Prêmio Anamatra de Direitos Humanos recebe inscrições até quarta (20/7)
Termina nessa quarta-feira (20/7) o período de inscrições para o Prêmio Anamatra de Direitos Humanos 2022, realizado pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), que valoriza ações de pessoas físicas e jurídicas na defesa dos direitos humanos no mundo do trabalho.
O prêmio tem a categoria Imprensa, para jornalistas, dividida em quatro subcategorias: mídia impressa (jornal e revista) ou eletrônica (internet); televisão; rádio; e fotografia impressa (jornal e revista) ou eletrônica (internet). O vencedor de cada subcategoria receberá R$ 10 mil.
As outras duas categorias são Cidadã, na qual podem concorrer pessoas físicas e jurídicas que desenvolvem projetos relacionados aos direitos humanos; e Programa Trabalho, Justiça e Cidadania, para alunos, professores e escolas que promovam ações e práticas relacionadas ao tema.
Os finalistas em todas as categorias e subcategorias serão divulgados em 2 de setembro, no portal da Anamatra. E em 15 de setembro serão anunciados os vencedores e eventuais menções honrosas. A cerimônia de premiação e entrega de troféus será realizada em 29 de setembro, no Rio de Janeiro, com local ainda a definir.
Confira o regulamento e inscreva-se aqui.
Leia também:
IstoÉ cede domínio de seus sites por R$ 15 milhões
O portal da Editora Três, responsável pelas publicações IstoÉ, IstoÉ Dinheiro, Motor Show, Menu, Planeta e Gente, foi arrematado em leilão por R$ 15 milhões para a empresa Entre Investimentos. A medida faz parte da recuperação judicial da Editora Três, anunciada em 2020, após queda de circulação, anunciantes e quase R$ 264 milhões em dívidas.
A Entre Investimentos, empresa de consultoria em gestão empresarial e serviços financeiros, arrematou o domínio na primeira rodada do leilão. A compra garante a propriedade digital dos veículos.
Segundo o laudo de projeções financeiras, serão necessários cerca de R$ 32 milhões como aportes iniciais nos dois primeiros anos para “suportar os investimentos e os resultados negativos” até equilibrar receitas com custos e despesas. E estão previstos aproximadamente R$ 25,5 em dez anos para desenvolvimento do portal, aquisição de softwares, inteligência artificial e tecnologia.
Vale lembrar que, também como parte do processo de recuperação judicial, a Editora Três leiloou em dezembro do ano passado seu prédio industrial de quase 130 mil m², localizado em Cajamar (SP).
Leia também:
Veículos da EBC censuram reportagens sobre assassinato de petista em aniversário
A TV Brasil e a Agência Brasil (EBC) censuraram reportagens sobre o assassinato do petista Marcelo Aluizio de Arruda durante sua festa de aniversário em Foz do Iguaçu. Os veículos omitiram o fato de que o assassino, o policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho, é bolsonarista. E trataram o ocorrido, em que Guaranho chegou a gritar “aqui é Bolsonaro”, com música alta em alusão ao presidente, de “desentendimento”, seguido de uma “troca de tiros”.
Em nota, o movimento Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública repudiou a censura: “O resultado, triste e revoltante, é constatar que a EBC, agindo assim, mentindo de forma descarada para o público, fere a democracia e perpetua um tipo de violência política que a sociedade brasileira quer ver extirpada”.
A Frente citou também os responsáveis pelo Jornalismo na EBC, que promovem “sistemática prática de censura e promoção do governo Bolsonaro”: a diretora Sirlei Batista, que comanda a empresa; Oussama El Ghaouri e Paulo Leite, na TV Brasil; Luciano Seixas e Gabriela Mendes, no Radiojornalismo; e Juliana Andrade e Bruna Sanielle, na Agência Brasil.
Leia também:
Governo pede investigação de reportagem sobre aborto legal de criança vítima de estupro
O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos pediu investigação de uma reportagem do Intercept Brasil, em parceria com o Portal Catarinas, sobre o aborto legal de uma criança de 11 anos que ficou grávida após ser vítima de estupro. O pedido diz que a matéria deve ser investigada para “apurar a responsabilidade cível e criminal do site The Intercept por veicular as imagens e o áudio do depoimento especial sigiloso” da criança à Justiça.
Sobre o ocorrido, o Intercept publicou que o pedido de investigação é “um ataque contra a liberdade de imprensa”. O site afirmou que agiu dentro da lei, seguindo os princípios éticos da profissão e com proteção da Constituição Federal, que garante liberdade de imprensa, o direito à informação e o sigilo da fonte, “essencial para preservar o jornalismo em denúncias sensíveis”. O Intercept destacou também que a grande repercussão da reportagem mostra o interesse público sobre o caso.
Para o site, o pedido de investigação faz parte de uma estratégia do Governo Bolsonaro de criminalizar a imprensa: “Bolsonaro avança de maneira metódica e permanente com objetivo de intimidar o jornalismo e degradar ainda mais as instituições e a democracia brasileira. Os ataques vão desde maus tratos a repórteres durante entrevistas a declarações públicas em que o presidente expressa seu desejo pelo fim de jornais ou sites que publicam reportagens que o desagradam”.
A publicação diz que ameaças como essa servem de combustível para continuar trabalhando e que não se intimidarão com a investigação.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) enviou um ofício ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos pedindo explicações “em relação ao teor das investigações solicitadas sobre o site The Intercept Brasil, bem como a origem e fundamentação de tal ato administrativo”.
E a Associação de Jornalismo Digital (Ajor) publicou nota em apoio ao Intercept Brasil e ao Portal Catarinas. A entidade escreveu que repudia “qualquer tentativa de perseguição aos comunicadores no exercício de sua profissão”, e reforçou “a importância de termos uma imprensa livre e plural no país, que investigue autoridades e garanta o bom funcionamento das instituições democráticas, especialmente no período que antecede as eleições presidenciais”.
Livro mostra as origens do patrimônio político e financeiro da família Bolsonaro
Juliana Dal Piva, colunista do UOL, lançará em setembro o livro O Negócio do Jair: A história proibida do clã Bolsonaro (Editora Zahar), que mostrará as origens do patrimônio político e financeiro do presidente Jair Bolsonaro e de sua família.
Fruto de três anos de pesquisa e apuração, a obra parte do escândalo das rachadinhas, exposto pelo caso Queiroz em dezembro de 2018, para contar a história da trajetória de Jair Bolsonaro e de sua família na política e como este “clã”, como diz a autora, teria utilizado esse esquema para construir o patrimônio político e financeiro do atual presidente do Brasil.
“No centro do passado que o clã tenta abafar está um esquema de corrupção conhecido entre os participantes como o ‘Negócio do Jair’”, explica a apresentação do livro. “O arranjo ocorria nos gabinetes funcionais ocupados pela família de Bolsonaro em seus mandatos políticos, seja de vereador, deputado estadual ou federal, e envolvia seus três filhos mais velhos, as duas ex-esposas e a atual, amigos, familiares – muitos deles atuando como funcionários fantasmas –, além de advogados e milicianos”.
O livro foi feito com base em depoimentos exclusivos, cópias sigilosas de autos judiciais, mais de cinquenta entrevistas, mil páginas em documentos, vídeos e gravações de áudio. Mostra como, através de esquemas partidários, a família Bolsonaro acumulou milhões de reais e construiu o projeto político que levou o chefe da família à Presidência da República.
Vale lembrar que Juliana é também apresentadora do podcast A Vida Secreta de Jair, que aborda justamente o esquema das rachadinhas, envolvendo os filhos de Bolsonaro, e o envolvimento do presidente em esquema de desvio de salário de assessores do seu gabinete quando foi deputado federal.
Guia gratuito dá dicas para a cobertura da elevação do nível dos mares
A Rede Global de Jornalistas Investigativos (GIJN) lançou nesta semana um guia online e gratuito sobre a cobertura da elevação do nível dos mares e oceanos. Os textos foram escritos por Toby McIntosh, consultor sênior do Centro de Recursos da GIJN, com edição de Nikolia Apostolou, Laura Dixon e Reed Richardson, e checagem de fatos por Miranda Woolen.
Divido em seis capítulos, o guia aborda temas como conceitos básicos, relatórios essenciais que os jornalistas devem ler, consequências adversas, fontes, dicas de práticas e reportagens, jornalismo costeiro, entre outros, com mapas interativos sobre a situação do mar em diferentes partes do mundo, gráficos, indicações de fontes, e registros históricos.
O guia mostra aos jornalistas um panorama sobre os principais tópicos que eles devem ter em mente durante cobertura do tema, como comunidades costeiras ameaçadas, impactos sobre mulheres, crianças e vulneráveis, impactos na agricultura e pesca, nos negócios, nos valores imobiliários, na habitação acessível, estradas e transportes, etc.
Confira na íntegra (em inglês).
Leia também:

















