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quinta-feira, maio 14, 2026

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Organizações apelam para o fim da impunidade de crimes contra jornalistas

O 10º Índice Global de Impunidade do Comitê para Proteção dos Jornalistas, divulgado em 31/10, aponta que em apenas 4% dos casos de assassinatos de jornalistas ocorridos entre setembro de 2007 e agosto de 2017 foi feita justiça completa, incluindo o julgamento dos mandantes dos crimes. Dados recentes da Unesco destacam que cerca de 930 jornalistas foram assassinados desde 2006 e mostram que nove em cada dez assassinatos cometidos nos últimos 11 anos permanecem sem resolução na justiça. Segundo a organização, a impunidade incentiva a ocorrência de novos assassinatos e geralmente é um sintoma do agravamento de conflitos e do enfraquecimento do Estado de Direito.

Os dados foram compilados para marcar o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, celebrado em 2 de novembro. A data, que foi criada em 2013, na Assembleia Geral das Nações Unidas, em reconhecimento das graves consequências da impunidade nos casos de assassinatos e de outros crimes cometidos contra comunicadores, apela aos Estados-membros da ONU para fazerem o possível para prevenir a violência, investigar os crimes, assistir as vítimas e promover um ambiente seguro e favorável para a liberdade de imprensa.

“Somente quando os jornalistas trabalham em um ambiente seguro e independente é que poderá haver livre circulação de informações para todos os cidadãos”, disse o diretor-geral adjunto da Unesco Frank La Rue, em carta enviada aos editores-chefes e diretores executivos das redações brasileiras no último mês.

Jornal do Commercio-PE muda processos de edição e corta quatro

O Jornal do Commercio promoveu nessa segunda-feira uma alteração nos seus processos de edição. São seis novas editorias executivas, às quais caberá planejar e coordenar a produção jornalística do JC, tanto na sua plataforma impressa como na digital, interligadas aos demais veículos do sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC).

Com as mudanças, assumem os novos cargos Felipe Vieira, Rafael Carvalheira, Diogo Menezes, Marcelo Pereira, Bruno Falcone e Arnaldo Carvalho. Juliana Sampaio e Thiago Wagner passam a integrar a equipe de assistentes de edição. Deixaram a empresa André Galvão, Gilvan Oliveira, Sílvio Menezes e Eduardo Azevedo. A reestruturação manteve toda a equipe de repórteres, fotógrafos, designers e assistentes de edição.

Em nota, o Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco criticou a demissão dos quatro profissionais, afirmando que, sob o pretexto de “modernização”, o jornal recorre a estratégia que penaliza os profissionais do jornalismo: “O discurso da reestruturação esconde, na verdade, um processo de precarização das relações de trabalho que inclui, principalmente, achatamento salarial e acúmulo de funções”.

Lúcia Mattos despede-se da Band RS

Lúcia Mattos
Lúcia Mattos

A apresentadora Lúcia Mattos deixou o Grupo Bandeirantes após 12 anos. Ela apresentava o Band Cidade, na tevê, ao lado de Sérgio Stock, e comandava o Band News Happy Hour na rádio, junto com Ico Thomaz e Ana Cássia Hennrich. Lúcia saiu para acompanhar o marido Leonardo Meneghetti, que assumiu o cargo de diretor-geral da Band paulista há um mês.

A mudança para São Paulo está programada para janeiro. Entre os novos projetos, depois da adaptação à capital paulista, pretende dedicar-se a um site que está em fase de elaboração, sobre cultura e arquitetura. Com a saída dela, o Band Cidade deverá voltar ao formato de âncora, comandado por Sérgio Stock. Já em relação à sua função na rádio esperam-se novidades.

Flávia Oliveira faz conferência na ABL

Flávia Oliveira

 

Flávia Oliveira

*Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de Jornalistas&Cia no Rio.

Flávia Oliveira faz na próxima terça-feira (14/11) conferência sobre Raça e gênero: a construção da igualdade no Brasil. A apresentação faz parte do ciclo de conferências Ideias para reconstruir o Brasil, da Academia Brasileira de Letras, coordenado por Rosiska Darcy de Oliveira, nas terças-feiras de novembro, às 17h30.

No teatro R. Magalhães Jr. (av. Presidente Wilson, 203), com entrada franca e inscrições no local. Haverá transmissão ao vivo pelo site. Informações pelo 21-3974-2500.

Agência Pública veicula série sobre a resistência indígena

A Agência Pública iniciou esta semana (7/11) a veiculação da série de reportagens Amazônia resiste. O foco são os índios e a resistência diante de um quadro desfavorável ao seu modo de vida. Programada para publicação até maio de 2018, a série é resultado de investigação jornalística produzida por sete equipes, que foram a diferentes pontos da Amazônia, nos estados do Pará e Mato Grosso, e também a Brasília, para ver como os Três Poderes têm tratado a questão indígena.

As reportagens são apresentadas em vídeo e texto, com fotos, infográficos e podcasts, sob a coordenação de Marina Amaral, diretora da Agência Pública ([email protected] e 11-3661-3887), e a consultoria do antropólogo Spensy Pimentel. Thiago Domenici assina a edição de conteúdo, e a coordenação audiovisual é de Sofia Amaral. O especial Amazônia resiste é feito com o apoio da instituição Climate and Land Use Alliance (CLUA).

Cássia Godoy tem novo programa na CBN

Cássia Godoy
Cássia Godoy

A apresentadora Cássia Godoy passará a comandar a partir do próximo sábado (11/11) o programa CBN Gerações, sobre histórias, trajetórias, aprendizados e desejos de profissionais, intelectuais e artistas das mesmas áreas, mas de diferentes idades.

Ricardo Gandour, diretor executivo da emissora, destaca a contribuição do novo programa para os debates de nível em diferentes áreas, sobre temas variados: “Viver cercado só pelos contemporâneos pode nos roubar a oportunidade de olhar o mundo a partir de outra perspectiva”. CBN Gerações irá aos sábados às 20h30, com reprise aos domingos, às 23h30.

Ogilvy PR Brasil contrata Regina Augusto

Joly,Mauricio,Regina e Flavio
Luis Joly, MaurÍcio Fogaça, Regina Augusto e Flávio Valsani

Regina Augusto, sócia fundadora da agência Gume e que por 19 anos dirigiu a área editorial do Meio & Mensagem, começou como diretora executiva de Estratégia e Conteúdo da área de PR & Influência da Ogilvy PR Brasil. Ela vai gerir a operação junto com outros três diretores que já estavam na casa: Luis Joly, agora líder de Atendimento; Maurício Fogaça; líder de Desenvolvimento de Negócios; e Flávio Valsani, líder de Reputação e Gestão de Crises. Com esse movimento, os clientes da Gume – Serasa Experian, FTD Educação, David, Eventim, Vevo e Hyper Island – passam a ser atendidos pela Ogilvy. Renata Saraiva, que dirigia a Ogilvy PR desde 2008, deixou a empresa no início de outubro.

Segundo Eduardo Vieira, sócio de Ricardo Cesar no Grupo Ideal, que controla as operações da Ogilvy PR no País, a agência está se integrando cada vez mais às empresas e operações do Grupo Ogilvy como um todo, apostando na soma de forças de todas as disciplinas – PR, publicidade, conteúdo, digital – para gerar ainda mais negócios: “É um movimento global, que vai em linha da tão falada convergência entre as mídias (conquistada, paga e proprietária) que vem mudando a cara do mercado de comunicação nos últimos anos”.

Livro de Paulo Mancha e Eduardo Zolin relata curiosidades da NFL

Paulo Mancha e Eduardo Zolin - Reprodução: Facebook

Está chegando às livrarias de todo o Brasil o livro Guerreiros da NFL (Panda Books). A obra, produzida pelos comentaristas de futebol americano da ESPN Paulo Mancha e Eduardo Zolin, vasculha quase 100 anos da mais bem-sucedida liga esportiva dos Estados Unidos, e traz uma série de histórias e curiosidades do esporte.

São 32 times da atualidade e 52 do passado expostos por meio de sua história, seu uniformes e fotos de seus principais ídolos. Cada capítulo traz a ficha do time com dados sobre fundação, sede e cores da equipe. Ao final, uma tabela expõe todos os campeões – desde a primeira competição, em 1920 – e um glossário completo para o leitor ficar por dentro do universo do futebol americano.

O livro é também recheado de histórias, ora épicas ora bizarras, mas muito ricas e sempre cheias de curiosidades e surpresas. “O futebol americano é muito mais do que um jogo de intensidade física e disputa por território”, destaca na orelha do livro Rômulo Mendonça, narrador dos canais ESPN. “Realmente, não faltam casos surpreendentes”.

Dentre as curiosidades, conta a história do atleta negro que foi astro do primeiro time campeão, em meio ao racismo institucionalizado nos Estados Unidos; de uma das equipes pioneiras da competição, que acabou extinta por causa de uma aposta; de um time profissional composto apenas de índios; e a presença de uma camisa do Corinthians no museu do atual campeão da competição.

Especializado em Turismo e Futebol Americano, Paulo Mancha é o criador e editor do blog Viajando por Esporte, e atuou como repórter e editor em publicações das editoras Abril, Globo e Peixes. Ex-árbitro de futebol americano, Eduardo Zolin foi também editor-chefe do site especializado SNAP-Futebol Americano.

Com 152 páginas, a obra chega ao mercado com preço de capa de R$ 79,90, e pode ser adquirida nos sites da Panda Books e Saraiva.

Paulo Mancha e Eduardo Zolin – Reprodução: Facebook

Waack, Casoy, Leite, Pelajo. Relembre comentários vazados que deram o que falar

A Rede Globo decidiu nessa quarta-feira (8/11) pelo afastamento por tempo indeterminado do âncora do Jornal da Globo William Waack. O anúncio foi realizado poucas horas depois do vazamento de um vídeo em que o jornalista, durante a cobertura das eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016, atribuiu a um “preto” um barulho de buzina próximo ao local da transmissão.

Sem saber que estava sendo filmado, Waack reclamou após o barulho. “Está buzinando por que, ô seu merda do cacete? Vou nem falar porque eu sei quem é né”. Em seguida ele baixa o volume da voz e fala para o comentarista ao seu lado: “Preto. É preto, né?”

O comentarista então ri por um instante, e Waack pergunta novamente: “É coisa de preto, né?”. E o comentarista responde, “sim”. O apresentador então finaliza: “Com certeza”.

https://www.youtube.com/watch?v=MOAOy5lFYh8

No comunicado divulgado pelo G1, a emissora elogiou a carreira do apresentador, mas condenou qualquer tipo de comentário racista e, diante do vídeo, anunciou o afastamento de Waack até que a situação seja esclarecida. Confira a íntegra:

“A Globo é visceralmente contra o racismo em todas as suas formas e manifestações. Nenhuma circunstância pode servir de atenuante. Diante disso, a Globo está afastando o apresentador William Waack de suas funções em decorrência do vídeo que passou hoje a circular na internet, até que a situação esteja esclarecida.

Nele, minutos antes de ir ao ar num vivo durante a cobertura das eleições americanas do ano passado, alguém na rua dispara a buzina e, Waack, contrariado, faz comentários, ao que tudo indica, de cunho racista. Waack afirma não se lembrar do que disse, já que o áudio não tem clareza, mas pede sinceras desculpas àqueles que se sentiram ultrajados pela situação.

William Waack é um dos mais respeitados profissionais brasileiros, com um extenso currículo de serviços ao jornalismo. A Globo, a partir de amanhã, iniciará conversas com ele para decidir como se desenrolarão os próximos passos”.

Em comentário sobre o episódio no seu Telepadi, Cristina Padiglione cita outros dois exemplos da incontinência verbal de Waak: o de ter chamado a repórter Zelda Mello de “Zelda Merda” (que ela reputa acidental) e o bate-boca com a também repórter Cris Dias durante a cobertura das Olimpíadas. Padi igualmente especula que, “sem empatia com o público”, William já estaria na alça de mira na emissora. Confira!

Relembre outros casos

A polêmica com William Waack é certamente uma das mais impactantes nesse sentido envolvendo jornalistas brasileiros, porém não é um episódio isolado. Nos últimos anos alguns casos ficaram célebres após comentários serem divulgados, de forma proposital ou não, e que causaram algumas saias justas.

Boris Casoy – Em um dos casos mais famosos, ocorrido em 2009, uma falha técnica durante a apresentação do Jornal da Band fez com que vazasse ao vivo um comentário ofensivo a um gari proferido pelo então apresentador Boris Casoy. Após desejar Feliz Natal aos telespectadores, na chamada para o intervalo do jornal, pode-se ouvir o jornalista ridicularizando a participação do gari: “Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. O mais baixo da escala do trabalho”. Em setembro deste ano a justiça condenou a emissora e o jornalista por danos morais.

https://www.youtube.com/watch?v=uI-ALaP_8xU

Milton Leite – O narrador do SporTV também foi vítima de um áudio vazado enquanto se preparava para uma transmissão em 2007. Em uma conversa com o comentarista André Rizek, ele afirmou que Rogério Ceni, então goleiro do São Paulo, “era chato para caralho”. O vídeo vazou apenas dois anos mais tarde, e apesar de não causar nenhuma reação por parte do atleta, dificultou a vida do narrador, que chegou a ser ameaçado durante a cobertura de algumas partidas do clube paulista.

Christiane Pelajo – Em 2016, durante uma transmissão ao vivo da GloboNews, a apresentadora se exaltou com a equipe por causa de problemas no áudio. A jornalista conversava com uma correspondente em Orlando, sobre a passagem do furacão Matthew, quando reclamou em tom áspero: “Gente, eu não tenho condição de fazer o jornal…”. Nesse momento o áudio foi interrompido e a transmissão ficou muda por alguns instantes. O acesso de raiva não passou despercebido pela direção da emissora, que repreendeu a jornalista.

https://www.youtube.com/watch?v=6LL8QXw0n38

Poder360 aponta nova lista de brasileiros com offshores

O Poder360, de Fernando Rodrigues, iniciou em 5/11 a publicação da série Paradise Papers. A apuração se baseia em um acervo de cerca de 13,4 milhões de arquivos de dois escritórios especializados em abrir offshores, Appleby e Asiaciti Trust, e em bancos de dados de 19 paraísos fiscais.

Os dados, que totalizam 1,4 TeraBytes, foram obtidos pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung e compartilhados com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês).

Participaram da reportagem 382 jornalistas de 67 países, que atuam em 96 veículos de mídia. O material está sendo analisado e investigado há cerca de um ano para a preparação da série. Veja mais detalhes.

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