Natural de Santos, no litoral de São Paulo, Tinhorão mudou-se ainda criança para o Rio de Janeiro, onde se formou em Direito e Jornalismo. Ele começou a atuar em veículos de comunicação no começo dos anos 1950 e ao longo dos mais de quatro décadas de carreira no Jornalismo passou por veículos como Diário Carioca, Jornal do Brasil, TV Excelsior, TV Globo, Rádio Nacional e revista Veja.
Foi no Diário Carioca, inclusive, que ganhou o apelido de Tinhorão, nome de uma planta venenosa, alcunha que passou a utilizar em sua assinatura a pedido do então chefe de redação Pompeu de Souza.
A informação foi confirmada pela Editora 34, responsável pela publicação da maioria de seus livros, mas a causa de sua morte ainda não foi divulgada.
Em janeiro de 2019 ele sofreu um AVC em casa, que o impediu de continuar suas atividades.
O Instituto AzMina, em parceria com o Twitter, lançou uma assistente virtual para auxiliar no combate à violência contra a mulher. A ferramenta ajuda a identificar relações abusivas, e dá orientações no caso de situações violentas.
O atendimento é sigiloso, e pode ser acessado via mensagem direta no perfil @revistaazmina no Twitter. A mulher deve fornecer o CEP, e recebe indicações de serviços próximos, como Delegacia da Mulher, Defensoria Pública, Casa da Mulher Brasileira e unidades básicas de saúde.
A assistente recebeu o nome de Penha, em homenagem à Lei Maria da Penha, contra a violência doméstica, que completa 15 anos nesta sexta-feira (6/8). O código aberto da ferramenta será disponibilizado pela AzMima para que ela possa ser replicada.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Marília Moreira, gerente de projetos de AzMina, explicou que o foco do projeto está em três tipos de mulheres: as que precisam de orientação jurídica, as que buscam ajuda psicológica gratuita, e quem quer ajudar alguma amiga ou conhecida que vive situações ou uma relação abusiva.
Nesta quinta-feira (5/8), às 19h, AzMina realizará em seu perfil no Twitter um bate-papo sobre a nova assistente virtual. Participarão, além de Marília Moreira, Amarelinha Teles (Promotoras Legais Populares), Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza e Grupo Mulheres do Brasil), Regina Célia (Instituto Maria da Penha) e Natália Neris (Twitter Brasil). A moderação será de Mariana Kotscho (Papo de Mãe).
Em defesa da liberdade de expressão e da pluralidade de ideias, 12 veículos uniram-se para criar a Associação Brasileira de Mídia Digital (ABMD), que surge para estabelecer uma relação saudável e construtiva com as grandes plataformas de tecnologia.
A associação se autointitula como “mais uma arma em defesa do Estado Democrático de Direito”. Em texto sobre o lançamento da iniciativa, a ABMD destaca a escassa pluralidade no debate de ideias promovido pelos grandes meios de comunicação, e que, se estamos nos aproximando de momentos mais tranquilos, isso se deve “à existência de veículos de mídia independentes, como os que formam a Associação”.
A diretoria da nova associação é composta por Florestan Fernandes Jr. (presidente), Luís Costa Pinto (vice-presidente) e Adriana Delorenzo (diretora administrativo-financeira).
Os doze veículos associados são Brasil 247, Consultor Jurídico, DCM, Revista Fórum, Jornal GGN, Jus.com.br, Portal Metrópoles, O Cafezinho, Opera Mundi, Plataforma Brasília, Sul 21 e TV Democracia.
ABMD pede retirada de live de Bolsonaro
A associação pediu a retirada de uma live realizada no canal do presidente Jair Bolsonaro no YouTube com ataques ao sistema eleitoral do País, bem como todos os vídeos provenientes do conteúdo postado pelo presidente.
Segundo a entidade, a live transmitiu “falsas vulnerabilidades das urnas eletrônicas e do processo de apuração e contagem de votos do Brasil” e “atacou instituições como o Supremo Tribunal Federal, o Tribunal Superior Eleitoral e seus ministros”.
A ABMD pede que o YouTube puna o canal dentro de suas regras, e que o Google e outras plataformas digitais derrubem a disseminação e circulação dos vídeos.
“Os veículos de comunicação que nós representamos fazem jornalismo independente e moderno”, escreveu a associação. “O ambiente digital é o ecossistema que habitamos. Nele, explicamos a conjuntura e levamos aos nossos leitores, telespectadores, ouvintes, assinantes, associados e parceiros, notícias reais e apuração honesta de fatos. Temos compromisso com a verdade. Ninguém, pode vir a esse ambiente de mídias digitais para confundir, mentir e dividir ainda mais a sociedade. Agir rapidamente contra as fake news, será didático para todos – sobretudo para o Brasil e para os brasileiros. E isso é urgente”.
A CPI da Covid decidiu nesta terça-feira (3/8) retirar da pauta a quebra do sigilo bancário, telefônico e telemático da rádio Jovem Pan. A decisão foi anunciada pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) na volta do recesso parlamentar. Ele afirmou que não há “nenhum fato” que justifique a quebra do sigilo bancário.
O pedido de quebra de sigilo bancário da Jovem Pan foi de Renan Calheiros, relator da CPI, que citou a emissora como um “grande disseminador de fake news”, e justificou a ação para investigar dados bancários de portais na internet e integrantes do chamado “gabinete do ódio”, bem como apurar o financiamento de informações falsas sobre a pandemia. Outros nomes envolvidos na quebra de sigilo são a produtora Brasil Paralelo, e figuras como Allan dos Santos, responsável pelo site Terça Livre.
Mas, de acordo com Aziz, Renan não sabia da apresentação do requerimento e atribuiu a autoria à sua assessoria.
A própria Jovem Pan pronunciou-se sobre o caso, que classificou como “uma acusação genérica que tem por única finalidade cercear a liberdade de imprensa no Brasil”. A emissora também destacou que seus balanços são publicados anualmente no Diário Oficial.
Entidades que representam empresas de rádio e tevê repudiaram a possibilidade de quebra de sigilo. Em notas, Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) e Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (Fenaert) consideraram a decisão uma afronta à liberdade de expressão.
A 16ª edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, que a Abraji promoverá de 23 a 29 de agosto, terá entre suas principais atrações dois encontros que discutirão o papel da imprensa na apuração de casos de abusos sexuais promovidos por grandes empresários. Dividido em duas partes, o painel Abusos sexuais em grandes redes de poder abordará os casos do bilionário norte-americano Jeffrey Epstein e do fundador das Casas Bahia Samuel Klein e seu filho Saul. Ambas as mesas serão no dia 26/8 (quinta-feira).
Jeffrey Epstein, Samuel Klein e Saul Klein
A primeira parte, sobre o caso Epstein, terá início às 11h20 (horário de Brasília) e contará com a participação da jornalista investigativa Julie K. Brown, do Miami Herald.
Condenado a 18 anos de prisão em 2008 por abusar sexualmente de uma adolescente, Epstein foi liberado após 13 meses em consequência de um acordo legal. O caso, porém, foi reaberto depois da publicação de uma reportagem de Julie, em novembro de 2018, que revelava detalhes de uma nova acusação, desta vez por prostituição de uma menor de 14 anos.
Preso novamente em julho de 2019 por causa desta denúncia, e de outros 60 casos que surgiram mais tarde, Epstein foi encontrado morto em sua cela 35 dias mais tarde com marcas em volta do pescoço. Segundo o The New York Times, ele teria cometido suicídio.
Além da segunda prisão do empresário, a reabertura do caso resultou na renúncia do secretário do Trabalho dos Estados Unidos no governo Trump, Alexander Acosta. Ele era procurador federal na época dos casos de abuso e a apuração de Brown mostrou que ele foi o responsável pelos acordos com os advogados que mantiveram Epstein solto.
Por sua investigação, Julie ganhou reconhecimentos como o Prêmio George Polk, e lançou o livro Perversion of Justice: The Jeffrey Epstein Story (Perversão da Justiça: a história de Jeffrey Epstein, em tradução livre). O caso também inspirou uma série documental lançada em 2020 pela Netflix. A mesa-redonda terá mediação de Angelina Nunes, coordenadora do Programa Tim Lopes, da Abraji.
Mais tarde, às 12h20, a segunda parte do encontro receberá Andrea Dip e Thiago Domenici, da Agência Pública, e Pedro Lopes, do UOL, que falarão sobre o recém-divulgado caso envolvendo os empresários Samuel Klein e seu filho Saul.
No caso do patriarca, fundador da Casas Bahia, o esquema envolvia abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. E, segundo as denúncias divulgadas pelos dois veículos, incluía recrutamento, transporte e até pagamento em bilhetes que valiam itens em suas lojas para meninas de classes sociais mais baixas. Esses abusos foram citados durante as investigações contra Saul Klein.
O empresário Saul Klein foi acusado de aliciamento e estupro de 14 mulheres. As vítimas revelaram que foram condicionadas a um cenário de pressão e dependência psicológica diante de seu grande poder financeiro. Saul teve seu passaporte retido pela Justiça e impedido de contatar as 14 vítimas. A mesa terá mediação de Amanda Rossi, que faz parte da diretoria da Abraji.
O 16º Congresso da Abraji conta com os apoios institucionais deste Portal dos Jornalistas e de Jornalistas&Cia.
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) marcou para 19/8 o julgamento em segunda instância da legalidade da venda do canal 32 de São Paulo. A informação foi confirmada pela assessoria do Tribunal ao Notícias da TV.
Em 2015, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública requerendo a cassação do canal sob justificativa de que a MTV não poderia ter vendido uma frequência pública; em primeira instância, a Justiça deu razão ao MPF.
Segundo os autos, a venda da antiga MTV para a empresa dona da rede de lojas Kalunga foi realizada sem a participação da União, em dezembro de 2013, o que é ilegal. Qualquer concessão de televisão pública precisa de aprovação do Congresso Nacional, com sanção do governo federal.
Atualmente ocupado pela Loading, o canal 32 já foi negociado pela Spring com a Jovem Pan para que ele seja a cabeça de rede de um canal de notícias da emissora de rádio em TV aberta. Caso a Justiça aprove a cassação, será o segundo grande golpe contra a Jovem Pan no mês.
Sem nenhuma justificativa, o Twitter suspendeu nessa segunda-feira (2/8), por ao menos oito horas, o perfil Fátima (@fatimabot). A ferramenta, criada pelo Aos Fatos, é um robô checador de notícias falsas publicadas na plataforma. A partir de inteligência artificial, ela detecta a divulgação de links com conteúdo desinformativo e envia aos usuários que os compartilharam as checagens feitas pela equipe do Aos Fatos.
“A suspensão ocorreu sem qualquer comunicado prévio ou justificativa clara”, informou a publicação. Ao acessar o perfil, os administradores da conta receberam a seguinte mensagem: “Erro. Sua conta (@fatimabot) está suspensa no momento. Para obter mais informações, entre em Twitter.com”.
Seguindo as orientações, a equipe do Aos Fatos preencheu um formulário para pedir que o perfil fosse colocado no ar novamente. Após ser questionada durante todo o dia, a empresa reativou a conta, ainda sem todos os dados, por volta das 20h10.
Até a manhã desta terça-feira (3/8), o Twitter ainda não havia justificado formalmente o motivo da suspensão da conta. Por meio de assessoria de imprensa, a plataforma afirmou estar investigando o que ocorreu.
Sobre a Fátima – Lançado em julho de 2018 sob a premissa de que todas as pessoas expostas a desinformação também merecem ter acesso à informação verificada, o aplicativo Fátima foi idealizado pelo jornalista e professor do Insper Pedro Burgos e pela diretora executiva do Aos Fatos Tai Nalon.
No Twitter, o perfil sincroniza um banco de alegações falsas ou distorcidas já checadas pelo Aos Fatos e mapeia automaticamente a rede social a cada 15 minutos em busca de posts com links desinformativos. Ao encontrá-los, dispara uma resposta para o perfil que compartilhou o conteúdo enganoso com um link para a informação verificada.
Fátima, que em 2019 faturou o Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados. também atua no WhatsApp e no Messenger do Facebook. Nessas plataformas, ela é um chatbot que conversa com os usuários, envia checagens e recebe sugestões de conteúdo para verificação.
A Open Knowledge Brasil lançou a ferramenta de código aberto Querido Diário. O serviço centraliza informações de nível local, reunindo a princípio os diários oficiais de 12 capitais brasileiras: Boa Vista, Manaus, Palmas, João Pessoa, Teresina, Maceió, Salvador, Natal, Goiânia, Campo Grande, Rio de Janeiro e Florianópolis.
A ferramenta é a junção de duas iniciativas que já existiam: o Projeto QueriDO, que monitorava os diários oficiais com o olhar direcionado para licitações, e a Operação Serenata de Amor, voltada para a esfera pública federal e que criou o robô Rosie para monitorar suspeitas de desvio da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP).
Após unir os dois projetos e liderar o desenvolvimento do novo produto, em um trabalho prévio que durou cerca de três anos, Open Knowledge criou as ferramentas para acessar diariamente os sites das prefeituras, baixar os diários oficiais, organizar os arquivos, limpar os dados e disponibilizar essas informações em uma estrutura de busca.
Não é preciso entender de programação para usar o serviço, que reúne todas as características dos buscadores comuns, como o algoritmo de busca semântica, que retorna informações semelhantes aos termos buscados, a possibilidade de usar aspas para encontrar frases exatas etc.
A plataforma concentra ainda os textos na íntegra dos diários oficiais, possibilitando a pesquisa de qualquer palavra que tenha sido publicada nesses documentos e a ferramenta mostra exatamente onde está o termo buscado. Após a pesquisa, é possível baixar o diário oficial de interesse em formato PDF ou TXT.
Em matéria publicada nessa segunda-feira (2/8), em sua coluna no Splash/UOL, Ricardo Feltrin informou ter repercutido negativamente nos bastidores da Record TV o ataque de Max Guilherme Machado, assessor especial do presidente Jair Bolsonaro, à âncora Mariana Godoy.
Na última sexta-feira (30/7), durante o programa Fala Brasil, a jornalista chamou de “bizarra” uma live do presidente Jair Bolsonaro realizada no dia anterior, em que ele mais uma vez defendeu o voto impresso.
O comentário teria passado praticamente despercebido, não fosse uma resposta dada nas redes sociais pelo assessor especial do presidente. No Instagram ele retrucou, chamando a âncora de bizarra e a acusando de propagar um “jornalismo totalmente comunista”.
“Bizarra é você”, retrucou o assessor da presidência, Max Guilherme Machado, à âncora Mariana Godoy
Como resposta ao comentário do assessor, a emissora teria reforçado um aviso a todos os seus jornalistas e âncoras, ordenando que ninguém deveria comentar notícias, exceto comentaristas pagos para esse fim.
Segundo Feltrin, “o alerta da direção de Jornalismo é para que não só palavras, mas nem sequer expressões faciais deixem transparecer aos telespectadores o que os âncoras pensam da notícia. A ordem é de total ‘isenção’”.
Procurada pelo colunista, a emissora não comentou o assunto.
O repórter da TV Globo Diego Haidar (RJ1) deu um salto mortal ao vivo no fim de uma reportagem sobre ginástica artística nesta segunda-feira (2/8). Ele foi ao Centro de Treinamento do Flamengo, conversou com ginastas colegas de Rebeca Andrade e finalizou com um exercício no solo.
Diego contou que treinou ginástica artística por um breve período em sua adolescência: “Eu achava que não sabia mais de nada. Mas o professor Ângelo Sabino (um dos entrevistados na reportagem) me ajudou a descobrir que eu sei alguma coisinha ainda”.
Ele então posicionou-se no tablado e fez um salto mortal com três piruetas. Ele dedicou o movimento a Rebeca: “Foi um mortal para trás grupado. Que fique como um incentivo ao esporte. E eu dedico a Rebeca! (…) É tipo andar de bicicleta fazer mortal, quase igual! Só que precisa estar com o corpo em dia!”
Disse ainda que o esporte o ajudou em questões de concentração e disciplina. No estúdio, a âncora Mariana Gross e a repórter Priscila Chagas ficaram surpresas. A apresentadora improvisou um cartaz com a nota 10 para Diego.