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ANJ promove campanha no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Para celebrar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, comemorado nesta quarta-feira (3/5), dezenas de jornais brasileiros publicam hoje, nos meios impresso e digital, uma campanha assinada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ).

O objetivo é destacar a importância decisiva do jornalismo no combate à desinformação e à retórica de ódio espalhadas na internet. Os veículos também divulgam um anúncio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) alusivo à importância do jornalismo profissional para a democracia.

O anúncio da ANJ enfatiza que a desinformação só tem um lado: o de dentro da bolha. “Informação correta e plural é aquela apurada e verificada com plena liberdade. Sem distorções, sem intimidações e sem bolhas de opinião”, diz a peça publicitária elaborada pela agência Frisson Comunicação e Marketing.

“Para se ter liberdade de imprensa, não basta apenas liberdade. É preciso também uma imprensa vigorosa e economicamente saudável para fiscalizar governos e enfrentar a epidemia de desinformação espalhada pelas redes sociais”, diz Marcelo Rech, presidente da ANJ . “Também por isso entendemos que o trabalho de limpeza da poluição social causada pelas plataformas deve ser bancado, no mínimo parcialmente, por quem dissemina a poluição”.

As celebrações do World Press Freedom Day são lideradas pela Unesco e, neste ano, tem como tema central a correlação condicional do direito à livre expressão com os demais direitos: “Moldando um futuro de direitos: a liberdade de expressão como um motor para todos os outros direitos humanos”.

Em mensagem de vídeo especial sobre a data, António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que “toda a nossa liberdade depende da liberdade de imprensa”. Para ele, o funcionamento pleno do setor é a base da democracia e da justiça.

Ao citar acompanhamentos feitos pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) e Repórteres sem Fronteiras (RSF), Guterres lembrou que o jornalismo está sob ataque. Jornalistas e trabalhadores do setor, disse o secretário-geral, são visados enquanto realizam seu trabalho, sendo assediados, intimidados, detidos e presos. Segundo ele, pelo menos 67 trabalhadores da mídia foram mortos no ano passado. Isso representa um aumento de 50% em relação a 2021. Além disso, quase 75% das jornalistas sofreram violência online e uma em cada quatro foi ameaçada fisicamente.

O último relatório World Press Trends Outlook, da Associação Mundial de Newsmedia (WAN-IFRA) apresenta dados semelhantes. Segundo o estudo, pelo menos 66 jornalistas foram mortos em 2022, 40 deles por motivos diretamente ligados ao seu trabalho, enquanto estimativas sugerem que um número recorde – 363 – está atualmente preso (um aumento de 20% em relação a 2021).

Google anuncia selecionados para Lab de Sustentabilidade

O Google anunciou as 40 organizações e profissionais selecionados para a primeira edição do Lab de Sustentabilidade, programa de apoio e formação para jornalistas que cobrem sustentabilidade e meio ambiente.

Com duração de três meses, o projeto visa a incentivar e aumentar a cobertura jornalística da agenda sustentável no País. Os participantes serão contemplados com treinamentos e workshops, ministrados por especialistas na cobertura de sustentabilidade, divididos em sete grandes módulos: Audiência e Dados, Monetização, Startups & Empreendedorismo, Youtube & Vídeo, Produtos, Monetização de Audiência, e Conteúdo.

Ao final do programa, os selecionados “estarão aptos para impulsionarem seus negócios por meio de ferramentas de análise de audiência e engajamento com o leitor, além de análise de produto e proposta de valor e monetização”, diz o Google.

Confira a lista das organizações selecionadas:

A Economia B, Agência Envolverde, Agência Esther, Amazônia Vox, Arara ECOS, ((o)) eco, Aupa Jornalismo de Impacto Socioambiental, CicloVivo, Colabora − Jornalismo Sustentável, Correio Sabiá, Eco Nordeste, Ecoporé, eCycle, Ekoa um Mundo Melhor, Fauna News, Fiquem Sabendo, Gabinete dos Bichos, Gazeta do Cerrado, Green Nation, InfoAmazônia, Instituto Neo Mondo, Instituto Terreiro 2, Invest Amazonia, IPAM Amazônia (Comunicação), Midiajur, Mongabay Brasil, Natureza Crítica, Negritar Filmes e Produções, Nosso Impacto, O Liberal, Portal Assobiar, Red Tejiendo Historias, Sumaúma, To em Foco, Viajar Verde, ViaVerde News, Visit Iguassu, Claudia Visoni, Ecocariri, Data Fixers.

Jeduca abre inscrições do curso Jornalismo de Educação

Jeduca abre inscrições o curso Jornalismo de Educação
Jeduca abre inscrições o curso Jornalismo de Educação

O curso Jornalismo de educação: bases para a cobertura retorna em sua terceira edição para promover a qualificação da cobertura de educação. A iniciativa da Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca) em parceria da Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos (Abraji) é online, gratuita e exclusiva para profissionais e estudantes da área de comunicação.

Coordenado por Ângela Both Chagas e Sérgio Lüdtke, o curso trará a visão de profissionais de referência nas áreas de política educacional e cobertura de educação. Será abordado o papel da educação brasileira ao longo do tempo, atuais políticas educacionais, sua forma de financiamento, funcionamento e aplicação.

Além disso, capacitará os estudantes a avaliarem a educação, reportar dados educacionais e utilizar a Lei de Acesso à Informação para cobertura e fontes no jornalismo de educação. Serão 12 aulas, cada uma contendo uma hora de duração, que acontecerão ao vivo, às segundas e terças-feiras, às 19h. O curso acontecerá de 15 de maio a 20 de junho e os interessados terão até 11 de maio para se inscreverem através deste formulário.

Leia também:

Abraji edita em português cartilha sobre segurança para jornalistas freelancers

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) editou em português a cartilha da organização A culture of Safety Alliance (Acos Alliance) sobre segurança para jornalistas freelancers.

O guia traz recomendações tanto para profissionais de imprensa independentes que fazem coberturas arriscadas, como para veículos que encarregam os jornalistas de tais coberturas.

Para estes, a cartilha destaca aspectos como a importância do planejamento da cobertura, levando em consideração as dimensões de segurança digital, legal, física e psicológica antes, durante e após a divulgação do conteúdo; fazer cursos de segurança e de primeiros socorros adequados para a atividade jornalística; buscar equipamentos de segurança relevantes e adequados ao seu perfil e atribuição; procurar um seguro adequado; averiguar os riscos da cobertura e colocar na balança os perigos e a relevância do conteúdo abordado, entre outros.

E em relação aos veículos, o guia aponta recomendações como se manterem atualizados sobre os padrões e protocolos de segurança de seus jornalistas, incluindo os aspectos digitais, jurídicos, físicos e psicológicos, além de promoverem a conscientização sobre esses padrões; demonstrar a mesma preocupação com o bem-estar dos jornalistas e freelancers locais etc.

Confira a íntegra do material aqui.

Morre em São Paulo Helena de Grammont, aos 74 anos

Morre em São Paulo Helena de Grammont, aos 74 anos

Morreu nessa quinta-feira (27/4) Helena de Grammont, em São Paulo, aos 74 anos. A causa da morte não foi confirmada. Deixa três filhos, também jornalistas.

Nascida em Botucatu, em São Paulo, Helena chegou à capital paulista com 11 anos de idade. Começou a vida profissional como bancária, mas posteriormente migrou para o jornalismo. Trabalhou na TV Globo por mais de 30 anos.

Na emissora, atuou em praticamente todos os telejornais e pelo Fantástico. Trabalhou em importantes coberturas, como a cooptação de menores pela seita do reverendo Moon e o desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio, em 1985. Foi diagnosticada com Alzheimer precoce, aos 58 anos.

Nos anos 1980, Helena destacou-se ao mobilizar passeatas por justiça pela sua irmã, a cantora Eliane de Grammont, assassinada pelo ex-marido, o também cantor Lindomar Castilho, em março de 1981. Ele foi condenado a doze anos de prisão.

Helena foi casada com o também jornalista Juarez Soares, falecido em 2019, aos 78 anos.

STF derruba censura a documentário sobre lawfare na Paraíba

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a censura imposta ao documentário Justiça Contaminada – O Teatro Lavajatista da Operação Calvário na Paraíba, produzido e dirigido pelos jornalistas Eduardo Reina e Camilo Toscano.

A censura foi pedida pelo desembargador Ricardo Vital, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), e determinada pelo juiz Adhemar de Paula Leite Ferreira Néto, de 3ª Entrância da Comarca de João Pessoa (PB).

“A jurisprudência desta Corte tem admitido, em sede de Reclamação fundada no julgamento da ADPF 130, que se suspenda a eficácia ou até mesmo definitivamente sejam cassadas decisões judiciais que determinem a não veiculação de determinados temas em matérias jornalísticas”, escreveu Fachin em sua decisão.

Os dois jornalistas também respondem civil e criminalmente pelo audiovisual que faz críticas ao lavajatismo e à prática de lawfare. São duas outras ações que tramitam na Justiça paraibana.

Segundo Reina, ambos estão se defendendo em duas frentes: recorreram à Rede de Proteção aos Jornalistas, que envolve Abraji, Instituto Vladimir Herzog e Artigo 19; e contrataram um advogado em Brasília que os vem auxiliando desde o início da ação.

Leandro Demori lança livro sobre origem das milícias

Leandro Demori lançou o livro Máfia e Milícia – Conexão Rio: quando os italianos cruzaram o Atlântico, que trata sobre o conceito de “milícias” aqui no Brasil e explica a origem dessas organizações.

O texto da obra é baseado em uma reflexão de Demori feita em uma live em seu canal no YouTube de junho de 2020, intitulada O Escritório do Crime: as tramas e os mistérios da investigação sobre Marielle Franco. O livro tem uma leitura breve, e linguagem coloquial e didática, para facilitar o entendimento sobre o assunto.

A obra fala sobre o termo “milícias”, que passou a ser usado com frequência na imprensa brasileira e na internet como um todo, em especial depois do assassinato de Marielle Franco e durante as últimas eleições. O livro destaca a origem das milícias cariocas, e a sua relação com a máfia siciliana, a Cosa Nostra, na Sicília, na Itália.

A obra está sendo distribuída na íntegra para apoiadores do trabalho de Demori na plataforma Apoia.se. O livro é apenas parte de uma série de projetos de leitura que o jornalista pretende lançar. Demori destacou que novos trabalhos estão por vir: “Novas investigações jornalísticas estão em andamento e serão publicadas em breve”.

É possível baixar gratuitamente uma prévia do livro aqui. E neste link você pode apoiar o trabalho de Demori na plataforma Apoia.se e ganhar a íntegra do livro.

Justiça nega indenização a fotógrafo que perdeu olho durante protesto em SP

STF decide que SP deverá indenizar fotógrafo que ficou cego ao cobrir protesto em 2013

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou indenização ao fotógrafo Sérgio Silva, que perdeu a visão do olho esquerdo ao ser atingido por uma bala de borracha disparada pela Polícia Militar em uma manifestação em 2013.

Os magistrados mantiveram a decisão em primeira instância de 2017, que julgou o próprio Sérgio como culpado do ocorrido, por se colocar no meio do confronto da PM e os manifestantes. Outro argumento utilizado foi o de que, no processo, não há provas de que a lesão foi causada pelo tiro de borracha disparado pela PM.

Sérgio pede indenização de R$ 1,2 milhão e pensão mensal de R$ 2,3 mil pelos danos. O fotógrafo aguarda por isso há dez anos. A Justiça negou a indenização pelo menos três vezes, alegando que Sérgio foi responsável pelo próprio ferimento, por “assumir riscos de seu ofício”.

Sérgio declarou que vai recorrer até a última instância para ter justiça. Segundo ele, a decisão “é mais violenta do que o próprio tiro”, e existem provas suficientes do tiro da polícia: “Eles estão fechando os olhos para qualquer possibilidade de defesa que eu possa ter. Isso é muito violento. Afirmam que qualquer coisa pode ter me atingido, mas eu não estava em qualquer lugar, tinha uma ação clara do Estado, presente e agindo. Eles negam a chance de cogitar que pode ter sido a bala do Estado”.

O advogado de Sérgio, Maurício Vasques, declarou que o fotógrafo deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Vale lembrar que, em 2021, o STF determinou que o Estado de São Paulo indenizasse o também fotógrafo Alex Silveira, que ficou cego em 2000 ao ser atingido por uma bala de borracha disparada por um policial durante manifestação de professores.

Maurício Noriega assina com a Rádio Transamérica

Maurício Noriega assina com a Rádio Transamérica

O comentarista esportivo Maurício Noriega assinou com a Rádio Transamérica para integrar a equipe de Esportes da emissora. O jornalista é um dos vários profissionais demitidos do Grupo Globo nas últimas semanas.

Nas redes sociais, a Transamérica anunciou a novidade. Noriega fará sua estreia na rádio paulista na próxima terça-feira (2/5), no programa Papo de Craque – 2ª edição, às 17h.

Noriega deixou a Globo após cerca de 20 anos de casa. Ele chegou à emissora carioca em 2002. Atuou como comentarista em transmissões de partidas do futebol brasileiro e internacional, e participou de diferentes programas do SporTV, como Bem, Amigos!, Redação SporTV, Tá na Área, Troca de Passes e Seleção SporTV. Antes, trabalhou em Gazeta Esportiva, Lance! e Rádio Bandeirantes.

A Transamérica também anunciou a contratação de mais três nomes para sua equipe de Esportes: os narradores Álvaro José e Ricardo Mello, e o repórter Caique Silva.

Álvaro José narrou 11 Olimpíadas e cobriu momentos históricos do esporte, como as medalhas de ouro de Joaquim Cruz no Atletismo (1984), Aurélio Miguel no Judô (1988), Rogério Sampaio também no Judô (1992) e Tiago Braz no Atletismo (2016).

Ricardo Mello tem cerca de dez anos de atuação no jornalismo esportivo. Era caminhoneiro que amava ouvir o rádio enquanto dirigia. Começou na Rádio Cultura de Alfenas (MG), depois foi para a Rádio Cacique de Santos, passou pela ABC, pela Tupi de São Paulo, e foi narrador da Rádio Globo ao lado de Oscar Ulisses.

Caique Silva inciou a carreira na Revista Placar, e trabalhou em Jornal Oficial Brasil, Jovem Pan AM/FM, e programas esportivos no YouTube. Atuou como repórter e setorista.

O momento realpolitik do Extinction Rebellion

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

O grupo ambientalista Extinction Rebellion (XR), que se notabilizou por manifestações disruptivas na defesa do clima, assustou o Reino Unido com a promessa de quatro dias de protestos para marcar o Dia da Terra.

Mas o que se viu foi algo diferente, sinalizando uma mudança de estratégia que dá pistas sobre o futuro do ativismo climático.

O chamado “The Big One” – uma ação de quatro dias (de 21 a 24/4), em que pessoas de todos os grupos e movimentos, não apenas do XR, se reuniram em Westminster e nas Casas do Parlamento britânico − foi grande em vários sentidos.

The Big One

A decisão do grupo de abandonar atos como atacar obras de arte em museus e fechar ruas e pontes fez com que famílias com crianças e pessoas que não tinham vontade de ser presas aderissem às manifestações e declarassem apoio.

A nova estratégia refletiu-se na mídia. Notícias negativas sobre problemas causados à população e ao patrimônio deram lugar a debates e testemunhos serenos.

É uma transformação radical no modus operandi do movimento de mais visibilidade atualmente, superando “gigantes” como o Greenpeace − que já foi vítima de ataques do XR.

Pode ser que não dure, caso o grupo julgue que não surtiu efeito. Porém, demonstra um pé na realidade, uma espécie de realpolitik do ativismo ambiental.

Nascido em Londres em 2018, o XR define-se como “um movimento internacional que usa a desobediência civil não violenta na tentativa de deter a extinção em massa e minimizar o risco de colapso social”.

Na primeira manifestação, o grupo colocou em prática um estilo midiático de cobrar soluções para as mudanças climáticas, lembrando o Greenpeace. Adotou elementos visuais, como fantasias lembrando Carnaval, e criou o famoso barco rosa com a frase “Tell the Truth”.

Um ato em Londres em abril de 2019 marcou o estilo de protesto do XR. Ativistas quebraram vidros da sede da Shell e fecharam ruas e uma da principais pontes da cidade.

Uma das curiosidades do grupo é o convite a apoiadores que estejam dispostos a ser presos. Cenas da polícia tentando arrancar manifestantes colados a grades ou ao asfalto ou carregando senhores que estavam deitados no meio da rua viralizaram, tentando construir a ideia de que o sacrifício é válido pela defesa do planeta.

Nem a pandemia, que dificultou manifestações, esfriou a disposição do XR. Em setembro de 2020, um dos alvos foi o jornalismo. Manifestantes bloquearam a distribuição de jornais, o que foi interpretado como violação da liberdade de imprensa.

Em 2022, a temperatura subiu mais. Duas extensões radicais do XR, o Insulate Britain e o Just Stop Oil, danificaram obras de artes e causaram o terror no Reino Unido.

Cenas exibidas na TV como a de uma mulher que precisava levar uma pessoa ao hospital implorando pela abertura de uma rua bloqueada podem ter agradado aos mais radicais. Para a maioria, mesmo aqueles que se preocupam com as mudanças climáticas, não ajudaram a angariar simpatia, como apontaram pesquisas.

Segundo o acompanhamento do instituto YouGov, o grupo é conhecido por 73% da população britânica, mas admirado apenas por 16%.

Ao mesmo tempo em que a falta de aprovação popular pode ter começado a preocupar, um projeto de lei apresentado no Parlamento para endurecer a repressão de protestos deve ter contribuído para a declaração do XR no primeiro dia de 2023: “We quit”.

Não foi uma desistência da causa, e sim uma reorientação da forma de pressionar. O Big One exibiu pela primeira vez a nova face do Extinction Rebellion. Uma face simpática, capaz de se mostrar mais eficiente do que um punhado de extremistas adotando a tática do medo.

Essa gente que foi ou assistiu aos atos mais pacíficos deste fim de semana pode se engajar mais facilmente em manifestações, pressionar empresas e o poder público. Pode também ser convencida a fazer escolhas mais sustentáveis, afetando hábitos de consumo e marcas individuais.

Alianças importantes começam a surgir. Mais de 100 advogados renomados assinaram no fim de março uma Declaração de Consciência comprometendo-se a não processar manifestantes ou movimentos.

Os protestos violentos fizeram barulho e projetaram o XR, mas na prática não causaram transformação. Tentar uma nova estratégia é um movimento sábio para quem quer mais do que publicidade.


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