Reportagem de Fabio Leon, publicada nesta segunda-feira (26/4) no site da IJNet (Rede Internacional de Jornalistas), apontou casos de jornalistas de publicações independentes, com foco em regiões periféricas, que estão sofrendo com estresse e sobrecarga mental em decorrência da cobertura da Covid-19.
Para oferecer um retrato desde o início da pandemia, a reportagem conversou com profissionais que residem em territórios notabilizados por suas variadas formas de vulnerabilidade socioeconômica.
Foram ouvidos Eduardo Carvalho, editor executivo do Maré de Notícias, um dos vários veículos de comunicação nascidos e desenvolvidos no conjunto de favelas que batiza o periódico, na zona norte do Rio; Denise Emanuele Carvalho, proprietária do site de notícias Comunicando Já, de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense; Charles Monteiro, editor do blog Gecom (Grupo de Estudos de Comunicação), de Duque de Caxias; e a prestadora de serviços e consultora na área de comunicação e marketing em São João de Meriti Gabriela Anastácia Ferreira.
Vale lembrar que para ajudar jornalistas durante a pandemia, a associação publicou uma série de recursos de saúde mental. Confira aqui:
CNN Brasil anuncia estreias e mudanças na programação do horário nobre
A CNN Brasil anunciou novidades e mudanças na grade de programação no horário nobre, que devem ir ao ar a partir da próxima segunda-feira (3/5), com um programa diferente a cada dia ao longo de toda a semana, sempre às 22h30.
Em 3/5, vai ao ar Realidade CNN, apresentado por Luciana Barreto, que exibe o melhor dos documentários internacionais, com foco em temas como saúde, política, economia, biografias, história e ciências, entre outros.
Na terça-feira (4/5), a emissora abre espaço para reportagens especiais, com apresentadores variados. Na estreia, irá ao ar o documentário Covid War – A guerra da Covid, da CNN americana, inédito no Brasil. O filme mostra depoimentos exclusivos de especialistas que atuaram, de dentro da Casa Branca, no combate à pandemia, como o Dr. Anthony Fauci, famoso pelos ataques que sofreu do ex-presidente Donald Trump. A apresentação do documentário no Brasil será de Rafael Colombo. Após o programa, vai ao ar o especial da BBC O Segredo das Marcas, sob o comando de Márcio Gomes.
Em 5/5, estreia CNN Sinais Vitais, apresentado pelo cardiologista Roberto Kalil, que vai mostrar como funciona a ECMO, máquina que atua como um pulmão artificial e ajuda a salvar pacientes com Covid-19 em estado grave. Inspirado no CNN Vital Signs, da CNN americana, o programa vai mostrar semanalmente temas desafiadores da medicina.
Na quinta-feira (6/5), Evaristo Costa comanda o CNN Séries Originais, que vai exibir o primeiro episódio da série especial A Ciência da Felicidade. A produção mostra como acadêmicos e especialistas estudam técnicas que podem ajudar a encontrar a felicidade.
Em 7/5 vai ao ar o CNN Nosso Mundo, programa de entrevistas com personalidades relevantes sobre temas em debate no momento. A atração será apresentada por Luciana Barreto, Thaís Herédia, Lia Bock e Rita Wu. Com isso, o CNN Tonight, comandado por Mari Palma, Gabriela Prioli e Leandro Karnal, que atualmente é exibido de segunda a quinta-feira, ganha mais um dia de exibição, às sextas-feiras, com reapresentação especial, às 23h20.
E no sábado (8/5), às 21h, estreia o CNN Viagem e Gastronomia, apresentado pela jornalista e influencerDaniela Filomeno, que vai mostrar roteiros de passeios e viagens diferenciados. No primeiro episódio, a série vai até a Comuna do Ibitipoca, no interior de Minas Gerais, revelar os segredos de um destino de luxo pouco conhecido dos brasileiros.
Prêmio valoriza fotografias sobre corrupção e direitos humanos
Vai até sábado (1º/5) o período de inscrições para o Prêmio Allard de Fotografia, concurso bianual que reconhece imagens que abordem temas relacionados ao combate à corrupção, à promoção da transparência, ao Estado de Direito e aos direitos humanos em geral. Cada participante pode enviar até quatro fotos.
Para realizar a inscrição, é preciso enviar uma breve descrição das fotografias (até 1.200 caracteres), explicando como as imagem refletem o tema proposto pelo prêmio, acompanhada de uma pequena biografia do fotógrafo. A fotos devem estar alta resolução. Imagens horizontais devem ter no mínimo 1.180 pixels de largura, enquanto as verticais devem ter ao menos 740 pixels de altura. O nome do arquivo deve conter o nome do fotógrafo.
O Comitê do prêmio vai selecionar seis imagens vencedoras. Cada fotógrafo receberá US$ 797, o equivalente a pouco mais de R$ 4.300. As fotografias serão expostas no site do prêmio por seis meses, e depois arquivadas como vencedoras anteriores.
Com uma estrutura semelhante à da edição de 2020, que passou a contemplar premiações também para as empresas e instituições públicas, além das grandes agências e agências-butique, o Jatobá PR sofrerá alguns ajustes nas categorias com o objetivo de melhorar ainda mais a competitividade e o interesse do mercado.
Em quatro anos de existência, o certame tornou-se referência para a comunicação corporativa, inicialmente para o segmento de agências, para o qual foram dedicadas com exclusividade as três primeiras edições, e desde o ano passado também para a comunicação pública e empresarial. No total, recebeu 592 inscrições, média de 148 inscrições por ano. O recorde foi em 2020, quando entraram em julgamento, pelos mais de 50 jurados, 195 cases. Em 2017, na primeira edição, concorreram 104 cases; em 2018, 151; e em 2019, 142.
Banco de Cases – Estado da Arte
O Jatobá PR é uma das únicas premiações no mundo que mantém um Banco de Cases, com o objetivo de democratizar o conhecimento, estimular as boas práticas e dar visibilidade à excelência profissional. Ali se concentra o chamado estado da arte das relações públicas no continente latino-americano, com os quase 600 trabalhos que competiram ao longo dos últimos quatro anos pelo Troféu Jatobá PR. Tudo aberto e inteiramente gratuito, podendo ser consultado por clientes, estudantes, professores e demais interessados.
A CDI Comunicação assumiu no início de abril as atividades de consultoria de relações públicas e comunicação corporativa do Google no Brasil.
Contrato estende-se por todo o País, inclui também a marca Google Cloud e contará com equipes de atendimento em São Paulo e Brasília
A CDI Comunicação celebra a chegada à sua carteira de uma das mais valiosas marcas do mundo. Assumiu no início de abril as atividades de consultoria de relações públicas e comunicação corporativa do Google no Brasil. Sob a liderança do fundador e presidente Antonio Salvador Silva, o atendimento conta com direção de Everton Vasconcelos e tem na operação o headWilliam Maia.
A agência trabalha em conjunto com o time de comunicação do Google, liderado no Brasil por Rafael Corrêa, atual responsável pelo relacionamento com a mídia nas frentes institucional, de produtos e serviços para o consumidor final e para empresas de todos os tamanhos. O contrato abrange também a marca Google Cloud e conta com um time de atendimento alocado em São Paulo e Brasília.
Celso Zucatelli vai apresentar novo programa da Record em parceria com a Discovery
Já recuperado da Covid-19, mas ainda cumprindo os protocolos médicos, Celso Zucatelli foi escolhido para apresentar o programa Quilos Mortais, novo trabalho da Record TV em parceria com a Discovery. A atração já é exibida em vários países na TV paga. Na Record, terá retoque próprios da emissora.
O programa vai acompanhar o dia-a-dia de pessoas que lutam para vencer a obesidade e retomar o controle de suas vidas. São casos de superação, muitas vezes dramáticos, de homens e mulheres que num determinado momento da vida resolvem alterar as suas rotinas diárias e encontram motivações para mudar.
Zucatelli foi contratado pela Record em novembro de 2019 para apresentar o Balanço Geral Manhã. Em setembro do ano seguinte, assumiu o Fala Brasil, além de comandar outros programas jornalísticos em plantões de fim de semana. Anteriormente, teve outra passagem pela Record, na qual apresentou o Hoje em Dia. Em 2015, deixou a emissora e passou por RedeTV e Gazeta SP.
Sobre o Quilos Mortais
Com nove temporadas, a série documental mostra o cotidiano de pessoas que sofrem com obesidade, os obstáculos, preconceitos e superações, com o tema: “Fartura pode se tornar excesso?”.
Abraji registra 100 jornalistas bloqueados por autoridades públicas no Twitter
Monitoramento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) registrou 100 jornalistas bloqueados por autoridades públicas no Twitter desde que passou contabilizar esses casos de forma contínua, em setembro de 2020. Ao todo, foram 196 perfis bloqueados pelo presidente da República, e por ministros, deputados, governadores e outras autoridades públicas.
Os motivos dos bloqueios são diversos. Alguns profissionais sequer atuavam na cobertura direta das autoridades que os bloquearam, outros contestaram tweets com informações falsas ou mencionaram o perfil da autoridade no compartilhamento de uma reportagem.
O presidente Jair Bolsonaro foi quem mais bloqueou jornalistas, com 54 casos, seguido pelos irmãos Abraham e Arthur Weintraub, que impediram o acesso de 25 e 16 jornalistas, respectivamente, quando ainda faziam parte do governo. A Abraji ouviu seis profissionais de imprensa que contam como foram bloqueados e as consequências desse bloqueio.
Rodrigo Carvalho, correspondente da Globo em Londres, contou que foi bloqueado pelo presidente em dezembro do ano passado após perguntar a ele, via Twitter, quando os brasileiros seriam vacinados. À época, o Brasil tinha aprovado o uso emergencial de mais uma vacina no Reino Unido: “Pergunta simples, básica. Àquela altura, mais de 40 países haviam saído na frente. As pessoas estavam morrendo. Fui bloqueado”.
O correspondente comparou a postura de Bolsonaro com a do primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson: “Estamos diante de uma figura sem qualquer compromisso com a democracia, alguém que não é capaz de conviver com as muitas cobranças que recebe. Aqui no Reino Unido, diversas críticas podem ser feitas ao primeiro-ministro conservador Boris Johnson, mas ao menos existe a disposição em lidar com elas e em prestar contas. Na pandemia, nos acostumamos com entrevistas coletivas quase diárias do chefe de governo – com jornalistas fazendo perguntas duras e fundamentais. Como não suporta essa ideia básica de democracia, Bolsonaro coleciona gestos de violência contra a liberdade de imprensa e afunda o Brasil num buraco que, sabemos, sempre pode ser mais fundo. É o governo do autoritarismo, do negacionismo e do desprezo pela vida”.
Tai Nalon, diretora executiva e cofundadora de Aos Fatos, disse que “bloquear um jornalista é muito mais desrespeitoso do que eficaz. Se eu sair do meu perfil e entrar em outro, ou se eu não fizer login, conseguirei ver os tweets do político em questão. Bloquear conta é um recurso oferecido a usuários comuns que sofrem assédio. Políticos estão nas redes para prestar contas, o que é muito diferente do papel de um usuário comum”.
Alípio Freire, de 75 anos, faleceu na manhã de 22/4, em São Paulo, vítima de complicações da Covid-19. Ele foi internado há cerca de 20 dias em decorrência da doença, mas não resistiu.
Alípio Freire, de 75 anos, faleceu na manhã de 22/4, em São Paulo, vítima de complicações da Covid-19. Ele foi internado há cerca de 20 dias em decorrência da doença, mas não resistiu.
Natural de Salvador, o jornalista, escritor e artista plástico fez parte da Ala Vermelha, grupo do PCdoB que combatia a ditadura militar. Ficou preso e foi torturado por três meses com companheiros na Operação Bandeirantes (Oban), em 1969, quando ainda tinha 23 anos. Permaneceu preso até 1974, no Presídio Tiradentes.
Alípio foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), do jornal Brasil de Fato e da revista Sem Terra, diretor do Sindicato dos Jornalistas de SP e primeiro presidente da representação paulista da ABI. Trabalhou em Folha de S.Paulo, TV Cultura e TV Bandeirantes, entre outros veículos. Publicou os livros Estação Paraíso e Estação Liberdade, além de ter organizado Tiradentes, um presídio da ditadura, com o relato de 35 pessoas que lá ficaram presas naquele período.
Um inquieto e visionário paraibano de Umbuzeiro, de nome afrancesado, Francisco de Assis Chateaubriand (1892-1968), mas com sobrenomes lusitaníssimos, Bandeira de Mello, criaria, em 1950, em São Paulo, a TV Tupi, a primeira emissora de televisão de língua portuguesa do planeta – e, também, a primeira da América Latina. Só no ano seguinte a novidade chegaria à Argentina do casal Juan Domingo (1895-1974) e Evita Perón (1919-1952). Itália e Espanha fundariam suas estações em 1956 – e Portugal um ano depois.
A televisão foi ao ar, pela primeira vez, em 22 de março de 1935, na Alemanha – embora a França reivindique a invenção, por ter iniciado em 1931 estudos experimentais. O Reino Unido ganharia uma TV em 1936 e, em 1941, a magia do “petit écran” desembarcaria nos Estados Unidos.
A ousadia de Chateaubriand encorajaria, em meados dos anos 1970, outro inquieto e visionário brasileiro, o publicitário paulistano José Roberto Filippelli, responsável pela divulgação e comercialização em todos os continentes, com extraordinário sucesso, das novelas da Rede Globo. Aos 84 anos, de volta à sua desvairada São Paulo, Filippelli, de família originária de Nápoles, acaba de publicar o livro A Melhor Televisão do Mundo. A obra, escrita em tom de memórias, é fruto dos quase 25 anos nos quais o autor esteve na linha de frente, como um “caixeiro-viajante”, a vender os produtos da emissora carioca do Jardim Botânico. Residiu, inicialmente, na espanhola Barcelona, seguindo, após, para Roma, instalando-se entre as colinas do Circo Massimo, onde estão os bairros do Aventino e San Saba, e, por último, na esplêndida Londres.
A novela campeã de vendas foi A Escrava Isaura, de 1976, sucesso em todos os países em que foi exibida. Da Itália à China e de Portugal às Áfricas. A estrela da trama, Lucélia Santos, atriz nascida em Santo André, no ABC paulista, de 64 anos, se tornaria um dos ícones da teledramaturgia mundial – e, aqui, aparece ao lado de Filippelli. O desempenho de Lucélia, como uma jovem branca escravizada, comoveria os telespectadores até no Leste europeu. E, na Hungria, então sob regime comunista, fãs chegaram a organizar uma “vaquinha”, como recorda Filippelli, para que a personagem, que acreditavam ser verdadeira, pudesse pagar sua alforria.
As telenovelas expandiram sua popularidade, inegavelmente, a partir do Brasil, porém, surgiram em Cuba, no século XIX, onde os textos de folhetins são lidos para entreter homens e mulheres que trabalham na confecção dos charutos. Passaram, no início da década de 1930, ao rádio e, 20 anos depois, à televisão. Uma das mais celebradas autoras de novelas cubanas, Glória Magadan (1920-2001), refugiou-se em São Paulo, em 1964, contratada por Chateaubriand e, posteriormente, pela Rede Globo.
O livro de Filippelli tem a colaboração de Mary Lou Paris, da Editora Terceiro Nome, e a apresentação do jornalista Dácio Nitrini. O título, ao contrário do que possa parecer, não afirma que a Rede Globo é a melhor televisão do mundo. Trata-se de uma brincadeira com o fato de que, nas feiras internacionais, todos os vendedores se diziam representantes da melhor TV do mundo. Inclusive Filippelli.
O sucesso, contudo, nunca lhe subiu à cabeça. Modestíssimo, lembro-me dele, entre os anos 1970 e 1980, quase se “justificando” pelo enorme êxito de suas vendas. Eu era correspondente de O Globo e seu vizinho, em Roma, à Via Latino Malabranca. Ouvi dele em várias ocasiões que o sucesso só fora possível pela qualidade dos produtos da Globo. E, cá entre nós, arremataria respondendo que, sem Filippelli, talvez a emissora da família Marinho jamais teria alcançado o merecido destaque universal.
Albino Castro
A história desta semana é novamente uma colaboração de Albino Castro, ex-SBT, EBC, tevês Gazeta-SP e Cultura, entre outros, que atualmente publica a coluna Mundos ao Mundo no jornal semanal luso-brasileiro Portugal em Foco.
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A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, deu dez dias para que o presidente Bolsonaro se manifeste sobre a ação movida pela Associação Brasileira de Imprensa que contesta o “declínio da liberdade da expressão no Brasil”. Na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI-6792/21 ), protocolada em 8/4, a entidade descreve um quadro de “ameaças a jornalistas e atividades”, “hostilização progressiva de profissionais de imprensa por autoridades governamentais e apoiadores”, “instauração de procedimentos de responsabilização criminal” pelo governo com base na Lei de Segurança Nacional, além de “restrições administrativas à liberdade de expressão de professores e pesquisadores”, “imposição de censura por decisões judiciais e matérias jornalísticas”, “imposição de indenizações desproporcionais” e “ajuizamento de ações de reparações de danos” contra jornalistas e veículos de imprensa, “com o propósito de lhes impor constrição econômica e de dificultar o exercício do direito de defesa”. Para a ABI, as práticas “empobrecem progressivamente a esfera pública no Brasil, concorrendo para a erosão das bases do regime democrático”. Na decisão, Rosa Weber também pede explicações do Senado e da Câmara dos Deputados.
Em 13/4, a ABI também acionou o STF para que a Corte declare a inconstitucionalidade do emprego abusivo de ações judiciais e de inquéritos policiais que, com fundamento em crime contra a honra, serviriam para desestimular a participação crítica no debate público. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF – 826/21) foi distribuída ao ministro Gilmar Mendes.
Na ação, a ABI sustenta que, desde o início do atual governo, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública vem requisitando a abertura de inquéritos policiais para apurar publicações de jornalistas e outras manifestações públicas críticas. Segundo a associação, em 2019 e 2020, foram abertos 77 inquéritos, muitos deles com fundamento nos crimes contra a honra previstos nos Códigos Penal e Eleitoral (calúnia, difamação e injúria). “Ainda que sem viabilidade jurídica, tais procedimentos investigatórios servem ao propósito ilícito de silenciar jornalistas”, alega.
Para a ABI, o consenso em torno do estado democrático de direito tem sido abalado pela emergência de práticas autoritárias que têm como um de seus principais alvos a liberdade de expressão. A finalidade da ação é que o STF interprete, conforme a Constituição, diversos dispositivos do Código Eleitoral, do Código Penal e do Código Penal Militar que tratam dos crimes contra a honra e, ainda, o que tipifica esses crimes em relação ao presidente da República, a chefe de governo estrangeiro ou a funcionário público, a fim de coibir o emprego abusivo de procedimentos criminais para impedir o exercício pleno da liberdade de expressão.