Ainda em situação indefinida, a Disney busca a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para realizar a fusão de seus canais esportivos ESPN e Fox Sports. Depois de quase um ano, a Disney não conseguiu vender a Fox, exigência determinada em outras ocasiões pelo Cade para evitar o monopólio de audiência.
Segundo
Erich Beting, do blog Máquina do Esporte (UOL), a fusão
deve ser aprovada. Uma nova reunião da entidade deve ocorrer ainda este mês
para reanalisar o processo de venda da Fox Sports e a possibilidade de uma
fusão. Beting diz que alguns fatores apontam para a aprovação da união dos
canais, como a saída de Eduardo Zebini do comando da Fox Sports,
anunciada no começo da semana.
A ESPN segue fazendo mudanças em seu jornalismo, como o
anúncio, em fevereiro, de Carlos Maluf como o novo head de
esportes da emissora. Beting diz que, entretanto, a Fox não vem fazendo muitos
investimentos: “Pelo contrário, cada vez mais profissionais deixam a emissora,
como o próprio Zebini. Em relação aos direitos de transmissão, a tendência é
que a ESPN adquira Libertadores, Europa League, Copa do Nordeste, entre outros
eventos cujos direitos pertencem à Fox Sports”.
Por causa de ajustes técnicos, o primeiro turno de votação da edição 2020 do TOP Mega Brasil, que começaria nesta segunda-feira (9/3), foi adiado para terça-feira (10/3) e vai até 30 de março. Ele elegerá as feras da comunicação corporativa do Brasil, numa renovada parceria entre a Mega Brasil e a Maxpress. Nesta sexta edição, a premiação tem como principal novidade a criação da categoria Comunicadores do Serviço Público, que se soma às tradicionais categorias de Agências de Comunicação e Executivos de Comunicação Corporativa.
“Esse era um
pleito antigo dos profissionais da área pública, que não se viam representados
pelo certame”, assinala Eduardo Ribeiro, sócio-diretor da Mega Brasil.
“Ao aceitá-lo, a Mega Brasil considera estar dando um passo importante para uma
integração ainda maior da atividade da comunicação no Brasil”.
Para Fabiano
Manso, diretor da Maxpress, “esta será a oportunidade de colocar na vitrine
também os profissionais da área pública, hoje mais fundamentais do que nunca em
atuarem por uma comunicação pública ética, transparente e cidadã”.
As três
categorias elegerão os TOP 10 Brasil e os TOP 5 das Regiões
Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, destacando ainda, com o podium,
os três campeões Brasil e os campeões das cinco regiões.
Neste primeiro
turno, os eleitores indicarão livremente até cinco nomes de profissionais ou
agências de qualquer lugar do Brasil, em cada uma das três categorias. Os mais votados
classificam-se, como finalistas, para o segundo turno, que será realizado de 6
a 22/4 e definirá os vencedores.
TOP de Ouro – q Outra novidade que passa a valer a
partir desta edição é a da concessão do Troféu TOP de Ouro aos
executivos ou agências que se sagrarem campeões por cinco vezes (consecutivas
ou alternadas) na mesma categoria. Uma vez conquistado o TOP de Ouro, o vencedor cumpre uma quarentena de dois anos sem
poder concorrer nessa mesma categoria. Esse é o caso da agência In Press Porter
Novelli, que venceu as primeiras cinco edições do TOP Mega Brasil Sudeste
e receberá o TOP de Ouro, ficando impedida de concorrer este ano nessa
categoria, mas podendo concorrer normalmente no TOP 10 Brasil e nas
demais regiões em que atua. “Há três agências com quatro conquistas e que
poderão levar este ano o Troféu TOP de Ouro, caso se sagrem novamente
campeãs nas respectivas categorias: Temple, de Belém (TOP Região Norte);
AD2M, do Fortaleza (TOP Região Nordeste); e Martha Becker Comunicação (TOP
Região Sul)”, explica Marco Rossi,
também sócio-diretor da Mega Brasil. “No segmento dos executivos não há nenhum
profissional com quatro conquistas na mesma categoria e, portanto, nenhum
candidato ao TOP de Ouro”.
Colégio
Eleitoral – q Poderão
votar nos dois turnos do TOP Mega Brasil jornalistas e profissionais de
comunicação corporativa e áreas afins de todo o Brasil. Cada profissional
poderá votar uma única vez e nas categorias que desejar, indicando até cinco
nomes diferentes em cada uma delas. Todos os votos, ainda que parciais, ou
mesmo com uma única indicação, serão computados na apuração. Votos irregulares
ou com suspeitas de fraude serão anulados.
O colégio
eleitoral inicial da votação é integrado por cerca de 58 mil nomes, entre
jornalistas e profissionais de comunicação corporativa, que estão cadastrados
para o certame. Esse cadastro, no entanto, é aberto e aceitará inscrições até
21/4, véspera do encerramento do segundo turno de votação. Para se cadastrar
basta encaminhar mensagem para [email protected], com cargo e empresa em que atua,
solicitando a inclusão.
Festa de
premiação – q A
premiação do TOP Mega Brasil será em 27/5, no Teatro do CIEE, em São
Paulo (rua Tabapuã, 445), em coquetel por adesão. Interessados já podem comprar
seus lugares aqui.
Certificados,
troféus e especial do JCC
– q Os vencedores receberão certificados e troféus e serão destaque em edição
especial do Jornal da Comunicação Corporativa, que circulará em 1º de junho
para todo o mercado e imprensa brasileira.
O TOP Mega
Brasil conta com o patrocínio da Samsung.
Segundo turno de votação já está aberto e vai até 23 de março
Começa nesta sexta-feira (6/3) o segundo turno do prêmio Os +Admirados da Imprensa Automotiva 2020. Mais de 60 jornalistas e 40 publicações concorrem a partir de agora pela preferência dos eleitores, que decidirão os Top 25 +Admirados Jornalistas da Imprensa Automotiva e os vencedores das categorias Influenciador Digital, Colunista, Revista, Jornal, Programa de Televisão, Programa de Rádio, Site/Blog, Podcast e Canal de Vídeo.
Assim como na primeira fase, podem participar da votação jornalistas, profissionais de Comunicação Corporativa, Publicidade e áreas correlatas. A diferença é que, desta vez, na categoria principal Jornalistas, o eleitor poderá escolher do 1º ao 5º colocado, em ordem de preferência, e do 1º ao 3º colocado nas demais categorias.
Nesta fase será atribuída a seguinte pontuação para cada colocação indicada: 1º colocado: 100 pontos; 2º: 80; 3º: 65; 4º: 55; e 5º: 50. A somatória total das indicações definirá os vencedores.
A votação, disponível em http://bit.ly/JCiaAuto2Turno, vai até 23 de março e o resultado completo será divulgado em jantar a ser realizado em São Paulo, em 13 de abril, durante as comemorações de aniversário deste J&Cia Auto.
Apoio – A iniciativa conta até o momento com os apoios de General Motors e Scania. Empresas interessadas em patrocinar o prêmio Os +Admirados da Imprensa Automotiva podem obter mais informações com Vinicius Ribeiro (11-992-446-655 e [email protected]).
Karina Alves assinou contrato com o SporTV e será a nova apresentadora do Tá na Área, ao lado de Fred Ring. A previsão de estreia é em abril. Ela deixa a Fox Sports, onde trabalhou por quase oito anos. A informação é de Flávio Ricco (UOL).
Segundo a reportagem, o bom desempenho de Karine,
principalmente em transmissões ao vivo, despertou o interesse da Globo em
contar com a jornalista em sua equipe.
Karine iniciou a carreira em 2012, justamente na Fox
Sports, como repórter esportiva em São Paulo. Depois, apresentou O Melhor do
Fox Sports. Transferida para o Rio de Janeiro, onde passou a ancorar algumas
edições do Central Fox. Ultimamente, apresentava a edição do fim de
noite do telejornal.
André Lahóz Mendonça de Barros assumiu esta semana o cargo de diretor de Jornalismo da Jovem Pan, em substituição a Felipe Moura Brasil, que deixou o posto em meados de fevereiro.
Economista com mestrado em Ciência Política e História Econômica, André deixou em janeiro, depois de mais de 22 anos, a revista Exame, onde atuou como editor executivo, redator-chefe, diretor de Redação e diretor Editorial, e outros três anos na Folha de S.Paulo, em que foi editorialista, editor de Economia, correspondente em Paris e repórter especial de Economia.
Segundo a Pan, um dos desafios iniciais de Lahóz será abastecer o canal News do Panflix, plataforma de streaming do Grupo Jovem Pan que será inaugurada em abril.
José Roberto Caetano
André leva para a Pan o amigo e companheiro de trabalho José Roberto Caetano, com quem fez uma dupla que deu certo nos últimos 22 anos e meio na Exame. Caetano diz brincando que André não abre mão de continuar a mandar nele: “E eu estou topando…” Segundo ele, a rádio agora é um sucesso em vídeo no YouTube e é para isso que vão para lá, entre outras tarefas. “Por enquanto, a única certeza é que vou ter de aprender muita coisa – e rápido!”, conclui.
Na segunda-feira (2/3), quando o Reino Unido alarmava-se com a ameaça do coronavírus, a BBC exibiu em horário nobre um programa combinando retrospectiva, entrevistas com especialistas, repórteres entrando de vários pontos do país para explicar os impactos da crise e perguntas do público respondidas ao vivo por médicos. Exemplo notável do chamado PSB (Public Service Broadcasting) britânico.
O problema é que as emissoras que exibem conteúdo
de interesse da sociedade estão perdendo cada vez mais terreno, principalmente
entre jovens. Um relatório publicado semana passada pelo Ofcom, órgão regulador
da mídia eletrônica, apontou sinais preocupantes, como a redução de 28% no
tempo médio dedicado a esses canais pela turma entre 16 e 24 anos em comparação
a 2014.
Small Screen, Big Debate – O estudo faz parte de uma revisão obrigatória que acontece a cada cinco
anos, cabendo por lei ao Ofcom analisar se as emissoras PSB (BBC, ITV, Channel
4, Channel 5 e S4C) estão entregando conteúdo de qualidade em jornalismo,
dramaturgia, programação infantil e temas contemporâneos. O nome escolhido para
essa nova revisão, Small Screen, Big Debate, sinaliza o impacto das
novas formas de consumir conteúdo sobre o futuro da TV de serviço, que em
alguns aspectos estendem-se à TV comercial (veja a íntegra, em inglês)
O relatório mostra que os britânicos dedicam três
horas por dia em média à TV, sendo que mais da metade aos canais PSB. A
produção deles supera a das emissoras privadas e é um pilar da indústria
criativa do país, demandando investimentos superiores a £ 2 bilhões ano
passado.
A percepção de qualidade continua alta, com
aprovação de 70%. Então, porque a queda na audiência? Para a entidade, a
encruzilhada em que o PSB se encontra deve-se à mudança de hábitos decorrente
da revolução digital e à concorrência com players
que também entregam conteúdo atrativo, como SkyNews e Netflix.
O estudo reconhece os esforços das emissoras para
se adaptarem a esse novo mundo, criando opções online e sob demanda. Mas aponta
que não têm sido capazes de reverter a fuga, principalmente dos jovens. Quase
40% das casas britânicas disseram que não se veem assistindo TV convencional em
cinco anos.
Os novos hábitos são observados em vários pontos
do relatório. Um exemplo é o consumo de podcasts,
que sobe conforme a idade cai: é de 4% entre pessoas acima de 65 anos; 12% na
faixa 45-55 anos e chega a 20% entre a garotada de 15 a 25 anos.
A situação comercial também preocupa. Nos canais
PSB que exibem propaganda, a receita caiu 3,8% em cinco anos. Na BBC, custeada
por uma taxa obrigatória paga pelas residências, diminuiu 4%. Aumentou no país
o acesso a conteúdo digital via plataformas como ITV Hub e BBC IPlayer, mas o
salto de 65% no consumo sob demanda foi puxado, segundo o Ofcom, pelos canais
como Netflix e pelo YouTube.
O trabalho feito pelo órgão é uma radiografia completa
que pode ser tomada como referência sobre o comportamento da audiência diante
das novas tecnologias, ainda que a situação das emissoras públicas no Reino
Unido seja bem particular. A partir dos dados compilados, disponíveis no site
do Ofcom, será feita uma consulta pública para compreender as expectativas da
sociedade e embasar recomendações ao Governo sobre medidas para assegurar o
futuro da TV de interesse público.
Impressos ladeira abaixo – As tendências observadas pelo Ofcom no mundo da TV repetem-se em outras
formas de jornalismo afetadas pela tecnologia. Na semana passada, a entidade
que afere a tiragem de impressos (ABC) anunciou queda de quase 2/3 na
circulação em 20 anos.
Os 16 diários nacionais britânicos existentes em
2000 contabilizaram em janeiro daquele ano circulação total de 21,2 milhões de
cópias. Em dez anos o número de títulos
aumentou para 17, e a tiragem caiu para 16,4 milhões. Em janeiro de 2020 os
mesmos 17 jornais somaram 7,4 milhões de exemplares. Embora a redução reflita
em parte a migração do impresso para o online do jornal, trata-se de uma
realidade que merece atenção, pois a oferta digital hoje vai muito além dos 17
títulos.
O relatório do Ofcom destaca que o público vive
uma era marcada pela “escolha e inovação sem precedentes”, e isso
aplica-se não apenas à TV. Modelos editoriais e de negócio alinhados ao futuro
vão determinar quem vai restar de pé ao fim dessa batalha.
Três dos principais executivos que ajudaram a construir a CDN, e que deixaram a agência em períodos diferentes, após a venda, primeiro para o Grupo ABC, de Nizan Guanaes, e depois para o grupo internacional Omnicom, decidiram unir-se novamente para fundar uma agência de comunicação, a Focal 3, com sede em São Paulo. São eles Andrew Greenlees e Luiz Antonio Flecha de Lima (que mantêm já há alguns anos sociedade na Flag Public Affairs, com escritórios em São Paulo e Brasília), e Jô Ristow.
Eles levam para a nova agência a experiência em áreas como comunicação corporativa, assessoria de imprensa, estratégias digitais, conteúdo, capacitação e gestão de crises de reputação, e o fazem com a perspectiva, como diz comunicado distribuído ao mercado, “de oferecer visão estratégica, ações efetivas e consultoria personalizada”.
Celso Pinto. Foto: Cacalos Garrastazu-3/1/2000-Valor/Ag. O Globo
Morreu nessa terça-feira (3/3) em São Paulo Celso Pinto, que foi um dos mais influentes jornalistas de economia do País e criador do jornal Valor Econômico. Afastado das redações desde maio de 2003, quando sofreu uma parada cardiorrespiratória, Celso foi internado com pneumonia há duas semanas e não resistiu a complicações decorrentes da doença. Ele tinha 67 anos. Deixa a esposa Célia de Gouvêa Franco, editora executiva do Valor, dois filhos, Pedro e Luis, e um neto. O velório foi às 10h, no Cemitério do Morumbi, e o enterro às 14h.
Nascido em São Paulo, formado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo e Jornalismo pela Faculdade Cásper LÍbero, Celso começou a carreira em 1974 como repórter de Economia na Folha de S.Paulo. Cinco meses depois, com apenas 22 anos de idade, foi destacado para cobrir uma reunião da Organização Internacional do Café, em Londres. Saiu-se tão bem que foi recompensado na volta ao Brasil com o primeiro aumento de salário.
Após alguns meses, seguiu para a Gazeta Mercantil, onde foi editor de Finanças e Assuntos Nacionais, trabalhou em Brasília e como correspondente em Londres. Em 1996, voltou à Folha como colunista, a convite do publisher do jornal, Octavio Frias de Oliveira (1912-2007). Escrevia quatro vezes por semana no primeiro caderno e seus artigos tornaram-se leitura obrigatória para ministros, banqueiros e empresários.
Em 2000, quando os grupos Folha e Globo uniram-se para lançar o Valor Econômico, Celso foi chamado para liderar o projeto. Ele o desenvolveu com uma equipe que chegou a reunir 160 jornalistas, incluindo vários colegas que tinham trabalhado com ele na Gazeta e na Folha. O jornal chegou às bancas em maio daquele ano, com Celso como diretor de Redação. Mas ele manteve uma coluna semanal no jornal até 2003, quando passou mal durante uma partida de tênis e teve a carreira interrompida abruptamente.
Em 2016, o Grupo Globo comprou a parte da Folha no Valor e passou a controlar o jornal sozinho. Celso foi membro do Conselho Editorial da Folha até 2019.
Ele tocava piano, usava suspensórios e, segundo quem o conheceu, tinha um humor que surpreenderia os leitores de seus artigos sóbrios. (Com informações da Folha de S.Paulo)
A equipe da revista francesa Cahiers du Cinéma pediu demissão em conjunto, na semana passada, em protesto contra a linha editorial de novos acionistas. O diretor de Redação Stéphane Delorme, há 20 anos na casa, foi acompanhado por 15 jornalistas.
Fundada em 1951, les Cahiers firmou a reputação de ser uma das mais tradicionais publicações sobre cinema no mundo. Conforme reportagem de O Globo, cineastas como Jean-Luc Godard e François Truffaut colaboraram com a revista antes de serem expoentes da Nouvelle Vague.
No início deste ano (30/1), a empresa foi comprada por um grupo de 20 investidores de diversas áreas. Entre eles estão Alain Weill, dono da revista L’Express, Marc du Pontavice, do estúdio de animação Xilam, e Pascal Breton, da distribuidora Federal Entertainment. Os novos donos, segundo um comunicado da Redação, exigiram que a revista se tornasse mais conciliadora e chique. O mesmo comunicado retrucou: “A revista sempre foi comprometida com uma crítica engajada e de posições claras”.
Em entrevista ao jornal Le Monde, o novo administrador Eric Lenoir negou interferência no conteúdo: “A equipe editorial deve escrever o que quiser sobre cinema. Está fora de questão orientar essas escolhas”. No entanto, a redação demissionária acredita que o fato de o novo grupo de acionistas ser composto por oito produtores cinematográficos representa um insustentável conflito de interesses.
Paula Roschel (JornaldamodA) lança nesta quarta-feira (4/3) o livro #Sororidade – Quando a Mulher ajuda a Mulher (Editora Europa). A obra visa a explicar o termo sororidade, que se torna cada vez mais usual , e reiterar a importância da união das mulheres no combate ao machismo e na luta pela equidade de direitos.
Soriridade vem da palavra soror, em latim, que significa irmã. O conceito tem o sentido de irmandade, mas para a autora do livro a palavra abrange também empatia, respeito, solidariedade e companheirismo entre as mulheres. Essa união, segundo ela, pode encorajar outras mulheres a denunciarem casos de abuso e feminicídio: “A aliança entre mulheres faz com que a luta ganhe força, encorajando-as a denunciar a violência e ainda dando suporte e apoio psicológico”.
Vale lembrar que, segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país com a quinta maior taxa de feminicídio do mundo. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontou que em 2018, eram registrados cerca de 150 casos de estupro por dia no País, números que, para Paula, tornam-se ainda piores uma vez que nem todas as mulheres denunciam o abuso.