã desta terça-feira (9/11) pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP), encontro que contou com a participação de mais de 250 jornalistas.

Dentre as demandas da categoria, está a recomposição salarial em função da inflação de 8,9%. Na reunião com os sindicatos patronais, realizada um dia antes, o reajuste proposto pelas empresas chegou a esse patamar apenas para salários de até R$ 5 mil. Nas demais escalas o reajuste proposto foi de 6%, para salários de até R$ 7 mil, e de 5%, para vencimentos superiores a esse valor.

“O que a gente está pedindo na verdade é não ter arrocho salarial, não ter perda no nosso poder de compra”, explica Thiago Tanji, presidente do SJSP. “A gente vê o preço do aluguel subindo, o preço da passagem de ônibus, da gasolina e do mercado aumentando muito mais que 8,9%. Por isso o, que a gente reivindica na verdade, é apenas conseguir manter minimamente o nosso poder de compra e que nosso salário não seja corroído pela inflação”.

Segundo Tanji, uma nova contraproposta foi aprovada e enviada às empresas. “Esta primeira paralisação, mesmo que por um período de apenas duas horas, tem uma importância muito grande, pois é algo que há tempos não acontecia em São Paulo. Ela é a prova de que a categoria precisa se unir para conquistar o que é seu de direito”, conclui.

Uma fonte do Portal dos Jornalistas informou que tanto a Folha quanto o Estadão pressionam os editores para que não adiram e que diversos jornalistas estão publicando em seus perfis no Twitter hashtags de apoio ao movimento.


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