Entidades repudiam ataques de Ciro Gomes a jornalistas

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo (SJSP) emitiram nota de repúdio aos ataques do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) a Paulo Moreira Leite (Brasil247) e Kiko Nogueira (Diário Centro do Mundo), durante entrevista cedida ao portal UOL, que foi ao ar em 13 de outubro.

Ciro afirmou que os sites Brasil247 e Diário Centro do Mundo são “tudo picareta que o PT contrata nas piores escolas do jornalismo brasileiro e traz para servi-lo fazendo a prática corrupta que fazia a direita bandida do Brasil para eles”. O pedetista também atacou diretamente os dois jornalistas citados, ao dizer que “Kiko Nogueira saiu da Editora Globo por práticas corruptas. Paulo Moreira Leite saiu da Abril, que foi onde fazia picaretagem a serviço da pior direita corrupta do Brasil”.

Em nota conjunta, as entidades solidarizaram-se com os dois jornalistas, desmentindo algumas falas do ex-ministro: “Kiko Nogueira nunca trabalhou na revista Época, nem Paulo Moreira Leite foi demitido da Editora Abril, diferentemente do que disse Ciro Gomes. Ao vincular de forma injustificada os jornalistas a ’práticas corruptas‘ e ’picaretagem‘, Ciro expressa de fato é a vontade de calar o trabalho jornalístico”.

A nota também criticou os ataques: “Numa sociedade democrática, qualquer cidadão tem o direito de criticar a imprensa e de se posicionar em relação a reportagens ou à linha editorial de veículos de comunicação. O que Ciro Gomes faz, em entrevista divulgada no domingo (13/10), porém, é partir para agressões verbais sem fundamento e para acusações sem provas. Passa, assim, a atacar a liberdade de imprensa e a prática do jornalismo”.

Leia a nota conjunta da Fenaj e do SJSP na íntegra.

Kiko e Paulo afirmaram que iam processar Ciro.

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