Waack, Casoy, Leite, Pelajo. Relembre comentários vazados que deram o que falar

A Rede Globo decidiu nessa quarta-feira (8/11) pelo afastamento por tempo indeterminado do âncora do Jornal da Globo William Waack. O anúncio foi realizado poucas horas depois do vazamento de um vídeo em que o jornalista, durante a cobertura das eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016, atribuiu a um “preto” um barulho de buzina próximo ao local da transmissão.

Sem saber que estava sendo filmado, Waack reclamou após o barulho. “Está buzinando por que, ô seu merda do cacete? Vou nem falar porque eu sei quem é né”. Em seguida ele baixa o volume da voz e fala para o comentarista ao seu lado: “Preto. É preto, né?”

O comentarista então ri por um instante, e Waack pergunta novamente: “É coisa de preto, né?”. E o comentarista responde, “sim”. O apresentador então finaliza: “Com certeza”.

No comunicado divulgado pelo G1, a emissora elogiou a carreira do apresentador, mas condenou qualquer tipo de comentário racista e, diante do vídeo, anunciou o afastamento de Waack até que a situação seja esclarecida. Confira a íntegra:

“A Globo é visceralmente contra o racismo em todas as suas formas e manifestações. Nenhuma circunstância pode servir de atenuante. Diante disso, a Globo está afastando o apresentador William Waack de suas funções em decorrência do vídeo que passou hoje a circular na internet, até que a situação esteja esclarecida.

Nele, minutos antes de ir ao ar num vivo durante a cobertura das eleições americanas do ano passado, alguém na rua dispara a buzina e, Waack, contrariado, faz comentários, ao que tudo indica, de cunho racista. Waack afirma não se lembrar do que disse, já que o áudio não tem clareza, mas pede sinceras desculpas àqueles que se sentiram ultrajados pela situação.

William Waack é um dos mais respeitados profissionais brasileiros, com um extenso currículo de serviços ao jornalismo. A Globo, a partir de amanhã, iniciará conversas com ele para decidir como se desenrolarão os próximos passos”.

Em comentário sobre o episódio no seu Telepadi, Cristina Padiglione cita outros dois exemplos da incontinência verbal de Waak: o de ter chamado a repórter Zelda Mello de “Zelda Merda” (que ela reputa acidental) e o bate-boca com a também repórter Cris Dias durante a cobertura das Olimpíadas. Padi igualmente especula que, “sem empatia com o público”, William já estaria na alça de mira na emissora. Confira!

Relembre outros casos

A polêmica com William Waack é certamente uma das mais impactantes nesse sentido envolvendo jornalistas brasileiros, porém não é um episódio isolado. Nos últimos anos alguns casos ficaram célebres após comentários serem divulgados, de forma proposital ou não, e que causaram algumas saias justas.

Boris Casoy – Em um dos casos mais famosos, ocorrido em 2009, uma falha técnica durante a apresentação do Jornal da Band fez com que vazasse ao vivo um comentário ofensivo a um gari proferido pelo então apresentador Boris Casoy. Após desejar Feliz Natal aos telespectadores, na chamada para o intervalo do jornal, pode-se ouvir o jornalista ridicularizando a participação do gari: “Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. O mais baixo da escala do trabalho”. Em setembro deste ano a justiça condenou a emissora e o jornalista por danos morais.

Milton Leite – O narrador do SporTV também foi vítima de um áudio vazado enquanto se preparava para uma transmissão em 2007. Em uma conversa com o comentarista André Rizek, ele afirmou que Rogério Ceni, então goleiro do São Paulo, “era chato para caralho”. O vídeo vazou apenas dois anos mais tarde, e apesar de não causar nenhuma reação por parte do atleta, dificultou a vida do narrador, que chegou a ser ameaçado durante a cobertura de algumas partidas do clube paulista.

Christiane Pelajo – Em 2016, durante uma transmissão ao vivo da GloboNews, a apresentadora se exaltou com a equipe por causa de problemas no áudio. A jornalista conversava com uma correspondente em Orlando, sobre a passagem do furacão Matthew, quando reclamou em tom áspero: “Gente, eu não tenho condição de fazer o jornal…”. Nesse momento o áudio foi interrompido e a transmissão ficou muda por alguns instantes. O acesso de raiva não passou despercebido pela direção da emissora, que repreendeu a jornalista.

1 comment

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  1. Waack é o melhor jornalista da televisão. Tem a verve com extrema capacidade de síntese em forma de síntese, tese e antítese como pouquíssimos de doutores pesquisadores.. Desliguei …Uma ode a tolices modernosas. Essa expressão que usou fora do ar se escuta a cada instante nos USA . Ridículo que a extrema esquerda tudo pode/ cuspir, profanar, roubar .desde que tenha pai e circo.

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