A Bayer anunciou a chegada de Malu Weber para assumir a posição de diretora Sênior de Comunicação Corporativa no Brasil. Ela ficará baseada em São Paulo, reportando-se diretamente ao presidente da Bayer no Brasil, Marc Reichardt, e representará o país no time global de comunicação corporativa da empresa.
As líderes de comunicação dos negócios da Bayer no Brasil passam a responder a Malu. São elas Daniela Barros (Crop Science), que até então estava interina na função de diretora de Comunicação Corporativa, Aline Pasetchny (Pharma), Lilian Torres (Consumer Health) e Larissa Battistini (Corporativo).
Ao longo de mais de 25 anos de experiência, Malu teve passagens por empresas como Johnson & Johnson, Grupo Votorantim e Grupo Globo (EPTV Campinas), liderando times de comunicação, com assento em boards de negócios globais, regionais e locais. Ela é formada em Jornalismo pela Unaerp, com pós-graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Comunicação Corporativa pela Syracure University/Aberje e Organizational Leadership pelo Briyah Institute.
O comentarista Octávio Guedes, da GloboNews, recebeu diversos ataques de bolsonaristas e sites apoiadores do presidente após um comentário dele na emissora em 14 de agosto. Guedes justificou o aumento nos índices de aprovação a Jair Bolsonaro com a frase “é o pobre, estúpido”, querendo dizer que a elevação da popularidade do presidente é reflexo da distribuição do auxílio emergencial às classes econômicas mais baixas do País.
Diversas fake news surgiram na internet após o comentário de Guedes, como “comentarista da Globo chama nordestinos que apoiam Bolsonaro de pobres estúpidos” ou “jornalista da Globo atribui alta de Bolsonaro a pobres estúpidos”. Embora o comentário possa ser considerado infeliz, não é verdade que Guedes tenha dito que bolsonaristas são pobres estúpidos. Há uma vírgula entre as palavras “pobre” e “estúpido”, que pode passar despercebida na verbalização. Quem Guedes chama de estúpido é o interlocutor, que não enxerga algo óbvio, e não os apoiadores de Bolsonaro.
O comentário dele é uma referência à frase em inglês “it’s the economy, stupidy” (é a economia, estúpido), que ganhou popularidade entre os democratas durante a campanha de Bill Clinton nos anos 1990. Ela queria dizer que o verdadeiro problema do Estados Unidos era a economia.
Em seu Twitter, o comentarista da GloboNews comentou o ocorrido: “Roubaram a vírgula, sequestraram a referência e extorquiram o contexto. O pobre virou estúpido”.
A 8ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de SP negou recurso da Folha de S.Paulo e manteve a decisão de que o jornal deve pagar R$ 30 mil a três promotores citados no editorial Trio de Horrores, publicado em 2016. Os três foram responsáveis pelo pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula, e o editorial criticou erros no texto da denúncia.
A decisão cita que houve excesso no exercício da liberdade de imprensa por parte da Folha, e que as críticas passaram a ser ofensas pessoais, destacando o seguinte trecho do editorial: “Seria apenas uma patetice, se não fosse um perigo. Com promotores assim, nenhum cidadão está livre de ter sérios problemas na Justiça. Quando a sede de celebridade se junta à ignorância, e esta a uma feroz paixão persecutória, um trio de horrores ganha forma”. Segundo o relatório da desembargadora Mônica de Carvalho, os promotores foram chamados de “patetas, vaidosos, ignorantes, perseguidores e horrorosos”.
A defesa da Folha afirma que os promotores pretendem “cercear a atuação da imprensa” e alega ilegitimidade por parte dos autores, uma vez que apenas um dos três promotores foi nominalmente citado no editorial: “A pretensão evidencia a intransigência e oportunismo dos autores. O editorial constitui regular exercício de crítica sem qualquer excesso, e o fato de a denúncia ter resultado na absolvição sumária dos acusados revela que a crítica era procedente”. A defesa do jornal afirmou que irá recorrer aos tribunais superiores.
Estão abertas as inscrições para o Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados, que visa a incentivar o uso de dados para analisar e investigar questões relevantes para a sociedade brasileira.
São quatro categorias: Investigação guiada por dados; Visualização; Inovação em jornalismo de dados; e Dados Abertos. Para concorrer, os trabalhos devem ter sido publicados em qualquer meio, entre 9 de setembro de 2019 e 1º de outubro de 2020. É possível enviar trabalhos em equipe: a inscrição deve ser feita apenas por um dos membros, que incluirá no espaço adequado as informações dos outros integrantes.
A cerimônia de premiação, virtual, será em 7 de novembro. Inscreva-se!
As agências KR2 Comunicação e MCM Brand Group estão à frente do planejamento estratégico e de divulgação do Fórum de empresas e direitos LGBTI+ deste ano, evento que promove debates com empresas signatárias sobre inclusão e empregabilidade do público LGBTI+ no mercado de trabalho.
A MCM, sempre envolvida em temáticas de inclusão, foi escolhida para estar à frente da realização do evento. Mônica Schimenes, CEO da empresa, declarou: “Nosso principal pilar é contribuir com a cadeia de valor e assim colaborar com líderes de grandes empresas a enxergarem outras possibilidades sobre os negócios”.
Já a KR2 Comunicação, agência de assessoria de imprensa e de relações públicas, será responsável pela comunicação e relacionamento com a imprensa. Para Jéssi Kovatch, jornalista com mais de 12 anos de expertise no mercado e sócia-fundadora da KR2 Comunicação, é muito gratificante fazer parte da Roda da Diversidade, um dos principais eventos do Fórum.
A Roda será transmitida ao vivo e online em 25/8 no canal do Fórum no Youtube. Com o tema Movimentos da próxima década, terá programação variada, entre intervenções culturais e bate-papo com presidentes de grandes empresas, para alavancarem ideias sobre iniciativas que podem melhorar o futuro da empregabilidade da comunidade LGBTI+.
O jornalista Marcelo Monteiro e a publicitária Renata Mendonça lançaram o documentário Câncer sem Censura, que conta a história e o cotidiano de Omar Gimenes, jovem que tem um tumor ao redor do coração. O filme também aborda temáticas como a eutanásia e o acesso universal à morfina.
Câncer sem Censura, como o próprio nome denota, discute temas “pesados” sem qualquer filtro, visando a mostrar como é de fato o cotidiano de uma pessoa com câncer: dores físicas, quimioterapia, angústias, uso de morfina. Mas também mostra superação, realização de sonhos, além de dicas do próprio Omar para ajudar outros pacientes de câncer, como, por exemplo, o que comer durante o tratamento de quimioterapia. O objetivo do filme é fazer com que os telespectadores reflitam sobre este delicado tema.
Como acompanha fatos reais, o documentário preocupa-se mais com o conteúdo do que com a forma. Foi filmado quase por completo com um celular e uma câmera semiprofissional. Segundo Marcelo, pode ser considerado um mobile doc, pois o trabalho foi pensado para ser visto pelo celular.
O grupo Tribune Publishing, proprietário dos jornais americanos Daily News e Capital Gazette, de Nova York, anunciou o que os veículos fecharão permanentemente suas salas de redação e adotarão um sistema de trabalho remoto e em home office.
Em entrevista ao The New York Times, Max Reinsdorf, porta-voz do Tribune Publishing, disse que, “sem um caminho claro em termos de retorno ao trabalho e à medida que a empresa avalia suas necessidades imobiliárias à luz das condições econômicas e de saúde trazidas pela pandemia, tomamos a difícil decisão de fechar definitivamente o escritório”. Ele reitera, porém, que a empresa pode reconsiderar a decisão no futuro.
No começo de agosto, o Tribune Publishing divulgou informações financeiras sobre o segundo trimestre de 2020. Os dados indicam um aumento de 39% no número de assinantes digitais, mas uma redução de 48% nas receitas de publicidade.
Karine Alves, que apresentava no SporTV o Tá na Área, assumiu a bancada do Troca de Passes. Ela, que já vinha comandando o programa nas últimas semanas, substitui a Rodrigo Rodrigues, que faleceu em julho, vítima da Covid-19. No lugar de Karine no Tá na Área entra o apresentador Carlos Cereto, que fazia parte do Seleção SporTV.
Formada em Jornalismo pela PUC-RS, Karine iniciou a carreira no Grupo RBS. Participou da cobertura de eventos e transmissões de jogos pela afiliada da Rede Globo no Sul para os programas Globo Esporte e Esporte Espetacular. Em 2012, foi para a Fox Sports, onde permaneceu até março deste ano, quando foi contratada pela Globo.
Lá se foi mais um amigo querido: Napoleão Sabóia. O trio de Paris do Estadão agora se reencontra em algum lugar inescrutável do pós-vida: Reali Júnior, Gilles Lapouge e Napoleão Saboia.
Minhas informações sobre a morte de Napô, como o chamávamos os amigos, acabam com uma cadeira ao lado da janela em seu apartamento da rua Santa Clara, no Rio. Terá pulado? Sei que foi suicídio, e agora o detalhe do desfecho não importa tanto.
O que Haroldo, um dos primos de Napô, contou em Paris é que ele andava numa terrível depressão e resolveu apressar o fim. Parte do ano passado ele estava trabalhando na EBC, a Empresa Brasileira de Comunicação, no Rio.
Napô e eu fomos amigos desde sempre, porém mais íntimos quando fui morar em Paris, correspondente da revista Época.
O nome dele intrigava os franceses, que não dão o nome de seus heróis a ninguém. Testemunhei a vez em que fomos alugar um carro, pediram-lhe o nome e, depois que ele o disse, o atendente resmungou: “Não estou brincando…”.
A ideia de suicídio já passava pela cabeça de Napô quando ele me procurou para ajudá-lo a publicar um livro, O senhor da festa, no ano passado. Mandei os originais dele para o editor José Renato Almeida Prado, da 11 Editora, que tinha publicado um livro meu, e lá o prazo para impressão não o agradou: ele tinha pressa. Acabou em outra editora, que lhe entregou o livro em três meses. Mas no dia do lançamento caiu um temporal impressionante, e a maioria dos amigos não compareceu.
Napô começou em jornal em O Imparcial, do Maranhão. Ele é considerado um maranhense-cearense, foi assessor de José Sarney. Passou pela Folha de S.Paulo até se mudar para Paris, onde colaborou com a Radio France Internacional e para a Veja. Depois, foi para o Estadão, com Reali Júnior e Gilles Lapouge, ambos mortos. Ficou mais de 20 anos, escrevendo, principalmente, para a área cultural, com entrevistas memoráveis com Claude Lévi-Strauss e Jorge Amado.
Soube que ultimamente tinha pesadelos com AVC, tão reais que até disse a um amigo que havia sofrido um. Também se queixava de dores na coluna, que o imobilizavam na cama. Hoje, a cadeira ao lado da janela, em Copacabana. Que tristeza! (Napô tinha 82 anos e deixa dois filhos, Bruno, jornalista, e Antônio, ator que trabalhou em Bacurau).
Moisés Rabinovici
A colaboração desta semana é de Moisés Rabinovici, que atuou como correspondente internacional e dirigiu diversas publicações e hoje comanda o programa Um olhar sobre o mundo, na EBC, em São Paulo.
Tem alguma história de redação interessante para contar? Mande para [email protected].
Alex Silveira foi atingido por bala de borracha da PM paulista durante cobertura de manifestação dos professores, em 2000
Relator do processo, ministro Celso de Mello tinha dado parecer favorável a Alex Silveira, atingido pela PM de São Paulo com bala de borracha, em 2000
E segue o périplo do repórter fotográfico Alex Silveira, que há 20 anos tenta obter na justiça uma indenização do Governo de São Paulo, por causa de um tiro de bala de borracha disparado pela PM, que afetou 85% da visão de seu olho esquerdo. Ele cobria manifestação de professores na avenida Paulista, pelo jornal Agora SP, quando foi atingido.
Na última sexta-feira (14/8) o julgamento foi retomado, desta vez no Superior Tribunal Federal. Após o ministro Celso de Mello, relator do processo, votar a favor do pagamento da indenização, o ministro Alexandre de Moraes pediu vistas do processo, interrompendo assim o julgamento, sem previsão para ser retomado.
Na primeira instância do processo, o Estado de São Paulo havia sido condenado a indenizar Alex com a quantia de 100 salários mínimos, porém, após recurso, em 2014, o Tribunal de Justiça de São Paulo anulou a decisão anterior, considerando o próprio fotógrafo culpado por ter perdido a visão.
A defesa do fotógrafo alega que a decisão de 2014, que responsabiliza o próprio profissional, é um salvo-conduto à “atitude violenta e desmedida” da polícia em manifestações públicas, impondo uma censura implícita ao inibir que sejam noticiadas ações dos agentes estatais, e risco à atividade da imprensa.
Efeito cascata −O julgamento de Alex Silveira pode repercutir em casos semelhantes. Ao interferir em favor do fotógrafo, a Suprema Corte abre precedentes para ações semelhantes, de jornalistas feridos pela Polícia Militar, que também correm na Justiça.
Um dos casos mais emblemáticos é o do fotógrafo Sérgio Silva, que perdeu um olho cobrindo as manifestações de 2013, em São Paulo. Silva também teve seu pedido de indenização negado pelo TJSP.