Brasil adere a grupo mundial por liberdade de imprensa e comunicação
O governo brasileiro aderiu em 31/8 à Parceria Internacional para a Informação e a Democracia, grupo formado por 51 países para promover princípios democráticos na comunicação.
Entre as medidas defendidas pelas nações estão o combate à desinformação, a liberdade de imprensa e o direito do acesso a informações confiáveis. O anúncio foi feito pelo Itamaraty, após visita da secretária-geral das Relações Exteriores, a embaixadora Maria Laura da Rocha, à França.
“Ao somar-se à Parceria, o Brasil busca incentivar princípios de transparência, responsabilidade e neutralidade em atividades de comunicação, inclusive em meios virtuais. A adesão reforça, ainda, o compromisso em combater a disseminação do racismo e de todas as formas de discriminação e intolerância”, divulgou o órgão.
O Itamaraty também frisou que o País busca combater desinformação e o discurso de ódio, proteger o trabalho de jornalistas e profissionais de imprensa e promover o respeito aos direitos humanos e liberdades fundamentais.
O grupo foi criado em 2019, em Nova York, durante assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU). Entre os signatários estão Austrália, Argentina, Canadá, Alemanha, Grécia, África do Sul, Reino Unido, e EUA. Os princípios acordados são baseados na Declaração Internacional de Informação e Democracia, publicada em 2018. (Saiba+)
Jussara Soares e Pedro Venceslau reforçam a cobertura política da CNN Brasil
A CNN Brasil anunciou as chegadas deJussara Soares e Pedro Venceslau para reforçar sua cobertura sobre política. De acordo com o comunicado interno, as contratações têm como objetivo dar continuidade à estratégia de conteúdo da emissora ao investir em hard news e análises qualificadas.
Com 20 anos de carreira, Jussara teve passagens por Infoglobo, Diário de S,Paulo, Veja SP, Estadão e O Globo, onde nos últimos dois anos foi repórter em Brasília. Pedro era repórter especial de Política do Estadão, e também foi repórter e colunista do Brasil Econômico.
O jornalista João Luiz Domenech Oneto, ex-O Globo e comunicação corporativa da Coca-Cola, teve seu perfil banido do LinkedIn, após mais de dez anos de atuação na plataforma. Ele denunciava informações falsas veiculadas na rede e sofreu ataques por causa das denúncias, mas acabou sendo banido do LinkedIn sob a justificativa de suposto descumprimento de normas de utilização do perfil e assédio a outras contas.
No início da pandemia, Oneto percebeu que muitos perfis estavam compartilhando fake news e desinformação sobre a Covid-19, vacinas e o tratamento dado ao tema pelo governo Bolsonaro. Ele então passou a denunciar as postagens, explicando que se tratava de conteúdo desinformativo, e criticando as diretrizes de combate à desinformação do LinkedIn. Diversos perfis passaram a atacar e ameaçar o jornalista.
Oneto, porém, é que foi banido da rede, sob a alegação de que teria violado diretrizes de uso do perfil do LinkedIn e cometido assédio contra outras contas. “Para minha perplexidade, eles dizem que o culpado sou eu. Mesmo diante de todos os insultos registrados. Querem me transformar em um extremista”, declarou o jornalista nas redes sociais.
As postagens denunciadas por Oneto continham fake news como “a cloroquina cura”, “máscaras não servem para nada”, “pessoas assintomáticas não transmitem”, “isolamento foi idiotice e Bolsonaro tinha razão” e “três comprimidos de ivermectina salvam mais que duas doses da vachina”. As ameaças que recebeu incluíam mensagens dizendo que iriam até a casa dele “educá-lo”, ou que ele receberia uma “visita surpresa” caso continuasse. As intimidações chegaram até à família de Oneto. Um de seus familiares, com o mesmo sobrenome, recebeu uma mensagem de uma conta dizendo que iria visitar o seu comércio.
Prints das ameaças contra João Oneto (Crédito: Abraji)
Oneto entrou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro pedindo não só sua reintegração à rede como também a reparação por danos causados pelos ataques e por ter sido excluído de uma plataforma muito importante para a atuação profissional. O jornalista apresentou à Justiça diversos prints de denúncias que fez e ameaças que recebeu.
“Fui achando um fio de que eram os mesmos perfis, de pequenos empresários, principalmente do Sul do País. Havia perfis falsos e pessoas operando vários perfis”, disse Oneto. “Devo ter milhares de prints. Diante disso, eu, que sempre escrevi sobre comunicação empresarial, tive como primeira reação denunciar essas postagens, mas o sistema automático sempre dizia que não havia nada errado. Me sinto assediado moralmente. Mas essa denúncia contra o LinkedIn não é apenas sobre mim. A plataforma está abrigando criminosos que atentam contra o País e contra outras pessoas”.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) procurou o LinkedIn para um posicionamento da empresa, que declarou que não comenta situações com usuários específicos por questão de privacidade.
O Congresso Internacional de Jornalismo de Educação, realizado pela Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca), terá como um dos temas principais a cobertura da imprensa a ataques violentos a escolas. No primeiro dia de evento, que ocorrerá em 18 e 19 de setembro, na Fecap, em São Paulo, três mesas debaterão o tema.
Em um dos primeiros debates do Congresso, a Jeduca promoverá uma discussão sobre o chamado Efeito Contágio, o impacto da cobertura da imprensa sobre atentados a escolas e como essa cobertura pode influenciar novos ataques. Participará da mesa a pesquisadora norte-americana Sherry Towers, uma das principais referências de pesquisa sobre o Efeito Contágio no mundo. Também estará presente a pesquisadora da Unicamp Telma Vinha, que comentará pesquisas internacionais e estudos de casos brasileiros. A mediação será de Renata Cafardo, presidente e uma das fundadoras da Jeduca.
Logo na sequência, haverá uma mesa composta apenas de jornalistas, que discutirão a cobertura da imprensa aos ataques, com foco nos dilemas éticos que enfrentam na hora de decidir o que escrever, como relatar e qual destaque dar ao assunto. Participam da mesa: Laura Mattos (Folha de S.Paulo), Lorrany Martins (A Tribuna/ES), Maurício Xavier (O Globo) e Victor Vieira (Estadão), com mediação de Marta Avancini, da Jeduca.
> Após o almoço, o Congresso terá um debate entre professores, que discutirão como lidam com tensões frequentes e violência na escola, abordando temas como bullying, discursos de ódio, relações conflituosas. A ideia é debater como os educadores enfrentam conflitos, desde rotineiros até os próprios ataques violentos. Integrarão a mesa Celiana Moroso (DF), Cinthia Barbosa (São Paulo) e Erison Lima (AM), com mediação de Tatiana Klix (Porvir/Jeduca).
O 7º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação da Jeducajá está com inscrições abertas. O evento tem apoio institucional do Jornalistas&Cia.
Nesta edição, o escritor Fernando Morais e a documentarista Sônia Bridi recebem o troféu-símbolo do prêmio, a meia lua recortada com a silhueta de Vladimir Herzog. Além deles, a repórter e apresentadora Glória Maria será homenageada in memoriam.
Fernando Morais é reconhecido como um dos principais biógrafos do País. Trabalhou em Veja, Jornal da Tarde, Folha de S.Paulo e TV Cultura. É autor de obras consideradas clássicas como A ilha (1976), Olga (1985), Chatô, o Rei do Brasil (1994), Cem quilos de ouro (2003) e Lula – vol. 1 (2021).
Sônia Bridi é uma das principais vozes de jornalismo ambiental do Brasil. É repórter especial na TV Globo há mais de três décadas e já foi correspondente da emissora em Londres, Nova York, Pequim e Paris. A profissional também foi responsável por liderar a equipe de reportagem que denunciou neste ano o crime humanitário contra indígenas da tribo Yanomami, em Roraima.
Gloria Maria, falecida em fevereiro passado, foi a primeira repórter a entrar ao vivo e em cores no Jornal Nacional. Além de colecionar momentos históricos na emissora, protagonizou reportagens em mais de 100 países. Também apresentou o Fantástico e comandou o Globo Repórter por mais de 12 anos
A cerimônia de premiação será em 24 de outubro, às 20h, no Tucarena, em São Paulo.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou decisão da Justiça do Distrito Federal que censurou reportagem da revista piauí, publicada em junho, sobre o enfraquecimento dos programas Mais Médicos e Médicos Pelo Brasil durante o governo Bolsonaro.
A reportagem O cupinzeiro, do repórter Breno Pires, mostra como o Mais Médicos foi substituído por uma agência que teria se transformado em um ninho de falcatruas, praticando nepotismo ao contratar amigos de dirigentes, incluindo Lucas Wollmann, que assumiu a gerência de formação, ensino e pesquisa, e sua mulher Diani de Oliveira Machado, contratada como assessora da diretoria técnica.
Sob a alegação de informações inverídicas, o casal entrou na Justiça e pediu a remoção da reportagem do site da piauí e a retirada de circulação da edição impressa da revista. Em junho, Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, juiz da 21ª Vara Cível do Distrito Federal, determinou a remoção do nome do casal da matéria. Como a edição já havia sido distribuída a milhares de pontos de venda espalhados pelo País, o juiz determinou o recolhimento da revista das bancas.
Na decisão que derruba a censura, o ministro do STF afirmou que a determinação anterior punha a liberdade de imprensa em segundo plano: “Na espécie, a liberdade de imprensa aparentemente foi colocada em 2º plano em relação aos direitos de intimidade dos autores, invertendo-se o regime de prioridade. Em regra, eventual prejuízo à honra e a vida privada dos atingidos pela reportagem jornalística deve ser aferido a posteriori, não sendo cabível medida judicial que imponha o recolhimento liminar de todos os exemplares físicos de uma edição de uma revista de caráter nacional. No caso específico, não existem motivos para afastar tal regra geral”.
Ingrid Silveira é a nova secretária executiva da Rede Cerrado
Ingrid Silveira foi nomeada nova secretária executiva da Coordenação da Rede Cerrado, entidade que defende o bioma, seus povos e comunidades tradicionais. Ela sucede a antropóloga Kátia Favilla, que liderou a organização desde 2018. Ingrid assume o posto no momento em que a entidade trabalha nos preparativos para o X Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, marcado para de 13 a 16/9, em Brasília.
Graduada em Jornalismo pelo IESB, com pós-graduação em Sustentabilidade, com ênfase em organizações, negócios e meio ambiente, atua também como coordenadora de Comunicação na Fundação Pró-Natureza (Funatura).
Para ela, o desafio primordial é elevar a defesa do Cerrado ao foco das atenções da sociedade brasileira, parlamento e governos, reconhecendo a importância vital do bioma e suas comunidades para a sociobiodiversidade.
Osmar Santos terá exposição de pinturas no Instituto Gustavo Rosa
O Instituto Gustavo Rosa (IGR), em São Paulo, realizará uma exposição das obras do ex-locutor esportivo Osmar Santos. Conhecido como o “pai da matéria” no meio esportivo e como “o locutor das Diretas Já”, o profissional de 76 anos começou a se dedicar à pintura após sofrer um acidente de carro, em 1994.
Osmar teve passagens pelas rádios Jovem Pan, Record e Globo, consagrando-se em narrações de Copas do Mundo. Após o acidente, teve sequelas na fala e nos movimentos do corpo que o impediram de continuar atuando na profissão.
Segundo seu irmão, o também narrador Oscar Ulisses, da CBN, a pintura foi a forma que ele encontrou de lidar com o acontecimento: “O que começou como uma terapia, para ele ter um canal de comunicação com o mundo, transformou-se em uma forma de ele tocar a vida”.
A exposição será de 21 e 30 de setembro, de segunda a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados, das 10h às 14 horas. A abertura, no dia 21, contará com presença de Osmar. O Instituto fica na rua Veneza, 920, no bairro do Jardim Paulista.
O Flow News, vertical focada em jornalismo dos Estúdios Flow lançada em maio deste ano, anunciou a contratação do apresentador Rafael Colombo, que passa a comandar o programa a partir desta segunda-feira (4/9). Ele substitui a Marcela Rahal, que deixou o projeto e reforçou a equipe da TV Veja.
“Os Estúdios Flow têm um compromisso notável com a excelência jornalística e a imparcialidade, valores que também considero fundamentais em minha carreira”, declarou Colombo. “Estou ansioso para contribuir com meu conhecimento e paixão pelo jornalismo em um ambiente tão promissor”.
Colombo trabalhou anteriormente em Band, Estadão e CNN Brasil. Nesta última, apresentava o programa Novo Dia. Foi demitido da emissora em agosto, em processo de reestruturação promovido pelo canal.
O Flow Newsvai ao ar de segunda a sexta, às 18h30, no YouTube. A atração destaca as principais notícias do dia, promovendo uma conversa entre o apresentador e convidados.
Depois de anunciar na semana passada a sua saída do UOL, em São Paulo, onde há dois anos era editor de hard news, Ed Wanderley está de mudança para Brasília. A partir de 11 de setembro ele passa a integrar o time sucursal da Agência Pública na Capital Federal.
Apesar da rápida recolocação, ele explica que as duas movimentações não tiveram relação e que o novo desafio surgiu após o anúncio de sua saída do UOL: “Recebi um convite incrível do diretor Thiago Domenici para ser o editor de Brasília e não quis perder a oportunidade de voltar ao jornalismo investigativo num projeto em que acredito tanto”.
Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco, Ed começou a carreira como colunista do portal JC Online e produtor no SBT Recife. Após uma rápida passagem em 2009 pela TV Tambaú, afiliada do SBT na Paraíba, retornou à capital pernambucana, onde se destacou como repórter e editor do Diário de Pernambuco, acumulando nesse período mais de uma dezena de prêmios de jornalismo. Atualmente, integra a lista dos TOP 10 +Premiados Jornalistas da História na Região Nordeste, segundo o Ranking dos +Premiados da Imprensa Brasileira.