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sábado, abril 11, 2026

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Cadê a Márcia C?

Por Sandro Villar

Não sei de onde ela veio e nem para onde foi. Só sei que ela estava lá, na redação da TV Cultura, em meados dos anos 80 do século passado. Seu nome: Márcia. Já quanto ao sobrenome são outros quinhentos. Ou outros seiscentos.

 Na verdade, o “sobrenome” dizia respeito ao… Oh, Céus, como direi nesta revista de família?… Enfim, era uma alusão ao anel de couro, já que não quero ser chulo diante de um público tão culto e sofisticado como a nossa “catigoria”, como diria o saudoso sindicalista Joaquim dos Santos Andrade, o Joaquinzão.

 Ela se apresentava aos colegas como Márcia, mas tinha o insólito “sobrenome”, que começava com a letra C, seguida de um U, depois um Z acrescido de A e, para completar, um O com o sinal gráfico til “cobrindo” penúltima letra.

 Fofa, para não dizer robusta como a inflação, e desengonçada, Márcia C lembrava o personagem do ator Charles Laughton no filme Spartacus, grande êxito de Kirk Douglas na década de 60 do século 20, como diz a Folha, ou século XX, como grafa o Estadão (nossa, enchi linguiça e outros embutidos para mais de metro − acho que vou trabalhar na JBS).

 Não me lembro mais qual era a função dela, mas, se não me engano, coordenava o telejornal noturno da TV Cultura. “Rápido aí, C, já está quase na hora do jornal entrar no ar. Cadê a matéria?”, cobrava dos editores. Ela era assim com os colegas. Chamava todo mundo de C. “Ô, C”, dizia. No aumentativo, óbvio. Maior deboche, sem papas e bispos na língua.

 Nem mesmo o diretor de Redação e o chefe de Reportagem eram poupados. Márcia também os chamava de C. Tremendo barato! Ninguém se irritava com o “tratamento”. Ela passava a imagem de uma pessoa boa. Nunca presenciei atrito dela com ninguém. 

 Como afirmei na primeira linha do primeiro parágrafo, não sei de onde ela veio e nem para onde foi. Márcia C nos divertia e isso não tem preço. Tomara que esteja bem nestes tempos de fazer vaca não reconhecer o bezerro e égua não reconhecer o potro.


Cadê a Márcia C?
Sandro Villar

A história desta semana é novamente uma colaboração de Sandro Villar, radialista e jornalista que por muitos anos atuou como correspondente do Estadão em Presidente Prudente, no interior de São Paulo.

Nosso estoque do Memórias da Redação acabou. Se você tem alguma história de redação interessante para contar mande para [email protected].

Instituto Serrapilheira e Fundação Gabo lançam programa de jornalismo científico

O Instituto Serrapilheira abriu, em parceria com a Fundação Gabo e apoio da Unesco, inscrições até 5/9 para o Programa de Formação e Estímulo ao Jornalismo de Ciência. Um projeto que busca fortalecer a cobertura crítica no campo científico a partir de abordagens rigorosas, baseadas em evidências, análise de contexto e colaboração.

Durante oito encontros comandados por Pablo Correa Torres, editor de ciência, saúde e ambiente do jornal El Espectador, da Colômbia, os participantes poderão se aprofundar e analisar diferentes formas de narrativas de fatos científicos por meio de um olhar sobre a história da ciência e um estudo de caso: a técnica genética Crispr-CAS9.

O programa concederá bolsas de até US$ 2,5 mil para a produção jornalística de 16 profissionais latino-americanos selecionados. Também estão previstas atividades sobre o tema no Festival Gabo 2021.

Para participar, é necessário ter entre três e dez anos de experiência na cobertura de assuntos científicos em veículos de qualquer formato. Os selecionados participarão do workshop Imersão no jornalismo científico: um método para desconfiar, que será realizado de forma online entre 21/9 e 14/10.

O objetivo do projeto, segundo o Instituto Serrapilheira e a Fundação Gabo, é promover a cobertura aprofundada da ciência a partir da difusão de informações confiáveis e do combate à desinformação, que representam atualmente um desafio nos meios de comunicação.

Natasha Felizi, diretora de Divulgação Científica do instituto, afirma que parte da missão do Serrapilheira é fazer com que a ciência esteja melhor representada no debate público, e “acreditamos que o jornalismo profissional é um meio essencial para alcançar esse objetivo”. E completou: “Por isso ficamos contentes em apoiar uma iniciativa promovida por uma instituição tão tradicional no jornalismo como é a Fundação Gabo, focada justamente em aumentar a qualidade da cobertura de ciência na mídia”.

Para Jaime Abello Banfi, diretor-geral da Fundação Gabo, traduzir a linguagem científica de forma clara, contextualizada e atraente por meio do jornalismo contribui para o combate à desinformação e o fomento a uma cultura do conhecimento: “A Fundação Gabo e o Instituto Serrapilheira uniram-se para promover um jornalismo apaixonante e interessante, com diferentes formatos, em espanhol e em português, sobre personagens, processos, conquistas e fracassos do imenso campo da ciência, que é cada vez mais importante globalmente e nos países da América Latina devido ao seu enorme impacto econômico, tecnológico, político e social”.

Globo.com está de cara nova

O Globo.com apresentou novos visual e interface tecnológica nesta sexta-feira (13/8), com objetivo de acelerar a distribuição de conteúdo e possibilitar navegação mais dinâmica em sua homepage. A evolução do site, que abriga as mais de 40 marcas do Grupo Globo, envolve também a versão mobile.

Thaisa Coelho, head de produto e executiva responsável pela homepage, disse que, além de ofertar novas funcionalidades, a mudança “reforça ainda mais esse papel de agregador de conteúdo como facilitador do dia a dia”.

O novo visual da página traz as cores das verticais de conteúdo, que organizam o feed de maneira a indicar de um novo jeito o que é jornalismo, esporte e entretenimento. E traz outros espaços de publicidade, construídos para preservar o engajamento, priorizando a experiência do usuário.

“Você continua batendo o olho e percebendo rapidamente o que é cada assunto, mas consegue, numa mesma tela, ter uma quantidade de temas ainda maior, só que de forma mais organizada”, explica Thaisa.

Na versão mobile, os elementos de interação com a página no celular estão mais intuitivos, possibilitando que o feed amplie tanto a distribuição de conteúdos de maior imersão, como vídeos, quanto aqueles para consumo mais rápido, como stories. Segundo Thaisa, “a mudança permite que cada pessoa acesse o que quiser, da forma como quiser, na hora em que quiser”.

A previsão é que ainda em 2021 o Globo.com passe por uma série de novas transformações, suportadas pelo forte investimento em tecnologia e dados. Novos formatos de conteúdo, como podcasts, vídeos curtos, novas funcionalidades de atualização e de distribuição, como recomendação, estarão cada vez mais presentes na página.

Inteligência Artificial – Sem palavras

Por Marcelo Molnar, consultor e sócio-diretor da Boxnet

 

O ditado popular “uma imagem vale mais que mil palavras”, creditado ao pensador e filósofo chinês Confúcio (552 a.C. a 479 a.C.), reverbera a ideia do poder da comunicação através das imagens, figuras e ideogramas.

É fato que expressamos nossos pensamentos por meio de elementos como: gestos, placas, objetos, cores, utilizando apenas simbologias textuais. Especialistas afirmam que as expressões faciais transmitem muito mais informações do que as palavras. Albert Mehrabian, professor emérito de psicologia na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e pioneiro em pesquisas sobre linguagem corporal, apurou, na metade do século passado, que a mensagem na comunicação interpessoal é transferida na proporção de 55% não verbal, incluindo postura e expressões faciais, 38% vocal (incluindo tom de voz, velocidade, ritmo, volume e entonação) e apenas 7% com o uso da palavra. Apesar de esta regra e proporções não serem unanimidades, sabemos a dificuldade e a complexidade humana na comunicação.

Atualmente há muitos portais que tratam da análise das expressões faciais e suas relações com as emoções. As expressões faciais são reveladoras e o seu estudo está inserido no campo da cinésica. Para ajudar na comunicação, a expressão facial deve ser condizente com o discurso. Paul Ekman, no livro A linguagem das emoções, mostra como o semblante das pessoas reproduz o seu estado interno. Segundo o psicólogo, há diferenças biológicas entre um sorriso verdadeiro e um sorriso “educado”. A emoção da alegria genuína combina necessariamente a contração dos músculos zigótico maior (na região das laterais da boca) e do orbicular (ao redor dos olhos). O neurologista francês Duchenne de Boulogne, que estudou o impacto de cada músculo facial na aparência das pessoas, afirma que o músculo ao redor dos olhos não obedece à nossa vontade, pois só é ativado por um sentimento verdadeiro.

Um dos pontos mais controversos do uso da Inteligência Artificial (IA) atualmente está na evolução do reconhecimento facial, desenvolvido para identificar uma pessoa por meio de imagem ou vídeo. Essa tecnologia existe há décadas, mas seu uso tornou-se mais perceptível e acessível recentemente nos aplicativos pessoais de autenticação para dispositivos móveis. Muitos criticam seu uso pelo potencial de vigilância em massa, de exclusão e/ou repressão. A grande capacidade de processamento e a diminuição dos custos para seu desenvolvimento estão permitindo a proliferação em várias áreas de aplicação. Hoje, empresas e governos armazenam milhões de imagens de faces de pessoas no mundo em seus bancos de dados para os mais variados propósitos.

A aplicação dessa tecnologia na China permitiu a instauração de um sistema de crédito social, que nada mais é do que o uso de tecnologia de vigilância nas mãos de um governo. Todas as pessoas são registradas pelas câmeras de reconhecimento facial, e quando se deslocam no espaço público são avaliadas com notas de acordo com seu comportamento. Estão sujeitas a penalidades ou privilégios. Pagamento de multas, dívidas e infrações civis, até mesmo fumar em local público proibido são incluídos nas avaliações, realizadas por algoritmos cujo código não é conhecido pela população. Em caso de uma pontuação baixa o cidadão pode ser proibido de viajar de avião ou trem, por exemplo.

Mas há casos positivos em que a tecnologia facilita e produz agilidade. Desde 2018, os passageiros que voam de Dubai com a Emirates não precisam mais fazer fila nos controles de passaporte, pois são identificados pelos seus cadastros. O restaurante CaliBurger, na Califórnia, instalou sistemas nos locais de pedido, e o software reconhece as pessoas registradas no seu sistema, ativa suas contas, mostra as refeições favoritas e sugere pedidos; e, no final, os clientes podem pagar com reconhecimento facial em vez de usar o cartão. Aqui no Brasil, a empresa 99 lançou um recurso para a identificação automática do rosto dos motoristas na hora de se conectarem ao aplicativo. O procedimento de verificação acontece em parceria com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), que cruza a imagem coletada pela 99 com a foto armazenada no banco de dados do órgão, visando maior segurança aos usuários.

Não resta dúvida que o desenvolvimento tecnológico é positivo, e a IA vai revolucionar nossa sociedade. As críticas vão de encontro aos abusos, excessos e usos indevidos que deverão ser regulamentados. Em um mundo onde estamos inundados de fake news, negacionismos e contradições, a tecnologia deve nos ajudar a comunicar a verdade, mesmo que, às vezes, contra a nossa própria vontade.

Para quem quiser saber mais a respeito:

https://www.washingtonpost.com/world/facial-recognition-china-tech-data/2021/07/30/404c2e96-f049-11eb-81b2-9b7061a582d8_story.html;

https://analyticsindiamag.com/how-to-fool-facial-recognition-systems/;

https://igarape.org.br/wp-content/uploads/2020/06/2020-06-09-Regula%C3%A7%C3%A3o-do-reconhecimento-facial-no-setor-p%C3%BAblico.pdf.

Abracom critica alterações tributárias

O setor de comunicação corporativa está mobilizado contra as alterações tributárias previstas pelo PL 2337/12.
O setor de comunicação corporativa está mobilizado contra as alterações tributárias previstas pelo PL 2337/12.

O setor de comunicação corporativa está mobilizado contra as alterações tributárias previstas pelo PL 2337/12, que prevê a criação de uma Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e a taxação de dividendos. “É um projeto que penaliza todo o setor de serviços e vai trazer inflação e recessão, por isso nossos associados estão contatando parlamentares para mostrar os riscos que o projeto traz não apenas para a comunicação, mas para a economia como um todo”, afirma Daniel Bruin, presidente do Conselho Gestor da Abracom.

Pelo projeto, a CBS vai substituir os atuais PIS e Cofins, que têm alíquota de 3,5%, por uma contribuição de 8%. E os dividendos podem ser taxados em até 20%, diminuindo receitas das empresas e freando o crescimento econômico. “A Abracom integra um movimento com mais de 70 entidades empresariais de vários setores da economia contrários a essa proposta e também vai apresentar aos parlamentares um pleito próprio”, ressalta Carlos Henrique Carvalho, presidente-executivo da Abracom. “Queremos demonstrar que esse projeto, que tramita sem qualquer debate, trará também aumento dos produtos e serviços de segmentos como tecnologia, medicina, educação e alimentação. Se é para fazer reforma, que seja ampla e debatida com todos os setores da sociedade”.

Record atualiza manual de conduta de profissionais do Jornalismo

Em comunicado, o Grupo Record anunciou que fez mudanças no Código de Conduta no Ambiente de Trabalho, com diretrizes voltadas especificamente aos profissionais da Vice-Presidência de Jornalismo. As mudanças incluem um novo documento de orientação aos profissionais sobre padrões de conduta nas mídias sociais.

A ideia é estabelecer parâmetros de exposição em ambientes digitais dos profissionais direta ou indiretamente ligados ao Jornalismo da emissora, seja no Brasil ou no exterior.

“O jornalismo deve se pautar na busca pela divulgação de informações de forma correta, com isenção, agilidade e credibilidade”, destaca o manual. “Todos os profissionais do jornalismo do Grupo, sem distinção, têm a responsabilidade de se portar de maneira ética e íntegra em todas as relações, além de reforçar e difundir essa cultura”.

Antonio Guerreiro, vice-presidente de Jornalismo da Record TV, disse que o manual “não foi criado para limitar as ações de quem atua direta ou indiretamente com o Jornalismo do Grupo Record, mas para apontar comportamentos esperados de um profissional qualificado e responsável, e alertar sobre alguns riscos aos quais todos estamos sujeitos”.

A alteração no manual ocorre após o caso envolvendo a âncora Mariana Godoy. Em 30/7, a apresentadora do programa Fala Brasil classificou como “bizarra” uma live de Bolsonaro sobre voto impresso. Max Guilherme Machado, assessor especial do presidente, respondeu nas redes sociais que Godoy era “bizarra” e que ela propagava um “jornalismo totalmente comunista”.

O ocorrido repercutiu negativamente nos bastidores da Record TV. Segundo Ricardo Feltrin, a Record deu um aviso a seus jornalistas e âncoras, ordenando que ninguém deveria comentar notícias, exceto comentaristas pagos para esse fim.

Poder 360 cria seção sobre temas eleitorais

Poder 360 lança seção PoderEleitoral

O site Poder 360 lançou nesta quinta-feira (12/8) a seção PoderEleitoral, que trará análises, entrevistas, artigos de opinião, infográficos, íntegras de leis e resoluções relacionados a temas eleitorais. O projeto é feito em parceria com o escritório BGA Advogados, especializado em direito eleitoral.

Sobre a iniciativa, o Poder 360 escreveu que a ideia é debater temas como reformas eleitorais, financiamento de campanha, o voto impresso que entrou em evidência nos últimos meses, e discutir a polarização política no Brasil e como isso pode impactar as eleições do ano que vem.

“Sempre no ano que antecede o de eleições há emoções em relação ao direito eleitoral, partidário e político”, destaca o texto. “E se a antecedência é em relação a eleições gerais (presidente, governadores, senadores e deputados) as mudanças e novidades podem ser ainda maiores. Este ano de 2021 apresenta ainda mais desafios”.

As primeiras matérias do PoderEleitoral já estão disponíveis: sobre o voto impresso, defendido pelo presidente Bolsonaro, que causou filas e urnas quebradas em 2002; e sobre fraudes eleitorais antes da implementação das urnas eletrônicas.

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ABI faz série de reportagens para homenagear fotógrafos

A ABI deu início nesta quarta-feira a uma série de reportagens sobre fotógrafos e suas obras para celebrar o Dia Mundial da Fotografia.
A ABI deu início nesta quarta-feira a uma série de reportagens sobre fotógrafos e suas obras para celebrar o Dia Mundial da Fotografia.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) deu início nesta quarta-feira (11/8) a uma série de reportagens sobre fotógrafos e suas obras para celebrar o mês em que se comemora o Dia Mundial da Fotografia (19/8). Com curadoria de Alcyr Cavalcanti, conselheiro da ABI, ex-diretor de jornalismo da entidade e atualmente presidente da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos (Arfoc), a primeira biografia da série foi sobre Evandro Teixeira, fotojornalista referência no mundo.

Nascido em Jequié, interior da Bahia, Evandro deu início a sua carreira em 1958, no O Diário de Notícias, em Salvador, e logo depois transferiu-se para o Diário da Noite, na cidade do Rio de Janeiro. Responsável por grandes fotografias em suas coberturas, a exemplo dos registros durante a ditadura militar, o baiano há poucos anos atrás foi homenageado em Pequim, durante uma exposição mundial.

Evandro dedicou a vida ao Jornal do Brasil, onde trabalhou em suas várias sedes, desde a Rio Branco, depois na Avenida Brasil 500, e posteriormente no prédio da Fundação Roberto Marinho no Rio Comprido.

Ao longo de sua trajetória, o fotojornalista eternizou através de suas lentes momentos como a queda do então presidente do Chile, Salvador Allende, dada por um Golpe Militar em 1973; os 100 anos da cidade de Canudos, registrado em livro; e o enterro do poeta Pablo Neruda, vencedor de um Prêmio Nobel de Literatura, em 1971.

 

Opinião: ESG no epicentro da evolução corporativa

ESG

Por Ciro Dias Reis (*)

O Fórum Econômico Mundial informou em junho que economistas-chefes de bancos e consultorias previam um crescimento do PIB global entre 5,5% e 6,0% em 2021, significando o início de uma retomada que levaria a economia global aos níveis pré-Covid no primeiro semestre de 2022. Mas é diferente a percepção de cidadãos de 29 países entrevistados em outra pesquisa do mesmo Fórum Econômico Mundial e divulgada neste mês de agosto.

Em termos globais, de acordo com este segundo levantamento:

  • Apenas 7% dizem que a economia de seu país já se recuperou da pandemia;
  • 19% acreditam que sua economia terá se normalizado no período de um ano;
  • 35% afirmam que serão necessários de dois a três anos para isso ocorrer;
  • Para 39% levará mais de três anos para a economia de seu país se recuperar

A pesquisa indica que finanças verdes, métricas ESG e inclusão serão vetores robustos. Mostra ainda que três entre quatro pessoas acreditam que:

  • empresas e governos devem compartilhar a responsabilidade pela retomada;
  • sociedade civil desempenhará papel importante como espécie de organismo regulador, influenciando na direção de maior coesão e suporte social

Vale refletir também sobre as conclusões preocupantes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (que mede impactos na atmosfera; a degradação dos oceanos e florestas; o degelo nos polos). Secretário-geral da ONU, Antonio Guterres expressa a urgência do momento: “Código vermelho para a humanidade”.

Empresas terão papel fundamental no planeta das próximas décadas. Delas espera-se “diálogo” e integração entre diferentes linhas dos organogramas para o exercício de práticas ESG, diversidade e inclusão. Walter Schalka, presidente da Suzano, diz: “Quando uma empresa promete ser carbono zero em 2050, não vejo como uma coisa relevante (…) Acho muito mais válido dizer que vai reduzir emissões em 30% até 2030”.


Mais artigos de Ciro Dias Reis:


(*) Ciro Dias Reis é fundador e presidente da Imagem Corporativa, Global Chair da PROI Worldwide e board member da International Communications Consultancy Organisation (ICCO) e ex-presidente da Abracom

Rádio Itatiaia homenageia Emanuel e Januário Carneiro

Com homenagens a Januário Carneiro, e Emanuel Carneiro, a emissora deu início às comemorações pelos seus 70 anos.
Com homenagens a Januário Carneiro, e Emanuel Carneiro, a emissora deu início às comemorações pelos seus 70 anos.

Com homenagens a dois grandes nomes da história da Rádio Itatiaia − Januário Carneiro, fundador da empresa, falecido em 1994, e Emanuel Carneiro, que acaba de entregar o comando ao novo presidente, Diogo Gonçalves, após quase 30 anos −, a emissora deu início em 29/7 às comemorações pelos seus 70 anos, celebrados em janeiro de 2022. Alcançando cerca de 800 dos 853 municípios de Minas, a Itatiaia está entre as maiores emissoras do rádio brasileiro.

A abertura das comemorações pelos 70 anos da Itatiaia foi feita, ao vivo, no Rádio Vivo, programa comandado por José Lino Souza Barros. Na transmissão, Diogo Gonçalves anunciou o lançamento do projeto Memória Itatiaia, um novo canal no site da emissora em que fãs poderão conhecer a biografia dos principais nomes da rádio. A comemoração pelos 70 anos está prevista para durar até julho de 2022, incluindo ainda o lançamento de livro, documentário e programações especiais.

Alberto Rodrigues

O presidente da Itatiaia, Diogo Gonçalves, comunicou a Alberto Rodrigues que a emissora busca um substituto para as narrações do Cruzeiro Esporte Clube. Após a decisão ser tomada, o narrador foi chamado por seus novos diretores e informado que sua despedida acontecerá com homenagens e festa pelos seus 47 anos de serviços à Itatiaia (três na primeira passagem e 44 anos consecutivos).

A mudança faz parte da estratégia da nova presidência, que também trocou a diretoria de esportes nos últimos meses. Toda a equipe está sendo avaliada e mais mudanças devem surgir em breve. Até o momento, o substituto não foi confirmado.

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