Em meio a protestos, manifestantes ateiam fogo na sede do mais antigo jornal do Chile

El Mercúrio. Foto: AFP/O Globo

Manifestantes atearam fogo no prédio do El Mercurio, o mais antigo jornal do Chile, fundado em 1827, em meio aos protestos realizados no país nos últimos dias contra as políticas do governo do presidente Sebastián Piñera. O vandalismo foi classificado pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) como um grave atentado à liberdade de imprensa no país. Christopher Barnes, presidente da SIP e diretor geral do diário The Gleaner, da Jamaica, disse que a entidade exige das autoridades “garantias para que a imprensa chilena não se converta em alvo da violência”.

O episódio foi no último sábado (19/10), na cidade portuária de Valparaíso. Os manifestantes quebraram a porta do prédio da sede do El Mercurio e queimaram parte das instalações por dentro. Os bombeiros conseguiram apagar as chamas. O primeiro andar da edificação, segundo o diário chileno La Nación, teria sido completamente queimado. Além disso, as chamas atingiram a fachada do jornal. Alguns móveis e itens foram retirados e queimados na rua. Os empregados que estavam no prédio, onde também funciona o jornal La Estrella, foram evacuados. (Com informações da ANJ)

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