O perfil Sleeping Giants Brasil, que vem alertando empresas sobre a exibição de seus anúncios em páginas que disseminam fake news, a partir da contratação de mídia programática, divulgou nessa segunda-feira (15/6) uma relação de marcas que ainda não haviam feito o bloqueio de suas publicidades nas referidas páginas.
Dentre as empresas citadas chamou a atenção o fato de os jornais Folha de S.Paulo e Gazeta do Povo terem suas imagens ligadas ao site Brasil sem medo, que tem como idealizador ativista de extrema direita Olavo de Carvalho. O site recentemente afirmou que o coronavírus não aumentou o número de mortos por causas respiratórias no Brasil e que a mídia brasileira estaria distorcendo o número das vítimas da pandemia.
Em nota encaminhada a nossa reportagem, a Folha explicou: “Todas as campanhas de marketing da Folha estão sendo direcionadas para uma lista de sites selecionados. O domínio brasilsemmedo.com não está nesta relação. Após alerta, a equipe técnica de nossa agência identificou uma falha que fez com que os anúncios de uma de nossas campanhas fossem direcionados a sites fora de nossa lista. Essa falha já foi corrigida”.
Já a Gazeta do Povo informou que, “se identificada a presença de notícias falsas intencionais ou de conteúdo criminoso, o plano de mídia será refeito e o site, bloqueado”. E completou: “A Gazeta do Povo reforça o seu compromisso com o jornalismo ético e com a apuração criteriosa, mas também ressalta sua defesa da liberdade de expressão. A empresa não apoia o boicote a veículos pelo fato de eles exporem opiniões divergentes às suas ou às de quem fez o alerta. O jornal acredita que a pluralidade de ideias e o respeito a visões divergentes são fundamentais para a democracia e o fortalecimento da sociedade”.
A jornalista filipina Maria Ressa foi condenada nessa segunda-feira (15/6) por “difamação digital” por causa de um artigo escrito em 2012 sobre as supostas relações entre um empresário e o presidente do Supremo Tribunal do país na época. Ela é diretora do site Rappler, onde o artigo foi publicado, que faz reportagens críticas ao governo do presidente das Filipinas Rodrigo Duterte. Maria pode pegar até seis anos de prisão.
O empresário citado no artigo denunciou a jornalista em 2017. O pedido foi negado, mas agora retomado e encaminhado à Promotoria, que decidiu levar a diretora do Rappler e Reynaldo Santos, autor do artigo, à justiça. Reynaldo também foi condenado, mas foi libertado sob fiança.
A lei de crimes cibernéticos nas Filipinas, que pune a difamação na internet, assédio e pornografia infantil, entrou em vigor em setembro de 2012, após a publicação do artigo. Mas a Promotoria explicou que, por causa de uma republicação do artigo para a correção de um erro tipográfico após o dia em que a lei passou a valer, o caso poderia ser julgado como possível difamação digital de acordo com essa lei.
Maria, que recebeu diversos prêmios internacionais ao longo da carreira e foi considerada uma das personalidades de 2018 segundo a revista Times, declarou que a condenação “não era inesperada” e que vai “continuar resistindo aos ataques contra a liberdade de imprensa”. O ocorrido foi repudiado por diversas entidades defensoras da liberdade de imprensa. A ONG Anistia Internacional disse que “o histórico de direitos humanos das Filipinas continua, neste caso, a despencar”.
Esse não foi o primeiro “atrito” entre imprensa e governo filipinos. O presidente Duterte já ameaçou fechar a ABS-CBN, principal veículo jornalístico do país, por denunciar abuso de violência contra traficantes e supostos viciados em drogas.
O Instituto Reuters, da Universidade de Oxford, divulgou nesta terça-feira (16/6) os resultados da pesquisa Digital News Report 2020, que estuda os meios de acesso à informação ao redor do globo. Neste ano, ela foi feita em 40 países. Cerca de 40% dos entrevistados afirmaram estar preocupados com a desinformação vinda de políticos, 14% temem fake news de ativistas e 13%, de jornalistas e veículos de notícias.
No Brasil, o índice de pessoas que se preocupam com a desinformação de políticos é de 50%. O País junta-se a Estados Unidos, Filipinas e África do Sul como os que mais temem fake news de políticos. A pesquisa indica que a imprensa é uma das fontes mais confiáveis durante a pandemia do coronavírus (59%), atrás apenas de cientistas e autoridades de saúde. As redes sociais e os aplicativos de mensagens aparecem como as fontes menos confiáveis, com índices de 26% e 24%, respectivamente.
O estudo indica ainda que, em países com maior polarização política (como o Brasil), os participantes que afirmam seguir uma ideologia de direita tendem a culpar mais a imprensa pela desinformação. Além disso, o instituto pesquisou o principal canal de desinformação em cada país: em quase todos os 40 países, o Facebook foi apontado como o principal meio de desinformação. No Brasil, porém, o WhatsApp é o primeiro colocado.
Uma liminar concedida pelo juiz Daniel da Silva Luz, da comarca de Espumoso, no Norte do Rio Grande do Sul, está impedindo a veiculação de uma reportagem da RBS TV. A matéria trata da concessão irregular do abono emergencial e o pedido foi feito por uma das pessoas citadas na reportagem.
O juiz ainda determinou uma multa de R$ 50 mil reais caso a decisão seja descumprida, mas vale lembrar que a Constituição Brasileira proíbe a censura prévia. A RBS TV informou que recorreria.
Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) declararam que estão acompanhando com preocupação a decisão judicial, que impede o pleno exercício do jornalismo pelo Grupo RBS.
O ministro da Justiça, André Luiz Mendonça, anunciou nessa segunda-feira (15/6) um pedido à Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República (PGR) para investigar uma charge produzida pelo cartunista Renato Aroeira, e compartilhada por Ricardo Noblat.
O desenho mostra o presidente Jair Bolsonaro após terminar de transformar em uma suástica a cruz vermelha de um hospital, acompanhado da seguinte frase: “Bora invadir outro?”.
Em nota, a Associação Brasileira de Imprensa afirmou que Noblat e Aroreira contam, neste momento, com defesa incondicional da entidade. “É estarrecedor que o ministro da Justiça, André Luiz Mendonça, anuncie a abertura de um inquérito policial contra o chargista Aroeira e o colunista Ricardo Noblat, devido a uma ilustração criada pelo primeiro e reproduzida pelo segundo, associando Bolsonaro ao nazismo”, afirma a nota assinada pelo presidente, Paulo Jerônimo.
A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de São Paulo (Cojira-SP), órgão vinculado ao Sindicato dos Jornalistas de SP) está promovendo uma série de quatro lives para abordar diversos aspectos relacionados à atividade de Luiz Gama na imprensa do século XIX. A ação celebra os 190 anos de seu nascimento, comemorado no próximo dia 21 de junho.
Advogado e jornalista, Gama foi o principal líder abolicionista negro no Brasil. Em 1964 fundou o primeiro jornal ilustrado de São Paulo, o Diabo Coxo, ao lado do caricaturista italiano Ângelo Agostini, e teve uma longa trajetória em outros veículos da época. Como articulista, contribuiu em questões fundamentais, como a representação da população negra na mídia e a defesa de princípios como a liberdade de imprensa.
A live de estreia aconteceu na última quinta-feira (11/6), e as demais estão programadas para os seguintes dias:
18/6 (18h)
Live 2 – Luiz Gama: uma luz sobre o blecaute histórico
Apresentação: Beatriz Sanz (jornalista, bolsista na fundação Cosecha Roja (Argentina), co-criadora do Banco de Talentos Negros e integrante da Cojira-SP)
Convidado: Oswaldo Faustino (jornalista, escritor, ator e co-fundador da Cojira-SP. Autor dos livros “A Legião Negra” e “ A luz de Luiz”, entre outros)
21/6 (16h)
Live 3: As lições de resistência do jornalista Luiz Gama
Apresentação: Cláudia Alexandre (jornalista, doutoranda em Ciência da Religião na PUC-SP, apresentadora do Programa Papo de Bamba e integrante da Cojira-SP)
Convidada: Ligia Ferreira (Profa. Dra. do Departamento de Letras na UNIFESP. Autora e organizadora dos livros “Primeiras Trovas Burlescas e outros poemas”, “Com a Palavra, Luiz Gama” e “Lições de Resistência: artigos de Luiz Gama na imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro”)
25/6 (18h)
Live 4 – Luiz Gama: a voz negra na imprensa
Apresentação: Guilherme Soares Dias (jornalista, empreendedor, apresentador do Guia Negro Entrevista, integrante da Cojira-SP)
Convidada: Cinthia Gomes (jornalista, mestranda em Ciências da Comunicação na USP, integrante da Cojira-SP e da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo)
Flávio Ricco, especialista em notícias de TV e famosos, deixou o UOL e estreou nesta segunda-feira (15/6) sua coluna no portal R7. Segundo o portal, a atuação dele será multimídia, com atualizações diárias, um podcast e um programa multiplataforma.
Ricco começou a carreira escrevendo na extinta Folha da Tarde a primeira coluna sobre televisão do País. Passou por diversos jornais, rádios e emissoras de televisão, como Record, Tupi, Globo, Band, Gazeta e SBT. Esta é a terceira passagem dele na Record. Em 1978, dirigiu um programa de entrevistas apresentado por Ferreira Netto. Em 1986, voltou à emissora com o mesmo programa. Desde 2003 assina sua própria coluna no Canal 1, publicada em mais de 80 jornais. De 2008 a junho deste ano escreveu também no UOL.
PM sem identificação (à direita, de óculos) empurrou o repórter Luís Adorno (UOL). Crédito: UOL
Um policial militar sem identificação empurrou o repórter Luís Adorno (UOL), que cobria as manifestações pró e contra o Governo Bolsonaro deste domingo (14/6). Ele estava gravando uma confusão entre jovens identificados como neonazistas e manifestantes antifascistas, quando foi empurrado pelas costas pelo PM. O celular do repórter caiu no chão e teve a tela danificada.
Depois da agressão, Luís, que é negro, questionou o PM, perguntou sobre sua identificação e afirmou que o empurrão não era necessário. Em tom intimidatório, o PM respondeu: “Vem cá, vamos trocar uma ideia, o que você falou aí? O que você falou aí?” Em seguida, o policial xingou o repórter. O capitão da PM Rogério da Silva Julio orientou Luís a enviar informações para a Corregedoria e destacou que a atitude não é tolerável.
Segundo testemunhas, o policial empurrou Luís para atrapalhar o registro. Não havia aglomeração de pessoas no momento do ocorrido. Rafael Ferreira Souza, manifestante antifascista que testemunhou a agressão, declarou: “Você (Luís) pegou o celular para filmar o que estava acontecendo e chegou o policial e te esbarrou de propósito, isso aí todo mundo viu, de propósito, pra você não filmar o que tava acontecendo”.
Em nota conjunta, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de São Paulo (Cojira-SP) repudiaram a agressão, questionando “o fato de o agente estar sem identificação, dificultando assim a denúncia. Sindicato, Fenaj e Cojira-SP cobram a devida responsabilização do agressor, e lembra que o Estado deveria ser garantidor dos direitos de manifestantes e jornalistas, e não violador”.
De acordo com o Sindicato, Adorno foi à delegacia para registrar ocorrência e lá voltou a ser intimidado pelo mesmo PM. “Vamos trocar uma ideia, ficou com medo?” disse o policial.
Filho do presidente Jair Bolsonaro afirmou que a repórter da Folha de S.Paulo tentava seduzir para obter informações prejudiciais a seu pai
A repórter Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, iniciou um processo na Justiça contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro. A jornalista pede indenização por danos morais em decorrência de um ataque de cunho sexual que sofreu durante uma live, e em publicação em rede social do parlamentar.
Em transmissão ao vivo, Eduardo afirmou que Patrícia “tentava seduzir” para obter informações que fossem prejudiciais ao presidente Jair Bolsonaro, seu pai. A live foi ao ar pelo canal do YouTube Terça Livre TV, em 27 de maio.
Na ocasião, o deputado afirmou: “É igual a Patrícia Campos Mello. Fez a fake news de 2018, para interferir na eleição presidencial, entre o primeiro e segundo turno, e o que ela ganhou de brinde? Foi morar no Estados Unidos, correspondente, né? Acho que da Folha de S.Paulo, lá nos Estados Unidos”.
E completou: “Essa Patrícia Campos Mello, que, vale lembrar, tentou seduzir o Hans River. Não venha me dizer que é só homem que assedia mulher não, mulher assedia homem, tá. Tentando fazer uma insinuação sexual para obter uma vantagem, de entrar na casa do Hans River, ter acesso ao laptop dele e tentar ali, achar alguma coisa contra o Jair Bolsonaro, que não achou”.
Na afirmação, o deputado mencionou Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário de uma agência de disparos de mensagens em massa, que mentiu e insultou Patrícia em uma sessão da CPMI das Fake News, no Congresso, em fevereiro. Hans trabalhou para a Yacows, empresa de marketing digital, na campanha eleitoral de 2018.
Em dezembro daquele ano, reportagem da Folha, da qual Patrícia era uma das autoras, mostrou que uma rede de empresas, entre elas a Yacows, recorreu ao uso fraudulento de nomes e CPFs de idosos para registrar chips de celular e, assim, conseguir o disparo de lotes de mensagens em benefício de políticos.
A ofensa de cunho sexual já havia levado Patrícia a apresentar ação de indenização por danos morais contra Hans e outras três pessoas que aproveitaram a fala dele para insultar a repórter: o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o deputado estadual André Fernandes (PSL-CE) e Allan dos Santos, blogueiro e apresentador do canal Terça Livre no YouTube.
O ataque mais recente de Eduardo Bolsonaro contra a jornalista também foi publicado pelo parlamentar em sua conta no Twitter. Sobre a ofensa, os advogados de Patrícia afirmam que “o depoimento de Hans já foi desmentido por diversas oportunidades, pública e imediatamente. Tanto isso é verdade que Hans foi denunciado por falso testemunho, de modo que nada justifica que o réu [Eduardo Bolsonaro] (e os demais contra os quais moveu processos) siga propagando mentiras vexatórias a seu respeito”.
Taís Gasparian, advogada de Patrícia Campos Mello, diz que “a leviana, repugnante e machista afirmativa sobre seu trabalho atinge todas as mulheres, pois menospreza a atividade profissional desenvolvida e incita que violências de toda sorte sejam cometidas. Embora já desmentido o fato, o deputado vem a público para reiterar a infâmia e causar dano moral à jornalista. Esse é o modo pelo qual essas pessoas se vingam do trabalho sério e comprometido da imprensa. Cabe agora ao Judiciário a decisão sobre os danos cometidos”.
Os processos de reparação por danos morais estão em andamento na Justiça estadual de São Paulo. Nas ações cíveis, Patrícia se compromete a doar metade dos valores das indenizações ao Instituto Patrícia Galvão de Comunicação e Mídia, que atua na defesa dos direitos das mulheres.
Marco Antonio Sabino (ex-S/A) é o CEO da nova operação da Hill+Knowlton Brasil
O Grupo Ideal anunciou a volta ao Brasil da Hill+Knowlton. Uma das mais importantes agências do mundo e pioneira em relações públicas, a marca, fundada em 1927, tinha deixado de ser utilizada no País em 2015, quando o grupo WPP adquiriu participação e tornou-se sócio da Agência Ideal.
A parceria deu origem ao Grupo Ideal, focado em PR e reputação digital e tendo à frente, como coCEOs, os sócios-fundadores Ricardo Cesar e Eduardo Vieira. Na ocasião, a Hill+Knowlton Brasil foi absorvida pela Ideal, que passou a se chamar Ideal H+K Strategies.
“Naquela época decidimos desativar temporariamente a marca Hill+Knowlton, pois acreditamos que o foco no digital, uma das fortalezas da Ideal, era prioridade”, explica Eduardo Vieira. “Cinco anos depois, estamos maduros o suficiente para trazer de volta essa marca, numa nova agência independente, que terá forte atuação em comunicação institucional”.
Com a volta da marca, a 1927.ag, que também fazia parte do grupo, deixa de existir e seus clientes e colaboradores foram absorvidos pela nova operação, que conta com escritórios em São Paulo e Brasília, e tem em seu comando o CEO Marco Antonio Sabino.
Com quase 20 anos de experiência em Comunicação Corporativa, a metade na liderança de agências de PR, entre elas a S/A, que ele fundou, Sabino era até recentemente secretário de Comunicação da Prefeitura de São Paulo, e foi superintendente de Comunicação da Telefônica Brasil. Em redações, passou por Rede Globo, Grupo Bandeirantes e revista Exame, entre outras.
“Estamos chegando exatamente no momento em que empresas e instituições públicas e privadas estão sendo obrigadas a se reinventar”, destaca Sabino. “E uma comunicação adequada com os públicos estratégicos, uma gestão de reputação atenta e a proximidade com um grupo sênior de consultores vão fazer toda a diferença neste cenário em que vivemos. E também no mundo pós-pandemia”.
Além da Hill+Knowlton Brasil e da Ideal H+K Strategies, o Grupo Ideal conta com a Ogilvy PR & Influência, em administração conjunta com o Grupo Ogilvy. “O Grupo Ideal já teve diversas configurações nos últimos cinco anos. Acreditamos que chegamos à nossa melhor forma com essas três operações”, afirma Ricardo Cesar, que frisa que cada agência funciona de maneira totalmente independente. “A Ideal H+K Strategies e a Hill+Knowlton Brasil são duas marcas da mesma rede global. São agências distintas, com comandos separados, equipes diferentes, carteiras de clientes próprias e propostas complementares de trabalho. O mesmo acontece com a Ogilvy PR” diz ele.
Compõem a linha de frente das agências do Grupo Ideal, além de Marco Antonio Sabino, CEO da Hill+Knowlton Brasil, os executivos Nadia Andrade, Paula Nadal e Renato Delmanto (vice-presidentes da Ideal H+K Strategies), e Flavio Valsani e Juliana Valentim (diretores-executivos da Ogilvy PR & Influência). Todos se reportam a Eduardo Vieira e Ricardo Cesar, que além de sócios-fundadores e coCEOs do Grupo Ideal comandam todas as operações da rede Hill+Knowlton na América Latina.