Sergio Moro e Rodrigo Maia serão as atrações principais do Brazil Summit 2019
A revista britânica The Economist promove em 24/10 (quinta-feira), em São Paulo, a terceira edição do fórum Brazil Summit. O encontro, que terá como tema a pergunta De volta aos negócios?, reunirá alguns dos principais nomes da cena governamental e empresarial do País em uma conferência que discutirá os rumos da economia e da política brasileiras.
Dentre os convidados, destaque para o ministro da Justiça Sergio Moro e o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, que dividirão a programação com empresários como Zenia Latif (XP Investimentos), Guilherme Leal (Natura), Ilona Szabó (Instituto Igarapé), David Vélez (Nubank), Sérgio Gusmão (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais), Paula Paschoal (PayPal Brasil) e Christopher Garman (Grupo Eurasia).
“O Brasil está em processo de troca de poder e
recuperação econômica”, analisa Sarah
Maslin, chefe sênior da The Economist no Brasil. “Mas, existe um lado
positivo: as instituições estão voltando a funcionar, a troca de poder político
deve trazer uma onda de positividade e alguns investidores estrangeiros serão atraídos
pelo otimismo em relação ao aquecimento da economia brasileira. Acima de tudo,
agora com outros projetos de crescimento, o governo e o setor privado precisam
ser mais eficientes, produtivos e inovadores”.
Os painéis tratarão sobre perspectivas econômicas, o futuro da América Latina, a reforma da Previdência, práticas de compliance e relações com investidores, fintechs – as startups do sistema financeiro –, a relação do Brasil com a China, Amazônia, mudanças climáticas e inteligência artificial, entre outros.
O encontro será das 8h às 17h50, no Rooftop 033 (av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2.041).
A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de São Paulo (Cojira-SP) emitiu nota de repúdio aos comentários do colunista Daniel Castro (Notícias da TV/UOL) sobre a forma como a apresentadora Maju Coutinho vem comandando o Jornal Hoje, da TV Globo. O artigo, publicado em 9/10, apontou e contabilizou os erros que ela cometeu no telejornal
Publicada no site do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, a nota ressaltou que “é comum apresentadores errarem e nem por isso são feitas semelhantes apurações”, e completa: “Também acreditamos que numa sociedade que invisibiliza o negro, brancos erram, brancos são racistas em frente às câmeras e recebem segunda chance. Esses erros não são potencializados ao descrédito”.
A Cojira-SP solidarizou-se com a apresentadora, incentivando a presença de mais mulheres negras nas bancadas de telejornais: “Registramos aqui o apoio da Cojira a Maju Coutinho, contra uma infeliz manifestação, que só pode ser explicada pelo racismo e que torna a jornalista parte de uma raríssima estatística de apresentadoras negras na TV. A Cojira-SP acredita e trabalha para que num futuro próximo mais mulheres como Maju tenham a possibilidade de ocupar as bancadas dos telejornais, independentemente do quanto isso incomode a casa grande”.
Teve início nesta quarta-feira (16/10) a segunda etapa de votação do Prêmio Os +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, que elegerá os profissionais e veículos mais admirados do segmento. Estão aptos a votar cerca de 58 mil profissionais que integram os mailings de Maxpress (imprensa) e Jornalistas&Cia (comunicação corporativa). O cadastro é aberto a jornalistas e demais profissionais de comunicação que queiram participar da votação. Neste caso, basta o envio de mensagem para [email protected], solicitando a inclusão. Todos os integrantes do cadastro recebem uma mensagem assinada conjuntamente por Jornalistas&Cia e Maxpress com o link de votação. Essa operação se repete em dias alternados, excluindo-se os nomes de quem já votou.
Classificaram-se para o segundo turno 90 profissionais e 42 veículos de comunicação. Da somatória de pontos sairão os TOP 50, entre os profissionais, e os veículos campeões das categorias Jornal, Revista, Programa de Rádio, Programa de TV, Site/Blog e Agência de Notícia. Neste segundo turno, os eleitores poderão votar nos cinco mais admirados em dada categoria, classificando-os do 1º ao 5º lugar. O 1º lugar vale 100 pontos, o 2º, 80 pontos, o 3º, 65 pontos, o 4º, 55 pontos e o 5º, 50 pontos.
O Prêmio +Admirados conta com patrocínio de BTG Pactual, Capitalys, Deloitte e Gerdau; apoio institucional de Abracom, Abrasca, Codim e Ibri; e colaboração da Mestieri Comunicação.
A TV Cultura lançou em 14/10 podcasts dos seus programas jornalísticos Roda Viva, Matéria de Capa, Provocações (Provocast) e Opinião Nacional, já disponíveis em plataformas de streaming de músicas, como o Spotify.
Em breve, a emissora oferecerá conteúdo em áudio dos
programas Metrópolis e Cartão Verde, além de dois que fazem
crítica de mídia, o Podcast dos Podcasts e o Jornal dos Jornais.
Com Karyn Bravo, Amanda Freitas e Leão
Serva, o Podcast dos Podcasts reunirá indicações de podcasts e episódios para o público. Já
o Jornal dos Jornais, com Leão Serva, discutirá as coberturas da mídia e
da imprensa em pautas relevantes da atualidade.
A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) premiou em 9/10 os vencedores do 6º Prêmio ABP de Jornalismo, durante a cerimônia de abertura do XXXVII Congresso Brasileiro de Psiquiatria, no Rio de Janeiro. O vencedor de cada categoria recebeu R$ 5 mil.
O destaque fica para a revista Veja, que recebeu o prêmio Hors
Concurs pelo conjunto da obra.
O Prêmio ABP de Jornalismo visa a reconhecer e incentivar produções jornalísticas sobre temas relacionados a psiquiatria, saúde e doenças/transtornos mentais.
Imagem de Marielle Franco apareceu em xilografia ao lado de homenageado. Vídeo foi editado e imagem retirada
A rápida exibição, em um programa da TV Brasil, de uma imagem da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, assassinada em março de 2018, resultou na demissão do diretor da atração e da saída do programa da grade da emissora. A informação foi divulgada em primeira mão por Guilherme Amado, de Época.
O caso ocorreu após a exibição um especial sobre o cantor Jackson do Pandeiro, que foi ao ar no programa Antenize, em 31 de agosto. Em um trecho de cinco segundos do especial, a câmera mostrou alguns livros de cordel, com capas em xilogravura. Entre eles, havia o desenho da vereadora ao lado da figura do próprio Jackson do Pandeiro, o homenageado.
Uma semana após a exibição, o diretor da atração, Vancarlos Alves, foi demitido e o programa Antenize retirado da grade da TV Brasil. Além disso a edição do especial no YouTube sofreu um corte, que tirou a imagem em que a vereadora assassinada aparecia.
Nesta semana o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu que a Corte investigue a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) por censura à imagem de Marielle Franco.
“Situação de extrema gravidade, visto que pode resvalar para um ato de censura flagrantemente inconstitucional, com potencial de fazer incidir sobre essa conduta dos responsáveis as sanções cabíveis no âmbito do controle externo”, escreveu o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, em ofício ao presidente do TCU. “Não é desconhecida a orientação do governo federal em negar ‒ por meio de seus órgãos e empresas estatais ‒ a visibilidade cultural a essas duas temáticas [LGBT e de esquerda], as quais eram fortemente ligadas à imagem de Marielle Franco”.
Por Cristina Vaz de Carvalho, editora
de J&Cia no Rio
A RecordTV anunciou a contratação de Augusto Nunes como comentarista no boletim do Jornal da Record, na edição apresentada por Sérgio Aguiar à meia-noite e meia, e também para assinar uma coluna diária no portal R7. Até aqui colunista da Veja.com, comentarista da rádio Jovem Pan no Jornal da Manhã e integrante do programa Os pingos nos is, da mesma emissora (onde permanecerá), ele tem quase 700 mil seguidores no Twitter.
Nunes começou nos Diários Associados, foi repórter de O Estado de S.Paulo e da revista Veja até assumir a mediação do programa Roda Viva, na TV Cultura. Dirigiu as revistas Veja, Época e a edição brasileira da Forbes, além dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e Zero Hora. Voltou ao Roda Viva, como debatedor numa segunda fase. Tem quatro prêmios Esso de Jornalismo. Foi considerado um dos seis mais importantes jornalistas do Brasil, numa seleção feita pela Fundação Getulio Vargas.
Seu posicionamento político por certo influenciou a atual contratação. Crítico contumaz dos governos Lula, que acusava de corrupção e cerceamento da democracia, apoia o governo Bolsonaro e, recentemente, protagonizou uma polêmica com o opositor Gleen Grenwald, do The Intercept Brasil.
Na segunda-feira (14/10), Nunes foi conhecer a sede da emissora e falou sobre as novas funções: “Venho com muito entusiasmo, porque vou participar, de segunda a sexta, do boletim JR, um projeto pioneiro em televisão. E ainda estarei no R7.com, o que me permitirá voltar às origens. Sou um jornalista de texto e escreverei, diariamente, colunas exclusivas para o portal”.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo (SJSP) emitiram nota de repúdio aos ataques do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) a Paulo Moreira Leite (Brasil247) e Kiko Nogueira (Diário Centro do Mundo), durante entrevista cedida ao portal UOL, que foi ao ar em 13 de outubro.
Ciro afirmou que os sites Brasil247 e Diário Centro do
Mundo são “tudo picareta que o PT contrata nas piores escolas do jornalismo
brasileiro e traz para servi-lo fazendo a prática corrupta que fazia a direita
bandida do Brasil para eles”. O pedetista também atacou diretamente os dois
jornalistas citados, ao dizer que “Kiko Nogueira saiu da Editora Globo por
práticas corruptas. Paulo Moreira Leite saiu da Abril, que foi onde fazia
picaretagem a serviço da pior direita corrupta do Brasil”.
Em nota conjunta, as entidades solidarizaram-se com os dois
jornalistas, desmentindo algumas falas do ex-ministro: “Kiko Nogueira nunca
trabalhou na revista Época, nem Paulo Moreira Leite foi demitido da Editora
Abril, diferentemente do que disse Ciro Gomes. Ao vincular de forma
injustificada os jornalistas a ’práticas corruptas‘ e ’picaretagem‘, Ciro
expressa de fato é a vontade de calar o trabalho jornalístico”.
A nota também criticou os ataques: “Numa sociedade
democrática, qualquer cidadão tem o direito de criticar a imprensa e de se
posicionar em relação a reportagens ou à linha editorial de veículos de
comunicação. O que Ciro Gomes faz, em entrevista divulgada no domingo (13/10),
porém, é partir para agressões verbais sem fundamento e para acusações sem
provas. Passa, assim, a atacar a liberdade de imprensa e a prática do
jornalismo”.
Inaugurada em 10/10, a Rádio Nova Brasil, de Maceió, passa a fazer parte da Rede Tambaú de Comunicação, responsável por TV Tambaú/SBT (Paraíba), Jovem Pan de João Pessoa e o Portal T5, afiliado do NE10/UOL.
Operando de forma experimental desde 1º/10, a rádio inclui
em sua grande o programa Nova Manhã,
noticioso que vai ao dar das 6h às 8h, apresentado por Thaíse Cavalcante
e Juliana dos Anjos, além do melhor da MPB, foco da Nova Brasil. Gilka
Mafra apresenta o quadro Minuto da Gilka, abordando assuntos de
comportamento, com várias edições ao longo da programação.
Carla
Ponte, diretora do Grupo Marquise, que investiu aproximadamente
R$ 2 milhões na rádio. diz estar muito feliz em ver o projeto sair do papel: “Temos
certeza de que a programação será bem recebida. Investimos em conteúdo de
qualidade com vozes já muito conhecidas e reconhecidas pelos alagoanos, além de
um repertório musical que resgata o valor da nossa música popular brasileira. É
uma honra para nós poder oferecer isso para o mercado”.
A mesa Manifestações Políticas no Futebol, realizada em 11/10 na 41ª Semana de Jornalismo da PUC-SP, reuniu comentaristas esportivos e membros de torcidas num grande debate sobre a relação entre política e futebol, que, segundo os participantes, não são dissociáveis.
O evento, mediado por José Paulo Florenzano, antropólogo e professor da PUC-SP, teve participação de Ubiratan Leal (ESPN), Breiller Pires (ESPN), Mônica Toledo (Toda Poderosa Corinthiana) e Fernando Rosseto (Palmeiras Antifascista).
Os participantes refletiram sobre as diversas vezes em que
o mundo da política foi inserido no mundo futebolístico ao longo da história.
Ubiratan Leal citou o exemplo do ex-presidente Lula, comparando-o com o atual
presidente, Jair Bolsonaro: “Ele usou o futebol como plataforma para se
promover. Incluía o futebol no discurso como forma de se aproximar do povo. Mas
Bolsonaro também usa esse artifício, ao vestir camisas de diferentes times de
futebol do Brasil para passar a impressão de homem simples, do povo. Além
disso, frequenta vários jogos para obter mais apoiadores”.
Breiller refletiu sobre o quão único é o uso do futebol
como plataforma política de Bolsonaro: “Há algo diferente nesse movimento
populista de extrema-direita de Bolsonaro. Nunca vi um político apropriar-se dessa
maneira do espetáculo e contar com tanta subserviência de clubes e federações.
Por exemplo, no intervalo do jogo entre Brasil e Argentina, na Copa América,
ele entrou em campo como se fosse um popstar. Obviamente, o presidente
da República merece deferência, mas não é papel de nenhuma autoridade estar
dentro do campo de nenhuma partida e acenar para o povo”.
O comentarista também abordou a elitização dos estádios na
discussão: “Hoje, os estádios representam a elite. A elitização do futebol
proporcionou isso. Na verdade, foi a elite que ovacionou Bolsonaro naquele jogo,
não representava toda a sociedade”.
Ubiratan afirmou que os atletas são como “um espelho, vistos como exemplo. As opiniões deles nem sempre são as mais embasadas, mas são relevantes e mais ‘populares’, no sentido de chegarem a mais gente”. Ele citou o exemplo da final da NFL, o Superbowl, maior evento esportivo do mundo: “O Superbowl é o evento esportivo cujo minuto para comercial na TV é o mais caro no mundo. Imagine aproximadamente 50% de todas as TVs americanas ligadas no Superbowl, a quantidade de dinheiro é absurda. Colin Kaepernick, atleta do 49ers, que disputou a final de 2013, permaneceu sentado durante a execução do hino dos Estados Unidos em protesto à forma como as autoridades policiais americanas tratam os negros. Imaginem a quantidade de gente que viu essa cena, que acompanha o esporte e vê o atleta como exemplo; elas pensarão: ‘se ele fez, eu também posso fazer’. Essa mensagem passou um grande recado”.
Ainda sobre o assunto, Breiller lembrou o posicionamento político de Felipe Melo, jogador do Palmeiras: “Felipe Melo é uma figura controversa. Achei um avanço o fato de um jogador de alto nível posicionar-se abertamente. Foi corajoso, pois, a partir do momento em que ele se posiciona, torna-se vidraça para muita gente que passa a atacá-lo pelo que ele representa fora do campo. Mas é importante lembrar que ter opiniões políticas divergentes às dele não pode ocasionar a contaminação da crítica ao trabalho de Felipe Melo como jogador”.
Ele referiu-se ainda às origens dos jogadores: “É preciso ver como é a formação desses atores das manifestações políticas no futebol. Têm uma rotina de violência, de cerceamento. Eles vêm de regiões afastadas, passam a infância longe da família, longe da escola, em meio masculinizado. Aos 14 anos já são considerados profissionais, mercadorias pelo clubes, que tratam os jogadores como gado. Eles treinam, descansam, alimentam-se e dormem. Não são estimulados a nada, a terem formação acadêmica ou formação política, a se expressarem, e quando tentam fazer algo fora dessa casta são impedidos por empresários e dirigentes do clube. O foco é o futebol. Então, como nós, da imprensa, vamos cobrar deles um posicionamento político que, às vezes, eles nem têm?”
“Porém a figura de Felipe Melo mostra que não só a elite ou pessoas de direita votaram em Bolsonaro, mas também das periferias, de contextos de vida semelhantes aos de Felipe Melo, que é de origem pobre”, prosseguiu Breller. “E aqui faço uma crítica à mídia esportiva em geral: perdemos essa oportunidade de problematizar, de entender as razões que levam uma figura como ele a se posicionar ao lado do Bolsonaro, mesmo tendo uma origem social humilde que, em tese, indicaria um outro tipo de posicionamento”, disse.
O comentarista da ESPN também discorreu sobre como grandes
clubes, muitas vezes, tomam atitudes que contrariam suas histórias: “Os dirigentes
do Palmeiras, que fazem parte de uma parte elitizada da sociedade, não conhecem
a história do clube que dirigem. Se conhecessem, nunca deixariam um candidato
como Bolsonaro, com suas falas xenofóbicas, contra imigrantes, entrar no
estádio, utilizar um título como palanque político e levantar a taça do clube.
O Palmeiras, que tem origens italianas e que foi vítima de uma campanha
difamatória que associava sua imagem ao fascismo justamente por conta desta
origem. Outro exemplo é o Corinthians, que também tem suas contradições. É um
clube popular, de massa, mas a diretoria hoje não age conforme a história do
clube, pois entrou em contato com candidatos de extrema direita, como Major
Olímpio, que recebeu medalha do clube e que faz campanhas contra torcidas
organizadas, contrariando a Gaviões da Fiel, que é, talvez, o maior movimento
político de torcidas do Brasil.
Para finalizar, Breiller afirmou que os clubes precisam
entender “suas dimensões políticas. Muitas vezes eles se permitem apequenar por
quererem entrar nesse jogo político, buscar benefícios ao se aliarem ao poder,
é preciso ter visão crítica sobre esse fenômeno”.