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ESPN renova com comentaristas e narradores

ESPN renova com comentaristas e narradores

A ESPN promoveu a renovação do contrato de diversos profissionais, entre eles o comentarista Mauro Neves e o narrador Fernando Nardini. As informações são do F5, da Folha de S.Paulo.

Na emissora desde 2020, Mauro integra a bancada de comentaristas do ESPN FC 2ª Edição. Aos 64 anos, acumula vários trabalhos na área esportiva, incluindo a cobertura de sete edições da Copa do Mundo.

Nardini, responsável por narrar futebol e tênis americano, tornou-se destaque com a cobertura in loco da última edição do Super Bowl no canal. Com a renovação, ele deverá ganhar mais espaço em grandes competições esportivas, como na Libertadores e na Copa Sul-Americana.

Além deles, estão na lista de renovações os comentaristas Vitor Birner, Pedro Ivo Almeida, Ubiratan Leal e Sylvio Bastos.

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Morre Afonso Monaco, repórter do Domingo Espetacular, aos 78 anos

Morre Afonso Monaco, repórter do Domingo Espetacular, aos 78 anos

O repórter Afonso Monaco faleceu na noite da última sexta-feira (12/4), aos 78 anos, vítima de um câncer, em São Paulo. Nos últimos 20 anos, o profissional atuou na equipe do Domingo Espetacular e foi responsável pela cobertura de casos relevantes, como o desaparecimento da menina Madeleine McCann, em Portugal, em 2007.

Ele iniciou a carreira profissional como químico de laboratórios, em 1970. Mais tarde, cursou ciências sociais na Universidade de São Paulo, quando decidiu se dedicar ao jornalismo. Monaco também trabalhou em programas da Globo, como Fantástico e Globo Rural.

Em nota de pesar, a Record destacou a admiração e gratidão pelo período trabalhado com o profissional: “Nos mais de 50 anos dedicados ao jornalismo, Afonso é um dos repórteres mais respeitados do Brasil emprestando sua credibilidade às matérias, que nos últimos anos estavam na Record. Seu compromisso com a verdade e sua paixão pelo jornalismo deixam um legado inestimável”.

Afonso deixa esposa, dois filhos e dois netos.

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InfoMoney fecha parceria de conteúdo com The New York Times, Harvard Business Review e Fortune

InfoMoney fecha parceria de conteúdo com The New York Times, Harvard Business Review e Fortune

O InfoMoney, publicação especializada em economia, investimentos e negócios, fechou uma parceria de conteúdo com o The New York Times Licensing Group para publicar reportagens de The New York Times, Harvard Business Review e Fortune.

Com a parceria, os leitores do InfoMoney passam a ter acesso a matérias e vídeos sobre economia global produzidos pelos três veículos internacionais. O objetivo da iniciativa é oferecer de forma gratuita aos seguidores do InfoMoney novos olhares sobre economia e finanças do dia a dia.

Do The New York Times, o InfoMoney publicará reportagens e análises da coluna e newsletter DealBook, do editor Andrew Ross Sorkin, que traz um olhar crítico sobre os mercados americanos e seus impactos na economia global.

Sob liderança de Mariana Segala, a equipe do InfoMoney selecionará artigos de Harvard Business Review e Fortune, com foco em temas que sejam de interesse da audiência brasileira, como mercado financeiro, inovação e políticas públicas que mexem com a agenda social e dos negócios.

“Os artigos e vídeos de The New York Times, Harvard Business Review e Fortune são uma retribuição à fidelidade de nossa audiência em diferentes plataformas, além de uma oportunidade de conquistar novos consumidores de informação interessados na mais qualificada cobertura de negócios realizada do mundo. Ganhamos todos”, declarou Segala, sobre a parceria.

Sindicato dos Jornalistas de SP comemora 87 anos com acervo de livros de Audálio Dantas

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) completa nesta segunda-feira (15/4) 87 anos de trabalho. Para celebrar o marco, a entidade realizará uma comemoração na quinta-feira (18/4), das 18h às 22h, no auditório Vladimir Herzog.

O evento será marcado pela incorporação de parte do acervo de livros de Audálio Dantas, ex-presidente do SJSP, à biblioteca Milton Bellintani, criada em 2023, que tem o objetivo de reunir obras diversas escritas por jornalistas. A biblioteca já tem cerca de 1,5 mil obras catalogadas e registradas.

Estarão presentes na festa familiares de Audálio Dantas, além de convidados especiais do SJSP. O evento será no Auditório Vladimir Herzog, na sede do sindicato (Rua Rego Freitas, 530, sobreloja, Vila Buarque – próximo ao Metrô República).

Abraji lança relatório sobre assédio judicial contra jornalistas

Abraji lança relatório sobre assédio judicial contra jornalistas
Tingey Injury Law Firm/Unsplash

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) lançará o projeto Monitor de Assédio Judicial contra Jornalistas. O lançamento será feito durante a realização do debate O que é assédio judicial contra jornalistas? Como identificar, monitorar e combater, em 24/4, às 19h, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP), em São Paulo. Nele, especialistas e profissionais discutirão o uso de perseguições judiciais como barreira para a liberdade de imprensa.

Apoiado pela Unesco, o monitoramento analisou e sistematizou episódios de assédio judicial sofrido por profissionais no Brasil. Com metodologia própria, que define o que é o assédio judicial e como identificá-lo, o relatório se concentra em casos cujo alvo sejam atividades jornalísticas em temas de interesse público.

Para a coleta de dados, consulta e construção, a iniciativa contou com a consultoria de Rafael Mafei, advogado e professor de Direito da USP e da ESPM, Tornavoz, Ajor, FMMSA, RSF e Palavra Aberta, entre outros. O objetivo do projeto é oferecer um meio público de acompanhamento e visibilidade para vítimas de ações judiciais abusivas.

Além de presencial, o evento será transmitido online pelo canal da Abraji no YouTube.

Leia também: ONU oferece workshop gratuito sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

ONU oferece workshop gratuito sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A Organização das Nações Unidas (ONU) oferecerá na próxima terça-feira (16/4) um workshop gratuito para jornalistas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O evento acontecerá de forma online e presencial, em Teresina, no Piauí. Serão emitidos certificados aos participantes. O treinamento será ministrado por Luciana Bruno e Aline Bacelar, representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Enio Pontes, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e diretor de ciência e tecnologia do PROIFES-Federação.

Entre os temas abordados estão os 17 ODS e a Agenda 2030, com ênfase em energias renováveis e hidrogênio verde. Interessados em participar precisam credenciar-se até o fim desta sexta-feira (12/4) pelo e-mail [email protected].

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Pesquisa Jornalismo ESPM e Jornalistas&Cia mostra que um em cada quatro jornalistas no País não usa inteligência artificial no trabalho

AI generativa, jornalismo e democracia: relatório levanta antigas e novas preocupações

Em edição especial para celebrar o Dia do Jornalista, Jornalistas&Cia apresenta os resultados da pesquisa A Inteligência Artificial para Jornalistas Brasileiros, produzida pelo grupo de pesquisa Tecnologias, Processos e Narrativas Midiáticas do Curso de Jornalismo da Escola Superior de Propaganda e Marketing, de São Paulo.

A pesquisa mostrou que a maioria dos jornalistas brasileiros usa a inteligência artificial (IA) no trabalho, porém sem receber treinamento sobre essa tecnologia. Apesar de ser adotada de alguma maneira em tarefas jornalísticas por mais da metade (56%) dos profissionais, uma parcela significativa da categoria (26,5%, um de cada quatro), diz não usar IA de nenhuma forma no seu trabalho.

Os objetivos da pesquisa são identificar o nível de conhecimento da inteligência artificial generativa por jornalistas atuantes no País e conferir o grau de conhecimento e de utilização de suas ferramentas na produção e nos negócios jornalísticos, bem como as preocupações que envolvem seu uso na atividade profissional. Os nomes dos participantes são mantidos em sigilo e os dados obtidos serão utilizados para trabalhos acadêmicos e para a produção de notícias sobre o tema no Jornalistas&Cia.

Na primeira fase do estudo, realizada de 19 de dezembro de 2023 a 24 de fevereiro último, 423 jornalistas responderam a um questionário online com 13 perguntas em escala Likert (com alternativas de concordância a discordância total com as perguntas). Entre os respondentes, há profissionais das cinco regiões do País, de 21 das 27 unidades da federação, de diferentes faixas etárias, áreas de atuação, funções e vínculos empregatícios.

Leia a edição na íntegra aqui.

O adeus a Márcia Denser

Márcia Denser morreu em 5/4, aos 74 anos, em São Paulo. Em redes sociais, a família, que não informou a causa da morte, escreveu: “Momento de grande dor na família. Ela foi em paz”.

Contista, romancista e jornalista, publicou o primeiro livro, Tango fantasma, aos 23 anos. Estudou em colégio de freiras e formou-se, em 1974, em Comunicação e Artes na Universidade Mackenzie. Começou a carreira na extinta revista Nova, na qual assinou uma coluna sobre literatura e foi responsável por organizar uma antologia de contos eróticos. Passou também por outros veículos, como Folha de S.Paulo, Interview e Vogue. Nos anos 1990, ministrou oficinas literárias na Biblioteca Mário de Andrade. Anos depois, publicou Ponte das Estrelas, seu primeiro trabalho infanto-juvenil.

Atuou como curadora de literatura no Centro Cultural São Paulo e foi colunista do site Congresso em Foco, durante oito anos, até 2013, no qual escreveu sobre cultura e política. Os textos publicados no site deram origem à última obra dela, o DesEstórias, uma coletânea de artigos “intensamente subversivos”, segundo definição da própria autora.

Márcia foi casada com o também escritor Raduam Nassar. Nos últimos anos, já aposentada, dividia-se entre a realização de cursos e oficinas literárias e tinha forte atuação nas redes sociais, onde mais recentemente pediu ajuda financeira para custear o tratamento de uma osteoporose.

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Documentário inspirado em obra de Moacir Assunção sobre adversários de Lampião estreia no domingo (14/4)

Estreia em São Paulo neste domingo (14/4), no cine Reag Belas Artes (rua da Consolação, 2.423), às 12h30, o documentário Acordo com Lampião só na boca do fuzil, inspirado no livro Os homens que mataram o facínora (Editora Realejo), de autoria de Moacir Assunção, que também assina o roteiro. A direção, montagem e cinematografia é de Marcelo Felipe Sampaio. A entrada é franca.

O documentário conta a história dos Nazarenos, moradores do distrito de Nazaré do Pico, cidade de Floresta (PE), que enfrentaram Lampião, a Coluna Prestes e a polícia de Pernambuco nos primeiros anos do século XX. Eram os únicos combatentes que Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião (1897-1938), temia, tanto que tentou por várias vezes fazer acordos de paz com eles, recebendo de volta a frase-título deste documentário: “Acordo com Lampião só na boca do fuzil”.

Haverá sorteio de camisetas e livros. Veja aqui o trailer.

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Mais uma escola de jornalismo? Sim, para crianças negras escreverem suas próprias histórias

Faith e Serlina Boyd

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

Com tantos jornalistas formados em boas faculdades e ainda assim desempregados mundo afora, é preciso abrir novas escolas de jornalismo? No Reino Unido está nascendo mais uma, só que bem diferente e necessária.

A Cocoa School of Journalism and Creative Arts começa a funcionar esta semana em Beckenham, no sul de Londres, uma região desfavorecida, onde as notícias são quase sempre negativas e pouco inspiradoras para quem não nasceu nobre e branco.

A iniciativa é de Serlina Boyd, que em 2020 fundou a revista Cocoa Girl, dedicada a meninas negras entre 7 e 11 anos, que, como a filha dela, Faith, não se sentiam representadas na imprensa nem na vida cotidiana.

Faith e Serlina Boyd

Faith tinha seis anos quando sofreu bullying na escola devido à cor de sua pele. A mãe transformou a indignação em um projeto que virou referência em mídia inclusiva e ganhou apoio de todos os lados − de ONGs a marcas comerciais voltadas para crianças, que correram para se associar a ele.

A fundadora da Cocoa Girl é do ramo: ela formou-se em design no Instituto de Artes de Surrey, trabalhou como diretora de arte em empresas e publicações diversas e administrava um negócio de cuidados infantis antes de se deparar com a situação que a impulsionou a criar a revista.

O sucesso da primeira edição foi imediato: a Cocoa Girl vendeu mais de 11 mil cópias apenas online. Meses depois veio a Cocoa Boy, para meninos.

O projeto foi premiado em 2020 como lançamento do ano pela British Society of Magazines. Serlina Boyd passou a dar palestras e participar de eventos em todo o país, principalmente em escolas, que adotaram a revista como peça de apoio para as aulas.

O visual da revista é pop. As crianças não são apenas personagens. Elas também escrevem, fazem entrevistas e publicam fotos e ilustrações, auxiliadas por profissionais. Com a escola, esse aprendizado em jornalismo será sistematizado e expandido.

O currículo ensinará às crianças os fundamentos do jornalismo, como reportagem, edição de vídeo e ilustração, mas irá além das técnicas de imprensa.

Ao apresentar o ideia, Serlina Boyd disse que o projeto da escola foi concebido como um centro de criatividade, abordando também estudos como escrita criativa e música, para dar aos alunos inspiração na busca de caminhos diversificados para as suas vidas.

Os adultos também terão vez. Cursos noturnos ensinarão habilidades como contação de histórias e moda.

O problema de Boyd vai ser administrar a demanda: mais de 300 pais tentaram inscrever os filhos assim que a notícia do lançamento da Cocoa School of Journalism and Creative Arts tornou-se pública.

Representação de negros na mídia dominada pela elite

Muitos devem fazer parte da parcela da população que não se vê representada na mídia tradicional, um problema global e particularmente grave no Reino Unido, com uma imprensa dominada por profissionais brancos e originários da elite econômica e social do país.

O mais recente levantamento do Instituto Reuters para Estudos do Jornalismo sobre lideranças negras na imprensa, divulgado em março, mostrou que apenas 7% dos chefes principais das grandes redações britânicas não são brancos. No Brasil é ainda pior: a taxa é zero, assim como na Alemanha.

A criadora da Cocoa Girl citou um relatório do Sutton Trust, uma organização que promove a mobilidade social no Reino Unido, apontando que 80% dos editores do país foram educados em escolas privadas, enquanto apenas 11% dos jornalistas têm origem na classe trabalhadora e 0,2% são negros.

Dizendo-se chocada com as estatísticas, ela defende que mais jornalistas negros contem as histórias das pessoas negras, ecoando o que pregam especialistas como os pesquisadores do Instituto Reuters.

No relatório deste ano, o Instituto chamou a atenção para sinais de que, depois do chamado “acerto de contas racial” desencadeado pelo assassinato de George Floyd e pelo movimento Black Lives Matter, a diversidade e a inclusão nas redações podem estar perdendo força. As demissões em massa estariam atingindo os negros de forma mais acentuada, segundo o Reuters.

No caso da iniciativa da Cocoa School of Journalism and Creative Arts, não se trata apenas de inclusão racial, mas também de dar a crianças as ferramentas para praticar jornalismo de e para crianças, ideia que não é nova mas nem por isso deixa de ser importante.

 

Muitas dessas crianças poderão chegar à idade adulta inspiradas pelo poder transformador do jornalismo e capacitadas a se tornarem profissionais de imprensa, contribuindo para quebrar a barreira racial e quem sabe alcançar o topo da cadeia de comando em redações influentes − o que seus avós e pais não conseguiram.


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