Em um ano marcado por uma série de ataques sofridos nas redes sociais por causa de um artigo com críticas à postura do Colégio Militar de Fortaleza, que planejava a retomada das aulas presenciais, o colunista Demitri Túlio, de O Povo, pode comemorar sua manutenção como o +Premiado Jornalista da História na Região Nordeste. O reconhecimento reforça um jornalismo de qualidade, combativo, que o jornalista cearense vem desenvolvendo em redações há 25 anos.
Na mais diversificada das regiões, a segunda colocação ficou com a pernambucana Juliana de Melo, do Jornal do Commercio, enquanto o paraibano Wendell Rodrigues da Silva, da rádio e TV Correio, completa o pódio na terceira posição.
Os Top 10 contam ainda com Claudio Ribeiro (4º colocado), Ciara Nubia de Carvalho (5ª), Melquíades Júnior (6º), Teresa Maia (7ª), Silvia Bessa (8ª), Thiago Correia (9º) e Ed Wanderley (10º).
Saiba quem são os +Premiados Jornalistas da História no Nordeste:
Fernando Rodrigues, idealizador e diretor de Redação do jornal digital Poder360, segue como o +Premiado Jornalista da História no Centro-Oeste. Apesar de liderar com folga na região, viu a distância para o segundo colocado, Vinicius Sassine, diminuir de 227,5 pontos, em 2019, para 170, em 2020. O repórter fotográfico Dida Sampaio assumiu a terceira posição de maneira isolada, com 425 pontos, tendo Dimmi Amora agora em quarto lugar, com 400 pontos.
Completam os Top 10Ana Beatriz Magno (5ª), Vicente Nunes (6º), Lilian Tahan (7ª), Fernando de Castro Lopes (8º), Diego Amorim (9º) e Catia Seabra (10ª).
Confira a seguir a relação dos +Premiados Jornalistas da História no Centro-Oeste:
Repórter especial da Rádio Gaúcha, e jornalista com o maior número de prêmios no Brasil, Cid Martins lidera na Região Sul com pouco mais de 100 pontos de vantagem para o segundo colocado, o paranaense Mauri Konig. A diferença diminuiu em relação a 2019 principalmente em decorrência da mudança no sistema de pontuação, que impactou positivamente algumas conquistas nacionais e internacionais de grande relevância, vencidas por Mauri.
O mesmo se deu com Carlos Wagner, que ultrapassou Giovani Grizotti, da RBS TV, e ocupa agora a terceira posição, mesmo sem ter conquistado nenhum prêmio no ano passado. Na quinta colocação aparece Humberto Trezzi, seguido por Fabio Almeida (6º), Nilson Cezar Mariano (7º), Eduardo Matos (8º), Mario Marcos de Souza (9º) e Letícia Duarte (10ª).
Confira a lista com os +Premiados Jornalistas da História na Região Sul:
Miriam Leitão (Crédito: Edilson Dantas/Agência O Globo)
Respectivamente, primeira e segunda colocadas no levantamento nacional, Eliane Brum e Miriam Leitão trocam de posição no recorte regional do Sudeste, que segue com Miriam na liderança. O motivo é que Eliane conquistou 180 dos 1.355 pontos de sua carreira quando ainda era repórter de Zero Hora, no Rio Grande do Sul. Lá, inclusive, ela ocupa a 51ª posição história por conta dessas conquistas.
Caco Barcellos, da TV Globo, completa o pódio na terceira posição, com 1.090 pontos. Assim como Eliane, ele também soma no regional menos pontos que no nacional pelas conquistas da época em que atuava no Rio Grande do Sul.
Completando os Top 10, Marcelo Canellas subiu uma posição e ocupa agora o quarto lugar, com 890 pontos, seguido por André Trigueiro (5º), João Antonio de Barros (6º), Domingos Peixoto (7º), Ricardo Boechat (8º), Clovis Rossi (9º) e Domingos Meirelles (10º).
Confira os 100 +Premiados Jornalistas da História na Região Sudeste:
O PoderData, divisão de pesquisas do Poder360, fez um estudo para detectar o quanto os brasileiros confiam nas informações publicadas pela imprensa. Os resultados indicaram um aumento de dez pontos percentuais na desconfiança do trabalho dos veículos de comunicação. Os que consideram as informações publicadas pelas empresas jornalísticas como “pouco confiáveis” representam 23% e os que avaliam as notícias como “nem um pouco confiáveis” são 7%, totalizando 30% de desconfiança na imprensa.
No levantamento anterior, realizado em outubro, eram 20% os que não confiavam nas informações dos veículos (17% diziam ser “pouco confiável” e 3% achavam ser “nem um pouco confiável”).
Para cerca de 50% dos entrevistados (50%) a imprensa é “mais ou menos confiável”. Já 18% a consideram “muito confiável”. A pesquisa foi feita entre 21 e 23 de dezembro do ano passado, e levou em conta respostas de 2.500 participantes.
O levantamento mostra ainda como é essa ponderação entre eleitores e não eleitores de Bolsonaro: “A confiança na imprensa é maior entre quem desaprova o presidente Jair Bolsonaro. A proporção de brasileiros que confiam no setor é de 29% entre quem avalia o presidente como ‘ruim’ ou ‘péssimo’. São 11 pontos a mais que o resultado geral. Já entre quem avalia o presidente como ‘bom’ ou ‘ótimo’ as informações são confiáveis para 10%, numericamente o mesmo entre as avaliações regulares. A desconfiança segue a mesma linha: 11% para bolsonaristas e 3% para críticos de Bolsonaro”.
Miriam Leitão fica na segunda colocação e Cid Martins, em terceiro
Não é uma competição, até porque o Ranking dos +Premiados da Imprensa Brasileira tem como objetivo reconhecer o trabalho de excelência promovido por jornalistas em todo o Brasil. Mas se fosse, Eliane Brum e Miriam Leitão estariam protagonizando nos últimos anos uma disputa de gigantes.
Desde 2014 a gaúcha de Ijuí e a mineira de Caratinga lideram, eventualmente se alternando ou dividindo, o Ranking dos +Premiados Jornalistas da História. Miriam foi primeira colocada em 2014, 2015, 2016 e 2019. Em 2016, inclusive, liderou empatada com Eliane, que ficou em primeiro lugar também em 2011, na primeira edição da pesquisa, em 2017, 2018 e reassumiu a primeira colocação agora em 2020.
Beneficiadas pelas mudanças no sistema de pontuação, ambas viram seus pontos aumentarem em relação a 2019. Eliane saltou de 1.207,5 para 1.355 pontos, assumindo a liderança, enquanto Miriam passou de 1.240 para 1.327,5 pontos.
Eliane Brum (Crédito: Lilo Clareto)
Fato é que, cada uma à sua maneira, elas figuram há anos entre as mais respeitadas e premiadas jornalistas do Brasil e, porque não, do mundo. Os inúmeros reconhecimentos e homenagens nacionais e internacionais estão aí para provar.
Eliane é uma das jornalistas brasileiras mais premiadas no exterior. Conquistou em duas oportunidades o Prêmio SIP, além de já ter sido consagrada com o Ibero-americano Rei da Espanha. No Brasil, venceu premiações consagradas, como Esso (duas vezes), Vladimir Herzog (cinco), Mulher Imprensa (seis), Comunique-se (cinco) e um Jabuti de Melhor Livro Reportagem, entre outros.
Miriam Leitão (Crédito: Edilson Dantas/Agência O Globo)
Miriam tem entre seus principais reconhecimentos os prêmios internacionais Maria Moors Cabot e Econômico Ibero-Americano, e os nacionais Esso, Vladimir Herzog e Ayrton Senna. No campo da literatura, conquistou em 2012 o Jabuti de Livro do Ano Não Ficção, por Saga brasileira: A longa luta de um povo por sua moeda. É ainda uma das recordistas dos prêmio Comunique-se (13, no total) e Mulher Imprensa (nove), além de ser tetracampeã na eleição dos +Admirados Jornalistas de Economia, Negócios e Finanças. Também pelo conjunto da sua obra, recebeu os prêmios Abraji, ACIE e Personalidade da Comunicação.
Cid Martins
Na terceira colocação, cada vez mais próximo das líderes, aparece o repórter da Rádio Gaúcha Cid Martins, agora com 1.267,5 pontos. Ele, curiosamente, é o jornalista brasileiro com o maior número de premiações na carreira. Segundo ele próprio calcula, entre primeiros, segundos e terceiros lugares, ou menções honrosas, são mais de 100 reconhecimentos; mas para efeito de contabilização do ranking, que identifica apenas os prêmios em primeiro lugar, já são 66 conquistas.
A mudança na escala de pontos resultou em algumas alterações em posições do quarto ao décimo lugares. Mauri König subiu uma posição e assumiu o quarto lugar, com 1.160 pontos, ultrapassando Caco Barcellos, agora em quinto, 1.125 pontos. Com os prêmios conquistados em 2020, Marcelo Canellas ganhou duas posições e agora é o sexto colocado, com 890 pontos, seguido bem de perto por Carlos Wagner, com 880 pontos. Na oitava colocação, com 835 pontos, está Giovani Grizotti. André Trigueiro manteve-se na nona colocação, com 822,5 pontos e João Antônio Barros, com 780 pontos, completa os Top 10. Vale lembrar que a pesquisa abrangeu neste ano 170 premiações jornalísticas, nacionais e internacionais, ao longo de quase 80 anos de história.
Confira a lista com os 200 +Premiados Jornalistas da História:
O Poder360 fez um levantamento sobre a relação do presidente Jair Bolsonaro com a imprensa, analisando o número de vezes que ele atendeu a empresas jornalísticas. Ao todo, foram 135 entrevistas exclusivas desde que assumiu a Presidência, 27 delas para a Jovem Pan, veículo que mais vezes entrevistou o presidente.
A pesquisa do Poder360 revela também que a TV é o canal de comunicação predileto de Bolsonaro: foram 72 entrevistas em programas e telejornais do Brasil e outros países. Ao todo, o presidente conversou com 54 veículos de comunicação e sete canais no YouTube. No total, 91 profissionais de imprensa tiveram a oportunidade de entrevistá-lo com exclusividade.
Além disso, Bolsonaro reuniu-se com 24 executivos de mídia em seu mandato em 39 ocasiões, no Palácio da Alvorada ou do Planalto e em eventos de veículos. Executivos de Record e SBT tiveram sete encontros cada com o presidente, e da Band, cinco. Silvio Santos (SBT), Johnny Saad (Bandeirantes), Allan dos Santos (Terça Livre), Douglas Tavolaro (CNN) e Marcelo de Carvalho (RedeTV) encontraram Bolsonaro em quatro ocasiões cada um.
O programa Manhattan Connection estreia na TV Cultura em 20/1, mesmo dia da posse do novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Apresentado por Lucas Mendes, Caio Blinder e Diogo Mainardi, irá ao ar às quartas-feiras, às 22h, e será reprisado aos domingos, às 23h.
Em 18/1, os três apresentadores participarão do Roda Viva para conversar sobre a história do Manhattan Connection, que por 28 anos foi exibido nos canais do Grupo Globo.
Entidades defensoras do jornalismo assinaram em dezembro uma nota conjunta em repúdio à censura judicial imposta à Ponte Jornalismo. O veículo foi obrigado a retirar do ar a reportagem Criticada no trabalho por seu cabelo, Luanna foi condenada a indenizar empresa, que destacava a reprodução do racismo a partir do Poder Judiciário, por ordem do desembargador relator Piva Piva Rodrigues do Tribunal de Justiça de São Paulo. Vale destacar que os portais Alma Preta e Yahoo Notícias, que também publicaram sobre o caso, foram atingidos pela mesma decisão.
As entidades escreveram que “destacam a gravidade da violação aos direitos de liberdade de expressão e de imprensa decorrentes da decisão que retira a matéria de circulação. Mais uma vez, observamos a atuação do próprio Estado em deslegitimar os conteúdos jornalísticos por meio de censura velada, disfarçada de legalidade”.
“O papel do jornalismo é a produção de conteúdos que apresentam, além de dados e fatos, perspectivas, críticas e denúncias, inclusive no que se refere ao Estado e suas esferas de articulação. Portanto, no Estado Democrático de Direito, os poderes, inclusive o Poder Judiciário, não estão isentos de serem observados a partir dos mais diversos vieses jornalísticos − inclusive, aqueles que tecem críticas”, diz o texto.
Assinam a nota Artigo 19, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Instituto Vladimir Herzog, Intervozes − Coletivo Brasil de Comunicação Social, Rede Jornalistas Livres, Rede Nacional de Proteção a Comunicadores e Repórteres sem Fronteiras.
Alguns dias antes da publicação da nota, a Abraji já havia detectado um aumento nos casos de censura a veículos jornalísticos nas últimas semanas de 2020, destacando os casos da própria Ponte, além de Alma Preta e Atilados, que foram obrigados a retirar conteúdo do ar, enquanto o Intercept Brasil precisou editar uma reportagem. A Abraji escreveu que “a decisão de retirar de circulação matéria é mais um instrumento de invisibilização e apagamento de determinados grupos − quando se tratando de conteúdo relativo às pautas de raça, gênero, sexualidade, entre outras”.
Amaury Ribeiro Jr, autor do livro Privataria Tucana, foi condenado com outras quatro pessoas pela juíza Barbara de Lima Iseppi, da 4ª Vara Federal de São Paulo, pela quebra dos sigilos fiscais de pessoas ligadas ao ex-senador José Serra e ao ex-vice-presidente executivo do PSDB Eduardo Jorge.
Segundo o jornal O Estado de São Paulo, Amaury teria aliciado um despachante para obter cópias das declarações do Imposto de Renda da filha e do genro de Serra, mediante uso de documento falso. O jornalista foi condenado à pena de sete anos e dez meses de reclusão, mas cabe recurso. A sentença afirma que Amaury tinha consciência sobre o emprego de meios ilícitos em sua solicitação, e, portanto, houve dolo direto para a prática de corrupção.