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terça-feira, abril 28, 2026

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Mudanças climáticas nas TVs americanas: pouca cobertura e sob a perspectiva dos menos afetados

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

Manter as mudanças climáticas na pauta da mídia não deveria ser tão difícil, diante de catástrofes atribuídas ao aquecimento global cada vez mais frequentes e recordes de calor no mundo − mas as TVs americanas parecem discordar.

É o que sugere uma pesquisa feita pela Media Matters For America, organização que pesquisa desinformação na mídia e analisou o noticiário de 2023.

No ano mais quente já registrado na história, as principais redes de televisão dos EUA − ABC, CBS, NBC e Fox News − reduziram sua cobertura climática em 25%, depois de avanços em 2021 e 2022.

A queda reduz o que já era pouco. Mesmo nos bons tempos, as mudanças climáticas representavam apenas 1% do total da cobertura televisiva. Em 2023, o total foi inferior a 1%.

Os resultados são impressionantes no segundo maior emissor de gases de efeito estufa. E que assumiu o compromisso de reduzir pela metade suas emissões até 2030, meta que deveria estar sendo cobrada pela imprensa. Pelo menos nas TVs, não é o que está acontecendo.

E não é por falta de oportunidade. A possibilidade da volta de Donald Trump à Casa Branca pode mudar os rumos da política ambiental. Analistas apontam o risco de que ele desfaça o que Joe Biden tentou consertar depois de seu primeiro mandato, voltando a apoiar combustíveis fósseis e a flexibilizar regulamentações que reduzem as emissões.

Mas esse ângulo da disputa eleitoral não entrou no radar das TVs americanas em 2023, quando a campanha de Trump já estava na rua.

O volume de cobertura de mudanças climáticas nos noticiários matinais e noturnos e nos programas políticos dominicais recuou 25% entre 2022 e 2023, de quase 23 horas para pouco mais de 17, distribuídas por 435 segmentos (reportagens, entrevistas ou comentários).

Combustíveis fósseis fora da pauta

Apenas 12% deles (52) mencionaram o termo “combustíveis fósseis”. Houve aumento em relação a 2022. No entanto, é preocupante que o tema principal das negociações da COP28, realizada em Dubai em dezembro de 2023, tenha aparecido tão pouco na televisão dos EUA, que influenciará o voto de boa parte dos eleitores.

Quem se informa pelos telejornais noturnos da ABC, CBS e NBC ficou ainda mais desinformado do que a média. Nelas, a atenção às mudanças climáticas recuou 36% em relação a 2022. Os produtores da manhã são os menos interessados no tema: nesse horário, o clima foi mencionado em 23% das matérias.

Pelo terceiro ano seguido, segundo a Media Matters, a CBS ultrapassou as concorrentes na cobertura da crise ambiental, respondendo por 42% do noticiário sobre o assunto. A ABC foi a que menos cobriu o tema. A NBC foi a que mais se afastou dele em relação a 2022.

O estudo comprova ainda que o clima entra na pauta das TVs impulsionado por grandes acontecimentos, e não por ser considerado um tema de relevância que deve ser abordado de forma regular.

Eventos climáticos extremos pautaram 37% da cobertura. Entre junho e setembro, quando foram mais severos nos EUA, representaram 54% da cobertura total, com pico em julho, o mês mais quente já registrado no país.

Impactos da mudanças climáticas não relacionados aos eventos extremos em áreas como agricultura, natureza e economia foram tratados em somente 29% das reportagens.

Outra revelação é que o jornalismo de soluções, visto como tábua de salvação para reverter a fadiga de notícias e a ansiedade climática − que indiretamente ajuda a afastar o público do jornalismo −, não foi incorporado às TVs americanas. A pesquisa encontrou 22% do conteúdo apresentando ações para combater a crise.

E quem é mais credenciado para falar sobre o clima? Para as TVs americanas, são os homens brancos. Eles foram personagens em 52% do conteúdo, como entrevistados ou debatedores. Mulheres brancas foram 36%, e as não-brancas apenas 10%.

Se esse quadro não mudar em 2024, o público médio americano, que ainda tem a TV como importante fonte de notícias e confia nela mais do que em redes sociais, terá pouca informação sobre o que pode acontecer com a política climática de seu país e os efeitos sobre os cidadãos comuns na hora de definir seu voto para presidente da república. E o fará sob a perspectiva de pessoas que não representam o conjunto da população mais afetada.


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Justiça condena Globo a indenizar Veruska Donato por misoginia e danos morais

Justiça condena Globo a indenizar Veruska Donato por misoginia e danos morais

A Justiça condenou a Globo a indenizar a jornalista Veruska Donato, que deixou a emissora em 2021, por misoginia e danos morais. A decisão diz que a emissora tentou impor padrões estéticos à jornalista, o que ficou entendido como prática misógina. Cabe recurso da decisão.

Em janeiro de 2023, Donato, que trabalhou na Globo por 21 anos, entrou com uma ação na Justiça contra a emissora, acusando-a de misoginia e etarismo. Ela declarou que recebia críticas da chefia da área de figurino “quanto a flacidez, ruga ou gordura fora do lugar”. Foi anexado ao processo um comunicado interno com “regras de beleza” para as profissionais mulheres da emissora, que incluíam cortes de cabelo proibidos, cores de esmalte e até roupas com tecidos pouco apertados para não “evidenciar barriguinhas indesejáveis”.

Na sentença, o juiz Adenilson Brito Fernandes, da 37ª Vara do Trabalho de São Paulo, reconheceu que houve “perseguição estética” e “misoginia intolerável”, e determinou indenização por danos morais de R$ 50 mil para a jornalista.

“Documentos e testemunhas do processor permitiram concluir pela existência de discriminação face às mulheres por sexo, idade (etarismo), peso, cor, hipóteses de misoginia intolerável, evidentemente, já que toda forma de discriminação está proscrita desde o texto constitucional”, declarou o magistrado.

A Justiça também anulou o contrato de Pessoa Jurídica (PJ) de Donato com a emissora, que vigorou entre 2002 e 2021, entendendo que ficou configurado vínculo empregatício. A Globo deverá também arcar com diversos benefícios trabalhistas como adicional de tempo de serviço, diferença de aviso-prévio e 13º salário, vale-refeição, FGTS, horas extras, adicional noturno e multas.

Fundacentro e Fenaj lançam pesquisa sobre saúde mental dos jornalistas

Fundacentro e Fenaj lançam pesquisa sobre saúde mental dos jornalistas
Crédito: SEO Galaxy/Unsplash

A Fundacentro e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) realizarão a Pesquisa Nacional sobre Condições de Saúde Mental dos/das Jornalistas. Desenvolvido em conjunto, o projeto busca por meio de pesquisa quantitativa e qualitativa identificar as consequências da pandemia de Covid-19 e dos novos arranjos trabalhistas na saúde mental dos jornalistas.

Com os constantes ataques, assédio e pressão à categoria, em especial às mulheres e profissionais de grandes empresas de comunicação, é inevitável que haja reflexos na saúde mental. O objetivo é que os resultados obtidos colaborem na criação de políticas sindicais e leis que protejam os profissionais dos danos psicológicos adquiridos durante o exercício da profissão.

A apresentação da pesquisa será realizada na próxima terça-feira (9/4), às 14h, na sede da Fundacentro na cidade de São Paulo. Aberto ao público, o evento contará com a presença de pesquisadores em mesas e debates sobre o tema; ao fim delas será feita uma coletiva de imprensa. O evento de lançamento também será transmitido pelo canal da Fundacentro no YouTube.

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Morre Alan Neto, ícone do jornalismo cearense, aos 83 anos

Alan Neto, o Trem Bala (Crédito: O Povo/YouTube)

Morreu na quarta-feira (3/4) o jornalista Alan Neto, conhecido como Trem Bala, aos 83 anos. Ele estava internado desde o fim de janeiro após sofrer um acidente doméstico e fraturar o fêmur. Ele passou por uma cirurgia e recebeu alta, mas voltou ao hospital por causa de um quadro de pneumonia. Deixa a esposa, uma filha e uma neta.

Neto, referência no jornalismo do Ceará, tinha quase 60 anos de carreira na comunicação. Nascido em Senador Pompeu, no interior do Ceará, começou a carreira aos 15 anos, em uma rádio de Fortaleza. Posteriormente, trabalhou como colunista do Diário do Nordeste, do Sistema Verdes Mares.

Ultimamente trabalhava no jornal O Povo, onde mantinha uma coluna diária sobre futebol cearense e uma coluna aos domingos, na qual escrevia sobre a política da região. Era também apresentador do programa Trem Bala, sobre futebol, na Rádio O Povo/CBN e na TV Ceará. Neto ficou conhecido por seu jeito bem-humorado de conduzir o programa, com bordões marcantes como “Olha o dedo do Trem Bala”, “passe adiante” e “bombas de milmegatons”.

Ao longo da carreira trabalhou como repórter e fez entrevistas marcantes, como uma com Pelé, que revelou a Neto, com exclusividade, num encontro no Savanah Hotel, no Centro de Fortaleza, que a Copa do Mundo de 1970 seria a última da sua carreira.

O Povo publicou um vídeo em homenagem a Alan Neto. Clubes e entidades ligadas ao esporte cearense também lamentaram a morte do jornalista.

Tribunal do Distrito Federal mantém proibição de reportagem da Pública sobre Lira

Tribunal do Distrito Federal mantém proibição de reportagem da Pública sobre Lira
Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a decisão que censura a reportagem publicada pela Agência Pública sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Ao solicitar a remoção da publicação, feita em 2023, o desembargador Alfeu Gonzaga Machado considerou ter havido “abuso do direito à liberdade de expressão”.

A reportagem em questão trazia acusações de abuso sexual feitas contra Lira por sua ex-esposa, Jullyene Lins, que não foram analisadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O suposto episódio de violência teria ocorrido em 2006, mesma época em também afirmava ter apanhado do ex-marido. Lira, contudo, foi absolvido da denúncia de violência doméstica em 2015.

No julgamento do recurso da Pública, realizado em 3/4, o tribunal aprovou de forma unânime a manutenção da proibição de circulação da reportagem. O relator, Alfeu Gonzaga defendeu em seu voto o “esquecimento” das acusações contra Lira:

“(…) imputando ao autor suposto estupro praticado em novembro de 2006 sob pena (…) Nós estamos em 2024, 18 anos atrás, reesquentando novamente matéria e espero que a comissão do novo código civil insira e traga o direito ao esquecimento, porque nós estamos com discurso num país cristão, de perdão, mas o esquecimento que é o fato não está sendo praticado, lamentavelmente, por uma parte da imprensa nesse País. Provavelmente amanhã eu serei chamado de censor e vou ter que dizer isso aqui: não sou censor e nunca fui a favor da censura, porque pela minha idade eu sei o que que a Revolução de 64 fez em termos de censura neste País”.

Após o resultado, a Pública divulgou um texto ressaltando que a matéria trata de um assunto de interesse público e que tomará as medidas cabíveis para a defesa dela.

“Mais uma vez, a Agência Pública reitera a lisura da reportagem e repudia a censura e a violação da liberdade de imprensa, um preceito constitucional tão caro para as democracias”, afirmou.

Leia também: Começa a eleição dos +Admirados do Agro 2024

VII Prêmio de Jornalismo em Seguros prorroga inscrições até 27/4

Abertas as inscrições ao Prêmio de Jornalismo em Seguros 2024

A organização do VII Prêmio de Jornalismo de Seguros prorrogou até 27/4 o prazo para inscrições de matérias e reportagens. O prêmio tem o objetivo de valorizar e incentivar produções jornalísticas que abordem o mercado de seguros, previdência complementar aberta, capitalização e resseguro, e o papel exercido pelo corretor de seguros.

As categorias são Mídia Impressa, Audiovisual, Webjornalismo, Imprensa Especializada do Mercado de Seguros e a categoria especial ASG e Seguros, na qual são consideradas reportagens publicadas em todos os meios citados. O primeiro lugar de cada categoria levará R$ 15 mil; o segundo, R$ 6 mil e o terceiro R$ 3 mil.

Confira o regulamento completo e inscreva-se aqui. 

Começa a eleição dos +Admirados do Agro 2024

Conheça os +Admirados da Imprensa do Agronegócio 2023
+Admirados da Imprensa do Agronegócio 2023

Tem início nesta quinta-feira (4/4) o primeiro turno da eleição dos +Admirados da Imprensa do Agronegócio 2024. Em sua quarta edição, a iniciativa reconhecerá os profissionais e publicações mais respeitados do agro pela visão de jornalistas, profissionais de comunicação e público em geral.

Neste ano, além dos TOP 30 +Admirados Jornalistas do setor, serão homenageados os TOP 3 mais votados em oito categorias temáticas: Agência de Notícias, Áudio (Programa de Rádio/Podcast), Programa de TV (Mídia Geral), Programa de TV (Mídia Especializada), Canal de Vídeo (YouTube/Instagram), Site, Veículo Impresso e Veículo Impresso Especializado.

Assim como nas edições anteriores, o primeiro turno, que vai até 18/4, será de livre indicação. Nele, o eleitor poderá sugerir até cinco profissionais ou publicações em cada categoria e os mais citados serão classificados para a segunda fase. Para participar, basta acessar o link e preencher um rápido cadastro.

A eleição dos +Admirados da Imprensa do Agronegócio 2024 tem patrocínio de Cargill, Mosaic Fertilizantes, Syngenta e Yara, apoio de Elanco, Portal dos Jornalistas e Press Manager, colaboração de BRF e Lavoro, e apoio Institucional da Rede Agrojor. Ainda há cotas disponíveis para empresas e entidades que queiram associar suas marcas à premiação. Mais informações com Vinicius Ribeiro ([email protected]).

Apresentador do Correio da Manhã chora ao vivo ao noticiar tentativa de assalto

Apresentador do Correio da Manhã chora ao vivo ao noticiar tentativa de assalto
Crédito: Reprodução/Instagram

João Fernandes, apresentador do Correio da Manhã, da TV Correio, afiliada da Record na Paraíba, foi vítima de uma tentativa de assalto e teve seu veículo atingido por um tiro. O profissional emocionou-se enquanto relatava o ocorrido ao vivo no programa da última terça-feira (2/3).

O episódio ocorreu às 4 horas da manhã em João Pessoa. O âncora fazia o trajeto de rotina para o trabalho quando foi interrompido por três assaltantes armados que invadiram a pista. Durante o programa, João explicou que devido ao susto seu reflexo imediato foi acelerar o veículo para escapar do local; contudo, o ato fez os criminosos dispararem em sua direção:

“Eu só vi os três entrando na minha frente, um deles armado. Na hora, eu não soube o que fazer, eu apenas acelerei o carro. Apenas acelerei com medo. Foi quando eu ouvi um disparo”, contou. “É o que eu sempre falo e repito aqui no programa: quando não dá certo o assalto, eles atiram por pura maldade. O tiro acertou bem aqui, na lateral do meu carro, bem no vidro lateral”.

O comunicador não conseguiu conter as lágrimas ao relembrar os momentos de medo e revelou que após o acontecido só pensou na família: “E pensar que o cara que atirou, que para mim era um menor de idade, atirou para acertar, para matar. É maldade. Por pouco o tiro não acerta em mim. Por muito pouco”, desabafou.

Nas redes sociais, João Fernandes agradeceu pelas mensagens de apoio e lamentou por outras pessoas que enfrentaram o mesmo na região: “É triste saber que outras vítimas que passaram e passam pelo que enfrentei hoje não tiveram e não tenham o mesmo livramento”.

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11º Prêmio Sebrae de Jornalismo abre inscrições

Prêmio Sebrae de Jornalismo abre inscrições

Estão abertas até 3 de junho as inscrições para a 11ª edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo, que incentiva e reconhece trabalhos jornalísticos sobre o universo do empreendedorismo.

O prêmio tem quatro categorias principais: Texto, Áudio, Vídeo e Fotojornalismo. Em 2024, a novidade é a categoria especial Jornalismo Universitário, que premiará a produção jornalística no âmbito acadêmico por estudantes de Jornalismo de todo o País. Os vencedores nacionais de cada uma das categorias concorrerão ao Grande Prêmio Sebrae de Jornalismo.

Podem ser inscritos em todas as categorias trabalhos veiculados de 5 de junho de 2023 a 2 de junho de 2024. No caso da categoria de Jornalismo Universitário, só serão aceitos trabalhos publicados em veículos laboratoriais de universidades, em formato de texto, áudio, vídeo ou foto. Cada profissional pode inscrever até no máximo três trabalhos.

As reportagens inscritas devem abordar o universo do empreendedorismo. A organização do prêmio sugere temas como produtividade e competividade, inovação e startups, inclusão produtiva e sustentabilidade, transformação digital, políticas públicas e legislação, estímulo ao consumo nos pequenos negócios, e acesso a crédito.

Mais informações e inscrições aqui.

Morre Ykenga, mestre do quadrinho nacional

O chargista e cartunista Ykenga (Bonifácio Rodrigues de Mattos) morreu na manhã de 1º/4, aos 71 anos, de infarto, em casa. Sua filha Allethea comunicou aos muitos amigos. O enterro foi nesta quarta-feira (3/4), no cemitério Parque da Paz, no bairro do Pacheco, em São Gonçalo. Deixa três filhas e três netas.

Nascido na Rocinha, frequentou escola pública até se transferir para o colégio Santo Inácio, frequentado pela elite carioca. Ali observou as desigualdades sociais, o que o fez abandonar os estudos. Aderiu aos ideais do movimento Black Power e teve tutores entre filósofos e sociólogos. No Senac Copacabana cursou desenho técnico, apesar de fazer desenho livre desde a infância. É desta época o apelido de Ykenga, aposto por sua avó africana, que o considerava um menino arteiro. Adotou-o como pseudônimo e assim ficou conhecido.

Começou a trabalhar nos anos 1970 em O Pasquim. Em 50 anos de profissão, criou cartuns para os jornais Última Hora, O Fluminense, O Povo na Rua, Jornal dos Sports, Jornal do Commercio, A Notícia, O Dia, Meia Hora e Extra; Tribuna da Bahia e O Povo, de Fortaleza. Colaborou com as revistas Bundas (de Ziraldo), Raça e Veja; com os sites Toda Palavra e Negrxs 50 Mais, entre outros, e na TV Brasil. Trabalhou para periódicos internacionais como La Juventud, do Uruguai; Starchel, da Bulgária; e Liberacion, da Suécia.

Participou de salões de humor brasileiros e internacionais, e ilustrou o catálogo do Salão Internacional de Caricatura de Montreal, no Canadá. Ilustrou, com texto de Najara Gonçalves, Luiza Mahin: a guerreira dos Malês; para Martinho da Vila, O nascimento do samba e outros; e Novos talentos, para a Academia Brasileira de Letras. Publicou trabalhos autorais, o livro de cartum Humor à la carte e Casa Grande & Sem Sala, paródia bem-humorada do livro de Gilberto Freyre. Expôs no Japão, na França, no Canadá e na Bulgária.

Em 2021, recebeu o prêmio de Mestre do Quadrinho Nacional, oferecido pela Associação de Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC-ESP), pelo conjunto de sua obra. Em entrevista ao Negrxs 50 Mais, afirmou: “Foi uma imensa surpresa, pois não estou habituado a premiação. Sou um chargista militante e meu maior prêmio é quando uma charge minha é utilizada numa passeata ou afins”. Seu humor ácido, marcado pela crítica social e antirracista, demonstrava a habilidade incomparável para captar a essência de questões sociais e políticas.

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