Uma longa reunião com Cristina Piasentini, diretora de Jornalismo da Rede Globo, em São Paulo, sacramentou nesta terça-feira (3/9) a saída de Monalisa Perrone, apresentadora do Hora 1, da emissora.
Segundo o Notícias da TV, de Daniel Castro, ela deixou a emissora, onde trabalhava desde 1999, porque recebeu uma “proposta irrecusável” para apresentar um telejornal no horário nobre da CNN Brasil, canal de notícias que entra no ar em novembro.
Monalisa ancorava o Hora 1 desde a estreia, em 1º de dezembro de 2014. Antes, durante 15 anos, foi repórter de todos os telejornais da Globo e apresentou, eventualmente, o SPTV (hoje SP1 e SP2), o Bom Dia São Paulo e o Bom Dia Brasil. Desde 2014, dividia a transmissão do Carnaval de São Paulo com Chico Pinheiro.
De acordo com Daniel Castro, além da proposta financeira muito superior da CNN Brasil, pesou na decisão de Monalisa o fato de poder deixar a rotina das madrugadas. Para apresentar o Hora 1, que é exibido das 4h às 6h, precisava estar na Globo à 1h da madrugada, e tinha que ir dormir às 17h. Isso estaria atrapalhando sua vida pessoal, principalmente o acompanhamento do crescimento do filho.
No lugar dela no telejornal fica Roberto Kovalick.
O Sindicato dos Jornalistas do Ceará e a Fenaj divulgaram nota nessa segunda-feira (2/9) repudiando a exigência apresentada pelo Ministério da Economia para os jornalistas que participarão de coletiva com o ministro Paulo Guedes nesta quinta-feira (5/9), em Fortaleza.
Os profissionais que se credenciaram para a coletiva foram obrigados a apresentar atestado de antecedentes criminais, exigência inédita e que atenta contra a liberdade de imprensa.
Confira a nota conjunta na íntegra:
“O Sindicato dos
Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) e a Federação Nacional
dos Jornalistas (FENAJ) repudiam com veemência a exigência colocada pelo
Ministério da Economia, chefiado pelo economista Paulo Guedes, de que
jornalistas apresentem “atestado de antecedentes criminais” para poderem obter
credencial para a cobertura da agenda do ministro em Fortaleza.
Uma obrigatoriedade
completamente inédita e absurda. Como reportou nesta tarde o jornal O Povo, uma
cobrança “nunca antes apresentada para o acompanhamento de autoridades durante
suas passagens pelo Ceará”. Nem presidentes demandaram tal questão.
Para o Sindjorce e a
FENAJ, a medida do Ministério faz parte da cruzada liderada por Bolsonaro
contra a imprensa, sobretudo contra os veículos e os profissionais que comentem
o “pecado” de fazer jornalismo em tempos de autoritarismo, de disseminação do
ódio e de destruição de direitos sociais e trabalhistas.
Mas a grande verdade é que se fosse atendido este critério de antecedentes, muitos integrantes do Governo Bolsonaro não poderiam nem estar em seus cargos. É o caso do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, condenado por improbidade administrativa, e pode ser o caso de Guedes, que é, segundo reportagem d’O Globo, suspeito de cometer crimes de gestão fraudulenta e temerária à frente de fundos de investimentos (FIPs) que receberam R$ 1 bilhão, entre 2009 e 2013.
O fato é que os atuais
representantes do Governo Federal, eleitos em meio uma onda de desinformação e
da mentira, mais uma vez criam empecilhos para o trabalho de jornalistas. O
tratamento dado aos jornalistas desde a posse de Jair Bolsonaro só é comparável
ao praticado em ditaduras, autocracias e outros regimes e formas de governos
autoritários ou fascistas.
Enquanto sociedade
civil organizada, representações de classe e lideranças populares, não podemos
nos calar diante de todos esses atos imperiosos.
Seguimos atentos em
defesa da democracia e de uma imprensa livre, crítica, plural e voltada ao
interesse público”.
* Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de Jornalistas&Cia no Rio de Janeiro
The Intercept Brasil firmou parceria com a Agência Pública para uma série de reportagens sobre as mensagens conhecidas como Vaza Jato. Especializada em jornalismo investigativo e com experiência em análise de documentos e bases de dados, a Pública deverá produzir conteúdo aprofundado a partir do material recebido pelo Intercept. Este já tem parcerias com Folha de S.Paulo, Buzzfeed, Veja, UOL, El País e o blog de Reinaldo Azevedo.
A primeira reportagem, de Alice Maciel, revela que o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, captou investimentos de empresários para financiar um instituto que ajudou a promover a marca da operação e as suas “10 medidas contra a corrupção”.
A NSC, afiliada do Grupo Globo em Santa Catarina, anunciou nessa terça-feira (3/9) a contratação de Fabrício Vitorino para assumir a Gerência de Conteúdo no NSC TOTAL e demais marcas da plataforma (DC, AN, Santa, Hora SC, CBN Diário, Atlântida e Itapema).
Especialista em tecnologia aplicada ao conteúdo, ele esteve por 13 anos na Globo.com, no Rio de Janeiro, com responsabilidades como editor de capa e editor-chefe do TechTudo, portal de tecnologia do Grupo Globo. De mudança para Santa Catarina, assumirá a área no próximo dia 16.
Em seu novo desafio, será responsável por implantar uma nova fase no projeto editorial e gráfico da plataforma. A plataforma mudou o design, adotando o conceito mobile first, e alterou a produção de conteúdo. Segundo comunicado da empresa, novos processos passaram a fazer parte da redação do NSC Total, como a ampliação do número de jornalistas dedicados à plataforma e a incorporação de profissionais com habilidades específicas, como SEO, business analytics e growth hacking.
“O conteúdo é a base dos nossos produtos e a redação da NSC terá em Fabrício mais um alicerce para tratar de temas que contribuam ainda mais para a geração de valor para os catarinenses que nos leem e que, só na nossa plataforma digital, somam mais de 15 milhões/mês de pageviews ao mês”, analisa o diretor de Jornalismo César Seabra, para quem Vitorino responderá.
A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) requisitou ingresso na ação de inconstitucionalidade ajuizada pela Rede Sustentabilidade contra a Medida Provisória (MP) 892, que retira a obrigação de empresas de capital aberto a publicar balanços financeiros em grandes veículos impressos.
A MP 892, assinada pelo presidente Bolsonaro em 5/8,
permite que os balanços financeiros de empresas sejam publicados apenas nos
sites eletrônicos da Comissão de Valores Imobiliários. Devem ser publicadas
versões resumidas em veículos de imprensa na localidade sede da companhia e na
sua integralidade nas versões digitais dos mesmos jornais.
A ANJ argumenta que “por baixo da máscara de suposta
modernização das publicações societárias, o que se tem é um verdadeiro
retrocesso, promovido por grave desvio de finalidade, em afronta às liberdades
de expressão e de imprensa e descumprimento dos requisitos constitucionais de
relevância e urgência que justificam a edição de medidas provisórias (art. 62,
CRFB)”
Caminhos do Feminismo é o tema que marca a estreia da série Encontros Mega Brasil, criada com o objetivo de debater temas contemporâneos e de grande impacto social, abraçados pelo mundo corporativo em seus propósitos e causas, e presentes em nosso cotidiano, como mobilidade, igualdade de gênero, empreendedorismo responsável, saúde e qualidade de vida, carreira e mercado de trabalho, entre outros. Encontros Mega Brasil – Caminhos do Feminismo tem o patrocínio da AngloAmerican e apoio institucional de Aberje, Abracom e Sistema Conferp/Conrerp. Ele será em 19 de setembro, das 10h às 16h30, na Unibes Cultural, na capital paulista (rua Oscar Freire, 2.500). As inscrições são gratuitas, limitadas à capacidade do auditório.
A conferência de abertura será feita por Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, sobre o tema Os desafios do Estado na implementação de políticas públicas para a mulher.
A programação contará ainda com as seguintes mesas:
Feminismo e
Engajamento – As ações corporativas que
constroem um ambiente de trabalho e de negócios adequado à realidade
feminina, com as participações de Margareth Goldenberg
(Movimento Mulher 360) e Lia Castro (Grupo M.Ã.E. Corporate);
Feminismo no
Cotidiano – Quem se beneficia com o Feminismo?, com Marli Gonçalves, autora do livro Feminismo no
Cotidiano – Bom para mulheres e para homens também;
Feminismo e
Empreendedorismo – Mulheres no comando dos próprios negócios, com Nany Martins (Unisol – Central de Cooperativas de
Empreendimentos Solidários), Fernanda Macedo (Grupo Bridge) e Regina
Acher (Laboratório Brasil)
Feminismo e
Carreira – Os caminhos e desafios para ocupar a alta gestão, com Viviane Mansi (Toyota), Cristiana Xavier de Brito
(Basf) e Claudia Leite (Nespresso Brasil)
Inscrições e informações na Mega Brasil, pelo 11-5576-5600 ou [email protected].
Simone Graziele, que chegou à rede de hotéis Vila Galé em maio passado, é a nova responsável pela Comunicação da empresa no Brasil. Ela atua na área de comunicação e marketing há mais de dez anos e teve passagens por agências como Máquina Cohn & Wolfe, CDN, Imagem Corporativa e, ainda, pela área de comunicação e imprensa da Conspiração Filmes. Também trabalhou no marketing da Atlantica Hotels e foi coordenadora de projetos na Mynd/Music2, especializada em música, entretenimento e marketing de influência. Simone ([email protected] e 11-3151-5452) responde a Catarina Pádua, diretora de Marketing do grupo.
No próximo dia 18 de setembro será dada a largada para a quarta edição do Prêmio +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, iniciativa deste J&Cia e do Portal dos Jornalistas, que contará novamente com a parceria da Maxpress e o apoio institucional de Abracom (Associação Brasileira das Agências de Comunicação), Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas) e Ibri (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores). Naquela data, o colégio eleitoral integrado por cerca de 58 mil profissionais, entre redações e comunicação corporativa, será convidado a indicar livremente os nomes mais admirados de até cinco jornalistas e até três veículos de comunicação especializados em economia, negócios e finanças.
É simples participar da votação: basta enviar mensagem para [email protected] e solicitar a inclusão do nome no mailing. Todos os profissionais cadastrados receberão um link para fazer suas indicações.
Os mais votados nesta primeira fase, que se estenderá de 19/9 a 2/10, passarão ao segundo turno, no qual, entre os dias 11 e 25/10, disputarão um lugar entre os TOP 50, no caso dos profissionais, e, no caso dos veículos, à liderança das categorias Jornal, Revista, Programa de Rádio, Programa de TV, Site/Blog e Agência de Notícias.
Para a edição deste ano, a Maxpress preparou melhoramentos na plataforma que facilitarão a livre indicação, no primeiro turno, e a rápida apuração nos dois turnos de votação.
A festa de premiação está marcada para 25/11, no Renaissance Hotel, em almoço para 120 convidados. Outras informações pelo 11-3861-5280, com Silvio Ribeiro (silvio@[email protected]) ou Fernando Soares ([email protected]).
Termina em 20/9 o prazo para concorre à sétima edição do Prêmio Abear de Jornalismo. Promovida pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas, a iniciativa estimula, reconhece e valoriza matérias jornalísticas sobre a aviação comercial brasileira, e distribuirá R$ 48 mil em prêmios nesta edição.
Dentre as novidades deste ano, a categoria especial Asas do Bem, lançada na última edição da premiação para destacar o transporte gratuito de órgãos para transplante realizado pelas companhias aéreas, passa a chamar-se Asas do Bem e Responsabilidade Social. A categoria é voltada para trabalhos que abordam, além do transporte de órgãos, ações realizadas ou apoiadas pela aviação comercial nas áreas de saúde, educação, cultura, esporte, acessibilidade, moradia, meio ambiente e sustentabilidade.
“Além do transporte de órgãos, resolvemos incluir nesta edição outras iniciativas sociais das companhias aéreas associadas”, destaca o diretor de Comunicação da entidade Adrian Alexandri. “As empresas contribuem com projetos de mais de 90 instituições, gerando novas oportunidades em várias regiões brasileiras. Só no ano passado foram viabilizadas cerca de 50 ações nas áreas de educação e cultura”.
A sétima edição do concurso também conta com as tradicionais categorias Experiência de voo; Competitividade, Cargas, Inovação e Sustentabilidade; e Imprensa setorizada, além do Prêmio Imprensa Regional, que reconhece veículos e jornalistas sediados fora das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O melhor trabalho dentre todos os inscritos também será contemplado com o Grande Prêmio Abear de Jornalismo.
Podem concorrer matérias veiculadas no período de 1º de outubro de 2018 a 20 de setembro de 2019. Em seis edições, o prêmio recebeu mais de 700 inscrições de 23 Estados e Distrito Federal e premiou mais de 30 profissionais. A cerimônia de premiação será em novembro, em Brasília. Mais informações e inscrições no link.
O Congresso Nacional derrubou em 29/8 o veto presidencial ao Projeto de Lei 1978/11, que torna crime o compartilhamento de informações falsas, difamatórias e calúnias com finalidade eleitoral, com pena prevista de dois até oito anos de reclusão.
O veto foi derrubado por 326 deputados
e 48 de senadores, mais do que a maioria absoluta necessária para isso: 257
votos na Câmara e 41 no Senado.
Parlamentares apoiadores do
governo criticaram a decisão do Congresso, afirmando não ser possível
determinar com precisão o que é ou não notícia falsa. Já a oposição celebrou a
derrubada, reiterando o combate às fake
news em períodos eleitorais.
Além de criminalizar o
compartilhamento de fake news, o
Congresso instalará a partir da próxima semana uma Comissão Mista Parlamentar
de Inquérito (CPMI), a CPI das Fake News, para investigar a divulgação de
notícias duvidosas.