Só em 2014, 138 guaranis foram mortos em MS

Era final de outubro quando Renan Antunes de Oliveira recebeu a mensagem: “Precisa-se de repórter para viajar para o Mato Grosso do Sul (MS) a fim de investigar crimes no mundo guarani – foram 138 mortes em 2014, segundo dados do Conselho Indigenista Missionário (Cimi)”. Renan estava internado em um hospital em Porto Alegre. “A mensagem citava os crimes mais recentes: alguém furou a barriga do cacique Elpídio, de Potrero Guasu, em setembro; jagunços mataram o guerreiro Simeão, em agosto, em Marangatu; uma criança índia sumiu durante uma escaramuça com fazendeiros, em junho, na área indígena Kurusu Amba – nesse caso, a denúncia era do Ministério Público Federal (MPF)”, diz trecho da reportagem que Renan se dispôs a fazer, depois de adiar os exames médicos. A investigação do repórter, organizada como um diário com textos, fotos e vídeos, está disponível no site da Agência Pública.