Bebeto Queiroz

Luiz Roberto Souza Queiroz, mais conhecido por Bebeto Queiroz nasceu em São Paulo, capital. Faz aniversário em 19 de fevereiro.

Com mais de 50 anos de jornalismo, atuou no Grupo Estado desde o início da carreira. Para o Grupo foi durante anos repórter do jornal O Estado de S.Paulo, Jornal da Tarde e Rádio Eldorado (programa: Horizontes). Além de ter trabalhado na TV Globo, TV Bandeirantes e como diretor do Departamento de Jornalismo da Fundação Armando Álvares Penteado, FAAP/SP.

Prêmio ESSO de melhor contribuição à imprensa em 1975 pelo Suplemento Especial com que foi assinalado o centenário de fundação “de um órgão que é o modelo na imprensa brasileira” (segundo a premiação) – Bebeto, foca na época, trabalhou por 3 anos no levantamento histórico, com base no qual foram produzidos os cadernos. O material para o Suplemento Especial, ele explicou, foi produzido para que o Jornalista Carlos Lacerda pudesse escrever a história centenária. Doente na ocasião do lançamento, Lacerda não pode terminar o trabalho e morreu, em 21 de maio de 1977, no Rio de Janeiro.

Na época, sob as amarras da ditadura que censurou o jornal por vários anos, o material que ia sendo produzido para o Suplemento era enviado aos censores, na Polícia Federal, até que certo dia veio o pedido para não o submeter mais à censura, “pois Brasília não quer que o Estadão comemore o centenário sob censura, por causa da repercussão internacional”. A partir daquele momento, a censura ao Estadão foi suspensa. O especial recebeu o prêmio ESSO com o trabalho de pesquisa e redação preparados por Bebeto e outro foca, Eduardo de Godoy Figueiredo, já falecido, ambos trabalhando sob orientação de Frederico Branco, também falecido. Bebeto nos falou sobre a passagem em entrevista em janeiro de 2016, e lembrou que o conteúdo trazia as biografias de Júlio de Mesquita, Júlio de Mesquita Filho e Francisco Mesquita, por ele preparadas.

Durante sua trajetória ele escreveu 16 títulos, entre os quais estão oito livros de pesquisa histórica, biografia e fauna silvestre. Alguns foram editados em outros idiomas e fora do Brasil, caso de “A imprensa brasileira’, editado em Tóquio, em japonês; ‘The wipping woman of Picasso’, brochura, em inglês, e ‘Bird´s migration from North America to South América’, para o ELS Language Center, em New York, ambos em coautoria com a também jornalista Táta Gago Coutinho, o segundo dos quais fruto de pesquisa ‘in loco’ que desenvolveram no Alasca.

Outros em edições bilíngues, como ‘O Eucalipto – Cem anos de Brasil’ e ‘A Celulose de Eucalipto – uma oportunidade brasileira’, em parceria com o professor Luiz Ernesto George Barrichello, da ESALQ e o título ‘A Saga da Construção Pesada em São Paulo’,ambos pela editora Avis Brasilis.

Em ‘Dorina Nowill’ Luiz Roberto fez um relato da luta pela inclusão social dos cegos e contou a história de vida de Dorina Gouvêa Nowill, que por mais de seis décadas lutou pela inclusão das pessoas com deficiência na sociedade. Lançado pela editora Avis Brasilis em novembro de 2011. O livro, com324 páginas, faz parte das comemorações dos 65 anos da Fundação Dorina Nowill para Cegos, que ela criou e que se tornou uma referência internacional na produção e distribuição de livros acessíveis em braile, falados e digitais, além de serviços especializados a pessoas com deficiência visual. Bebeto lamenta, porém, que Dorina Nowill não tenha tido acesso à obra, pois faleceu dias antes de seu lançamento. Os outros títulos assinados por Luiz Roberto podem ser conferidos na ‘Linha do Tempo’ deste perfil.

As mais saborosas histórias contadas por ele, porém, foram publicadas pelo Jornalistas&Cia. Em várias edições do newsletter. Entre as Memórias da Redação estão ‘causos’ divertidos e espirituosos, contados com um homor que nos levam a reviver os fatos junto com Bebeto.

Entre eles destacamos dois deles de 2013 que nos permitiram mergulhar no fundo do baú. Com o título Agruras de um assessor de imprensa ele conta a divertida históriade um repórter que chegou atrasado para uma entrevista coletiva no Zoológico e, para não perder a matéria, entrevistou um dos tratadores dos animais do parque, que lhe disse e o repórter publicou: “Eu não mando nada no Zoológico, mas se fosse diretor, juro que ‘ponhava’ dois ou três índios numa jaula, que havia de atrair muita gente”. Na época Bebeto era assessor de imprensa do Zoológico e contou que “a assessoria era tão complica que, quando me perguntavam o que eu fazia, minha resposta é que fora contratado para substituir o gorila nas folgas dele. Na entrevista ele confirmou que o gorila existia, viera de Portugal, chamava-se Virgolino e era temperamental, tanto que em vez de acasalar com a gorila Cleópatra, também vinda da Itália, quebrou o braço dela e tiveram que ser separados.

No mesmo ano no Repórter com goiabada Bebeto explica o que acontece quando um repórter resolve adotar, durante uma coletiva, o comportamento de outros primatas.

Antes, em junho de 2012 Baú de lembranças Luiz Roberto publicou na comunidade eXtadão do Facebook um texto sobre sua coleção de credenciais e o reescreveu a pedido do J&Cia. Para publicação no newletter. O baú revelou 80 credenciais, que trazem lembranças distantes das coberturas: credencial da visita do príncipe Akihito do Japão, de De Gaulle, do Xainxá do Irã (quando a gente nem imaginava o que seria um aiatolá), do rei Olavo V da Noruega, da Rainha Elizabeth, do presidente Marcelo Caetano, de Indira Ghandi, de François Miterrand, do presidente da Itália (nem lembro quem era) quando vieram ao Brasil e a mais antiga, do Congresso da UNE, de Santo André.

Também de 2012 A aula de jornalismo traz a memória da cobertura do incêndio no Joelma e mostra o conflito profissional de registrar o momento da morte de uma vítima e o choro do fotógrafo, depois de ter conseguido a imagem que buscava. Na época Luiz Roberto dirigia o Departamento de Jornalismo da Faap e, na dificuldade de ensinar as agruras de ser repórter, levou dois profissionais de sucesso – um fotógrafo e o velha guarda José Stachini – para que conversassem com os estudantes. A aula valeu o curso inteiro. (Em charges para o site Mário.net publicado na edição do J&Cia. De maio de 2011).

Em um tom sério, Bebeto, na edição 1032 do J&Cia., publicada em janeiro de 2016, conta A história da censura com fala do vídeo de Mayrink (José Maria Mairink): Estranhos na noite – Mordaça no Estadão. Ver em página 6 do J&Cia.

Quando deixou o Estadão, Luiz Roberto e sua esposa Táta Gago Coutinho (também jornalista – repórter no Jornal da Tarde, Diário do Grande ABC, Jornal do Brasil, Veja, Isto É e editora da Vogue. Recebeu o Prêmio ESSO e é também fotógrafa premiada) abriram em 1990 a agência de conteúdo LRSQ Comunicação Empresarial que segue no atendimento fiel de clientes que já completaram mais de 10 anos com a assessoria editorial da dupla.

 

 

Atualizado em Janeiro/2016 – Portal dos Jornalistas

Fontes:

http://www.lrsq.com.br/quem_somos.htm

http://www.masquemario.net/blog/?p=264

http://www.masquemario.net/blog/

http://www.masquemario.net/blog/?m=201105

http://www.portaldosjornalistas.com.br/noticia/memorias-da-redacao%C2%A0-%C2%A0memorias-das-memorias

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,livro-resgata-a-historia-do-eucalipto,94563

http://www.portaldosjornalistas.com.br/memorias-da-redacao-artigo/i-memorias-da-redacao-i-bau-lembrancas

http://www.portaldosjornalistas.com.br/memorias-da-redacao-artigo/memorias-da-redacao-reporter-goiabada

http://www.portaldosjornalistas.com.br/memorias-da-redacao-artigo/memorias-da-redacao-agruras-assessor-imprensa

http://portaldosjornalistas.com.br/noticias-conteudo.aspx?id=109

 

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